SECRETARIA GERAL PARLAMENTAR
SECRETARIA DE REGISTRO PARLAMENTAR E REVISÃO - SGP-4
22ª SESSÃO ORDINÁRIA
03/04/2025
- Presidência do Sr. João Jorge.
- Secretaria do Sr. Hélio Rodrigues.
- À hora regimental, com o Sr. João Jorge na presidência, feita a chamada, verifica-se haver número legal. Estiveram presentes durante a sessão os Srs. Adrilles Jorge, Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Ana Carolina Oliveira, André Santos, Carlos Bezerra Jr., Celso Giannazi, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Dheison Silva, Dr. Milton Ferreira, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Eliseu Gabriel, Ely Teruel, Fabio Riva, Gabriel Abreu, George Hato, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Félix, Jair Tatto, Janaina Paschoal, João Ananias, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Major Palumbo, Marcelo Messias, Marina Bragante, Nabil Bonduki, Pastora Sandra Alves, Paulo Frange, Professor Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Ricardo Teixeira, Roberto Tripoli, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sandra Santana, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Senival Moura, Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Há número legal. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Esta é a 22ª Sessão Ordinária, da 19ª Legislatura, convocada para hoje, dia 3 de abril de 2025.
Informo que o prazo para votação da 1ª Sessão Extraordinária Virtual se encerrará amanhã, dia 4 de abril, às 19h. Peço aos Srs. Vereadores que ainda não votaram pelo plenário virtual que o façam até amanhã, às 19h. A assessoria informa que, até agora, 43 Srs. Vereadores já registraram seus votos, faltam 12 Srs. Vereadores.
Até o momento, dos 25 projetos pautados, 24 já possuem votos para a aprovação, restando apenas um PDL que ainda não atingiu a quantidade necessária de votos. Aos Srs. Vereadores que não conseguiram votar e estejam em plenário, temos computador para votar.
O Vereador tem todo o direito de não votar, mas, respeitosamente, lembramos alguns Srs. Vereadores que, caso queiram votar, basta procurar sua assessoria ou a assessoria da Casa.
Srs. Vereadores André Santos, Amanda Vettorazzo, Carlos Bezerra Jr., Dheison Silva, Ely Teruel, Fabio Riva, George Hato, Gilberto Nascimento, João Ananias, Luana Alves, Nabil Bonduki e Professor Toninho Vespoli, apenas lembrando: se V.Exas. preferirem não votar, respeitamos; mas se, porventura, se esqueceram ou não se atentaram à data, informo que o prazo é até amanhã.
Em seguida ao Pequeno Expediente, vamos aos comunicados de liderança e, finalmente, na última etapa, tentaremos apreciar mais uns 50, 60, 100 vetos hoje.
Passemos ao Pequeno Expediente.
PEQUENO EXPEDIENTE
- Dada a palavra aos oradores inscritos, verifica-se a desistência dos Srs. Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Tem a palavra o nobre Vereador Adrilles Jorge.
O SR. ADRILLES JORGE (UNIÃO) - (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, bem se sabe que um dos males da sociedade contemporânea é o consumo excessivo de pornografia. A pornografia afeta a cognição, afeta a ação, afeta a afetividade, a aproximação de homens a mulheres, de mulheres a homens, afeta todo o conjunto de crescimento de um indivíduo.
Nesse sentido, estou exatamente protocolando um projeto que visa proibir quaisquer manifestações, quer sejam musicais ou pseudoartísticas, que falem de pornografia, não como descrição, mas como apologia. Não somente de músicas que façam apologia à pornografia, mas também ao consumo de drogas, à violência e ao crime organizado.
E, Sr. Presidente, falo sobretudo de música popular. Temos uma vasta tradição de música popular brasileira de excelente qualidade. E, nesse ponto, agrado até a Esquerda. Artistas como Chico Buarque, Tom Jobim e Caetano Veloso fizeram a construção de uma música popular extremamente benéfica.
Infelizmente, não vou entrar nas razões, mas essa qualidade musical, do que se chama de alta cultura popular, se defenestrou, decaiu a ponto de ter músicas que falam excessivamente de conteúdo promíscuo, com apologia à promiscuidade, à vulgaridade, com apologia a toda sorte de elementos que entram não no consumo erótico, não na descrição de um erotismo, como no filme O Último Tango em Paris, por exemplo, mas na apologia ao submundo dos instintos.
Nesse sentido, o projeto de minha autoria visa à criação de conselhos dentro das escolas, formados por pedagogos, psicólogos, diretores de escolas, conselheiros, entidades que representam os alunos, instituições escolares, a fim de que façam uma triagem daquilo que pode ser consumido, não só para fins didáticos, mas de entretenimento em recreios, em festejos.
As notícias são que as músicas com linguagem de baixo calão, que fazem apologia, como disse, à pornografia, à promiscuidade, à vulgaridade, ao consumo de drogas, à violência, ao crime organizado, são inoculadas na cabeça de crianças e adolescentes diuturnamente, diariamente, inclusive dentro do ambiente escolar. Não tenho absolutamente a pretensão de extinguir esse tipo de música ou de pseudoarte ou de entretenimento de mau gosto em toda a forma de mídia. Não sou um censor. Mas acredito que dentro do ambiente escolar - que é um ambiente de educação, que promove a emancipação do indivíduo, a construção da cidadania, da gênese de um adolescente em adulto -, isso não pode ser permitido. Então, dentro das próprias escolas vai haver uma triagem do que é percuciente, interessante e produtivo para a educação de uma criança.
Diante de tudo isso, estou protocolando este PL, que visa proibir dentro das instituições escolares qualquer conteúdo que enseja, volto a dizer, que faça apologia, não descrição, mas apologia à promiscuidade, à vulgaridade, à pornografia, ao consumo de drogas, ao crime organizado, à violência, porque esse tipo de música com linguagem de baixo calão, esse tipo de pseudoarte de baixo calão, tem afetado diretamente a psique de crianças e de adolescentes. E em não havendo uma alta cultura popular desenvolvida - e não estou falando de maneira pernóstica nem erudita, mesmo porque a nossa música popular brasileira tem uma tradição excepcional -, não é possível se formar uma sociedade que tenha uma percepção da realidade e que não se rebaixe aos baixos instintos. Então, para altas aspirações, uma grande arte e, para isso, devemos coibir esse tipo de coisa entronizada na cabeça das crianças, desde sua mais tenra infância.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereador Adrilles Jorge.
Tem a palavra o nobre Vereador Alessandro Guedes, que teve aprovado ontem o pedido de instalação de uma CPI.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, obrigado pela palavra.
Na realidade, a Câmara Municipal demonstra o interesse de discutir, debater e enfrentar um problema crônico da cidade de São Paulo, que são as enchentes. A aprovação da CPI ontem foi um marco histórico para a Câmara, para a luta da cidade no combate às enchentes. O problema do Jardim Pantanal vai ser colocado no mapa para ser solucionado definitivamente - não somente o Jardim Pantanal, mas a região também.
Hoje, Sr. Presidente, venho à tribuna para dialogar com todos os Colegas Vereadores, porque estamos num momento, histórico também, de discussão da pauta de vetos. Vetos da década de 2010 até a data de hoje. De lá para cá, são centenas de vetos que estamos apreciando um a um. E este Vereador apresentou um projeto em 2015, o PL 212/2015, por causa de um drama pessoal vivido.
Sou da região de Itaquera. No dia 2 de janeiro de 2015, o meu segundo filho, Alexandre, nasceu. E tivemos uma experiência muito ruim no Hospital Maternidade Leonor de Barros, na região do Brás, ali na Celso Garcia. Quando levei minha esposa para ganhar o bebê ao hospital onde eu nasci, onde o meu primeiro filho nasceu, a equipe hospitalar, a turma da enfermagem, nos falou: “Não. Vocês vão voltar para a unidade de Itaquera, para o Hospital Planalto, porque a sua mulher fez o pré-natal lá. E é lá onde o bebê tem de nascer.”
Imaginem, uma hora de carro para vir, uma hora de carro para ir, bolsa estourada, sofrimento, a preocupação com o bebê, a preocupação com a mãe. A segurança que a mãe tinha em ganhar o seu filho na maternidade, o medo que ela tinha até de voltar e, eventualmente, não ter o médico para fazer o atendimento adequado. Isso gerou um problema. E tive medo de enfrentar a equipe médica e de enfermagem que estava lá, para que ela pudesse ficar e ganhar o bebê.
Isso me motivou a apresentar um projeto de lei que trata justamente do direito de escolha, durante o pré-natal, de a grávida poder indicar em qual unidade hospitalar pretende fazer o parto. E por onde passava e dialogava com a sociedade, com as mães, esse projeto era aprovado. Falavam: “Poxa, que projeto legal. Já sofri com isso e gostaria de ter o direito à escolha”. Esse PL foi aprovado pela Câmara, mas infelizmente foi vetado, na época, pelo Prefeito.
E ontem, dialogando com a Vereadora Janaina Paschoal, a nossa professora, a Vereadora me mostrou um projeto de lei de sua autoria, apresentado na ALESP, que se tornou lei. Esse projeto é muito legal, porque dispõe que as mães têm direito a optar inclusive pela cesariana, em detrimento ao parto natural. Isso é algo muito bom, porque não é só a preocupação das mães, que têm medo de um hospital ou maternidade esticar ao máximo o parto para que seja natural, causando danos irreversíveis à saúde do bebê. Há também outro componente: muitas vezes os hospitais optam pelo parto natural porque o custo é inferior ao de uma cesárea.
E a professora Janaina Paschoal me deu uma aula falando sobre esse assunto, o tanto que já divulgou esses casos para mães que passaram por isso e o risco que é para a saúde do bebê, o que é muito triste. E coincidiu, inclusive, porque nós estávamos falando disso ontem. Essa lei foi aprovada em âmbito estadual, graças a Deus, e as mães que quiserem fazer o parto cesárea terão de se apropriar dessa lei. Elas têm esse direito, hoje, por meio de lei e têm de reivindicá-lo.
E também na pauta de hoje, coincidentemente, está a discussão sobre a gestante ter o direito a fazer o parto na unidade hospitalar que dá segurança a ela, ao seu filho e à sua família.
Sr. Presidente, seria uma oportunidade histórica para a Câmara Municipal se resolvêssemos derrubar esse veto no dia de hoje. Seria interessante para todas as mulheres, seria interessante para a sociedade, para toda a Casa, sem dúvida alguma. Faria bem para quem está lá fora e, muitas vezes, insegura num sistema de saúde no qual é obrigada a ganhar o bebê onde não tem segurança, onde não acredita ser o lugar adequado.
Sr. Presidente, fica aqui o nosso propósito, a nossa intenção de derrubada desse veto, não necessariamente entrando na cota do Partido dos Trabalhadores, que ainda vai fazer a discussão de qual veto quer, não necessariamente na cota de outro partido, mas numa cota da Câmara, das mulheres da Câmara. Com certeza, conseguiríamos aprovar um projeto bom para a cidade, para todas as mulheres e mamães de São Paulo.
- O Sr. Presidente faz soar a campainha.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - Obrigado, nobre Vereadora professora Janaina Paschoal e todos os Colegas que querem que esse veto seja derrubado hoje.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereador Alessandro Guedes. Vamos estudar esse assunto um pouco mais tarde. O tema é sensível, é importante e, por isso vamos discutir a viabilidade daqui a pouco. Já pedi para a assessoria estudar quais as razões do veto, para entendermos e depois discutirmos.
Tem a palavra a nobre Vereadora Amanda Paschoal. V.Exa. tem cinco minutos.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - (Sem revisão da oradora) - Boa tarde, Presidente, meus Colegas.
Uso este espaço para celebrar uma conquista que foi histórica, que aconteceu agora, na terça-feira, para toda comunidade trans/travesti, e ocorreu logo após o Dia Internacional da Visibilidade Trans, comemorado, claro, em todo mundo.
Na terça-feira, a Unicamp aprovou uma política de ações afirmativas em seu vestibular para pessoas trans, travestis e não-bináries. A Unicamp, uma das melhores universidades da América Latina, passará, a partir de agora, a ser ocupada por novos corpos, por novos saberes que vão, no dia a dia da vida universitária, transformar suas próprias vidas e a própria sociedade.
Parabenizo também cada ativista que, após anos de muita luta, com o protagonismo do Núcleo de Consciência TRANS, pôde comemorar essa vitória histórica diante de tantos retrocessos, de discursos de ódio contra a nossa comunidade, na sociedade e nos parlamentos. Os ventos que aprovaram as cotas trans da Unicamp vão chegar às demais universidades públicas de São Paulo e de todo nosso país. Esses ventos, com certeza, também vão chegar a esta Casa, permitindo assim que possamos também aprovar e discutir a reserva de vagas para pessoas trans e travestis, nos cursos ofertados pela Prefeitura na UniCEU, que é o que proponho em um dos projetos que apresentei nesta Câmara Municipal de São Paulo.
Sou uma travesti que ingressou na universidade graças a um cursinho popular preparatório especificamente para pessoas trans, travestis, que hoje coordeno. Também estou como coordenadora de outro cursinho, o Cursinho Popular Demétrio Campos. Portanto, sei da importância de ocuparmos todas as universidades e todos os espaços que nos foram negados na sociedade. Que essa conquista da Unicamp signifique, de uma vez por todas, um avanço fundamental na garantia dos nossos direitos e da nossa dignidade. E que fique claro que não há democracia ou ensino sem a participação de pessoas trans e travestis. Viva a nossa luta, viva a nossa história por mais essa conquista importantíssima.
Também aproveito o meu tempo, Presidente, para me solidarizar com o Coletivo Tem Sentimento, que ontem esteve nesta Casa. Essa organização tem sofrido um ataque totalmente arbitrário da Prefeitura, por meio da Secretaria de Direitos Humanos. Um representante da Secretaria foi até o coletivo para dizer que teriam de desocupar o espaço até a semana que vem.
Sabemos que o Coletivo Tem Sentimento desenvolve um trabalho fundamental na região da cracolândia, resgatando principalmente mulheres trans, travestis como eu, tirando-as da drogadição e dando-lhes oportunidade, capacitando-as para o mercado formal de trabalho e também construindo vínculos de afeto que são fundamentais para que essas pessoas possam seguir com suas vidas em sua plenitude e com acesso à cidadania.
Então me solidarizo e cobro da Prefeitura, que é o ente responsável, para que essa desocupação não siga adiante, para que o Coletivo não seja obrigado a sair do local onde está.
Muito obrigada, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereadora Amanda Paschoal.
Tem a palavra a nobre Vereadora Amanda Vettorazzo.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - (Sem revisão da oradora) - Boa tarde, Presidente. Boa tarde a todos que nos assistem.
Hoje, infelizmente, saímos de casa sem saber se vamos voltar. Hoje, infelizmente, não conseguimos usar um celular na rua sem medo de sermos assaltados. Hoje, infelizmente, não temos liberdade de sair das nossas casas com segurança ou de deixar que os nossos filhos saiam às ruas com segurança.
Enquanto isso, o Governo Federal quer permitir que façam a entrada nos presídios sem a vistoria. Enquanto isso, a Dama do PCC visita ministérios. Enquanto isso, há a saidinha e o enfraquecimento da nossa segurança pública.
Se o Governo Federal é omisso, eu não sou. O Projeto Anti-Oruam foi apenas o primeiro passo contra o crime organizado. Convido a todos para uma grande frente, no dia 14 de abril, nesta Casa Legislativa. É uma frente ampla contra o crime organizado e com a presença dos Vereadores que já protocolaram o PL Anti-Oruam. Mais de 30 cidades já o aprovaram e, em Cuiabá, o Prefeito até já sancionou a Lei Anti-Oruam. Na cidade de São Paulo, ainda não tivemos a tramitação do Projeto Anti-Oruam, mas teremos sua tramitação, se Deus quiser, com um grande pacote anticrime. Então, convido todos a participar, no dia 14 de abril, da grande Frente contra o Crime Organizado.
Parabenizo, também, a Revista Valete, que fez uma ampla reportagem sobre tudo isso e que teve coragem de expor o crime organizado.
Não vamos passar pano. Não temos medo e vamos até o fim. A cidade de São Paulo vai dar o recado contra o crime organizado, já que o Governo Federal não faz nada.
Muito obrigada, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereadora. V.Exa. foi rápida, objetiva e direta. Aliás, o Prefeito Ricardo Nunes elogiou esse projeto.
- Dada a palavra aos oradores inscritos, verifica-se a desistência da Sra. Ana Carolina Oliveira e do Sr. André Santos.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Tem a palavra o nobre Vereador Celso Giannazi. V.Exa. tem a palavra por cinco minutos.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Srs. Vereadores, público que nos acompanha pela Rede Câmara SP e pelas redes sociais, rapidamente falarei sobre alguns assuntos no dia de hoje.
Primeiro, aproveito o tema trazido pelo Vereador Adrilles, que esteve na tribuna falando sobre a importância da música na rede municipal.
Sr. Presidente, faço um apelo ao Prefeito Ricardo Nunes para que coloque em andamento novamente o Programa Música na Rede. É um programa pelo qual a Prefeitura Municipal de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Educação, contrata professores de música para fazerem o trabalho musical dentro das escolas.
Sabemos, Vereador Adrilles, da importância da música na vida das crianças, de como atua no desenvolvimento psicomotor, socioafetivo, cognitivo, linguístico. A música transforma a vida das crianças, facilita o aprendizado. Temos a experiência muito positiva do Projeto Musicando, do Professor Paulo e de outros professores - que já estiveram nesta Casa algumas vezes -, na rede municipal, que é sensacional. Significa muito na vida das crianças ter esse contato musical.
Então, vimos a esta tribuna pedir para que o Prefeito renove esse contrato e coloque efetivamente esse projeto na rua. Já estamos no mês de abril e esses contratos têm duração de apenas seis meses. Não sei o que está acontecendo neste ano. Se o Prefeito está guardando dinheiro, não sei para quê. Mas S.Exa. precisa reativar esse programa fundamental na rede municipal da educação.
Outro assunto, também muito importante, é a nomeação - o Convoca Já! - dos profissionais da saúde na cidade de São Paulo. Tivemos concurso em 2018 para várias áreas como analista de enfermagem, farmácia, fisioterapia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional. O concurso é de 2018, mas conseguimos que fosse prorrogado. Depois conseguimos, durante a pandemia, que o concurso ficasse suspenso. O prazo de todos os concursos públicos ficou suspenso graças a uma emenda que apresentei nesta Casa. Portanto, todos os concursos ficaram suspensos.
Só que agora, no próximo dia 13 de abril, vence, expira o prazo fatal desse concurso e o Prefeito Ricardo Nunes não nomeia os aprovados no concurso público, mas contrata as organizações sociais. Alega que não tem recurso público para a nomeação dos aprovados. São 2.534 aprovados nessas áreas que citei, mas S.Exa. não os nomeia.
Quando o concurso foi realizado, tínhamos aprovado, na Câmara Municipal, orçamento próprio para esse concurso. Agora o Prefeito diz que não há recurso, mas contrata organizações sociais para fazer esse papel gastando muito mais, e isso não dá para aceitar.
Há uma representação no Ministério Público, que está cobrando a Prefeitura pelo fato de não haver nomeação dos aprovados em concurso público, mas haver a contratação sob a forma de terceirização. Isso é inaceitável.
Então, faço esse apelo ao Prefeito Ricardo Nunes, ao Secretário Municipal da Saúde, Dr. Zamarco, para que procedam, até o dia 13 de abril, pelo menos à autorização da nomeação desses 2.534 aprovados em concurso público da cidade de São Paulo, Sr. Presidente. É fundamental.
Por fim, Sr. Presidente, mais um tema é a questão do contrato das empresas que fazem a limpeza das nossas escolas. A Prefeitura abriu uma licitação e porcamente contratou uma empresa que não paga direitos trabalhistas e não dá condições para as trabalhadoras. Falo especificamente da empresa Soluções, que precariza o trabalhador. Não paga direitos trabalhistas, salários, vale-alimentação e não tem equipamento para fazer a limpeza das escolas. Quem sofre com isso, além das trabalhadoras, obviamente, são as crianças, que ficarão em uma escola suja, em uma escola inadequada para o ensino e aprendizagem, porque não há essa prestação de serviço. Esse contrato com a empresa Soluções é porcamente feito pela Prefeitura de São Paulo. Contrata uma empresa inapropriada, que não tem nenhuma qualificação técnica.
Essa empresa, vejam bem, está em algumas Diretorias Regionais de Ensino. Está na DRE Campo Limpo e está prestes a ganhar uma licitação. O contrato vai ser rompido na DRE Butantã, mas essa mesma empresa está prestes a participar de uma licitação na DRE Capela do Socorro. Essa empresa precariza e explora as trabalhadoras na DRE Butantã - e, para lá, não serve. Esse contrato vai ser rescindido. As escolas da DRE Butantã estão no absoluto caos, porque as trabalhadoras já não estão sendo pagas e não conseguem trabalhar, e essa empresa vai ter o contrato rescindido. Entretanto, o Prefeito Ricardo Nunes vai contratar a mesma empresa na DRE Capela do Socorro. É uma incoerência total.
Estamos acionando o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Município, porque não podemos aceitar essa irresponsabilidade da Prefeitura de São Paulo. A Prefeitura é corresponsável pelos direitos dessas trabalhadoras, que estão sendo precarizadas, e as escolas estão ficando sem a prestação de serviço. Então, tem de haver seriedade e diálogo com o Tribunal de Contas do Município, Sr. Presidente, para que se interrompa esse ciclo, não só na área da limpeza, mas também da merenda escolar. Não dá para aceitar que uma cidade como São Paulo contrate empresas que quase têm mão de obra escrava - que são essas empresas terceirizadas -, na limpeza das escolas municipais. Não dá para aceitar esse modelo imposto pela Prefeitura de São Paulo e vamos levar esse assunto, Sr. Presidente, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Município, para que se interrompa esse ciclo.
Obrigado.
- Dada a palavra aos oradores inscritos, verifica-se a desistência da Sra. Cris Monteiro e do Sr. Danilo do Posto de Saúde.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Tem a palavra o nobre Vereador Dheison Silva.
O SR. DHEISON SILVA (PT) - (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, estou muito feliz porque no dia de ontem, na Comissão de Finanças, aprovamos a Subcomissão de Cultura, que durante vários anos esteve presente na Casa, e esta Legislatura, mais uma vez, terá a Subcomissão de Cultura. Na próxima quarta-feira iremos implementar essa Subcomissão.
Agradeço aos colegas Vereadores e Vereadoras da Comissão de Finanças, que reconheceram a importância de recriarmos a Subcomissão de Cultura. Os membros que integrarão comigo a Subcomissão serão: Vereadora Keit Lima, Vereador Silvinho Leite, Vereador Major Palumbo e o Vereador André Santos. A partir de quarta-feira, a Subcomissão será instalada para discutir, justamente, o que é superimportante, porque a sociedade chama e clama por mais cultura.
Infelizmente, vemos no orçamento da cidade várias rubricas da cultura não sendo executadas. A Subcomissão de Cultura fará esse debate na peça orçamentária, lutando e garantindo que os nossos coletivos de cultura da cidade de São Paulo sejam valorizados.
Solidarizo-me com a fala do Companheiro Celso Giannazi, que me antecedeu na tribuna, a respeito do descaso da Prefeitura em relação às empresas terceirizadas. Na empresa Lume - que acredito seja o grande escândalo que estamos vendo nesta cidade -, trabalhadores do Butantã estão parados porque não receberam suas remunerações. A Prefeitura diz que pagou. Se pagou, então que multe a empresa, que rescinda o contrato e contrate outra empresa. O que não pode é prejudicar os trabalhadores, sobretudo as crianças, que precisam estar na sala de aula, mas que estão sendo privadas disso por conta da incompetência dessas empresas e da Prefeitura, que é responsável, sim, por quem contrata.
Portanto, solidarizo-me com a fala do Vereador Giannazi.
Agora, Sr. Presidente, faço um apelo. Temos duas CPIs na Casa muito importantes que investigarão a questão das HISs - Habitações de Interesse Social - e das enchentes. Então, peço para que tenhamos a CPI dos Cemitérios. Não dá para vivermos na indústria da morte. O que está acontecendo em São Paulo é a indústria da morte. Precisamos investigar isso, falar com essas concessionárias que não estão respeitando os contratos.
O Ministro Flávio Dino, em novembro de 2024, determinou que os cemitérios de São Paulo voltassem a cobrar os valores de serviços funerários praticados antes da privatização. A verdade é que isso não está acontecendo na cidade de São Paulo. Por esse motivo, precisamos implementar a CPI dos Cemitérios a fim de darmos condições às pessoas, sobretudo às mais carentes, de enterrarem seus entes queridos. As pessoas vão atrás de enterro social e voltam com dívidas que se estenderão por dois, três anos. É um absurdo tudo isso.
Portanto, como podemos ter até cinco CPIs na Casa, peço, mais uma vez, a instalação da CPI dos Cemitérios, por conta da urgência do tema.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereador Dheison Silva.
- Dada a palavra aos oradores inscritos, verifica-se a desistência do Sr. Dr. Milton Ferreira.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) -Tem a palavra o nobre Vereador Dr. Murillo Lima.
O SR. DR. MURILLO LIMA (PP) - (Sem revisão do orador) - Boa tarde a todos. Obrigado, Sr. Presidente.
Anuncio a presença do meu irmão, Deputado Federal Delegado Bruno Lima, idealizador do maior projeto na luta contra os maus-tratos aos animais. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Bem-vindo, Deputado.
O SR. DR. MURILLO LIMA (PP) - Deputado Bruno Lima, que também é do PP, luta comigo todos os dias, acorda cedo, dorme tarde também, fazendo com que muitas vidas que estão em sofrimento sejam resgatadas. E fazemos questão também de que os criminosos, que cometem tais atrocidades, sejam punidos, sejam conduzidos para a delegacia.
Então, é uma enorme satisfação e orgulho anunciar a presença do meu irmão nesta Casa, Deputado Federal Bruno Lima.
É isso, Presidente. Obrigado.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereador.
Tem a palavra a nobre Vereadora Dra. Sandra Tadeu. Dra. Sandra, se V.Exa. repetir nesta tribuna o discurso que fez hoje de manhã, aplaudiremos de novo.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - (Sem revisão da oradora) - Boa tarde a todos e a todas. É com o maior orgulho que venho a esta tribuna, mais uma vez, para falar da minha cidade São Paulo, uma cidade que amo demais e não vou mais admitir que falem mal. Só sabem falar coisas ruins.
Hoje o Prefeito Ricardo Nunes, com a sua frota, entregou mais de 115 ônibus elétricos. Será um sucesso o dia em que tivermos todos os ônibus elétricos, porque cada ônibus desse é como se em um ano tivéssemos sete mil árvores a mais. Na verdade, a Vereadora Ely falou uma coisa muito boa, que esses 115 ônibus parados no Anhembi hoje pareciam uma floresta, porque representam uma quantidade enorme de proteção na eliminação do carbono.
Mas o melhor de tudo isso, além do ônibus elétrico, é que bandido não vai mais andar de ônibus. Em breve, bandido não entrará no ônibus, porque dentro dos ônibus teremos o Smart Sampa. Então, na hora em que o digníssimo bandido entrar no ônibus, a câmera vai olhar sua carinha e logo, ao descer, será preso. Falei que bandido vai andar a pé e me disseram o seguinte: “Não. O bandido não vai sair de casa, porque, com o Smart Sampa, vai também ser preso na rua”. Em breve a cidade de São Paulo vai virar isto: em vez de ficarmos presos em casa, o bandido é que ficará preso em casa, porque, se ele andar de ônibus, vão ver a cara dele lá. Se ele andar na rua, vão ver a sua querida carinha angelical de bandido.
E mais, não são só os bandidos. Aquele cara que gosta de passar mãozinha, fazer um carinho delicado, que é mau caráter com as mulheres, também será pego. Olha que maravilha. Quero ver homem molestar mulher em ônibus. Em breve, vai tudo para cadeia. Haja cadeia. Acho que a Prefeitura vai ter de fazer cadeia também. Do jeito que estamos prendendo bandido, estuprador e cara que fica molestando mulher, vamos precisar de muita cadeia. E olha, seu bandidão, cuidado para pegar ônibus. Se pegar, vai ser preso. E, se andar na rua, vai ser preso também.
Mudando de assunto, vou dizer uma coisa muito importante: temos um grande problema com a Enel. E me parece que o Governo Federal não quer romper o contrato com essa concessionária, talvez por julgá-lo muito bom. Não esses 115, mas temos quase 50 ônibus parados, porque a Enel ainda não fez as instalações de acordo com o necessário. Se nem juízes nem advogados conseguem mexer com a Enel, acredito que teremos de fazer uma manifestação popular. Está presente o Sr. Pavanato, que gosta de manifestação, assim como várias pessoas neste plenário. Temos de ir para a rua pedindo “Fora, Enel”. Não queremos mais a Enel na cidade de São Paulo, e quem vai dizer isso é a população de São Paulo.
Faço um apelo a todos os que só discutem “anistia já” ou “sem anistia”: o povo está sem luz na rua. A cada chuva que cai, no mínimo, 200 mil pessoas ficam sem luz por muito tempo. Então, peço a todos para irmos para as ruas gritar “Fora, Enel”. Vamos ver quem vai topar essa parada. Vamos ver quem se preocupa com a população da cidade de São Paulo.
Era isso o que tinha a dizer. E, mais uma vez, senhor bandidão de um cão, tome cuidado ao entrar em ônibus, pois será preso. E se andar na rua, também poderá ser preso, porque, agora, bandido ficará em casa preso e nós é que iremos para a rua.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Muito bem, nobre Vereadora.
- Dada a palavra aos oradores inscritos, verifica-se a desistência da Sra. Edir Sales e dos Srs. Eliseu Gabriel, Ely Teruel, Fabio Riva, Gabriel Abreu, George Hato, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Félix e Jair Tatto.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Não cabe questão de ordem no Pequeno Expediente, nobre Vereadora.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - (Pela ordem) - Não tem pela ordem? Então, quero verificação de presença. Está no Regimento. Quero verificação. Ninguém prestou atenção ao que falei. Alguns estavam rindo; outros, conversando.
- Manifestação antirregimental.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - (Pela ordem) - Quero verificação de presença. Está dentro do Regimento. Sandra Tadeu, presente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Nobre Vereadora, não há questão de ordem. V.Exa. não pode pedir verificação.
- Manifestação antirregimental.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Nobre Vereadora Dra. Sandra Tadeu, V.Exa. não pode pedir verificação de presença quando não está com a palavra. Após o encerramento do Pequeno Expediente, se V.Exa. ainda insistir nisso, poderá fazê-lo. Até lá, vamos apelar a V.Exa. para que não faça isso, mas tem o direito de fazê-lo quando encerrar o Pequeno Expediente.
Tem a palavra a nobre Vereadora Janaina Paschoal.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - (Sem revisão da oradora) - Obrigada, Excelência.
Peço à nossa amiga querida Vereadora Sandra Tadeu, mulher que é um exemplo para todas nós, que não derrube a sessão. Colega, não derrube. Vamos votar esses vetos, vamos derrubar os vetos hoje.
Ocupo a tribuna para fazer coro com o Colega Alessandro Guedes, do PT. Procuro sempre ser justa. Se a proposta é boa, não importa se vem da Esquerda, da Direita, do Centro, quem quer que a apresente, apoiamos. Se a proposta é ruim, tentamos melhorar. E se não conseguimos, vamos para obstrução.
Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, apresentei - se não me engano, foi meu segundo projeto - um projeto para garantir à parturiente, à gestante, a autonomia de participar da escolha da via de parto do seu filho, porque acompanhei vários casos concretos em que na rede pública de saúde a mulher foi obrigada a fazer parto normal e, em virtude de uma obstinação pelo parto normal, acabou faltando oxigênio para o bebê, que tecnicamente se fala em anoxia, o que, muitas vezes, levou ao óbito do bebê e, em outras tantas vezes, levou à paralisia cerebral.
Enfrentei uma resistência muito grande na Assembleia, muitas pessoas diziam que estava criando, que estava inventando, mas consegui levantar muitos dados acadêmicos, científicos, teses de doutorado, mostrando que a obstinação pelo parto normal pode gerar a morte, gerar sequelas. Não estou falando mal do parto normal. O parto normal é ótimo quando é normal, quando existem as condições, a viabilidade fisiológica para tanto.
E, essa obstinação, em regra, existe na rede pública. Não existe na rede privada. Na rede privada, muito embora haja a preferência pelo parto normal, existe a consciência de que não é sempre possível. Então, na rede privada se seguem as regras do CFM, que contempla essa autonomia da gestante, da parturiente. Conseguimos publicar a Lei nº 17.137, de 2019. Trata-se de uma lei estadual, por meio da qual, a mulher grávida tem esse direito e muitas maternidades observam. Com muita frequência visito maternidades para ter a certeza de que essa lei está sendo observada. E ontem, durante sessão na CCJ, houve uma divergência e o nobre Vereador Alessandro falou: “Não se pode generalizar que o PT todo é a favor do aborto. Sou PT e sou contra o aborto”. Falei para S.Exa.: “Não generalizei à toa. Generalizei pela luta que enfrentei na Assembleia, porque lá não tive apoio das Bancadas da Esquerda para essa minha lei”. A partir daí, começamos a conversar sobre o meu projeto, sobre a luta, sobre a lei e o Vereador Alessandro contou a situação envolvendo o nascimento de um de seus filhos, comentando sobre um projeto de lei de sua autoria, aprovado nesta Casa, que garante à mulher grávida escolher a maternidade onde vai ter o bebê.
Por que isso é importante? Primeiro, para criar vínculo dessa gestante com a maternidade. Depois, para estimular o pré-natal, e estimular que a equipe que fará o pré-natal tenha contato com a maternidade. E, finalmente, para viabilizar que essa mulher possa escolher a via de parto pela qual quer que o seu bebê venha ao mundo.
Esse é um tema ao qual me dedico não só como parlamentar, mas como professora de bioética também, e existe uma dificuldade muito grande daqueles profissionais que recebem a parturiente na maternidade respeitarem o que foi indicado pela equipe do pré-natal. Tanto é assim que apresentei um projeto para que o pré-natal conte pelo menos com a coordenação de médico obstetra, até para que a maternidade atenda às indicações daqueles profissionais que acompanharam a gestação.
Então, é toda uma sistemática que garante a saúde da mãe e a saúde do bebê, assim chamada saúde do binômio materno-fetal. E nesse grande sistema de proteção, esse projeto do nobre Vereador tem lugar. Qual não foi a minha alegria constatar que o projeto do nobre Vereador, vetado pelo Poder Executivo, está na lista dos projetos que nós vamos apreciar hoje.
Então, venho pedir encarecidamente, primeiro que a Bancada do PT coloque como prioridade derrubar o veto do projeto do nobre Vereador Alessandro Guedes, que dá às mulheres grávidas o direito de escolherem a maternidade onde terão seus filhos. Peço publicamente para que a Bancada do PT o escolha, em nome dos bebês e das mulheres. Se a Bancada não escolher esse projeto, peço aos nobres Colegas que unamos força para derrubar esse veto.
Não tem nada a ver com ser contra o Governo ou a favor do Governo, contra a Esquerda ou a favor da Esquerda. Tem a ver com ser a favor da vida, a favor da saúde, a favor da autonomia. É isso.
Obrigada, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereadora Janaina Paschoal.
Está encerrado o Pequeno Expediente. Passemos aos comunicados de liderança.
Tem a palavra, pela ordem, para um comunicado de liderança, a nobre Vereadora Luna Zarattini, por cinco minutos.
A SRA. LUNA ZARATTINI (PT) - (Pela ordem) - Muito obrigada, Presidente.
Utilizo o comunicado de liderança para falar sobre uma notícia, uma manchete que muito nos entristece no dia de hoje no Estado de São Paulo.
A segurança pública do Estado de São Paulo está descontrolada. Hoje saiu uma notícia que, sob o Governo de Tarcísio de Freitas, cresceu em 120% a morte de crianças e adolescentes por parte da Polícia Militar.
Isso acontece por conta de uma série de medidas tomadas por esse Governo do Tarcísio em relação à segurança pública. Vamos nos lembrar de que o Governador Tarcísio instituiu uma das medidas às operações policiais na Baixada Santista: as chamadas Operação Escudo e Operação Verão. Ambas resultaram em uma série de mortes, uma verdadeira chacina da população. Não eram operações que buscavam, de alguma forma, investigar o crime organizado, buscar sistemas de inteligência. Não. Policiais chegavam, arrombavam as portas, matavam mães, crianças, população. Isso realmente é algo que nos entristece.
Outras medidas também vão se somando a esse descontrole, como, por exemplo, autoridades do Governador Tarcísio, como o Sr. Guilherme Derrite como Secretário, e comandantes, que dizem: “Que é livre; que a polícia que mais matar é a polícia que tem de ser vangloriada”, e que abrem espaço para que tenhamos, então, uma ação truculenta e violenta.
Quem se lembra do episódio em que a polícia jogou uma pessoa da ponte? Quem se lembra do episódio em que uma jovem voltando do Carnaval foi violentada dentro de uma viatura da PM? E, no dia de ontem, um jovem de 22 anos, ao defender sua jovem esposa grávida, levou um tiro na cabeça por conta dessa violência e desse descontrole que tem acontecido no estado de São Paulo.
Soma-se a isso também uma medida muito séria e muito dura do Sr. Tarcísio de Freitas: tirar as câmeras corporais individuais da polícia. Todos sabemos que as câmeras corporais são uma medida importantíssima para diminuir a letalidade da população e também uma medida que auxilia muito os policiais. Afinal, também os policiais precisam das câmeras para sua própria segurança. Isso diminuiu a morte da população, inclusive dos próprios policiais. Mesmo assim, o Sr. Tarcísio ainda insiste nessas medidas, apesar de toda essa comprovação que temos.
Então, é uma notícia que nos entristece: crianças e adolescentes assassinados todos os dias pelo poder do Estado e, como líder do Partido dos Trabalhadores, me solidarizo e me posiciono em defesa da população periférica, pobre e preta, que tem sofrido com essa violência e essa truculência.
Queremos discutir segurança, porque é fato que as pessoas estão inseguras. A divergência é sobre como a sociedade pode se tornar mais segura para todos e todas. Para nós, a segurança não se dá com mais armamentos, policiais, com medidas truculentas e mais encarceramento. Para que as pessoas se sintam seguras, as medidas de segurança pública envolvem a eliminação da vulnerabilidade social e a melhoria do acesso à educação, à cultura, a esportes e a mais espaços públicos de lazer.
Várias dessas medidas foram adotadas por gestões do Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, como, por exemplo, a política dos CEUs, com teatro, piscina, cinema e atividades aos finais de semana nas periferias da cidade de São Paulo. Essas medidas diminuem, sim, a violência na sociedade e contribuem para que constituamos uma sociedade mais justa e igualitária para todos e todas.
Repudiamos o descontrole da Polícia do Governador Tarcísio no estado de São Paulo.
Obrigada, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereadora Luna Zarattini.
Tem a palavra, pela ordem, para um comunicado de liderança, o nobre Vereador Rubinho Nunes.
O SR. RUBINHO NUNES (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, é curioso como, na semana do Dia da Mentira, a Unicamp resolveu adotar o sistema de cotas exclusivas para pessoas que se autodeclaram trans, travestis e não-binárias. Já sabemos o que são pessoas trans e travestis, diferentemente das pessoas não-binárias. Fui pesquisar e descobri que pessoas não-binárias são aquelas que não se identificam como homem nem como mulher. Fico pensando naqueles que, de repente, acordam se achando um arbusto ou um automóvel. O mais interessante é que basta uma autodeclaração para que a pessoa tenha acesso à política de cotas.
A justificativa apresentada pela Unicamp foi bastante simples: o grupo é vítima de violência e intolerância e, por conta disso, é adequado e necessário que passe a ser agraciado com uma política exclusiva de cotas. Apesar de não existir previsão legal específica para isso, tomei o cuidado de consultar a Lei nº 12.711/2012, que criou a política de cotas, e nela não existe a definição nem a base legal para sustentar uma política de cotas para pessoas trans, travestis e não-binárias, apenas que deve seguir critérios raciais e sociais. Sobre a cota racial, todos já sabem a minha opinião.
O inciso I do Artigo 206 da Constituição Federal estabelece “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”. Mas como discutir igualdade de condições quando a opção sexual da pessoa passa a ser fator determinante para garantir o acesso à universidade? Por si só, isso configura uma medida preconceituosa ao sugerir que as pessoas trans são intelectualmente incapazes de ser aprovadas no vestibular e de ingressar na universidade. É um absurdo, pois essas pessoas têm, sim, capacidade de estudar e de se capacitar para ingressar na universidade, assim como qualquer outro ser humano.
A situação piora ainda mais pela medida ter sido aprovada sem qualquer respaldo legislativo. A única justificativa da Unicamp foi que o conceito tem autonomia. Porém, isso fere o princípio da legalidade da administração pública, uma vez que todos os atos praticados por autarquias, universidades ou quaisquer outros entes da Federação que estejam de alguma maneira ligados ao Direito Público necessitam de autorização legislativa. Como a Lei de Cotas não estabelece legalidade para isso, consequentemente não há legalidade para implementar esse tipo de política, que acaba sendo apenas uma fantasia dos lunáticos da Unicamp, que, de alguma maneira, quiseram lacrar para agradar essa gente da cultura woke e mostrar que estão inovando no sistema legislativo.
O que mais me entristece é que passam a bradar como se fosse uma realidade e uma grande conquista tratar essas pessoas como seres deficientes e incapacitados que precisam de uma benesse para serem aprovados em uma universidade estadual. Nada mais lamentável.
E, naturalmente, não podia ficar calado diante disso e muito menos me ater a esse discurso nesta tribuna. Por isso, no dia 2 de abril − não no dia da mentira - entrei com uma ação popular na Justiça contra a Unicamp, justamente para barrar esse absurdo, essa anomalia, essa barbaridade que estão tentando criar dentro daquela universidade. E tenho certeza de que, muito em breve, uma medida liminar será concedida e essa atrocidade, essa aberração jurídica que criaram, será suspensa.
Meu objetivo é muito simples: garantir a ampla concorrência para todos os cidadãos, todos os seres humanos, independente de se sentirem um arbusto ou não-binários ou trans ou homossexuais, brancos, negros, isso é um problema deles. Se tiverem capacidade, que passem na faculdade com seus méritos, com seus louros. E é isso que buscamos que seja feito, que seja garantida a ampla concorrência.
O triste disso tudo − o mais lamentável − é que num Brasil que elege um analfabeto para a presidência da República, a Unicamp simplesmente chuta a meritocracia para abraçar o identitarismo. A cultura woke coroou o identitarismo barato como rei, transformando-o recentemente em lei no Brasil. Isso afunda o país numa completa idiotice. Assim como as bancas da faculdade estão sendo hoje: completas idiotas.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereador Rubinho Nunes.
A SRA. LUNA ZARATTINI (PT) - (Pela ordem) - Queria perguntar para o nobre Vereador se ele é Vereador de Campinas ou se é Deputado Estadual.
O SR. RUBINHO NUNES (UNIÃO) - (Pela ordem) - Acho que a nobre Vereadora não sabe, mas a Unicamp é uma universidade estadual e São Paulo fica dentro do estado de São Paulo.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Tem a palavra, pela ordem, para um comunicado de liderança, o nobre Vereador Celso Giannazi.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - (Pela ordem) - Obrigado, Sr. Presidente, Sras. Vereadoras, Srs. Vereadores.
Causa espécie a fala do nobre Vereador que me antecedeu aqui, porque uma cidade como São Paulo, com milhares de problemas, com tantas dificuldades, com tantas pessoas em situação de rua, pessoas passando fome, e o Vereador vem falar de Campinas. Parece que é vereador de Campinas. Pelo que parece, é um vereador de Campinas e está preocupado com Campinas, Vinhedo, etc. S.Exa. é vereador da cidade de São Paulo, recebe para estar aqui e para resolver os problemas e políticas públicas na cidade de São Paulo.
E, por falar em cotas, a USP, a Unicamp, felizmente, essas universidades se abriram para o mundo e têm a política de cotas. Assim, é lamentável a fala do nobre Vereador Rubinho Nunes, que me antecedeu.
Agora, Sr. Presidente, subo à tribuna para falar de um assunto muito importante e que é um problema que temos em nossa cidade. Refiro-me ao confisco das aposentadorias e pensões, Vereadora Amanda, de servidores que trabalharam por 40 anos na prefeitura de São Paulo. Servidores da cultura, da assistência social, da educação, do quadro de apoio da educação. Dedicaram 40 anos de suas vidas à cidade de São Paulo, se aposentaram com três mil reais − entre dois mil e oitocentos reais e três mil reais −, e o Prefeito Ricardo Nunes, de uma forma covarde, confisca desses trabalhadores em 14%.
Façamos a conta. Para uma pessoa que ganha mil e oitocentos reais, dois mil reais, se tirarmos 14% dessa pessoa, tiraremos dela a possibilidade de comprar o seu alimento, de comprar o seu medicamento, o seu remédio − porque é natural que a pessoa à medida que fica mais velha, tenha mais problemas de saúde. É a regra. A vida é assim. E, nesse momento mais crucial, o Prefeito Ricardo Nunes corta dessas pessoas 14% dos seus proventos, aposentadorias e pensões. Mas, quando foi para dar o reajuste de vencimentos para si, assim o fez.
Temos uma luta, e apresentei nesta Casa o PDL 92 para que nós, o conjunto dos Vereadores e Vereadoras, possamos derrubar esse confisco das aposentadorias e pensões daqueles que ganham abaixo do teto do Regime Geral da Previdência Social.
O Supremo Tribunal Federal já se manifestou, em dezembro de 2003, no sentido da inconstitucionalidade da cobrança dessas pessoas que ganham abaixo do teto do Regime Geral, uma vez que fere o princípio da dignidade humana. Temos ações correndo. Há ações no Supremo Tribunal Federal, as ADIns. No processo de votação, temos sete votos a três para derrubar esse confisco. O Exmo. Ministro Gilmar Mendes havia pedido vista para análise, mas já devolveu o processo das ADIns. Agora, este Vereador, o Deputado Estadual Carlos Giannazi e a Deputada Federal Luciene Cavalcante estamos cobrando celeridade. Para isso, estamos visitando os Ministros do Supremo Tribunal Federal, e requerendo ao Ministro Presidente para que paute novamente o julgamento do confisco das aposentadorias e pensões.
A Câmara Municipal tem autonomia para derrubar esse confisco de aposentadorias. O Estado de São Paulo já revogou; Sergipe já revogou; Alagoas já revogou; o município de Vitória já revogou; o município vizinho nosso, Jacareí, já revogou. Falta São Paulo. Falta ter coragem para enfrentar e fazer a defesa desses trabalhadores que dedicaram suas vidas e são confiscados em 14%.
Está na pauta da Câmara Municipal e temos de ter a coragem de fazer esse enfrentamento. Tem orçamento. A cidade de São Paulo tem 136 bilhões de reais de orçamento. É uma quantia expressiva que nos permite revogar esse confisco. Nenhum desses entes que falei quebrou por conta de revogar o confisco das aposentadorias e pensões. Este é o momento.
Vamos pautar o PDL 92 para fazermos a discussão e justiça a esses servidores públicos que ganham os seus proventos, suas aposentadorias abaixo do teto do Regime Geral. Então, é preciso coragem. É preciso enfrentar o problema.
O Prefeito Ricardo Nunes não pode se esconder e se omitir, ser covarde nessa hora. Precisamos revogar o confisco das aposentadorias e pensões dos servidores públicos que ganham abaixo do teto do Regime Geral.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereador Celso Giannazi.
Tem a palavra, pela ordem, para um comunicado de liderança, o nobre Vereador Lucas Pavanato.
O SR. LUCAS PAVANATO (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, antes de tudo, agradeço a oportunidade de estar, mais uma vez, nesta Câmara, o que muito me honra.
Quero comentar também, na mesma toada do Vereador Rubinho, o ocorrido na Unicamp, que é do Estado de São Paulo, e somos um município deste Estado, então, devemos discutir essas pautas também como representantes da sociedade civil.
Baseado no que aconteceu na Unicamp, propus uma moção de repúdio e vou esclarecer o porquê de propor essa moção em relação às cotas para trans na Universidade Estadual de Campinas.
A cota, historicamente, foi criada e concebida como uma ferramenta para acabar com injustiças ou de trazer mais igualdade de oportunidades. O problema fundamental que coloca as pessoas em uma condição de vulnerabilidade, sabemos muito bem, não é sexualidade, não é orientação sexual e nem mesmo a cor da pele. O problema fundamental que impede as pessoas de terem acesso a uma boa educação é a pobreza. Então, se há de se falar em uma cota justa, é a cota social, é a cota por faixa de renda.
Mas, até aí, qualquer outro tipo de cota, por exemplo, a cota racial, por mais que discorde, é baseada em mais ou menos fundamentos objetivos. Ela busca a objetividade dos fatos. Já a cota para transexuais, não.
Existiu, durante toda a história, uma tensão fundamental entre duas correntes filosóficas que Kant tentou reconciliar, que era a corrente empirista e a corrente racionalista. Uma dizia que o conhecimento e aquilo que somos se dá por meio da razão, da reflexão racional. A corrente empirista dizia que tudo o que somos e todo o nosso conhecimento é adquirido. Kant tenta reconciliar isso dizendo que nenhuma delas era absoluta.
Já a agenda woke afirma dois absolutos irreconciliáveis. Um absoluto diz: nasci transexual, sempre fui assim. O outro absoluto diz: não, a nossa sexualidade é uma construção social. Ora, ou você nasceu assim ou isso é uma construção.
O militante cego e fanático não é capaz de encontrar a incoerência no seu próprio argumento. Eles dizem que é uma construção social e, ao mesmo tempo, dizem que nasceram assim.
Para além disso, cota deveria ser, como já afirmei no começo do discurso, uma ferramenta de reparação, de equiparação, de justiça. Que justiça há em uma pessoa que se identifica como homem ou como mulher receber cota? Então, a mera identificação do que digo, do que sinto a respeito de mim mesmo é suficiente para obter vantagens?
E, aí, está a prova: a luta do movimento LGBT, luta da agenda woke nunca foi por igualdade, nunca foi por aceitação, mas, sim, por uma imposição. Uma imposição cruel, porque as vagas tomadas por pessoas que se identificam como transexuais são vagas de pessoas humildes que muito estudaram para perseguir suas vagas, mas que muitas vezes vão perdê-las e por quê? Porque são coerentes com a realidade objetiva dos fatos. Porque não buscam vantagens por uma mera identificação.
Identificar-me como alguma coisa não muda absolutamente em nada a realidade. A realidade objetiva dos fatos continua existindo. Posso dizer que sou um avião, não serei um avião. Posso dizer que sou um barco, não serei um barco. Então, a minha opinião sobre a realidade não muda a própria realidade em si.
Pior ainda quando a interpretação subjetiva dos fatos, por meio de uma ideologia nociva, começa a trazer consequências negativas para a sociedade. E, aí, vemos homens ocupando o lugar de mulheres no esporte e usando de sua vantagem física para vencer mulheres. Mulheres sofrendo traumatismo craniano em lutas de MMA porque um homem está batendo nelas, um homem biológico em que a sua natureza física lhe dá vantagem. Vemos pessoas usando como critério apenas a identificação, oportunistamente entrando em banheiros femininos para cometerem crimes. Por quê? Porque a mera identificação é o suficiente. E quando vemos também crianças, em nome de uma ideologia, sendo submetidas a procedimentos hormonais. E agora mais um dos absurdos: cota para quem se identifica, cota por se dizer que é trans.
Minha recomendação para os estudantes e para quem estiver prestando vestibular: digam que são transexuais e obtenham as suas cotas. Se o valor é o da identificação, qualquer um pode se identificar.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereador Lucas Pavanato.
Esta presidência anuncia a visita de dois Vereadores da Câmara Municipal de Iacanga: Elieder do Doca, PSD, e Carol Tose, PL. Sejam muito bem-vindos à Câmara Municipal de São Paulo. (Palmas)
Encerrados os comunicados de liderança, esta presidência adia, de ofício, o Grande Expediente.
Passemos ao Prolongamento do Expediente.
PROLONGAMENTO DO EXPEDIENTE
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Submeto ao Plenário que sejam considerados lidos os papéis. A votos. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora. (Pausa) Aprovada a leitura.
De ofício, esta presidência adia o restante do Prolongamento do Expediente para a apreciação dos vetos.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, requeiro, regimentalmente, verificação de presença, porque é uma vergonha termos somente dez Vereadores presentes no plenário. Farei uma lista, assim como professor: “Fulano de tal?” “Presente”. Então, é isso.
Sandra Tadeu, presente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - É regimental o pedido de V.Exa. Peço aos Srs. Vereadores que registrem presença.
- Inicia-se a verificação de presença.
- Manifestações antirregimentais.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Tem de ser presencial. Assim que foi votado.
- Registram presença, no microfone de apartes, as Sras. Janaina Paschoal e Amanda Paschoal e os Srs. Adrilles Jorge, João Jorge, Celso Giannazi, Renata Falzoni, João Ananias, Luna Zarattini, Dr. Murillo Lima, Fabio Riva, Rubinho Nunes, Amanda Vettorazzo, Lucas Pavanato, Silvinho Leite e Kenji Ito.
- Manifestações antirregimentais.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Sras. e Srs. Vereadores, ainda temos um minuto e 32 segundos para registrar presença. Portanto, peço para que o façam. Do contrário, infelizmente não apreciaremos mais nada hoje. Teremos de encerrar a sessão e o que foi discutido, o que foi votado, foi acordado, infelizmente não ocorrerá. Fiz um apelo à nobre Vereadora Dra. Sandra Tadeu para que não parasse a sessão naquele momento, mas S.Exa. insistiu, pediu a verificação de presença.
- Manifestação antirregimental.
- Concluída a verificação, sob a presidência do Sr. João Jorge, constata-se a presença dos Srs. Adrilles Jorge, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Celso Giannazi, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Fabio Riva, Janaina Paschoal, João Ananias, João Jorge, Kenji Ito, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Renata Falzoni, Rubinho Nunes e Silvinho Leite.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Não há quórum. Passados cinco minutos, 14 Vereadores registraram suas presenças para um quórum necessário de 28 votos. Por falta de quórum, encerro a presente sessão.
Convoco os Srs. Vereadores para a próxima sessão ordinária, terça-feira, dia 8 de abril, com a Ordem do Dia a ser publicada.
Convoco, também, os Srs. Vereadores para cinco sessões extraordinárias, que terão início logo após a sessão ordinária de quarta-feira, dia 9 de abril, e para mais cinco sessões extraordinárias aos cinco minutos de quinta-feira, dia 10 de abril. Todas com a Ordem do Dia a ser publicada.
Estão encerrados os nossos trabalhos.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 03/04/2025
Requerimentos
VEREADORA LUNA ZARATTINI (PT)
13-00284/2025 - Retorno à tramitação das seguintes proposições do Vereador Alfredinho, PL 7/2009, PL 352/2009, PL 99/2010, PL 370/2010, PL 371/2010, PL 512/2010, PL 463/2011, PL 557/2011, PL 298/2012, PL 345/2012, PL 807/2013, PL 129/2014, PL 7/2016 e PL 334/2016.
13-00285/2025 - Retorno à tramitação das seguintes proposições do Vereador Dr. Adriano Santos, PL 781/2023, PL 136/2024, PL 184/2024, PL 345/2024, PL 370/2024, PL 371/2024, PL 412/2024, PL 413/2024, PL 552/2024, PL 556/2024, PL 714/2024, PL 718/2024, PL 719/2024 e PL 840/2024.
13-00286/2025 - Retorno à tramitação do PL 160/2022.
13-00289/2025 - Retorno à tramitação e coautoria do PLO 2/2009.
13-00290/2025 - Retorno à tramitação do PL 187/2021.
VEREADOR ANDRÉ SANTOS (REPUBLICANOS)
13-00287/2025 - Solicitação de informações e providências à Secretaria Municipal de Saúde, para que se manifeste acerca da situação da Sra. Luciana Teles Bahia.
13-00288/2025 - Solicitação de informações e providências à Secretaria Municipal de Saúde, para que se manifeste acerca da situação do Sr. Rosalvo dos Santos.
VEREADORA SANDRA SANTANA (MDB)
13-00291/2025 - Voto de Júbilo e Congratulações em razão dos 100 anos da Escola Estadual Padre Manoel da Nóbrega.
13-00293/2025 -Voto de Pesar pelo falecimento da Sra. Davina Costa.
VEREADORA AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO)
13-00292/2025 - Solicitação de informações ao Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte acerca da tecnologia NFC (Near Field Communication), utilizando-se dispositivos móveis, como celulares e relógios com essa funcionalidade, para pagamento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo.
VEREADOR PAULO FRANGE (MDB)
13-00294/2025 - Coautoria do PL 148/2024.
VEREADOR GILBERTO NASCIMENTO (PL)
13-00295/2025 - Coautoria do PL 90/2021.
VEREADOR NABIL BONDUKI (PT)
13-00297/2025 - Coautoria do PL 62/2023.
13-00298/2025 - Coautoria do PL 699/2022.
VEREADORA ANA CAROLINA OLIVEIRA (PODE)
13-00299/2025 - Coautoria do PL 359/2024.
VEREADOR MARCELO MESSIAS (MDB)
13-00300/2025 - Coautoria do PL 614/2023.
13-00301/2025 - Coautoria do PL 79/2022.
VEREADOR PROFESSOR TONINHO VESPOLI (PSOL)
13-00302/2025 - Convocação de sessão solene para entrega de Título de Cidadão Paulistano ao Frei Betto, a se realizar no dia 26/05/2025.
13-00303/2025 - Coautoria do PL 69/2023.
VEREADOR RICARDO TEIXEIRA (UNIÃO)
13-00304/2025 - Voto de Júbilo e Congratulações ao Grupo Esperança e Amor - GEA.
13-00305/2025 - Voto de Júbilo e Congratulações à Comunidade Eucaristós.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 04/04/2025
Requerimentos
VEREADOR ALESSANDRO GUEDES (PT)
13-00306/2025 - Retirada das seguintes proposições: PL 145/2023 e o PL 335/2024.
VEREADOR MARCELO MESSIAS (MDB)
13-00307/2025 - Retorno à tramitação do PL 195/2024.
VEREADORA SANDRA SANTANA (MDB)
13-00308/2025 - Coautoria do PL 703/2024.
VEREADOR ADRILLES JORGE (UNIÃO)
13-00309/2025 - Coautoria do PL 26/2023.
VEREADORA KEIT LIMA (PSOL)
13-00310/2025 - Coautoria do PL 746/2021.
13-00313/2025 - Coautoria do PL 614/2023.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 07/04/2025
Requerimentos
VEREADORA SANDRA SANTANA (MDB)
13-00317/2025 - Voto de Júbilo e Congratulações ao Atelier Doces - Camilla Lopes.
VEREADOR ANDRÉ SANTOS (REPUBLICANOS)
13-00318/2025 - Solicitação de informações à Secretaria Municipal de Saúde sobre a existência de projeto em andamento, estudo técnico ou intenção administrativa quanto à implantação de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na região da Água Funda.
VEREADORA PASTORA SANDRA ALVES (UNIÃO)
13-00320/2025 - Voto de Júbilo e Congratulações ao Ministério Casa de Destino.
8ª SESSÃO SOLENE
07/04/2025
- Entrega de Homenagens e Reconhecimento ao Dia da Guarda Civil Metropolitana Feminina (GCMF), realizada no Plenário 1º de Maio, nos termos da Resolução nº 3, de 27 de novembro de 2018.
SESSÕES SOLENES INSTITUCIONAIS REALIZADAS NA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 19ª LEGISLATURA
3ª SESSÃO SOLENE
10/03/2025
O SR. PRESIDENTE (Jair Tatto - PT) - Boa noite a todos. Agradecemos a presença.
Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos nossos trabalhos. Esta é a 3ª Sessão Solene, da 19ª Legislatura, que se destina à entrega do Prêmio Inezita Barroso, da Câmara Municipal de São Paulo, nos termos da Resolução nº 17, de 23 de agosto de 2023.
Passo a palavra ao Mestre de Cerimônias, Sr. Antônio Carlos Vieira Jr., para a condução dos trabalhos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, boa noite. Sejam todos muito bem-vindos à Câmara Municipal de São Paulo.
Agradecemos a presença e iniciamos a Sessão Solene para a Entrega da 1ª Edição do Prêmio Inezita Barroso da Câmara Municipal de São Paulo, criado pela Resolução nº 17, em 23 de agosto de 2023, de autoria dos Vereadores Jair Tatto, Edir Sales e Ely Teruel, que se destina a premiar, anualmente, pessoas ou instituições que se destacaram por sua contribuição à música caipira de raiz.
A Comissão Permanente de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo analisa e seleciona as indicações recebidas dos Vereadores, de núcleos e instituições culturais e da sociedade civil. Este ano serão nove homenageados.
Informamos que esta sessão está sendo transmitida pela Rede Câmara SP, nas redes sociais oficiais do Legislativo Paulistano, em sua página oficial, opção Auditórios On-line - Salão Nobre, e será gravada para exibição no canal 8.3 digital.
Convidamos, para compor a Mesa, a nobre Vereadora Sandra Santana e as Sras. e Srs. homenageados da noite: Renata Sbrighi; Kátya Teixeira; Pereira da Viola; músico Ivan Lobo; Luiz Alfredo Xavier; poeta Reinaldo Bressani; César Petená e logo, estará conosco o músico André Moraes, que faz a dupla o “Duo, com o Petená”. O Duo Violas Brasileiras. (Palmas)
Convidamos a todos para, em pé, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro.
- Execução do Hino Nacional Brasileiro.
O SR. PRESIDENTE (Jair Tatto - PT) - Permita-me, Cerimonial, o sempre Deputado Marcos Martins, de Osasco, osasquense e paranaense, que nem eu, que foi o idealizador do Prêmio Inezita Barroso, há alguns anos na Assembleia Legislativa de São Paulo, no qual eu me inspirei. Se pudesse convidá-lo para Mesa ficaria... Vem, Marcão. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS − Fazendo parte, então, a partir desse momento, Deputado Marcos Martins, ele − conforme o pronunciamento do Presidente Jair Tatto −, foi o idealizador do prêmio na Assembleia Legislativa de São Paulo. Destacamos e agradecemos a presença do Prof. Dr. Juarez Avelar, Presidente da Academia Cristã de Letras, muito obrigado pela presença; também a presença do Prof. Dr. João Tomás do Amaral, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; também a presença dele que é o guardião da memória eleitoral de São Paulo, José D’Amico, chefe do Centro da Memória Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, muito obrigado pela presença.
E nesse momento convidamos a todos para assistirem um vídeo. Temos aqui o depoimento da neta de Inezita Barroso, Paula Maia, trazendo a participação da família nesse momento, nesta histórica noite em que se inicia nesse ano o Prêmio Inezita Barroso, na Câmara Municipal de São Paulo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. PAULA BANDEIRA MAIA - (Por vídeo) - Olá, eu sou a Paula. Eu sou a neta mais velha da Inezita Barroso, e é com muito orgulho que eu venho aqui prestigiar esse evento na Câmara Municipal de São Paulo − o evento Prêmio Inezita Barroso. E eu vim representar a nossa família aqui. A família é pequena, a Inezita só teve uma filha. Essa filha teve três filhas e eu sou a mais velha delas. Mas é com muito orgulho que eu venho aqui falar um pouquinho sobre a minha avó, e agradecer aos artistas que continuam com esse legado tão nacionalista. Tudo o que vinha do Brasil, a minha avó tinha como um valor inestimável, realmente.
A minha avó foi uma pioneira. Na época dela, a mulher quase não saía de casa, tinha que ficar em casa cuidando do marido e dos filhos. E a minha avó, com essa paixão pela música, pelo Brasil, enfrentou muita coisa, muito preconceito, muitas lutas. Mulher não podia tocar viola, e ela foi a primeira. Mulher também quase não saía para dirigir carro, e ela foi uma das primeiras a tirar a carta de motorista. Ela realmente fez muitas coisas em primeiro lugar, digamos assim.
Na década de 50, ela pegou um jipe e viajou o Brasil todo recolhendo um monte de músicas, fazendo pesquisas folclóricas da nossa cultura, deixando um legado muito positivo. E eu fico realmente muito contente de saber que tem muita gente que realmente valoriza a nossa terra, a nossa cultura, a nossa música de raiz.
Então, eu realmente agradeço muito a todos esses artistas que continuam com esse legado positivo que a Inezita iniciou e que isso nunca morra. A minha avó também nos deixou valores incríveis, era uma pessoa muito honesta, empática, amava o que ela fazia, tinha muita paciência com todas as pessoas, não interessava se era o presidente ou se era uma pessoa ali da esquina, uma qualquer. Para ela, era todo mundo igual. Ela dava atenção, tirava foto, dava autógrafo. Então, o público dela, a música, tudo abastecia realmente a alma dela e a levou realmente muito longe.
Acho que ela nem tinha a dimensão do quanto conquistou e do quanto trouxe de alegria para as pessoas. Tantos shows, tantas cidades, tantos lugares; foram realmente muitas conquistas. Então, que esse Prêmio Inezita Barroso possa continuar honrando todos aqueles que têm no Brasil, na nossa cultura, um tesouro.
Gratidão. E espero que realmente esse centenário de Inezita Barroso possa vir a ser muito comemorado. Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Neste momento, convidamos, para compor a Mesa, o músico André Moraes, que será homenageado. Por favor, André. (Palmas)
Convidamos, para seu pronunciamento, o sempre Deputado Marcos Martins, idealizador do Prêmio Inezita Barroso na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
O SR. MARCOS MARTINS - Vim trazer um abraço fraterno pela iniciativa do Vereador Jair e de todos os presentes, além de alguns que não puderam estar presentes, mas que gostam da música caipira, da música sertaneja.
Então, parabéns pela iniciativa de se manterem gostando e fazendo aquilo de que o povo precisa, aquilo que é nosso. Porque o trabalho de vocês fala da alma, fala da terra, fala da água, do vento, do frio, do amor, um pouco de cada coisa. Isso é expressão espontânea da cultura do sertanejo, do caipira.
Um grande abraço a todos, parabéns pela iniciativa. Que esse prêmio seja exitoso, continue por muitos e muitos anos e se expanda para outras cidades para que a nossa raiz, a raiz do nosso povo não seja esquecida e para que o povo não seja impedido de realizar aquilo de que gosta. Parabéns a todos, muito obrigado. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos, para seu pronunciamento, a Vereadora Sandra Santana.
A SRA. SANDRA SANTANA (MDB) - Boa noite. (Pausa) Que boa noite discreto. Boa noite!
- Manifestação do público.
A SRA. SANDRA SANTANA (MDB) - Vamos começar a segunda firme, não é, Presidente Jair Tatto? Graças a Deus pelas nossas vidas e pela nossa saúde, pela oportunidade que temos de estar aqui num momento tão incrível, tão bonito.
Cumprimento o Presidente Jair Tatto pela generosidade de me convidar para estar na Mesa, e as Vereadoras Edir Sales e Ely Teruel, que foram coautoras da iniciativa. Parabéns a vocês três e ao sempre Deputado Marcos Martins, que foi quem inspirou a ideia.
É muito importante, principalmente nos dias de hoje, resgatarmos e mantermos vivos os valores culturais. O senhor trouxe, em sua fala, a música raiz como expressão cultural do povo. Farei neste ano 58 anos, e cresci na casa dos meus avós e, principalmente, na família paterna ouvindo esse tipo de música, o que nos traz momentos de saudosismo. Mas não podemos viver somente no saudosismo, temos que fazer com que essa expressão se mantenha viva.
Duas pessoas me ajudam para que isso não se perca. Uma delas é o Paulo Leite, que está me filmando ao fundo.
Quem não o conhece, ele e o Sérgio Reis... É difícil sabermos quem é quem, pois as vozes são iguaizinhas, se fecharmos os olhos, porque se olharmos tem diferença, é claro.
E a Orquestra Sanfônica, que hoje está aqui representada pela nossa querida Renata e por vários dos seus componentes, que eu tive o privilégio de conhecer, inclusive através do Paulo Leite, e que nos trouxeram de volta toda essa alegria. Isso é o que me motivou, além de todos os homenageados, é claro, mas são as pessoas que estão mais próximas.
Então, obrigada por vocês manterem sempre acesa essa chama. Obrigada por vocês não permitirem que esses valores culturais, essa expressão cultural, se acabe com tudo aquilo que vem surgindo, não que as coisas novas sejam ruins, mas as boas têm que estar sempre conosco no dia a dia.
Que Deus abençoe cada um de vocês.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Para usar a palavra neste momento, o Sr. Presidente da Sessão Solene, o nobre Vereador Jair Tatto.
O SR. PRESIDENTE (Jair Tatto - PT) - Então, boa noite a todos e a todas.
Esse texto não passa de 50 minutos para eu ler. Fiquem tranquilos que quando um caipira vai cantar, não canta menos que uma hora e meia, então eu como sou Presidente, vou falar o tempo que eu quiser aqui, está bem?
- Manifestação do público.
O SR. PRESIDENTE (Jair Tatto - PT) - Eu agradeço, especialmente, aos artistas que serão homenageados hoje, André Moraes, do Violas Brasileiras, composto pelo próprio André, junto ao César Petená.
Ivan Lobo e Kátya Teixeira. Depois Kátya irá apresentar suas companheiras.
Luiz Alfredo Xavier. A Orquestra Sanfônica de São Paulo.
Pereira da Viola, Reinaldo Bressani.... Não teremos Rubinho do Vale, não é, Pereira? Fez-se uma... Para o coração dele ficar mais forte para o futuro. Nosso querido Rubinho.
Então, foi uma elaboração, sempre agradecendo a inspiração que esse companheiro Marcos Martins, quando Deputado, fez na Assembleia já há uns 10 anos para mais, e lá vem acontecendo. Estão há 12 anos, mas o prêmio ocorre lá há uns 10 anos, e me inspirou para que pudéssemos ter esse primeiro momento, que é a Resolução 1.723. No demais, o que foi escrito aqui.... Eu vou ficar falando da vida da Inezita Barroso.
E, quem mais conhece a Inezita Barroso são vocês, não eu. Apesar de que eu conheço desde muito cedo. Eu sofri bullying na escola porque eu tinha 14, 15 anos e gostava de música caipira, então eles me chamavam de velho.
O Fábio está aqui sempre nas audiências do Orçamento, e quando tem o tema da cultura, estão também brigando... Ele me falou que agora não é bullying, estão valorizando. “E a moda de viola, Jair? Não é isso? ” Aí, falei “Não é moda de viola. Isso é coisa do Ivan Lobo e de Pereira da Viola”.
Esse negócio de moda de viola são as expressões culturais do nosso país, a música afrodescendente, o samba com a sua originalidade, a música raiz, a história de Cornélio Pires, dessa região de Botucatu, Terra Pratânia.
Tonico e Tinoco não nasceram em São Manuel. São de Pratânia. Estou certo, Ivan? Vim aqui pois quero ensinar vocês que, às vezes, vocês se enganam.
Então é uma alegria para mim, apesar de não conseguir ler o que escreveram, a não ser os nomes dos homenageados que não sei de cor.
Querida Sandra, não só por homenagear essa lindeza, que representa a Orquestra Sanfônica, mas por ser uma grande amiga, uma companheira. E eu me sentiria muito só se você não estivesse comigo aqui.
- Manifestação fora do microfone.
O SR. PRESIDENTE (Jair Tatto - PT) - É. Então, o que a Inezita fez foi traduzir desde o meu estado do Paraná até o Amazonas, até o Pará, até o Acre, até qualquer banda no país, Centro-Oeste e Norte. Não tem um estado que a Inezita, um dia, não traduziu o folclore daquele mesmo estado. Minas Gerais, então, sai de baixo, não é, Pereira? Ela era sua madrinha, não é mesmo? (Pausa) Gostava desse cidadão que era uma beleza.
Cresci vendo Inezita Barroso, como também cresci vendo Rolando Boldrin. Vou citar só um companheiro, mas, antes, peço a gentileza àqueles que vão falar que nos avisem, para não haver o risco de esquecermos. Então, quem lembrar dos que estão presentes, poetas, compositores, por favor, sintam-se à vontade de poder fazer essa referência para que sejam citados. Permito-me salvar dessa também, afinal, não vou lembrar de todo mundo, aliás, o Cerimonial também não é obrigado a ter todos.
Agradeço muito ao Célio, nosso companheiro, e empresário do velho Zé Geraldo, ele que fará 80 anos e uma turnê de 80 anos de idade, com 50 anos de carreira. Muito obrigado. Ele que foi também muito nos shows da Inezita. Aproveito para, em nome do velho Zé, nosso querido velho Zé, saudar a todos e a todos.
Fico muito feliz essa noite por recebê-los, e por saber que estamos conseguindo traduzir várias expressões, por isso que eu falei da moda caipira, mas não vou permitir esse nome não, na verdade, são as expressões culturais do país. Obviamente que o instrumento mais lindo do planeta, para mim, é a viola caipira.
Então, muito obrigado a todos e a todas pela presença. E vamos seguindo em frente, porque o que nos interessa são os homenageados dessa noite. Um abraço a todos e a todos. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Após ouvirmos as autoridades que compõem a Mesa, ouviremos também as manifestações dos homenageados, daqui a pouco, exatamente durante a entrega do Prêmio Inezita Barroso a que eles fazem jus.
Nesse momento teremos uma apresentação e, para isso, convidamos a Kátya Teixeira, uma das homenageadas da noite, ela que irá trazer a canção Linda Inezita, música lançada na última sexta-feira, 7 de março, em comemoração aos 30 anos de carreira e também ao Centenário de Inezita Barroso.
A música é de Jean Garfunkel, com a participação de Karol Schittini, do Rio de Janeiro; Carol Carneiro, do Distrito Federal; e Camila Menezes, de Minas Gerais, membro do movimento Violeiras do Brasil.
Ouçamos então Kátya Teixeira entoando Linda Inezita.
A SRA. KÁTYA TEIXEIRA - Boa noite, é uma alegria, uma honra imensa receber um prêmio que leva o nome dessa mulher que abriu caminho para todas nós, não só as cantoras, não só as músicas, mas para todas nós, mulheres, para podermos estar presentes e falar, para podermos nos expressar na linguagem que desejarmos e também ser o que quisermos. Prêmios como esse são de imensa importância, porque nos traz representatividade.
Cresci nos bastidores do programa Viola, Minha Viola, onde os meus pais cantavam; onde mulheres se apresentavam, como a Renata, que eu cansei de ver naquele canal; outros tantos vários companheiros da música, e lembro-me de olhar para a Inezita, olhar para a Renata, olhar para a minha mãe, para as minhas tias, e sentir: “Eu posso”. Então esse prêmio perpetua essa imagem porque uma trilha, se a gente não segue passando, ela se fecha. Viva Inezita! (Palmas)
Peço às minhas companheiras, que vieram de longe, somarem-se a mim e, cada uma de um canto, fazermos juntas o mesmo canto.
- Apresentação musical.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos à Kátya Teixeira e ao movimento Violeiras do Brasil, composto por Karol Schittini, Carol Carneiro e Camila Menezes. Parabéns pela participação e presença na 1ª edição de entrega do Prêmio Inezita Barroso, na Câmara Municipal de São Paulo.
Senhoras e senhores, para a entrega do Prêmio Inezita Barroso, convidamos o Presidente desta sessão solene, Vereador Jair Tatto, a Vereadora Sandra Santana e o sempre Deputado Marcos Martins.
O primeiro homenageado desta noite é o músico André Moraes, indicado pela sociedade civil.
André Moraes iniciou seus estudos musicais no Projeto Guri e seguiu com a sua formação técnica na Universidade Livre de Música, nos cursos de violão e viola caipira. Graduou-se em Música pela Faculdade Santa Marcelina e é Mestre em Educação Musical pela USP. Atuou como consultor técnico da Unesco e leciona violão e viola caipira no âmbito coletivo em escolas, prefeituras e unidades do Sesc. É integrante da Orquestra Filarmônica de Violas e participou de diversos festivais de viola caipira, demonstrando seu talento, sua história e sempre resgatando o trabalho da música raiz.
Convidamos, para receber sua homenagem, pelas mãos do Presidente Jair Tatto, da Vereadora Sandra Santana e do sempre Deputado Marcos Martins, o músico André Moraes.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos, para o seu pronunciamento, o Sr. André Moraes.
O SR. ANDRÉ MORAES - Boa noite a todos. Agradeço ao Presidente desta sessão solene e a todos os componentes da Mesa.
É uma alegria participar desta cerimônia tão incrível. Assim como o Vereador Jair Tatto, eu também cresci ouvindo e vendo Inezita e tantos outros artistas, como o Pereira da Viola, se apresentarem no programa do Rolando Boldrin, tocando e cantando. Era algo que fazíamos todo santo domingo, tão comum como ir à missa.
Hoje, alegria ainda maior é dar aulas de viola caipira e conseguir espalhar o que Inezita tanto defendeu. Isso é muito importante para mim. Tenho muitos alunos e alunas que empunham e tocam viola e continuam seguindo essa tradição. Portanto, fico realmente muito feliz e me sinto honrado pela homenagem.
Muito obrigado a todos. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - O próximo homenageado é o Duo Violas Brasileiras, composto por César Petená e André Moraes, indicado pela Instituição Espaço de Formação, Assessoria e Documentação - Sarau das Águas e pela sociedade civil.
O duo composto por André Moraes e César Petená surgiu em 2015, durante os ensaios da Orquestra Filarmônica de Violas. Desde então, se apresentam em diversas cidades, programas e festivais importantes para a cultura caipira. O duo lançou, em 2024, o seu primeiro álbum, “Violas Brasileiras”, com arranjos e composições instrumentais inéditas que exploram combinações entre as diversas violas encontradas no país, como a viola caipira, de cocho, de cabaça, de buriti, dinâmica, caiçara e machete, na intenção de respeitar, resgatar, preservar e disseminar as possibilidades e potencialidades dos instrumentos, explorando o diálogo entre eles.
Parabéns ao Duo Violas Brasileiras, recebendo também a homenagem, o prêmio Inezita Barroso, em sua 1ª edição. (Palmas)
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Ouviremos agora o César Petená também, trazendo um pouco da sua história neste momento.
O SR. CÉSAR PETENÁ − Boa noite a todos. Obrigado pela homenagem. Bom, a Inezita, como foi dito aqui, muito além da viola caipira, ela deu o devido valor à cultura do Brasil, de todos os cantos do Brasil. E inspirou esse nosso trabalho, que tenta mostrar um tiquinho do que é a diversidade das violas brasileiras.
Então a gente não só agradece, mas também oferece e estende esse prêmio a todos os mestres, artistas e artesãos, que mantém viva a cultura da viola de buriti no Jalapão, da viola do samba da Bahia, da viola de cocho pantaneira, da viola caipira, dos repentes nordestinos, do fandango caiçara - enfim, de tanta cultura que existe e que leva a viola junto. A gente agradece e oferece... Divide esse prêmio com todos esses artistas.
Obrigado, gente. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos, mais uma vez, o André Moraes, o César Petená, pela homenagem.
Chamamos agora, próxima homenagem: convidamos Ivan Lobo, indicado pelo Vereador Jair Tatto e pelo Instituto Stefanini, pela sociedade civil. (Palmas)
Ivan Lobo é cantor, compositor, músico, arranjador, professor de viola caipira, violão e gaita diatônica. É natural do Paraná, e traz em sua essência o gosto pela música sertaneja. Junto de suas duplas (Cido Tigre e, posteriormente, Vitor Cesar), o artista gravou álbuns, se apresentou em diversos eventos pelo Brasil, participou de programas de rádio, TV e podcasts. Ivan participou da trilha sonora das novelas “Ribeirão do Tempo” e “Uma Rosa com Amor”, como instrumentista, e da trilha sonora do filme “O Menino da Porteira”. Já foi homenageado pela Câmara Municipal de São Paulo por enaltecer a Cultura Brasileira ao representar a Música Sertaneja de Raiz.
Uma salva de palmas ao homenageado Ivan Lobo por sua história e também pelo talento da música Sertaneja. (Palmas)
Ouviremos então, neste momento, a saudação do homenageado.
O SR. IVAN LOBO − Boa noite a todos. Primeiramente, quero parabenizar o Vereador Jair Tatto por essa iniciativa, ele que é um ferrenho defensor da nossa cultura.
E me sinto bastante honrado por participar, por compor essa Mesa, participar dessa premiação. A minha história com Inezita Barroso começou nos anos 80, e havia um quadro no programa que, quem tocasse viola caipira, tivesse uma dupla sertaneja, e fosse estudante, ganharia uma viola caipira no programa, participando do programa. E eu era estudante naquela época, ainda nos anos 80. Depois participei de alguns quadros cantando com a dupla e a última foi uma honra que a gente teve também de fazer uma homenagem ao Tinoco − já não existia mais o Tonico −, e foi a última aparição do Tinoco na televisão, que ocorreu no programa Inezita Barroso e a gente teve a honra de participar.
Então, dentre tantos músicos e intérpretes, compositores bons, a gente poder ser agraciado com essa premiação é uma honra imensurável. Quero dividir essa premiação com alguns colegas que estão aqui na plateia. O meu amigo Biro-Biro, um grande intérprete da música sertaneja, que está sempre no Programa do Ratinho cantando modão; a Laura também, que é da dupla Lady Laura, uma dupla que já tem vários sucessos; meu amigo Galhardo, que é um veterano e meu querido amigo Paulo Leite, o novo Serjão, a continuidade; e também um dos maiores compositores da música sertaneja que está na plateia nos honrando com a sua presença, quero pedir uma salva de palmas para o paraense que é compositor de tantos clássicos, entre eles, Avião das Nove, Mensagens do Além, Espinho na Cama e tantos outros.
Muito obrigado. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns ao homenageado Ivan Lobo. Sua história do resgate também a presença sempre da música sertaneja de raiz.
Convidamos para a próxima homenagem Kátya Teixeira. A Kátya foi indicada pelas instituições: Centro de Tradições Caipiras de Atibaia; Dandô/POA; Movimento Social de Cidadania Balneário Novo São José; Programa da Terra; e pela sociedade civil.
A homenageada é paulistana com 30 anos de carreira, é cantora, instrumentista e compositora. É pesquisadora da cultura popular brasileira. Traz em seu trabalho musical o resultado de suas andanças pelo Brasil.
Com oito CDs gravados, seis singles e inúmeras colaborações com outros artistas e projetos, Kátya teve os seus CDs indicados a diversos prêmios e assina projetos culturais, dentre os quais se destaca o premiado Dandô - Circuito de Música Dércio Marques, que cria um intercâmbio e circulação de música popular em várias cidades brasileiras, da América Latina e Europa. Pelo seu talento, sua história, parabéns à homenageada Kátya Teixeira. (Palmas)
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos para o seu pronunciamento a Sra. Kátya Teixeira.
A SRA. KÁTYA TEIXEIRA - Estou aqui, ele fica que nem um papagaio no meu ouvido aqui falando as coisas que eu tenho que falar. (Risos) Eu te entreguei, viu.
A gente fala de Inezita, não tem como não falar de todo o universo que permeia a sabedoria dessa mulher, o caminho que essa mulher abriu, e de pessoas que seguem fazendo isso. O que estamos fazendo é lembrando dessas pessoas. O Júnior, eu e eles que têm um trabalho maravilhoso das violas brasileiras.
Tem o Ibis Maciel, que está aqui também. Muita gente boa que tem feito a diferença. Um beijo para vocês, por tudo que vocês têm feito.
É tanta coisa que passa na cabeça da gente ao mesmo tempo. Mas só queria agradecer imensamente, porque já seria uma honraria estar aqui recebendo por indicação de qualquer um dos senhores e das senhoras, mas receber esse prêmio porque fui indicada pela sociedade civil é um plus. Realmente, é uma coisa que me alegra muito, porque a minha vida tem sido dedicada a andar por esse país, a conhecer a cultura da gente e ser um caminho por onde a nossa história segue passando.
Muito obrigada. Obrigada a vocês por esse prêmio, pela iniciativa, porque isso faz toda a diferença no país que a gente vai vivendo.
Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabenizamos e agradecemos Kátya Teixeira por sua história.
Ouviremos e vamos aplaudir Ivan Lobo trazendo a canção Modão é Sempre Modão, de sua autoria.
O SR. IVAN LOBO - Essa música é uma composição que eu fiz e que retrata um pouco do programa da Inezita Barroso que durante tanto tempo que esteve no ar, porque fala um pouco das canções, de alguns compositores, vamos dizer assim, os primeiros compositores que formaram a base da nossa música caipira, de algumas duplas também.
A canção se chama Modão é Sempre Modão.
- Apresentação musical.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos e parabenizamos o cantor Ivan Lobo pela apresentação da música Modão é Sempre Modão.
Retomando as nossas homenagens, convidamos o Presidente desta sessão solene, Vereador Jair Tatto, a Vereadora Sandra Santana e o sempre Deputado Estadual Marcos Martins para fazer as entregas.
O próximo homenageado é o Sr. Luiz Alfredo Xavier, indicado pela Instituição Oficina de Arte e Cultura Roberto Mendes Barbosa e pela sociedade civil.
Natural de Rio Verde, Goiás, foi o parceiro dos sambistas Zé Keti e Jamelão, assim como de tantos outros aos quais emprestou o seu conhecimento teórico-musical, escrevendo as partituras das letras que lhe chegavam e, assim, ajustando a harmonização delas. Trabalhou com Bruno Quaino na Editora Ricordi; na RCA Jaguaré e com a dupla musical Irmãos Vitale. Como cantor, compositor, violonista e contrabaixista, foi responsável pelo aprendizado de muitas gerações ao longo de mais de 60 anos de música. Além disso, integrou a primeira banda que acompanhava os Originais do Samba, quando o grupo ainda se chamava Os Sete Crioulos da Batucada.
Convidamos, para receber sua homenagem, o Sr. Luiz Alfredo Xavier.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos, para o seu pronunciamento, o Sr. Luiz Alfredo Xavier.
O SR. LUIZ ALFREDO XAVIER - Boa noite a todos. Eu não sabia que em um evento como este cabia dinossauro.
- Manifestações do público.
O SR. LUIZ ALFREDO XAVIER - Estamos aqui para falar de música de raiz, a chamada música caipira, e eu fico feliz porque, entre tanta gente aqui presente, não há alguém mais caipira do que eu. Quase chegando aos cem anos de idade, eu sou filho da roça, puxei enxada e fui trazido para cá na década de 1940. Não vou dizer o ano exato para que vocês não me achem um velho mentiroso. Meus pais mal sabiam assinar seus nomes, mas fizeram de seus filhos, pessoas dignas. E é isso que me engrandece.
Aproveito o ensejo para agradecer ao Vereador Jair Tatto, à Comissão Organizadora do Festival e à Vereadora Edir Sales.
O SR. PRESIDENTE (Jair Tatto - PT) - O seu povo também está presente.
O SR. LUIZ ALFREDO XAVIER - O meu povo está aqui? Cadê ele?
- Manifestações do público.
O SR. LUIZ ALFREDO XAVIER - Vejam a maldade do Tatto. Isso a gente chama de falta de tato. Mas tudo bem, porque estamos em família e entre amigos.
Agradecer é sinônimo de sobrevivência. A cada dia que chega, e a gente acorda de manhã, é mais um motivo para agradecer. Agradecer dignifica o ser humano. E eu acho que é isso que conta.
Para as novas gerações, deixo um registro: o cateretê, o cururu e o samba, farinhas do mesmo saco.
Boa noite e obrigado. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabenizamos e agradecemos o Sr. Luiz Alfredo Xavier.
A próxima homenageada é a Orquestra Sanfônica de São Paulo, indicada pela sociedade civil e pela Vereadora Sandra Santana.
Em 6 de abril de 1988, sob a direção da professora e maestrina Renata Sbrighi, filha de Elvira Sbrighi e apaixonada pela musicalidade da sanfona, nascia oficialmente a Orquestra Sanfônica de São Paulo, que, com um repertório amplo de peças populares e eruditas, procura resgatar músicas e estilos particularmente brasileiros e que atualmente se encontram esquecido, como o maxixe, a guarânia, o chorinho e as já conhecidas valsas, polcas e marchas.
Conhecida por suas apresentações país afora, a Orquestra Sanfônica de São Paulo já participou de diversos programas de rádio e de televisão, sempre com muito sucesso.
Convidamos, para receber sua homenagem, a Orquestra Sanfônica de São Paulo, neste ato representada pela comandante da instituição, Sra. Renata Sbrighi.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos, para o seu pronunciamento, a Sra. Renata Sbrighi.
A SRA. RENATA SBRIGHI - Agradeço a todos o carinho.
Para mim, a Inezita era como uma irmã e eu a adorava. Ela gostava tanto de mim que me deixava tocar sanfona no seu programa, que era exclusivo para violeiros. Eu ficava muito feliz de ela abrir esse espaço para mim em seu programa, e também me convidar para viajar com ela para ao interior. Como ela pedia que eu levasse três sanfonas, eu convidei a minha irmã, Regina, o Luiz e o Tinão, que tocava pandeiro.
Na ocasião, o chefe do programa de TV da Inezita me perguntou quanto eu gostaria de ganhar, e eu respondi a ele que já estava ganhando muito só de viajar com a Inezita e dormir no mesmo quarto de hotel que ela.
- Manifestações do público.
A SRA. RENATA SBRIGHI - Mas ele me disse que tinha que ter uma verba, que seria dividida entre os quatro músicos. Apesar de eu negar, ele insistiu, porque televisão não brinca com isso. Eu estava tão feliz de viajar com a Inezita que qualquer quantia estava de bom tamanho para mim, ainda mais porque a Inezita já tinha um sanfoneiro, o Robertinho. Ele me tratava mais ou menos, mas eu o beijava mesmo assim. Inclusive, quando o chefe do grupo da Inezita anunciou que mais sanfoneiros iriam viajar com ela, eu perguntei para a Inezita se o Robertinho ia gostar. Ele fazia cara feia para mim por eu ter tirado a sua vaga na viagem, mas eu não tinha culpa.
Amava a Inezita; deixa eu parar de falar, porque senão vou contar isso a noite inteira.
A SRA. SANDRA SANTANA (MDB) - Se deixar, a Renata falará a noite inteira, tenho certeza.
A SRA. RENATA SBRIGHI − Ela já me conhece.
A SRA. SANDRA SANTANA (MDB) - Mas tem boa história, Jairzinho.
A SRA. RENATA SBRIGHI − Olha, a Inezita deixava eu levar a minha sanfonada, levava 10, 15 sanfoneiros, até 18 − porque eu tenho um grupo muito grande −, e ela deixava duas vezes por ano; eu ia em junho e em dezembro. Em junho ia só, já estava ótimo para mim. E ia aguentar a cara do Robertinho lá comigo. Eu olhava para ele, mas eu nem ligava. Em música não se pode ficar ligando para nada, tem que trabalhar. Então, eu agradeço muito à Inezita, fiquei muito triste com a ida dela, o fato de ter ido embora; mas ela abriu a TV para a Renata, porque lá não entrava a sanfona, era viola e violão. E eu fui de “xereta”.
A SRA. SANDRA SANTANA (MDB) - Muito bom. Muito bom. Linda. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Bem, agradecemos e felicitamos a maestrina Renata Sbrighi, da Orquestra Sanfônica de São Paulo. Convidamos agora, para a sua homenagem, Pereira da Viola. (Palmas)
Ele que foi indicado pela SAJU − Organização Cultural, Social e Artística do Jardim Umuarama e pela sociedade civil. Nosso homenageado é cantor, compositor e violeiro, um artista ligado essencialmente à cultura mineira, à sua raiz no interior, quilombola e rural; é também um instrumentista universal. A base de sua musicalidade é permeada pela ampla leitura da riqueza poética, melódica, e da diversidade rítmica da música de raiz e da cultura popular. Ele é capaz de tirar da viola, um instrumento de origem europeia, uma inusitada versão de Carmina Burana, por exemplo, sem perder a qualidade e o batido típico aprendido com seus mestres, das Folias de Reis. Com sete CDs e um DVD próprios, também participou de relevantes trabalhos coletivos. Em carreira internacional, já se apresentou na Venezuela, Espanha, Portugal, Alemanha e Inglaterra. Pelo seu trabalho e sua história, parabéns, Pereira da Viola. (Palmas)
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos, para o seu pronunciamento, o Sr. Pereira da Viola.
O SR. PEREIRA DA VIOLA − Boa noite a todos e a todas.
“Vô cantá no canturi primero
As coisa lá da minha mudernage
Qui mi fizero errante e violêro
Eu falo séro e num é vadiagem
E pra você qui agora está mi ôvino
Juro inté pelo Santo Minino
Vige Maria qui ôve o qui eu digo
Si fô mintira mi manda um castigo
Apois pra o cantadô e violeiro
Só hái treis coisa nesse mundo vão
Amô, furria, viola, nunca dinheiro
Viola, furria, amô, dinhêro não”
“Viola, furria, amô, dinhêro não”. É com essa frase, com esses versos do nosso mestre Elomar Figueira Mello, que eu começo, nesse momento, dizer o quanto é importante momentos como este para nossa memória, para nossa história, para que continuemos seguindo em frente. Assim, é com muito carinho, com muito amor no meu coração que eu agradeço esse irmão velho Jair Tatto, a quem eu peço mais uma salva de palmas. (Palmas)
O coração desse homem é maior do que o mundo. Obrigado, Jair, e também agradeço a todos os outros Vereadores e Vereadoras, por constituir este momento ímpar para todos nós que lidamos com esta identidade brasileira − que sabemos o quanto ela é perseguida, o quanto que ela é mutilada. E, mesmo assim, eles não conseguem nos calar, não nos conseguem parar, porque isso está no nosso sangue. Isso vem de África, isso vem de Europa, isso vem de indígena.
Como é que vão acabar com isso? Não tem como. Por isso, uma noite como esta é para celebrar. E Inezita trazia tudo isso no bojo do seu coração. Ela sabia traduzir, mais do que qualquer pessoa no Brasil, essa nossa cara, esse nosso jeito, essa nossa forma de valorizar, de ser. E por isso, um prêmio como esse deveria se expandir para todas as cidades do nosso Brasil, porque Inezita era a linguagem da cultura brasileira verdadeira − aqui representado, claro, por tantas pessoas −, mas ela colocou, diante daquilo que a neta dela trouxe, que me deixou muito emocionado, porque a Inezita, de fato, era uma grande madrinha que eu tinha. Desde o primeiro momento que ela conheceu o meu trabalho, ela me colocou debaixo do braço.
E quando a neta dela fala dessa força que ela tinha, desse amor que ela tinha pela cultura − porque quando falamos de cultura, não estamos falando de algo que está separado da nossa condição de viver no dia a dia, da nossa condição humana, essas coisas são intrínsecas. Portanto, Inezita amava, sim, a cultura, porque ela amava as pessoas. E não tem como gostar de cultura sem gostar de gente. Portanto, cultura e gente estão interligadas, e essa noite é uma noite de celebração e queremos dizer: “Inezita, gratidão por você ter existido, gratidão a Deus por ter me permitido viver no tempo em que você viveu neste planeta. Que a força divina de nosso Pai maior esteja com você, dando-lhe todas as bênçãos que você merece por nos trazer tanta alegria, tantas verdades”.
Um beijo no coração de todos e todas. Obrigado. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns ao homenageado Pereira da Viola. Grande história da música de raiz. Convidamos, na sequência, para a sua homenagem, o poeta Reinaldo Bressani. Ele foi indicado pela Vereadora Edir Sales e pela sociedade civil. Nosso homenageado, o escritor, poeta, cronista Reinaldo Bressani, além de uma biografia ímpar e participante de academias e entidades relevantes, possui importância diferenciada aqui também na Câmara Municipal, contribuindo em atividades cívicas, principalmente os hasteamentos oficiais da bandeira, apresentando seus poemas inéditos.
Tem uma coletânea expressiva e possui também composições conhecidas e inéditas de músicas sertanejas, aqui também o parceiro Praiense, que também tem uma música, daqui a pouco será também lembrado pelo poeta Reinaldo Bressani. Contribuindo significativamente para a divulgação nacional do estilo musical, Reinaldo também é jornalista, Vice-Presidente da Associação Paulista de Imprensa e membro do Comitê de Civismo e Cidadania da Associação Comercial de São Paulo. Também é Conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do estado de São Paulo. Parabéns ao homenageado. Ouviremos neste momento, também, sua saudação.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
O SR. REINALDO BRESSANI − Boa noite a todos. Quero agradecer primeiramente a iniciativa do Vereador Jair Tatto. A Vereadora, também presente, Sandra Santana. Nós já somos participantes, há tempos já, do nosso hasteamento da bandeira. Agradeço a todos os nossos amigos presentes.
Bom, eu, a princípio, sou poeta. Não sou músico e nem cantor, mas por obra do destino tenho um parceiro de grande nome, de grande categoria, chamado Praiense, presente, como já foi afirmado.
Sou do interior, sou de Matão, uma cidade do Estado de São Paulo. Já estou em São Paulo há mais de 70 anos, então, já sou um misto de paulista e paulistano, ambos legítimos, não é?
O gosto pela música sertaneja veio desde sempre. No início, colado no rádio, ouvindo na beira da tuia, com o Tonico e Tinoco, depois a Inezita, depois Rolando Boldrin, e por aí vai. Em uma oportunidade começamos, em função da poesia que faço junto com esses parceiros - Praiense, Alisson -, comecei a tecer alguns versos que se adequassem ao estilo sertanejo.
Dentre essas composições, temos uma homenagem à Inezita Barroso, que eu fiz a letra, e o Praiense musicou. Vai ser apresentada, como eu não sou cantor, então o pessoal da Câmara está providenciando para fazer uma apresentação através de um pen drive. Espero que esteja a gosto de vocês todos.
Então, a minha homenagem, finalmente, a todos os colegas compositores que compõem este grupo tão seleto, tão primoroso. Um abraço a todos e novamente muito agradecido, Vereador Jair Tatto. (Palmas)
- Apresentação musical.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - É o exemplo de uma das composições do poeta Renato Bressani, participação em música do Praiense e Alisson. Parabéns pela homenagem.
Nossa última homenagem da noite, infelizmente, o homenageado não pode comparecer: Rubinho do Vale. Ele foi indicado pela sociedade civil, mas pediu para que o Pereira da Viola possa receber a homenagem no nome dele.
Lembrando que Rubinho Vale iniciou seus estudos de engenharia geológica no ano de 1976, em Ouro Preto. Dividiu suas atenções dos estudos autodidatas e musicalidade, participando de festivais, aniversários e regionais.
Após cinco anos, foi à Belo Horizonte decidido a dedicar-se à carreira musical, movido pelo I Encontro de Compositores do Vale do Jequitinhonha, realizado na cidade de Itaobim, em novembro do ano de 1979. Atualmente, Rubinho do Vale conta com extenso portfólio de discografias dedicadas à música caipira de raiz, utilizado inclusive como material didático infantil e escolar.
Uma salva de Palmas ao homenageado representado, nesta noite, por Pereira da Viola. (Palmas)
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos o Sr. Pereira da Viola, que irá encerrar as homenagens desta noite, a cantar uma música: Riacho de Areia, de Saulo Laranjeira.
- Apresentação musical.
O SR. PEREIRA DA VIOLA - Para mim foi uma honra muito grande receber esse prêmio em nome de Rubinho do Vale.
O Rubinho é um daqueles mestres da cultura do Vale do Jequitinhonha, uma pessoa que me inspirei muito para fazer o trabalho que faço. Com certeza, se ele pudesse estar presente, estaria radiante de alegria. Ele vira um menino quando tem essas coisas. E aí escolhi esta canção, que é o hino do Vale do Jequitinhonha, uma canção que pertence a domínio público e que é uma canção que foi a última apresentação, a última vez que eu estive no programa da Inezita Barroso, ela me pediu para cantar essa canção que ela adorava.
Mas antes, sabemos que o Vale do Jequitinhonha é um vale que também perpassa, às vezes, por grandes dificuldades materiais e, por isso, isso reverte em identidade cultural, numa força cultural muito grande.
O Rio Jequitinhonha, que é o rio que dá vida a todo o vale, em algum momento, o poeta Gonzaga Medeiros, que também como eu nasceu no Vale do Mucuri, mas que temos as nossas origens no Vale de Jequitinhonha, escreveu assim: “O rio só ainda corria por conta de velha história e honra, e fama e glória que correram as cercanias, assim maltrapilho, quase morto, não era o rio que andava. Sua alma é que vagava, correndo em busca do mar, ou melhor, qualquer lugar, um refúgio onde pudesse, descansado, se enterrar. Se o rio vive é de água, por ela é que ele corre indo ao mar, onde deságua no balanço de sua rede. Não tem água, então não corre, desidrata, se consome, morre encharcado de sede e empanzinado de fome. Mesmo assim o rio ainda corre”.
Obrigado, gente, pelo carinho, um grande abraço. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns, Pereira da Viola, essa sensacional presença e participação. Com certeza, o espírito de Inezita Barroso está com todos nós nesta noite neste plenário.
Convidamos todos os homenageados da 1ª Edição do Prêmio Inezita Barroso, da Câmara Municipal de São Paulo, a se posicionaram ao lado do Vereador Jair Tatto e da Vereadora Sandra Santana.
Uma salva de palmas aos homenageados. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Para o encerramento desta solenidade, tem a palavra o Sr. Presidente, nobre Vereador Jair Tatto.
O SR. PRESIDENTE (Jair Tatto - PT) - Obrigado a todos.
Nada mais a tratar. Teríamos muito a tratar, mas o tempo não para. Declaro encerrada a nossa premiação da querida Inezita Barroso. Obrigado a todos e a todas.
Está encerrada a sessão.
4ª SESSÃO SOLENE
13/03/2025
A SRA. PRESIDENTE (Luna Zarattini - PT) - Boa tarde a todos e todas.
Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta é a 4ª Sessão Solene, da 19ª Legislatura, e destina-se à comemoração do Dia Internacional da Mulher, nos termos da Resolução nº 1, de 15 de novembro de 2000.
Passo a palavra ao Mestre de Cerimônias para condução dos trabalhos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS − Senhoras e Senhores, autoridades presentes, boa tarde. Sejam todos muito bem-vindos à Câmara Municipal de São Paulo. Agradecemos a presença e iniciamos, neste momento, a sessão solene em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Uma homenagem das Vereadoras e Vereadores em exercício às mulheres de destaque, instituída pela Resolução nº 1, de 15 de novembro de 2000.
Informamos que esta sessão será transmitida pela Rede Câmara SP nas redes sociais oficiais do Legislativo paulistano − opção Auditórios On-line, Salão nobre; e será gravada para exibição no canal 8.3 digital.
Compõem a Mesa Solene: Vereadora Luna Zarattini, Presidente desta sessão, além de sua homenageada, a Sra. Maria Aparecida Rodrigues, a Cida Preta; a Sra. Marcela Arruda, Secretária Municipal de Gestão, neste ato representando o Prefeito de São Paulo, o Sr. Ricardo Nunes, tratando-se, ela mesma, de uma das homenageadas desta sessão; Vereadora Edir Sales, representando a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo, e Presidente da Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal.
Também compõe o dispositivo solene desta sessão a Vereadora Amanda Paschoal, acompanhada de sua homenageada, a Sra. Márcia Dailyn Oliveira da Silva; a Vereadora Amanda Vettorazzo, acompanhada de sua homenageada, a Sra. Marly Marino Vettorazzo; Vereadora Ana Carolina Oliveira, acompanhada de sua homenageada, a Sra. Vera Viel Faro; Pastora Risandra Silva Marvila, representando a homenageada da Vereadora Edir Sales, que infelizmente está fora e não pôde comparecer, a Bispa Ingrid Duque Darakdjian Medeiros; a Vereadora Ely Teruel e sua homenageada, a Sra. Janair da Silva Oliveira; a Vereadora Janaina Paschoal e a sua homenageada, Dra. Mariza D’Agostino Dias; Vereadora Keit Lima e sua homenageada, a Sra. Joseane Fidelis Honorato da Silva; Vereadora Luana Alves e sua homenageada, a Sra. Rebeca Mendes; Vereadora Marina Bragante e sua homenageada, a Sra. Maria Gilca Bezerra; Vereadora Pastora Sandra Alves e sua homenageada, a Sra. Roselaine da Silva Cardoso; Vereadora Renata Falzoni e sua homenageada, a Dra. Ana Maria Malik; Vereadora Sandra Santana e sua homenageada, a Sra. Viviane Corrêa Silva; Vereadora Dra. Sandra Tadeu e sua homenageada, a Sra. Zenaide Miranda Vilanova; Vereadora Silvia da Bancada Feminista e sua homenageada, a Sra. Maria Cristina Quirino Portugal; Vereadora Simone Ganem, acompanhada de sua homenageada, a Deputada Clarice Ganem; Vereadora Sonaira Fernandes e sua homenageada, a Deputada Federal Rosana Valle; Vereadora Zoe Martínez, acompanhada de sua homenageada, Dra. Dana Vidal Costa. Vereador Sansão Pereira, Líder do Republicanos, homenageando a Dra. Marcela Cristina Arruda Nunes; Capitão PM Alexandre Paulino Vieira, chefe da assessoria da Polícia Militar, acompanhado também da homenageada da Polícia Militar, Capitã PM Ysabelle Almeida Gonçalves de Souza. Inspetor de divisão Edison Sarti Viana, comandante da Inspetoria da Câmara Municipal, e sua homenageada, GCMF classe especial Carla Batista Dias.
Por fim, representando o Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Vereador Ricardo Teixeira, o Sr. Celso Gabriel, Secretário de Recursos Humanos, acompanhado da homenageada da Presidência, a Sra. Maria Aparecida dos Reis Tufani, a Cida do RH. (Palmas)
Senhoras e senhores, esses são os destaques de todas as autoridades e as homenageadas. Convidamos a todos para, de pé, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro.
- Execução do Hino Nacional Brasileiro.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, mais uma vez agradecendo a presença valiosa de todos e todas.
Registramos e agradecemos a presença dos Srs.: Deputado Federal Felipe Becari; Deputado Estadual Tenente Coimbra; Conselheiro Eduardo Tuma, que esteve presente, mas infelizmente não pôde continuar na nossa solenidade; Vereador Danilo do Posto de Saúde; Vereador Gabriel Abreu; Fernando do Vale, representando, neste ato, o Conselho Federal de Administração; Marina Della Vedova, Secretária-geral do PL São Paulo; Jonathan Farias, Capitão da Polícia Militar; Maíra Recchia, representando o Presidente da OAB São Paulo, Dr. Leonardo Sica; Andréa Souza, superintendente da Adesampa, Agência de Desenvolvimento de São Paulo; Camila Carvalho, coordenadora de relações internacionais, representando a Dra. Angela Gandra, Secretária de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo; Professor Osvaldo Rovetto, Diretor Internacional da Associação Cozinheiros Sem Fronteiras; e Eduardo Luis Daher, Diretor do Sindicato de Hotéis da cidade de São Paulo.
Convidamos neste momento para uso da palavra, a Vereadora Edir Sales, representando, neste ato, a Mesa Diretora e Presidente da Comissão de Administração Pública.
A SRA. EDIR SALES (PSD) - Boa tarde.
É uma alegria muito grande receber vocês, hoje, no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, tantas celebridades. É muito bonito quando os homens vêm para acompanhar a celebridade, porque celebridades somos nós, não é isso? Então, quando vejo os homens acompanhando a celebridade, eu fico muito feliz dessa união. Sempre falo que é muito importante caminhar lado a lado, fundamental.
Quero cumprimentar a Presidente desta sessão tão importante referente ao Dia Internacional da Mulher, minha querida Vereadora Luna Zarattini, que durante dois anos foi Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes, Vereadora ativa; quero cumprimentar a querida amiga Marcela Arruda, nossa Secretária de Gestão, hoje representando nada mais, nada menos do que o Prefeito Ricardo Nunes, nosso grande Prefeito, o melhor Prefeito que São Paulo já teve. Muito obrigada pela presença e por tudo que faz, Marcela; quero cumprimentar também, em nome de todas as homenageadas, a nossa querida Pastora Risandra, representando a Bispa Ingrid Duque, da Igreja do Trono de Deus. E quero cumprimentar, também, as Vereadoras Sandra Santana, Ely Teruel, Dra. Sandra Tadeu, Zoe Martínez, Rute Costa, Sonaira Fernandes, Pastora Sandra Alves, Amanda Vettorazzo, Silvia da Bancada Feminista, Luana Alves, Amanda Paschoal, Keit Lima, Simone Ganem, Ana Carolina Oliveira, Janaina Paschoal, Marina Bragante e Renata Falzoni.
É uma grande honra estar hoje com vocês comemorando o Dia Internacional da Mulher, uma data que vai muito além das homenagens. É um símbolo da nossa luta por equidade, respeito e reconhecimento. Antes de tudo quero saudar as minhas colegas Vereadoras, as quais já mencionei os nomes, que juntas compõem uma bancada feminina forte e comprometida nesta Casa. Hoje, somos 20 mulheres, mais de 36% dos Vereadores eleitos. A cada Legislatura vem aumentando o número de mulheres, a participação feminina que tanto tem acrescentado na Câmara Municipal de São Paulo, um avanço significativo da nossa representatividade. Estamos chegando lá, a cada Legislatura aumentamos nossa presença na tomada de decisões, na construção de leis que impactam diretamente a vida das mulheres e de toda a população de São Paulo.
A presença feminina neste plenário não é apenas uma questão de justiça, mas de necessidade. Somos nós que trazemos novas perspectivas, ampliamos o debate e garantimos que pautas fundamentais para as mulheres estejam no centro das decisões da Casa e da cidade de São Paulo.
Nesta tarde de celebração, também queremos destacar as homenageadas do Dia Internacional da Mulher, que, com coragem e determinação, fazem a diferença em suas áreas de atuação e inspiram tantas outras a seguirem os seus caminhos com autonomia e dignidade. Mulheres que são a força, que movem o mundo, que transformam desafios em conquistas e nunca param de lutar pelo que é justo. Além de reconhecer o passado, o presente, olhamos para o futuro, muito além. Somos visionárias trabalhando incansavelmente por políticas públicas que transformem vidas na Câmara e na cidade de São Paulo.
Quero lembrar de uma lei minha muito importante que está agora, inclusive, sendo usada pelo Smart Sampa, que é a Lei do Botão do Pânico. Pasmem, descobri outro dia lá no Smart Sampa, quatro mil e quinhentas mulheres já estão sendo atendidas pelo Smart Sampa através da Lei do Botão do Pânico, o aplicativo da Guarda Civil que foi fundamentado em cima da Lei do Botão do Pânico, logo, logo, se Deus quiser, Polícia Municipal. Então, é um número alarmante, quatro mil e quinhentas mulheres usam a Lei do Botão do Pânico. Como funciona? A mulher que sofre violência doméstica recebe um aplicativo no celular, que só ela tem conhecimento desse aplicativo. Na iminência de ser agredida, ela aciona o aplicativo, e é atendida em tempo real. A Guarda Civil, futura Polícia Municipal, atende essas mulheres em tempo real. Então, é um trabalho incansável de toda a Câmara Municipal de São Paulo para restabelecer a ordem, a dignidade, a autoestima e o respeito às mulheres.
Quero agradecer ao Prefeito Ricardo Nunes por todo o apoio que dá à cidade, por tudo o que faz pela cidade de São Paulo. Quero parabenizá-lo pelo Smart Sampa que, em 6 meses, através das câmeras - temos 23 câmeras na cidade de São Paulo -, já foram localizados mais de 2 mil criminosos que estavam foragidos da Justiça. (Palmas)
Então, é muito importante lembrarmos que a cidade tem tido um atendimento muito bom nesta área da segurança, também. Em todas as áreas da mulher, principalmente, em hospitais; nas UBSs, atendimentos, Hospital da Mulher em Itaquera, inclusive. Então, temos visto que S.Exa. tem feito um trabalho incansável em todas as áreas, mas as mulheres estão sempre à frente, cuja preocupação é sempre maior.
Eu quero lembrar, também, que nós temos a Lei do Empreendedorismo Feminino, para motivar as mulheres a descobrirem os seus talentos, a levantarem a sua autoestima e ajudarem na economia do lar.
Ainda há mais a ser feito, é claro. Nós temos vários projetos. Se cada Vereador, cada Vereadora, for falar do seu projeto, vão ficar até amanhã falando porque são muitos projetos. Ainda há muito a ser feito, mas sabemos que cada passo que damos reflete lá fora, na vida das mulheres paulistanas, principalmente. Que cada mulher presente nunca se esqueça da sua força, da sua importância e do seu poder de transformação.
Parabéns a todas as mulheres desta Casa. Parabéns às homenageadas e a todos que, com a sua força e determinação, constroem uma São Paulo mais justa e mais igualitária.
Viva o Dia Internacional da Mulher. (Palmas)
MESTRE DE CERIMNÔNIAS - Neste momento, convidamos para usar a palavra a Dra. Marcela Arruda, Secretária Municipal de Gestão, representando o Prefeito Ricardo Nunes.
A SRA. MARCELA CRISTINA ARRUDA NUNES - Bom dia a todas as pessoas presentes, àquelas que nos assistem.
É uma grande honra estar aqui hoje, Vereadora Luna Zarattini, representando o Prefeito Ricardo Nunes, e, também, sendo indicada para receber uma homenagem. Já agradeço a indicação ao Vereador Sansão Pereira, muito obrigada; e a todas as mulheres que participaram, também.
Eu gostaria, primeiro, de trazer as saudações do Vereador Ricardo Nunes a toda à Mesa deste evento; às Vereadoras Luna Zarattini, Edir Sales, à Presidência da Câmara que tem realizado eventos como este por quase a semana inteira, homenageando mulheres que ajudam a cidade de São Paulo a se mover todos os dias, que fazem acontecer e que, nem sempre, são lembradas todos os dias, porque ainda existe a cultura de quando se lembra de algum tema, coloca-se o nome de um homem em primeiro lugar e, às vezes, até da boca da própria mulher. Então, é muito bom ter marcos como este que é de celebração, sim, mas é mais de uma memória àquilo que ainda temos a avançar.
Eu quero lembrar três datas, antes até da minha fala, para mostrar a importância deste dia.
Quero falar, agora, com os homens que estão presentes, porque as mulheres têm esse dom da inclusão. Fomos muito afastadas por muito tempo, mas temos o dom da inclusão.
Era 1827, quando nós, mulheres, queríamos frequentar a escola que os homens frequentavam e não nos era permitido ainda. Era 1827 quando foi liberado as mulheres frequentarem as escolas.
É algo muito impressionante, porque, apesar da distância entre o querer e a autorização das mulheres frequentarem as escolas, hoje, as mulheres se mostram com mais graduação, em números maiores, em espaços públicos que requerem a graduação.
Isso exigiu muitas coisas, porque foi um tempo perdido que teve de ser recuperado, mas as mulheres não desistiram e nem se colocaram no lugar do retardatário por essa distância de tempo.
Eu quero pular de 1827 para uma data, poderia falar de várias, enfim, tem 1932, que é muito importante, da autorização do voto feminino, e de outras igualmente importantes, pelo menos mais de 50 das que lembro. E em 2015 a mulher já pode votar, já tem liberdade para o trabalho, mas precisamos de uma lei federal para falar contra o feminicídio. Olha o passo: de 1827 para 2015.
Agora eu quero passar um pouco mais, Vereadora, se me permite, para mostrar a importância de datas como essa. E nós chegamos em 2025. Pulei muito, com um espaço maior do início, um espaço menor agora. Poderia falar de 2022, de 2018 ou de algumas outras datas, mas chegamos em 2025. Passou 1962, que foi da criação do Estatuto da Mulher e tantas outras datas, e chegamos em 2025. Nesse ano, a cidade de São Paulo cria o programa Smart Sampa para identificação dos criminosos. E tivemos uma surpresa, entre os criminosos identificados, uma boa parte é de assassinos e de violentadores de mulheres.
Nós estamos em 2025 e ainda falando de quais armas podemos utilizar contra a violência e a desigualdade que se põe contra a mulher. E o Smart Sampa identifica mais de dois mil criminosos - depois os senhores podem ver os dados -, sem nenhum tiro, Vereadora Edir Sales, sem o uso da força, apenas com o uso da inteligência, mas com o reconhecimento de que a nossa capacidade humana ainda não é suficiente para enfrentar aquela desigualdade com que a mulher era vista lá em 1827, quando comecei esta história.
E esse reconhecimento nos faz identificar, através do Smart Sampa, homens que mataram mais de 10 mulheres, homens que estupraram menores, mulheres, meninas, e estou falando de uma violência que é em relação à mulher no seu gênero, mas também em relação às crianças do Brasil e às meninas.
Eu vejo, hoje, na Câmara de Vereadores, mulheres que têm as suas histórias e cumprimento as Vereadoras Edir Sales, pelo seu tempo nesta Casa; Sandra Santana; Sandra Tadeu, que estão há alguns mandatos; e cumprimento as novas, como as Vereadoras Marina Bragante, Carolina, Zoe; e aquelas que já não são tão novas, como a Vereadora Sonaira, que já estão nesta Casa em um segundo mandato. Cumprimento pelas suas histórias, pela sua garra de estar nesta Casa fazendo a diferença todos os dias, mas ainda enfrentando algo que nos separa, que é muitas vezes a incompreensão de que nós temos que lutar contra o mesmo inimigo, aquela indiferença de 1827; aquele que ainda nos vê como inferior e não uma contra as outras e não uma com força em relação às outras.
Então, o que nos une hoje, o que une o propósito das mulheres, Presidente Luna, é o propósito de reconhecer esta celebração. Lembro-me de uma frase de uma ex-primeira-dama dos Estados Unidos, esqueço o nome agora, talvez seja a Eleanor Roosevelt que dizia: “Ninguém pode fazer com que você se sinta inferior sem o seu consentimento”. É sobre isso, é com essas palavras que a frase nos lembra do poder que nós temos a partir dessa pequena história que contei da trajetória, do poder que nós temos acerca da nossa primeira trajetória. Aliás, é em 2025 que a mulher assume, em alguns órgãos institucionais, a presidência pela primeira vez, como o Tribunal Militar e tantos outros internacionais, que têm, pela primeira vez, em tantos anos, essas mulheres assumindo. Significa que esse movimento ainda não parou, significa que essas mulheres estão ainda numa luta por reconhecimento, apesar de terem sua escolaridade já reconhecida e não terem mais de participar de escolas diferentes dos homens, porque também teve essa fase de que a nossa cor nos separava em relação às escolas, a história nos conta isso. Muitas vezes é tudo isso que nos leva a compreender de forma plena, nós levamos anos, e precisamos continuar andando com essa força feminina em todas as áreas da sociedade, em especial na gestão pública. Isso nos move a liderar, mas liderar com inovação para construirmos políticas que impactarão milhões de vidas, e temos isso, pela primeira vez na gestão da Prefeitura de São Paulo. E falo pela primeira vez porque, como Secretária de Gestão, tive acesso aos números para chegar nessa conclusão, pois é a primeira vez que têm tantas mulheres em cargos de liderança, é a primeira vez na história da Prefeitura de São Paulo. (Palmas)
Quero reconhecer que não é suficiente, quero reconhecer que ainda precisamos unir forças. Eu preciso receber a Presidente da Comissão da Mulher OAB, aqui representando a entidade, Maíra Recchia, para conversarmos, para falarmos sobre o que ainda podemos fazer para aumentar essa relevância, e como nós, mulheres, que já alcançamos uma posição, podemos lutar por outras mulheres.
Com esse impulso, também falar - e não repetindo o que a Vereadora Edir Sales já nos contou sobre programas de empreendedorismo, sobre investimentos - do programa Mãe Paulistana, porque hoje, além da fila de creche estar zerada, na verdade, com esse programa já tem a vaga na creche garantida desde o pré-natal. Falar também das oportunidades de negócios para empresas, e negócios não apenas para causas sociais, mas negócios quanto à transformação digital.
Cito o último projeto que estou liderando na Prefeitura, com o apoio do Prefeito Ricardo Nunes, que é o Elas SP, projeto voltado para olhar as nossas servidoras, Vereadora Marina, identificar essas servidoras que nunca ocuparam cargo de liderança, entender qual é o motivo. Porque eu tenho identificado que, às vezes, tem também um não, e esse não é por uma falta de compreensão devido o período maternal, talvez uma pós-graduação que não foi concluída no mesmo período que o homem, e tantos outros motivos. O Elas SP nasce para isso, ao lado do programa Ponto de Afeto para as mulheres que estão amamentando, que tantas Vereadoras já conhecem.
Esta Prefeitura tem buscado fortalecer a presença feminina, o Prefeito Ricardo Nunes - a quem hoje represento - é quem delega o compromisso de continuarmos, e registro esse compromisso para nós continuarmos avançando, e avançando com a compreensão das mulheres e homens e todas as pessoas que assim se identificam com a cidade de São Paulo por um único um propósito, um propósito de crescimento, de construção de políticas públicas que façam sentido para as mulheres, para os filhos das mulheres, que são todos vocês, homens, que estão aqui, e para a nossa cidade.
Mais uma vez, muito obrigada por essa homenagem. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Queremos destacar e agradecer a presença do Vereador Adrilles Jorge, muito obrigado.
Senhoras e senhores, neste momento anunciamos as palavras da Presidente da sessão solene, Vereadora Luna Zarattini. (Palmas)
A SRA. PRESIDENTE (Luna Zarattini - PT) - Boa tarde a todos, mas principalmente neste dia, a todas. Quero cumprimentar a Secretária Marcela Arruda, representando neste evento a Prefeitura de São Paulo. Cumprimento a minha colega Vereadora Edir Sales, que está representando a Mesa Diretora da Câmara. A Vereadora Edir é a única mulher que está na Mesa Diretora, vemos o quanto ainda precisamos avançar. A Câmara de São Paulo nunca teve uma mulher presidenta. Então, vamos saudar a Vereadora Edir Sales.
Queria cumprimentar também todas as minhas colegas Vereadoras que estão aqui, mas principalmente cumprimentar as homenageadas do dia de hoje pelas lutas, por suas histórias, por tudo o que vocês representam. Parabéns pelo dia de hoje. Para nós é uma honra poder cumprimentá-las, poder homenageá-las. Estou muito feliz também de poder presidir esta sessão tão importante.
Também quero saudar o Cerimonial e a Câmara de São Paulo por este evento tão importante do Dia Internacional da luta das mulheres, porque nós sabemos que, apesar de ainda termos um mundo muito machista, com altos índices de violência contra a mulher, onde ainda lutamos para ser respeitadas, valorizadas, muitas vezes para ganhar os mesmos salários que os homens, eventos como este saúdam as mulheres e demonstram que, apesar deste mundo tão desigual, nós resistimos e ocupamos todos os espaços.
Infelizmente, ainda nesse sentido, nós, Vereadoras, aqui não somos a maioria. Somos maioria na sociedade, nós, mulheres, mas aqui ainda não temos uma maioria de Vereadoras. Mas posso afirmar com muita tranquilidade, perante minhas colegas, que em todos os espaços que as Vereadoras ocupam, tenho certeza de que defendemos nossas ideias, nossos valores, que nós trabalhamos. Não estamos aqui para enfeitar nenhum ambiente, não estamos aqui para fazer qualquer outra discussão que não seja a da política.
Nesse sentido também, quero trazer que, quando uma mulher entra na política, essa mulher muda. Mas quando muitas mulheres entram na política, é a política que muda. E nós viemos para mudar, viemos para transformar, nós viemos para trazer nossas ideias, para fazer nossos debates e para representar a sociedade. Somos nós, mulheres, que quando ocupamos os espaços, levamos essas lutas para frente, seja nos nossos bairros, seja nas escolas, nas universidades, nos espaços de trabalho, seja também na política.
Então, mais uma vez, saúdo as homenageadas de hoje, saúdo as Vereadoras presentes, que resistem e lutam também aqui na Casa e na política, mas também saúdo a Câmara de São Paulo, porque eventos como este trazem um simbólico muito importante, porque nós, mulheres, queremos viver, nós, mulheres, queremos trabalhar, nós, mulheres, queremos uma sociedade igual e justa.
Parabéns a todas e a todos e parabéns às homenageadas.
Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, daremos início agora à entrega das homenagens.
Informamos também que, após o ato de entrega de cada homenagem, as homenageadas serão convidadas a gravar um depoimento para a Rede Câmara. O conjunto dos depoimentos será posteriormente transformado em um documentário muito importante também para a sociedade. A gravação será aqui no hall de entrada. Após cada homenagem, vocês serão acompanhadas para que a Rede Câmara possa fazer a entrevista.
Senhoras e senhores, iniciaremos com a homenageada da assessoria da Polícia Militar da Câmara Municipal de São Paulo. Antes, veremos um vídeo sobre nossa primeira homenageada, indicada pela Assessoria Policial Militar.
- Apresentação de vídeo.
O SR. ALEXANDRE PAULINO VIEIRA - (Por vídeo) - Boa tarde.
Eu estou, em nome da Polícia Militar, falando da nossa homenageada, Capitã PM Ysabelle. Foi uma decisão muito difícil eleger uma policial militar, sendo que temos muitas mulheres na instituição policial militar e é difícil escolher apenas uma. Todas elas têm muitas qualidades e muitas virtudes.
A Capitã Ysabelle reúne a atribuição que todo policial militar tem em si, que é a de se sacrificar pelo próximo. A Capitã Ysabelle tem isso num grau maior ainda. Como toda mulher, ela tem um instinto de cuidado, um instinto materno para com todos ao seu redor. Então ela é a indicada da Polícia Militar, com nosso muito orgulho. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Bem, solicitamos à Presidente da Sessão Solene, Vereadora Luna Zarattini, para, por favor, se posicionar à frente e ao centro. Convidamos a 1ª Tenente Farmacêutica Tatiane, irmã da homenageada, para o ato de entrega da homenagem à Capitã PM Ysabelle Almeida Gonçalves de Souza.
A Capitã PM Ysabelle ingressou na Polícia Militar do Estado em 2009. Foi declarada aspirante a oficial no ano de 2012, após sua formação na Academia da Polícia Militar. Graduada em direito e possui pós-graduação em ciências jurídicas, ambas pela Faculdade Cruzeiro do Sul.
Em sua trajetória profissional, especializou-se dentro da própria instituição em áreas como educação física, técnicas de ensino e administração de recursos humanos.
Parabéns à homenageada, Capitã Ysabelle Almeida Gonçalves.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Neste momento, passemos à homenagem da Inspetoria da Guarda Civil da Câmara Municipal de São Paulo à GCM classe especial Carla Batista Dias. Vamos assistir ao vídeo.
- Apresentação de vídeo.
O SR. EDISON SARTI VIANA - (Por vídeo) - A Inspetoria da Câmara Municipal tem a honra de indicar a GCM classe especial Carla Batista Dias para receber esta honraria, representando todas as mulheres guerreiras que desenvolvem sua atividade na Inspetoria da Câmara Municipal como forma de reconhecimento neste Dia Internacional da Mulher.
Nossa decisão na indicação da GCM classe especial Carla Batista Dias se justifica através do seu trabalho incansável, suas habilidades e criatividade e paixão pelo o que faz. Sua capacidade de lidar com os desafios, de superar obstáculos, é impressionante e o que mais nos impressiona é sua liderança, o seu compromisso com a proteção dos direitos humanos. Isso faz a sua voz ser ouvida, sua opinião valorizada e a sua presença sentida. Você é um exemplo a ser seguido, representando e mostrando que as mulheres podem ser líderes inovadoras e agente de mudança.
Quero agradecer por tudo o que você fez por nossa equipe e por nossa organização Guarda Civil Metropolitana. Você é uma verdadeira heroína para nós.
Parabéns GCM classe especial Carla Dias. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Também neste ato, convidamos a Vereadora Edir Sales a acompanhar a Presidente da sessão, para entrega desta homenagem. Convidamos o inspetor de divisão Edison Sarti e a homenageada GCMF classe especial Carla Batista Dias.
A servidora foi indicada devido aos excelentes serviços prestados nesta Casa Legislativa, por meio da GCM. Durante sua jornada de trabalho, desenvolvendo suas atividades com presteza e dedicação, respeitando as superiores e hierárquicos, cumprindo as metas estabelecidas e diante disso que a classe especial Carla Batista Dias foi indicada representando todas as mulheres da Guarda Civil Metropolitana cujo serviços oferecem em diversas unidades e regiões do município de São Paulo. Parabéns pela homenagem, classe especial Carla Batista Dias. Ela está também com a sua linda filha Esther Alves Dias a acompanhando nesta homenagem.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Neste momento, passemos à homenagem da Presidência da Câmara à Sra. Maria Aparecida dos Reis Tufani, a Cida, do RH.
Vamos assistir ao vídeo.
- Apresentação de vídeo.
O SR. CELSO GABRIEL - (Por vídeo) - O Presidente da Casa Ricardo Teixeira foi muito feliz na escolha da nossa colega Maria Aparecida Tufani, mais conhecida como Cida, para esta homenagem. Nós todos, os funcionários da Casa, temos muito carinho por ela. Hoje ela tem o maior RF da Casa, ou seja, ela é a servidora mulher mais antiga da Casa. Passou por vários setores, hoje ela é Supervisora de Recursos Humanos da Câmara municipal de São Paulo e cuida de todos os efetivos, de todos os celetistas. Ela tem uma vasta experiência na Câmara Municipal, mas eu não gostaria de falar dela só como servidora, e sim como pessoa.
Uma excelente pessoa, uma excelente mãe. Nós convivemos juntos há muitos anos, ela já está na Casa há muito tempo, assim como eu, e tenho certeza de que todos os servidores da Casa, as mulheres e os homens, também estão muito felizes pela escolha da querida Cida para receber esta homenagem do Dia Internacional da Mulher.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos nesse momento o Sr. Celso Gabriel, Secretário de Recursos Humanos, representando a Presidência da Câmara, acompanhado da Presidente da sessão, Vereadora Luna, também da Vereadora Edir Sales, e também a Secretária Marcela Arruda, representando o Prefeito, para a entrega da homenagem à Sra. Maria Aparecida dos Reis Tufani, a Cida do RH; representando todas as mulheres servidoras da Câmara Municipal de São Paulo.
Como já disse no vídeo o Secretário, a Sra. Maria Aparecida dos Reis Tufani ingressou na Câmara Municipal de São Paulo no dia 30 de abril de 1981. Após concurso, foi nomeada como Auxiliar Legislativo no ano de 1982, ocupando a partir de então os seguintes cargos: Assistente de Administração, de 23/03/83 a 19/04/83; Oficial Legislativo de 20/04/1983 a 13/10/1988; Assistentes de Chefia Técnica de 1988 a 1993. Atualmente, ocupa o cargo também de Técnico Administrativo Legislativo, com a denominação alterada no dia 1º de maio de 2007.
Parabéns pela homenagem, a Cida do RH, Sra. Maria Aparecida dos Reis Tufani.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, na sequência, apresentaremos as mulheres que foram lembradas, indicadas e destacadas pelas Vereadoras e Vereadores por suas realizações pela sociedade e que, aqui, representam todas as mulheres de São Paulo.
Vejamos o vídeo da primeira indicada: Vereadora Amanda Paschoal e sua homenageada, Márcia Dailyn Oliveira da Silva.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - (Por vídeo) - Márcia Dailyn nasceu no interior de São Paulo, na cidade de Jales, no dia 13 de agosto de 1978. Ainda na cidade de Jales, ela viu o anúncio sobre a vaga para estudar como bailarina na Escola Municipal de Bailado do Theatro Municipal, que hoje veio a se tornar a Escola Municipal de Dança do nosso Theatro Municipal. Ela veio para São Paulo e se tornou a primeira transexual a estudar balé no Teatro Municipal de São Paulo, um marco histórico que abriu precedente para muitas meninas poderem sonhar e realizar os seus sonhos.
Ao longo dessa trajetória, Márcia aprimorou seus métodos de dança em diversas escolas. Ela estudou na Escola de Bolshoi, em Joinville. Também se aprimorou no método cubano de dança com as técnicas de Alicia Alonso, e estudou na Royal Academy of Dance, em Londres.
Hoje ela é atriz da Cia de Teatro Os Satyros, colaboradora da SP Escola de Teatro, e Coordenadora do Projeto SP Transvisão, que enaltece a arte e as contribuições da comunidade transvestigênere em toda a nossa cidade. Mas é uma referência que construiu o sonho e a possibilidade de muitas meninas trans, travestis, para trabalharem na dança.
E é isso que nós precisamos fazer: abrir caminho para garantir um futuro melhor e a possibilidade de sonhar e de realizar os sonhos para toda a comunidade trans e travesti. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, convidamos a Vereadora Amanda Paschoal, do PSOL, e a sua homenageada, Sra. Márcia Dailyn Oliveira da Silva.
Parabéns pela homenagem e pela indicação. (Palmas)
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Na sequência, convidamos a Vereadora Amanda Vettorazzo e a sua homenageada, Sra. Marly Marino Vettorazzo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - (Por vídeo) - Ela é a minha inspiração e ela é a minha heroína. A pessoa que eu escolhi para estar aqui hoje recebendo este prêmio é a minha mãe, Marly Marino Vettorazzo.
Obrigada por tudo.
Mãe, você não escolheu a vida pública, mas permaneceu ao meu lado todos os dias, me dando coragem e força. Muito obrigada. Você é um exemplo de mãe e, principalmente, de mulher. Eu a amo muito.
Receba esse prêmio.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e Senhores, vamos receber a Vereadora Amanda Vettorazzo e a sua homenageada, Sra. Marly Marino Vettorazzo. (Palmas)
A Sra. Marly iniciou a sua carreira no Banco Itaú. Casou-se no ano de 1987, e, no ano seguinte, nasceu Amanda Vettorazzo. Após a separação, tornou-se empreendedora, abrindo uma sorveteria, fechada após a falência do shopping onde estava localizada. Logo após, abriu uma empresa de audiovisual. Dedicou 20 anos à causa animal, resgatando e doando mais de 150 animais. Acabou sofrendo algumas consequências após a decisão da filha de ingressar na vida pública no ano de 2023: teve a casa pichada com mensagens agressivas. E no ano de 2024 sofreu uma invasão violenta, quando foi amarrada e amordaçada com a sua tia, levando-a a buscar um local mais seguro. No mesmo ano, participou ativamente da campanha vitoriosa de Amanda para a vereança. Hoje, segue engajada na causa animal, apoiando as ONGs Patre e Amor em Patas, além de militante política engajada no bem comum.
Pelo seu exemplo de dedicação, parabéns à homenageada, Sra. Marly Marino Vettorazzo. (Palmas)
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e Senhores, a próxima homenageada foi indicada pela Vereadora Ana Carolina Oliveira: Sra. Vera Viel Faro.
- Apresentação do vídeo.
A SRA. ANA CAROLINA OLIVEIRA (PODE) - (Por vídeo) - Hoje, eu tenho a honra e o privilégio de homenagear uma mulher que não apenas me inspira, mas que é um exemplo de coragem, determinação e resiliência para tantas pessoas: Vera Viel Faro.
Vera, a sua trajetória é um testemunho vivo de força, fé e esperança.
Diante de um diagnóstico tão desafiador, você escolheu lutar, escolheu acreditar, e, com coragem, enfrentou cada etapa desse processo sem nunca perder a esperança. A sua história me toca profundamente, porque nos ensina que, mesmo nos momentos mais difíceis, há luz no caminho.
Hoje, olhando para você, vejo não apenas uma mulher resiliente, mas uma inspiração para muitas mulheres que enfrentam suas batalhas diárias. Você nos ensina que a vida é um presente e que, com amor, fé e o apoio da família, podemos superar qualquer desafio. Por isso, esta homenagem é tão especial para mim.
Com todo o meu amor, carinho e admiração, obrigada por ser esse exemplo que nos inspira a seguir em frente todos os dias.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a Vereadora Ana Carolina Oliveira e a sua homenageada, Sra. Vera Viel Faro, para a entrega da homenagem.
A homenageada, em outubro de 2024, recebeu o diagnóstico de sarcoma sinovial, um tumor raro e agressivo localizado em sua coxa. O impacto foi avassalador, mas Vera encontrou na fé, na família e na determinação a força necessária para enfrentar essa batalha. Submeteu-se a uma cirurgia delicada e passou por sessões intensas de radioterapia, superando toda a etapa com coragem.
Assim, utilizando também suas redes sociais para destacar a importância da conscientização sobre o câncer, doença que impacta milhões globalmente, através de sua própria experiência, enfocando a relevância de estar atento à saúde e compartilha práticas preventivas contra o câncer.
Parabéns pela homenagem, determinação, força e fé, Sra. Vera Viel Faro.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, neste momento, a homenagem da Vereadora Edir Sales à Bispa Ingrid Duque Medeiros, representada pela Pastora Risandra Silva Marvila.
Vamos assistir ao vídeo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. EDIR SALES (PSD) - (Por vídeo) - Olá, sou a Vereadora Edir Sales e hoje tenho a honra de prestar uma homenagem muito especial ao Dia da Mulher para alguém que admiro profundamente, a minha querida amiga Bispa Ingrid Duque. Ela é CEO da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus, empreendedora, jornalista, idealizadora de inúmeras ações sociais que impactam comunidades carentes em São Paulo e em todo o Brasil. Com um coração generoso e uma fé inabalável, a Bispa Ingrid transforma vidas ao lado do seu marido, o Apóstolo Agenor Duque, através de um grande trabalho de evangelização que leva esperança e amor a milhares de famílias. Além de ser líder espiritual, é um exemplo de força, coragem e determinação para todas as mulheres.
É uma honra poder contar com essa grande amiga cuja trajetória de vida nos inspira a nunca desistir dos nossos sonhos e a sempre acreditar em dias melhores.
Bispa Ingrid Duque, você é uma mulher admirável, inspiradora. Que o seu legado continue tocando corações e transformando vidas.
Parabéns por tudo o que você representa. Feliz Dia da Mulher. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Neste momento, convidamos a Vereadora Edir Sales e a representante da sua homenageada, Pastora Risandra Silva Marvila, para a entrega da homenagem.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos e parabenizamos a Bispa Ingrid Duque, homenageada da Vereadora Edir Sales, e também a sua representante, Pastora Risandra Silva Marvila.
Neste momento, passemos à homenagem da Vereadora Ely Teruel à Sra. Janair da Silva Oliveira.
Vamos assistir ao vídeo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. ELY TERUEL (MDB) - (Por vídeo) - As limitações físicas não se traduzem em limitar uma mulher, uma mulher guerreira, que em um momento tão decisivo, em milésimos de segundos, poderia ter perdido a sua própria vida. Janair da Silva Oliveira, de 47 anos, com sua coragem, em 7 de fevereiro deste ano, esteve em um momento crucial entre escolher a ajudar ou a se salvar. O ônibus, ao qual ela dedica o seu trabalho todos os dias, diariamente, foi atingido por um avião na manhã de sexta-feira. E foi então que Janair se destacou a ajudar os passageiros a saírem daquele ônibus. A sua fé e o espírito de compaixão salvaram vidas, inclusive a sua e a do seu amigo motorista, o Laurenilton, que com coragem abriu as portas e lutou pela vida daquelas pessoas.
Hoje, Janair, a sua presença nesta linda homenagem traz a força de uma mulher que merece todo o nosso carinho. Mulheres como você, a cidade de São Paulo tem orgulho. As nossas sempre amigas cobradoras de ônibus. Não há obstáculos, nem barreiras que possam deixar de transformar vidas.
Meus parabéns, você é muito especial para nós e para Deus.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Neste momento, convidamos a Vereadora Ely Teruel, acompanhada da sua homenageada, Sra. Janair da Silva Oliveira.
Janair, que nasceu no interior da Bahia, em Jequié. E como já disse a Vereadora no vídeo, ela estava no ônibus que foi atingido naquele trágico acidente na Marquês de São Vicente. Pelo seu exemplo, tenacidade, salvou muitas vidas. Aqui está o seu exemplo de trabalho e dedicação, ela que é cobradora da aviação Santa Brígida, a qual ela faz questão de destacar que tem uma verdadeira vocação como colaboradora dessa empresa de ônibus. Parabéns pela homenagem, pela indicação, Vereadora. E, mais uma vez, Sra. Janair da Silva Oliveira, parabéns à homenageada da Vereadora Ely Teruel.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - A próxima homenagem é da Vereadora Janaina Paschoal, à homenageada Dra. Mariza D’Agostino Dias.
Doutora em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo, especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Ocupa o cargo de Organizadora e Supervisora da Unidade de Terapia Intensiva do Pronto-Socorro do Serviço de Medicina Hiperbárica do Hospital das Clínicas, organizadora da equipe inicial da UTI do Hospital Sírio Libanês, da UTI do Hospital 9 de julho, Supervisora da UTI Geral do mesmo hospital. Já assumiu a presidência de congressos de Terapia Intensiva, como no IV Congresso Panamericano Ibérico de Medicina Intensiva no Rio de Janeiro. Foi palestrante convidada em congressos, eventos científicos nacionais e internacionais. Foi da Comissão de Ética Médica do Hospital 9 de julho, conselheira do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, e a 1º Presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, na gestão 1981/1982. Por sua atuação, pelo seu exemplo, recebe sua homenagem a indicada pela Vereadora Janaina Paschoal. Aqui está a Dra. Mariza D’Agostino Dias.
Vejamos o vídeo.
- Apresentação do vídeo.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - (Por vídeo) - Vocês ouviram o longo currículo da doutora Mariza, mas não é pelo currículo que eu homenageio esta mulher, na data de hoje. Eu conheci a Dra. Mariza como médica, quando levei para as suas mãos a vida e a saúde de meu pai, e depois a vida e a saúde da minha mãe. Ela devolveu a minha mãe, que está conosco, e por muitas vezes ela também devolveu o meu pai. Mas da última vez, quando a medicina já não tinha mais nada a fazer por ele, foi a Dra. Mariza que me convenceu, que me mostrou que era hora de deixá-lo, e partir. Quem sou eu para permitir que alguém parta? Mas eu estava resistente, eu estava cega, e foi por confiar nessa mulher forte, nessa mulher firme, nessa mulher muitas vezes até dura, que eu compreendi que tinha chegado o momento final, e que ele tinha que ser devolvido ao pai. Então fica aqui a minha gratidão, o meu reconhecimento, o meu eterno afeto a essa grande profissional de saúde, na certeza de que muitas vidas serão salvas e quando não puderem ser, ela terá a melhor condição para acolher e orientar as famílias, que tão bem atende.
Muito obrigada, Dra. Mariza. (Palmas)
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, na sequência teremos a Vereadora Keit Lima com a sua homenageada, Sra. Joseane Fidelis Honorato da Silva.
Vamos assistir ao vídeo.
- Apresentação do vídeo.
A SRA. KEIT LIMA (PSOL) - (Por vídeo) - A minha homenageada nesta sessão solene do Dia Internacional da Mulher não poderia deixar de ser outra pessoa a não ser a mulher que mais me inspira; que mais me ensinou o que é feminismo na prática; que tem um trabalho comunitário na Brasilândia; que olha com humanidade para todas as pessoas, que pega na mão; que mostra o que é tudo isso, com muita humanidade, com muita compaixão, com muita seriedade, com muita responsabilidade e com muito amor. Acho que a luta é feita com amor. Acho que é isso que ela me ensina, que a gente precisa estar na construção de uma cidade, de um estado e de um país melhor, por amor ao próximo.
A Joseane me inspira a ser uma pessoa melhor, uma profissional melhor e uma militante melhor. E, principalmente, me ensina que é no chão das periferias e que o meu lugar é um lugar de construção de um mundo melhor. Eu talvez não veja esse mundo, mas vou estar na trincheira construindo ele. E que honra estar no mesmo tempo e espaço que ela. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a Vereadora Keit Lima, acompanhada de sua homenageada, a Sra. Joseane Fidelis Honorato da Silva, para a entrega da homenagem.
A homenageada da Vereadora Keit Lima tem forte atuação nas obras sociais da igreja Assembleia de Deus, dedica-se a apoiar famílias em situação de vulnerabilidade, organizando ações de solidariedade, acolhimento e apoio comunitário. Apesar das poucas oportunidades de estudo e de ausência de formação universitária, possui uma significativa prática no trabalho social, levando dignidade para aqueles que o poder público custa a alcançar. Seu compromisso com a comunidade reflete sua determinação de transformar vidas através de seu comprometimento com a causa do povo pobre, periférico e favelado.
Receba a homenagem, Sra. Joseane Fidelis Honorato da Silva, homenageada da Vereadora Keit Lima.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Próxima homenagem, Vereadora Luana Alves e sua homenageada, Sra. Rebeca Mendes. Vamos assistir ao vídeo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Por vídeo) - Neste 8 de março, estou muito feliz de poder homenagear Rebeca Mendes, uma das fundadoras e coordenadoras da ONG Vivas, um projeto incrível que luta pela vida de meninas e mulheres na cidade de São Paulo e no país inteiro, num contexto em que o direito ao aborto legal está sendo retirado, inclusive na cidade de São Paulo, com o fechamento de alguns serviços, como o da maternidade Cachoeirinha. O trabalho que o Vivas faz é ajudar no direcionamento de meninas e mulheres que sofreram violência sexual, que estão com gestações inviáveis por malformações, e salvou a vida de muita gente. É um trabalho difícil num cenário de muito moralismo, num cenário de criminalização de quem ajuda mulheres que precisam, que se encaixam nas definições do aborto legal. O que a Rebeca faz é fantástico, salvou a vida de muita gente, de muitas meninas. Eu tenho certeza de que ela vai seguir esse trabalho fantástico na cidade de São Paulo.
Muito obrigada, Rebeca e Projeto Vivas. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a Vereadora Luana Alves e a Sra. Rebeca Mendes para a entrega da homenagem.
Como já trouxe no vídeo a apresentação, a homenageada é advogada, fundadora e diretora do Projeto Vivas. É mestranda em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva pela Fiocruz.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns à Sra. Rebeca Mendes, homenageada da Vereadora Luana Alves.
Próxima homenageada é da Vereadora Marina Bragante, Sra. Maria Gilca Bezerra.
Vejamos o vídeo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. MARINA BRAGANTE (REDE) - (Por vídeo) - Oi. Eu sou a Vereadora Marina Bragante, da Rede Sustentabilidade, e vim falar para vocês hoje da Maria Gilca. Quem me apresentou a Maria Gilca foi a Ivete, que trabalha no meu gabinete e, conhecendo ela, entendi que a gente tinha na vida coisas muito parecidas. A Maria Gilca é pedagoga, psicopedagoga, trabalha com crianças, trabalha pela comunidade dela, olha para as famílias e para as mulheres a fim de garantir que haja um espaço de cuidado, incentivo e crescimento para todo mundo nas comunidades de São Paulo.
Eu, como Vereadora, tenho trabalhado muito em função da pauta da infância, não só olhando para a criança, mas também para quem cuida dela. Por isso, escolhemos hoje a Maria Gilca Bezerra, para ser a nossa homenageada.
É uma mulher que dá orgulho para outras mulheres e faz com que várias crianças e meninas queiram ser mulheres também que dão retorno para sua comunidade.
Parabéns.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a Vereadora Marina Bragante e sua homenageada, a Sra. Maria Gilca Bezerra, para a entrega da homenagem.
A homenageada da Vereadora, a Sra. Maria Gilca Bezerra, possui formação acadêmica em pedagogia e especialização em psicopedagogia. Desde 2014, atua na Prefeitura de São Paulo, no CEI Diret Jardim Silva Telles, aplicando seus conhecimentos em benefício das crianças e da comunidade. Desde 1998, é uma liderança social que se dedica a trabalhos voluntários de diversas áreas sociais. Promove, também, orientações pedagógicas, palestras sobre diversos temas como a dinâmica familiar, saúde da mulher, saúde masculina em comunidades, escolas e associações.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem, Sra. Maria Gilca Bezerra.
A próxima homenagem é da Vereadora Pastora Sandra Alves e a homenageada é a Sra. Roselaine da Silva Cardoso. Vamos assistir agora o vídeo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. PASTORA SANDRA ALVES (UNIÃO) - (Por vídeo) - Sou a Pastora Sandra Alves, Vereadora dessa linda cidade. E hoje nós estamos aqui para comemorar o Dia Internacional da Mulher, que simboliza luta, resistência. Eu escolhi uma mulher especial, a Sra. Rosilaine da Silva Cardoso, que é uma mulher de múltiplas facetas, assistente social, mãe, esposa líder comunitária e, acima de tudo, uma agente transformadora.
Aproveitando, também quero parabenizar você que veio a este evento maravilhoso. Carrego cada uma no meu coração. A sua participação tem feito uma grande diferença para nós mulheres no Legislativo.
Não esqueçam, Vereadora do povo para o povo, porque se Cristo comigo vai, ah, eu irei.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a Pastora Sandra Alves e a homenageada a Sra. Roselaine da Silva Cardoso para a entrega da homenagem.
A homenageada é formada em Serviço Social pela Uninove. Atua como assistente social no Núcleo de Convivência de Idosos, já desempenhou os cargos de orientadora socioeducativa da Fundação Comunidade da Graça e orientadora social no Centro de Acolhida Jaçanã. Também participou de projetos sociais da Fundação do Instituto Juntos Somos Melhores, uma organização não-governamental, localizada na Comunidade de Campala, voltada a garantir direitos e melhorias na qualidade de vida das famílias.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem, pelo exemplo e pela atuação Sra. Roselaine da Silva Cardoso, homenageada da Vereadora Pastora Sandra Alves.
A próxima homenagem é da Vereadora Renata Falzoni, e sua homenageada é a Dra. Ana Maria Malik. Vamos assistir agora o vídeo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. RENATA FALZONI (PSB) - (Por vídeo) - É com muita alegria que homenageio a Dra. Ana Maria Malik, uma mulher da minha geração, aluna crânio, como a gente chamava desde o primário, hoje o ensino fundamental.
Poucas e poucos conhecem mais de saúde pública no Brasil. Graduada em Medicina pela USP, com mestrado pela FGV, doutorado em Medicina Preventiva, dedicou sua vida ao estudo e à gestão da saúde, quando ainda nem se falava um assunto. Hoje, como professora da FGV e coordenadora do FGV Saúde, forma novas lideranças e contribui para o aprimoramento do SUS. Defende que a evolução do sistema passa, acima de tudo, pelas pessoas, pelos profissionais e pelos pacientes.
Neste Dia Internacional da Mulher, celebrar Ana Maria Malik é reconhecer quem trabalha por uma saúde pública mais eficiente, acessível e humana.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Complementando um pouco a narração da Vereadora, a homenageada foi eleita à Academia Brasileira da Qualidade e à Academy of Quality and Safety in Healthcare. Além disso, assumiu o cargo de Coordenadora da linha de saúde do mestrado profissional em gestão para a competitividade na FGV EAESP. É conselheira de organizações públicas e privadas voltadas a gestão, planejamento e políticas de saúde.
Parabéns, Dra. Ana Maria Malik. Convidamos a Vereadora Renata Falzoni para entregar-lhe a homenagem.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - A próxima homenagem será feita pela Vereadora Sandra Santana à Sra. Viviane Corrêa Silva. Vamos assistir ao vídeo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. SANDRA SANTANA (MDB) - (Por vídeo) - Neste Dia Internacional da Mulher, tenho a honra de homenagear a Sra. Viviane Corrêa Silva, fisioterapeuta e uma incansável defensora da qualidade de vida para pessoas com distrofia muscular facioescapuloumeral. Em 2014, fundou a Abdim Viver Bem Sem Limite, após o fechamento da instituição que atendia o seu filho, criando, com isso, um espaço de acolhimento e assistência essencial. Especialista em terapia intensiva de adultos e de doenças neuromusculares pela Unifesp, atua no aprimoramento do cuidado a pacientes com doenças raras. Desde 2020, integra a Aliança Distrofia Brasil, a ADB. Em 2023, expandiu a sua missão com a nova sede da Abdim na Mooca, fortalecendo o atendimento a partir de 2024.
A Sra. Viviane é um exemplo do bem servir. Que siga quebrando barreiras e conquistando muito mais espaços, transformando a vida das pessoas que mais precisam.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabenizamos a Vereadora Sandra Santana pela indicação, e a Sra. Viviane Corrêa Silva pelo compromisso com todos os que precisam da intervenção fisioterapêutica para doenças neuromusculares.
Convidamos a Vereadora Sandra Santana para entregar a homenagem à Sra. Viviane Corrêa Silva. Também convidamos os filhos, Felipe e Marcos, para acompanhar, neste momento, a homenagem à sua mãe.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - A próxima homenagem será feita pela Vereadora Dra. Sandra Tadeu à Sra. Zenaide Miranda Vilanova. Vamos assistir ao vídeo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - (Por vídeo) - Celebramos mulheres que dedicam suas vidas a transformar a nossa cidade, e é com imenso orgulho que homenageio a minha amiga Zenaide Miranda, Presidente da ONG Vilanova. É uma mulher inspiradora, que dedica sua força ao fortalecimento de outras mulheres em nossas comunidades, oferecendo apoio, oportunidades e visibilidade àquelas que tantas vezes são esquecidas. Por meio de iniciativas como aulas de artesanato e zumba, cursos e diversas atividades, Zenaide cria oportunidades para que as mulheres possam se desenvolver no âmbito pessoal e profissional. E tudo isso começou na garagem de sua casa, e se expandiu para um lindo salão multiuso que hoje atende mulheres, idosos e crianças, que encontram na ONG Vilanova um espaço de acolhimento.
Zenaide, sua dedicação e paixão são inspirações para todos nós. Em nome da cidade de São Paulo, agradecemos por seu compromisso inabalável em empoderar mulheres e nos ajudar a construir uma sociedade mais justa e igualitária.
Parabéns, Zenaide Miranda Vilanova, uma mulher que levanta outras mulheres. Uma verdadeira líder e exemplo para todas nós.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a nobre Vereadora Dra. Sandra Tadeu e sua homenageada, Sra. Zenaide Miranda Vilanova para a entrega da homenagem.
Destacando a atuação da homenageada na região de Itaquera, onde coordena na Subprefeitura, supervisiona equipes, orçamentos, promovendo cidadania, inclusão social pelo desenvolvimento e implementação de programas e projetos; planejamento estratégico, monitoramento e avaliação de programas, comunicação e relações públicas.
Parabéns pela homenagem, por sua dedicação, pelo seu trabalho e exemplo, Sra. Zenaide Miranda Vilanova, indicada pela nobre Vereadora, Dra. Sandra Tadeu.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Próxima homenagem, Vereadora Silvia da Bancada Feminista, homenageando a Sra. Maria Cristina Quirino Portugal.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. SILVIA DA BANCADA FEMINISTA (PSOL) - (Por vídeo) - No Dia Internacional da Mulher, queremos homenagear todas as mulheres que contribuem para combater todo tipo de preconceito e violência, para promover a luta por justiça, sobretudo nas periferias de São Paulo.
Nossa homenageada, Maria Cristina Quirino Portugal, é mãe da adolescente Denis Henrique Quirino da Silva, uma das nove vítimas do massacre no Baile das 17 e uma das lideranças na luta por justiça.
Pesquisadora do centro de Antropologia e Arqueologia Forense; Ativista de Direitos Humanos e militante do movimento de familiares das vítimas do massacre de Paraisópolis.
Cristina, transforma a dor em força para combater os abusos do estado, que só comparecem às periferias por meio da repressão policial. Um exemplo que precisa ser seguido por nós, da Câmara Municipal, na hora de pensar políticas públicas por educação, cultura, lazer e qualidade de vida nas comunidades.
Cristina, obrigada por tanta dedicação em meio a tanta dor. Sua atuação é fundamental para nós. Estamos juntas.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a Vereadora Silvia da Bancada Feminista e a homenageada, Sra. Maria Cristina Quirino Portugal, para entrega da homenagem.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos e parabenizamos a homenageada, Sra. Maria Cristina Quirino Portugal, indicação da Vereadora Silvia da Bancada Feminista.
Convidamos, agora, a Vereadora Simone Ganem e sua homenageada, Sra. Clarice Ganem.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. SIMONE GANEM (PODE) - (Por vídeo) - Eu tenho o privilégio de conhecer a mãe, mulher e hoje Deputada Estadual, Clarice Ganem, há 42 anos. Uma mulher forte, guerreira, que nunca mediu esforços para transformar a vida das pessoas ao seu redor. Ela não só sonha com um mundo melhor, ela faz acontecer. Acompanhei sua trajetória de perto e vi com meus próprios olhos que sua dedicação é incansável em todas as causas que abrace: no autismo, lutando por inclusão e respeito; na causa animal, protegendo e dando voz àqueles que não podem falar; na defesa das mulheres, erguendo a voz por justiça e igualdade. Clarice, você é minha inspiração e de muitas outras mulheres. Que seu caminho continue iluminado, porque São Paulo e o Brasil precisam de pessoas como você.
Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS − Convidamos a Vereadora Simone Ganem, e sua homenageada, a Sra. Clarice Ganem para o ato da entrega da homenagem.
Sra. Clarice, que é mãe de Carolina Ganem Soldatelli e Bruno Ganem, Deputado Federal. E como já bem disse a Vereadora, em 2021, candidatou-se a Deputada Estadual e foi eleita defendendo a causa animal com o filho, lutando pelo aumento da pena para regime fechado para quem maltrata animais, pela ampliação de clínicas veterinárias do programa Meu Pet e pelo fim dos testes em animais. Também defende os direitos das pessoas com transtorno do espectro autista, possuindo um projeto de instalação de centros especializados em autismo para atender crianças em todo o estado de São Paulo. Também defende o cumprimento da lei estadual que assegura aos alunos com TEA o direito a acompanhante especializado. Por sua dedicação e exemplo nesta tarde, sendo homenageada a Sra. Clarice Ganem. Parabéns pela homenagem.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS − Próxima homenagem é da Vereadora Sonaira Fernandes e sua homenageada, a Deputada Federal Rosana Valle. Vamos assistir ao vídeo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. SONAIRA FERNANDES (PL) - (Por vídeo) - Olá, mulheres. Que alegria de mais um ano poder gravar uma mensagem pelo nosso dia. Nós que somos símbolos de força, coragem e fé. Nós que carregamos o dom de acolher, o dom de abraçar e o dom de dar oportunidade a tantos filhos. Eu quero através desta mensagem falar de uma forma muito especial à minha homenageada, a Deputada Federal Rosana Valle, uma mulher de força, uma mulher de fibra, que através do PL Mulher, tem levado oportunidade para tantas mulheres e, de forma muito especial, às mulheres que buscam uma oportunidade na política e que muitas vezes sofrem violência política. A Deputada Rosana Valle é um símbolo de resiliência, de força e de coragem. Eu quero aqui desejar um feliz Dia da Mulher para você, que se inspira em tantas mulheres do dia a dia. A mulher que cuida da casa, a mulher que cuida dos filhos, a mulher que enfrenta o mercado de trabalho. Que Deus possa nos abençoar. E Deputada Rosana Valle, muito obrigada pelo seu “sim” todos os dias para que, através da sua voz, no Congresso Nacional, muitas mulheres se sintam representadas, ouvidas e amparadas pela lei.
Que Deus abençoe a todos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS − Convidamos a Vereadora Sonaira Fernandes e sua homenageada, Deputada Rosana Valle.
Rosana que é formada em jornalismo, começou a sua carreira como produtora da TV Mar, foi apresentadora do programa Periscópio e conseguiu chegar na TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, onde passou por todas as funções e consolidou sua carreira no jornalismo regional. Começou um pequeno programa, o Rota, com foco em meio ambiente, em mostrar as belezas regionais, as pessoas e suas histórias e junto ao povo buscou respostas e cobrou o Poder Público. Foi a mais de 30 países. Encantou os moradores da Baixada Santista e do Vale do Ribeira com essas experiências, a partir das quais escreveu dois livros. E, no ano de 2022, foi reeleita como a Deputada Federal mais votada da Baixada Santista e Vale do Ribeira. Por sua vasta história e dedicação, a Sra. Rosana Valle será homenageada pela Vereadora Sonaira Fernandes.
Parabéns. (Palmas)
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - A próxima homenageada é a Sra. Dana Vidal Costa, por indicação da Vereadora Zoe Martínez.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. ZOE MARTÍNEZ (PL) - (Por vídeo) - Nesse Dia da Mulher, quero homenagear alguém que é um exemplo de esposa, de mãe e uma grande conselheira para mim; daquelas pessoas que desejam genuinamente o bem do próximo, que oferece ajuda sem desejar nada em troca, ou seja, um tipo de ser humano raro nos dias de hoje, que, por isso, devemos valorizar.
A Dana Vidal Costa, mulher do Presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, reúne em si todas essas virtudes. Ela é uma fonte de inspiração para todas nós mulheres, um exemplo de liderança. Suas raízes no Estado de São Paulo se transformaram ao longo dos anos em um legado de força, coragem e compromisso com a justiça social em todo o Brasil. Dana tem como como propósito fazer a diferença na vida das pessoas e não mede esforços para isso.
Ela é um importante instrumento para dar voz a outras mulheres na política e despertar em nós o sentimento de que é possível fazer acontecer. Obrigada por tudo, Dana, e conte sempre comigo. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Saliento um pouco da história da nossa homenageada. Ela é presidente do PL Mulher Mogi das Cruzes, advogada com mais de duas décadas de experiência na Justiça Federal do Brasil. Comprometida com a justiça, é inspiração para mulheres que desejam se envolver politicamente, possuindo papel de destaque na transformação e no fortalecimento de ações de impacto coletivo, impulsionando melhorias socioestruturais, e promovendo mudanças significativas para a comunidade.
Parabéns à homenageada e à Vereadora Zoe Martínez pela indicação. Convido a Vereadora Zoe Martínez para homenagear a Dra. Dana Vidal Costa.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - A próxima homenageada é a Sra. Marcela Cristina Arruda Nunes, por indicação do Vereador Sansão Pereira.
- Apresentação de vídeo.
O SR. SANSÃO PEREIRA (REPUBLICANOS) - (Por vídeo) - Boa tarde a todos. Hoje é um dia mais que especial. Eu, Vereador Sansão Pereira, em nome da minha esposa, Helena Pereira, e de toda a Bancada do Republicanos, parabenizo, nesse Dia Internacional da Mulher, todas as mulheres da cidade de São Paulo que lutam, dedicam-se e fazem diferença.
Neste ano de 2025, decidimos homenagear uma mulher notável por suas incontáveis contribuições para o desenvolvimento da nossa cidade: a nossa Secretária Municipal de Gestão, Dra. Marcela Arruda, atual Presidente do Fórum Nacional de Secretarias Municipais de Administração das Capitais - Fonac. Graduada pela Universidade Braz Cubas. Na capital, já liderou a implementação de projetos inovadores pioneiros, bem como iniciativas em prol dos servidores e dos cidadãos paulistas que servem como modelo para todos os municípios brasileiros.
Estendemos essa homenagem a todas as advogadas, procuradoras, médicas, professoras, donas de casa, enfim, a todas as mulheres guerreiras, trabalhadoras, mães, esposas, filhas, que, com muita sabedoria, empenho e foco, buscam sempre o melhor para aqueles que amam e ainda se preocupam com seu próximo.
Que Deus ilumine e abençoe a todos e fortaleça todas as homenageadas. Um forte abraço deste amigo, Vereador Sansão Pereira, e de minha esposa, Helena Pereira.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos o Vereador Sansão Pereira e sua esposa, a senhora Helena Pereira, além da homenageada, a Doutora Marcela Cristina Arruda Nunes.
Complementando um pouco sobre o currículo da homenageada, ela também é mestre em Gestão em Políticas Públicas para pela FGV, com especializações de Direito Eleitoral pela Escola Judicial Eleitoral, e em Direito Constitucional pela Escola Superior de Advocacia da OAB São Paulo (ESA OAB-SP). Integra o Conselho Deliberativo da Associação Transparência Brasil, o Conselho e o Comitê de Administração e Ética do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA), da qual está licenciada para o exercício da função pública como Secretária de Gestão do Município de São Paulo. Parabéns pela homenagem, Doutora Marcela Arruda, e também ao nobre Vereador Sansão Pereira pela indicação.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Nesse momento teremos a última homenagem, da Vereadora Luna Zarattini, e sua homenageada, a Sra. Maria Aparecida Rodrigues, conhecida como Cida Preta. Vamos assistir ao vídeo.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. LUNA ZARATTINI (PT) - (Por vídeo) - Que felicidade e que emoção participar de um prêmio tão importante para representar, para discutir o papel das mulheres na nossa sociedade.
Minha homenageada, Maria Aparecida Rodrigues, conhecida como Cida Preta, é uma mulher referência para todos nós. Cida tem 70 anos de história de luta, que começou na no debate da moradia, nos mutirões no Jardim Lucélia, na zona Sul de São Paulo. Ela decidiu começar sua vida como catadora de materiais de reciclagem para dar um outro futuro para a sua família e para os seus filhos.
A minha homenageada tem uma história também na educação ambiental e na discussão de um mundo mais justo, mais solidário e mais sustentável. Eu estou muito feliz de a gente poder dar esse prêmio para ela, que eu me sinto muito representada.
Parabéns Cida Preta, parabéns a todas as mulheres. Viva a nossa luta.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a Vereadora Luna Zarattini, e a sua homenageada, a Sra. Maria Aparecida Rodrigues, a Cida Preta, para a entrega da homenagem.
Como já também destacou a Vereadora, ela é participante do movimento de moradia, realizando sempre mutirão para a construção de moradias do Jardim Lucélia para mais de 80 famílias. Além disso, ensina diariamente a vizinhança sobre a importância da reciclagem e preservação do meio ambiente. Catadora de materiais recicláveis, e através do trabalho de conscientização que realiza na região, os moradores do bairro levam os materiais até ela desta forma, ocorre um serviço de destinação correta dos materiais.
Cida é uma grande liderança que representa a força, a resistência e a importância das mulheres catadoras, especialmente as pretas, pobres e periféricas. Parabéns pela homenagem à senhora Maria Aparecida Rodrigues, Cida Preta a indicar a Vereadora Luna Zarattini.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Bem, senhoras e senhores, esta foi a última entrega de homenagem e informamos e convidamos a todos que após o encerramento oficial será oferecido o coquetel no primeiro andar, na copa dos Vereadores, e todos estão convidados.
E agora para encerramento oficial, anunciamos as palavras finais da Sra. Presidente da Sessão Solene e nobre Vereadora, Luna Zarattini.
A SRA. LUNA ZARATTINI (PT) - Parabéns, novamente, a todas as homenageadas, às nobres Vereadoras, a todos e todas que estão aqui. Parabéns à Câmara de São Paulo por esse prêmio.
Queria dizer que eu estou muito feliz em conhecer mais histórias de tantas mulheres de luta que vieram aqui e, não tendo mais nada a ser tratado, eu declaro encerrada a presente sessão solene.
Muito obrigada.
5ª SESSÃO SOLENE
14/03/2025
O SR. PRESIDENTE (Bombeiro Major Palumbo - PP) - Senhoras e senhores, muito boa noite. É uma honra presidir uma sessão tão importante.
Essa sessão se refere ao Prêmio Coronel Hélio Barbosa Caldas, homenagem criada pelo então Vereador Antonio Goulart, pai do nosso querido Vereador Rodrigo Goulart, atualmente Secretário Municipal, ambos abrilhantando essa solenidade de uma maneira muito especial, porque todos sabemos dos grandes trabalhos que o Corpo de Bombeiros desempenha para nossa população com heroísmo, abnegação e, com certeza, também sabemos do orgulho que a cidade de São Paulo tem por vocês.
Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Essa é a 5ª Sessão Solene, da 19ª Legislatura, e se destina à entrega do Prêmio Coronel Hélio Barbosa Caldas, nos termos da Resolução nº 6, de 14 de maio de 2009.
Peço ao Mestre de Cerimônias que dê continuidade à solenidade.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, autoridades, boa noite. Sejam muito bem-vindos à Câmara Municipal de São Paulo. Agradecemos a presença e iniciamos, nesse momento, a sessão solene para a entrega do Prêmio Coronel Hélio Barbosa Caldas.
Informamos que essa sessão está sendo transmitida pela Rede Câmara SP, e nas redes sociais oficiais do Legislativo Paulistano, na opção Auditórios on-line Salão Nobre, e gravação para exibição no canal 8.3 digital.
Convidamos para a composição da Mesa solene as seguintes personalidades e autoridades, os Srs.: Presidente da solenidade Vereador Bombeiro Major Palumbo; Secretário Municipal do Desenvolvimento Econômico e Trabalho Rodrigo Hayashi Goulart; nosso Deputado e sempre Vereador Antonio Goulart, ele que foi o autor da resolução e também o criador do Prêmio Coronel Hélio Barbosa Caldas; Coronel PM Alexandre Merlin, Comandante do Comando de Bombeiros Metropolitano; Tenente-coronel PM Alexsandro Costa Vieira da Silva, Comandante do 1º Grupamento de Bombeiros; Tenente-coronel PM Alexandre de Castro Costa, Comandante do 2º Grupamento de Bombeiros; Tenente-coronel PM Valdir dos Santos Alves, Comandante do 3º Grupamento de Bombeiros; e a 2º Tenente PM Giovanna Hanaoka Frate, representando o Comandante Interino do 4º Grupamento de Bombeiros Major PM Allan Muniz de Andrade.
Convidamos a todos para se posicionarem, respeitosamente, e ouvirmos a execução do Hino Nacional Brasileiro, que será executada pela Banda da PM, sob a regência do 1º Sargento PM Cléber, à qual agradecemos a apresentação.
- Execução do Hino Nacional Brasileiro.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Solicitamos a todos que permaneçam em pé para que participem da Canção dos Bombeiros.
- Execução da Canção dos Bombeiros.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos à Banda da Polícia Militar, sob a regência do 1º Sargento PM Cleber. Obrigado a todos os integrantes da banda pela marcante presença, aguardando que possam se retirar do Salão Nobre, enquanto pedimos que todos voltem a se sentar para darmos continuidade à sessão solene. (Pausa)
Senhoras e senhores, mais uma vez agradecendo a presença de todos, também aos familiares dos homenageados, a todas as pessoas que compareceram e, nesse momento, convidamos para fazer uso da palavra o Coronel PM Alexandre Merlin.
O SR. ALEXANDRE MERLIN - Boa noite a todos. Gostaria de saudar o Presidente da sessão solene Vereador Bombeiro Major Palumbo, Guarda Vida, é uma satisfação enorme de estar consigo e com todo o pessoal presente.
Agradeço muito tudo que V.Exa. tem feito, na Câmara, pelo Corpo de Bombeiros, pela Polícia Militar, pelos profissionais da segurança pública em geral. Parabéns pelo trabalho, tem muito mais coisa para fazer, estávamos falando disso, mas tenho certeza que vai dar certo.
Quero cumprimentar nosso Secretário Rodrigo Goulart. Sua presença, com certeza, abrilhanta o evento organizado para os nossos bombeiros. Cumprimento o pai do nosso Secretário, o eterno Deputado e eterno Vereador da Casa, Antonio Goulart, quem elaborou a resolução que chegou a esse prêmio. Muito obrigado pela presença, é um privilégio tê-lo nessa solenidade.
Cumprimento o Coronel Alexsandro Vieira, Comandante do 1º GB; o Tenente-Coronel Costa, Comandante do 2º GB; o Coronel Valdir, Comandante do CGB, e a Tenente Hanaoka, neste ato representando do Comando do 4º CB.
Senhoras e senhores, amigos, familiares e efetivo do Corpo de Bombeiros, obrigado por terem vindo. Boa noite a todos.
No ano passado, em todo o estado, o Corpo de Bombeiros atendeu cerca de meio milhão de ocorrências, sendo 94.424 na capital, onde há 38 estações de bombeiros, com cerca de 1.500 homens e mulheres trabalhando todos os dias. Desse universo, nós conseguimos selecionar cinco bombeiros que se destacaram muito na prestação de serviços à sociedade, e que vão ser hoje homenageados com o prêmio criado pelo nosso eterno ex-Vereador e Deputado Goulart.
Parabéns a todos vocês pelo trabalho desempenhado. Vocês são profissionais que internalizam e multiplicam os valores da instituição Corpo de Bombeiros, cujo objetivo é sempre prestar o melhor serviço possível à população da cidade e do Estado de São Paulo. Não à toa vocês estão hoje recebendo esta homenagem, um prêmio muito merecido.
Também parabenizo a Câmara Municipal de São Paulo pela iniciativa de realizar a entrega a outorga do prêmio. Parabéns ao Vereador Bombeiro Major Palumbo, Presidente desta sessão solene.
Nesta sexta-feira à noite, assim que terminar esta sessão, recomendo que redobremos a atenção e voltemos para casa com juízo, tranquilidade e segurança para que todos nós tenhamos um ótimo final de semana.
Muito obrigado. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos, para o seu pronunciamento, o ex-Vereador e Deputado Goulart, criador do Prêmio Coronel Hélio Barbosa Caldas.
O SR. ANTONIO GOULART DOS REIS - Boa noite a todos e todas. É uma alegria muito grande retornar a esta Casa do Povo e rever tantos amigos.
Cumprimento o querido Vereador Bombeiro Major Palumbo, um exemplo de dignidade e uma figura que tão bem representa o Corpo de Bombeiros. Ninguém melhor que S.Exa. para presidir esta sessão solene.
Cumprimento também o Vereador Rodrigo Goulart, meu filho, atual Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, que, ao longo de muitos anos e após a minha ida à Brasília, presidiu as sessões solenes de entrega do prêmio nesta Casa. Nos últimos anos, sempre que pude, estive presente para cumprimentar os comandantes que honram a instituição.
Assim que eu apresentei o projeto de criação do Prêmio Coronel Hélio Barbosa Caldas, a matéria foi amplamente debatida e aprovada por unanimidade pelos Srs. Vereadores desta Casa, pois todos sempre tiveram um respeito muito grande pela instituição Corpo de Bombeiros.
O Brasil não precisa de príncipes, mas de heróis. E muitos deles estão presentes aqui hoje: cada um dos senhores e senhoras que prestam um brilhante serviço à cidade e ao Estado de São Paulo e também ao Brasil. O nosso Corpo de Bombeiros sempre foi e sempre será o mais bem avaliado do País.
Se atualmente temos o Smart Sampa como um case de sucesso na nossa cidade, o Corpo de Bombeiros sempre o foi pela dedicação e profissionalismo de todos os seus membros, hoje representados nesta Casa pelo Vereador Bombeiro Major Palumbo, que por tanto tempo serviu à instituição. Eu sempre o ouvi muito e, hoje, pela manhã, ao ligar o rádio, às 4h30, 5h, sempre na Rádio Bandeirantes, o programa O Pulo do Gato estava sendo transmitido diretamente do Copom, e parte importante do programa dizia respeito, exatamente, ao trabalho do Corpo de Bombeiros, e vários exemplos foram citados. Então, é uma homenagem grande e justa da Rádio Bandeirantes. E este prêmio também é uma homenagem mais que justa. Nós sempre tivemos uma relação gigante com o Corpo de Bombeiros.
Certa vez, fui almoçar no 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros, no Butantã, com o Coronel Paulo, que era o Comandante, e com um outro grande amigo que já não está mais no Corpo de Bombeiros. Conversamos muito a respeito dos atos heroicos e nos lembramos do Coronel Caldas, que foi um grande herói. Depois daquele almoço, imediatamente cheguei na Câmara e pedi à assessoria para que elaborasse a proposta deste prêmio: Coronel Hélio Barbosa Caldas, homenagem dada aos componentes do Corpo de Bombeiros. Tivemos o cuidado de deixar consignado, na lei, de que a indicação dos homenageados seria feita pelo Comando do Corpo de Bombeiros. Se deixássemos que a indicação fosse política - e conheço todos os políticos que prezo com “P” maiúsculo -, talvez algum político pudesse fazer uso eleitoral ao homenagear alguém. E o Corpo de Bombeiros, o Comando, sempre teve muita dignidade e soube muito bem fazer as indicações, apesar de sabermos da dificuldade na escolha, porque certamente todos merecem esta homenagem.
Enfim, sinto-me muito feliz e honrado por ter feito muitas leis, mas, dentre todas as leis que eu propus, esta foi uma das mais importantes. Então, cumprimento a cada um dos senhores e das senhoras que estão aqui, e, também, a todo o Grupo dos Bombeiros do Estado de São Paulo que prestam serviço à nossa cidade. Cumprimento, também, o Vereador Bombeiro Major Palumbo, que é um excelente Vereador, e que é tão bom na Câmara quanto foi no Corpo de Bombeiros, inclusive na comunicação. Eu o ouvia muito. Sou um fã incondicional de rádio, tanto que tenho uma coleção de rádios a válvula. Eu ouço rádio quando eu estou fazendo a barba, ouço rádio na cozinha, no quintal, quando eu estou lendo jornal impresso, e sempre ouvi o Palumbo. Então, vocês têm um apoio, uma representação muito grande e tenho a certeza de que a família Goulart, onde quer que tenha um bombeiro, nós prestaremos homenagem, porque vocês são dignos de todas as homenagens justas e todas elas são justas e merecidas.
Saudações corintianas. Tenham todos uma noite maravilhosa. Que possamos ser campeões neste fim de semana. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Neste momento, anunciamos o pronunciamento do Secretário Rodrigo Goulart.
O SR. RODRIGO GOULART - Boa noite a todas e a todos.
Cumprimento meu amigo, irmão, parceiro e, muitas vezes, confidente, nosso querido Vereador Bombeiro Major Palumbo. Um grande parceiro que hoje preside, e propôs também esta sessão solene. Cumprimento o sempre Vereador, Deputado e meu pai, Goulart. Para mim, o maior posto dele é o de ser meu pai. E ele falou aqui sobre o Corinthians, porque estamos em uma sessão muito especial. Precisamos de um resgate aqui, talvez um SAMU no final de semana. Então, por favor, se preparem aí se precisarmos ligar 193 para chamá-los.
Cumprimento também o nosso querido Comandante do Corpo de Bombeiros Metropolitano, Coronel Merlin, na pessoa de quem cito os demais comandantes, mas que o senhor leve o nosso abraço, o do Prefeito Ricardo Nunes, da cidade de São Paulo, para todos os honrosos e valorosos membros do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.
Cumprimento o Tenente-Coronel PM Alexsandro Costa Vieira da Silva, Comandante do 1º Grupamento de Bombeiros; o Tenente-Coronel PM Alexandre de Castro Costa, Comandante do 2º Grupamento de Bombeiros; e o Tenente-Coronel PM Valdir dos Santos Alves, Comandante do 3º Grupamento de Bombeiros.
E não é porque você está por último, Giovanna, que você é a menos importante -para mim, você é a mais importante. Primeiro, por representar as mulheres nesta Mesa; e também por representar a comunidade japonesa. Hanaoka, é isso?
Eu também sou descendente de japoneses. Meu nome de guerra, como se fala, é Rodrigo Goulart, mas tem o Hayashi aí no meio para melhorar essa genética. Então, o meu cumprimento especial é para você, Giovanna Hanaoka Frate. Mais importante para nós, que somos sulistas, da Zona Sul, é você representar o Comando do 4º Grupamento de Bombeiros. E que toda a turma da Zona Sul se sinta cumprimentada, assim como cada um dos homenageados.
Para mim, é uma grande honra e um grande prazer estar em mais em uma sessão solene, como disse meu pai, desde quando ele propôs essa homenagem, o Prêmio Bombeiro Coronel Hélio Barbosa Caldas. Com certeza, desde mais jovem eu já o acompanhava quando Vereador nessas sessões solenes; e logo depois, quando me tornei Vereador, todas as sessões solenes foram presididas por mim.
Eu estava me lembrando de que poucos meses após o Vereador Palumbo ter chegado nesta Casa, eu fiz questão de lhe passar a presidência da sessão solene, porque nada mais representativo do que um grande parceiro nosso, que à época estava chegando, presidir. E desde então ele tem presidido todas as sessões solenes dessa grande e brilhante homenagem, que, na verdade, não é mais do que merecida, é merecida por cada uma das senhoras e dos senhores que a recebem, porque toda homenagem é pouca perto do que vocês fazem. E o Corpo de Bombeiros, num resgate, num incêndio, enfim, em tudo que é necessário para salvar uma vida, é mais do que especial, porque alia a técnica, que tem que ser primorosa, à emoção.
Meu pai hoje falou sobre termos ouvido logo cedo essa transmissão da Rádio Bandeirantes lá do Copom. E eu estava brincando com o Palumbo: que, se ele não estivesse Vereador, com certeza, estaria lá, logo de madrugada, para transmitir, fazer aquela boa comunicação. É uma pessoa que passei a conhecer, e com quem tive a grata satisfação de partilhar o tempo durante o qual estive como Vereador.
Continuem contando com a força do Vereador Palumbo na Câmara Municipal de São Paulo. E quando eu puder estar aqui também como Vereador, tenho certeza de que estarei de pé, às ordens. E contem comigo no Executivo, junto com o Prefeito Ricardo Nunes, para que possamos continuar trabalhando, ajudando e apoiando, para que vocês cumpram o papel de vocês de sempre buscar salvar, resgatar, ou, quem sabe até, orientar uma vida - porque não é sempre que nós queremos que vocês estejam no front.
Ressalto novamente o trabalho técnico que vocês desempenham no Corpo de Bombeiros, buscando orientações, e aliando à técnica. Eu fui Relator da revisão do Plano Diretor e do Zoneamento, e o Vereador Palumbo, como um grande parceiro, fez, inclusive, as suas tratativas com o Comando, para que pudéssemos também fazer sugestões com a parte técnica, tão importante, de vocês também.
Parabéns a todos os homenageados. Continuem trabalhando muito por todos nós.
Muito obrigado a todos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos para seu pronunciamento o Presidente e proponente desta sessão solene, nobre Vereador Bombeiro Major Palumbo.
O SR. PRESIDENTE (Bombeiro Major Palumbo - PP) - Muito obrigado ao Mestre de Cerimônias, Sr. Antônio, e a todo o Cerimonial da Câmara Municipal de São Paulo.
Esta é uma solenidade muito importante para nós. E tenho certeza de que a Câmara tem um papel fundamental, não somente para que continuemos com essa solenidade em homenagem aos senhores, e certamente também se orgulha em receber os nossos heróis.
Muito obrigado pela presença, Secretário Rodrigo Goulart, Vereador licenciado e Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Agradeço pela parceria na Câmara e, tenho certeza de que juntamente ao Prefeito Ricardo Nunes, nas ações que precisamos implementar para o Corpo de Bombeiros. São ações essenciais, porque eles chegam naquela hora mais difícil, talvez, da vida das pessoas.
Agradeço também ao nosso sempre Deputado e Vereador Antonio Goulart. Que honra a nossa poder contar com a sua presença neste dia importante. Numa ação que acertadamente a Câmara teve, o senhor propôs o Prêmio Hélio Barbosa Caldas que nos deixou muito orgulhosos pelo Corpo de Bombeiros e também pela cidade.
Nós estivemos juntos num curso de salvamento marítimo no ano de 2000, Coronel Alexandre Merlin, Comandante do Corpo de Bombeiros Metropolitanos, que tem somente 40 milhões de pessoas sob sua responsabilidade de proteção da vida, do meio ambiente e do patrimônio. É toda a região metropolitana e também a cidade de São Paulo. Muito obrigado pela presença.
Também ao meu irmão de vida e da Academia do Barro Branco, Tenente-Coronel Alexsandro Vieira. Muitos gols nós fizemos juntos. Não, estou brincando, é verdade. Nós jogávamos na equipe com o Tenente-Coronel Valdir, que fazia mais gols, com certeza. Muito obrigado, Coronel Valdir, por estar presente.
E agradeço ao Tenente-Coronel Alexandre de Castro Costa, com quem trabalhei pelo 2º Grupamento de Bombeiros e também fizemos o curso de oficiais do Corpo de Bombeiros. Todos nós temos um passado juntos, nos conhecemos há muito tempo, são quase 30 anos de grande amizade.
E à Tenente Giovanna Hanaoka, muito obrigado. Eu tenho certeza de que traz muita dedicação e empenho em seu trabalho à frente das mais de 500 mulheres que o Corpo de Bombeiros possui hoje, no seu quadro em todo o estado, e de que o Corpo de Bombeiros, onde quer que as senhoras estejam trabalhando, está muito bem representado pelas nossas mulheres, pelas bravas mulheres, que trabalham dia a dia junto à população, com muito zelo, com muito carinho e com muito mais humanização. Essa é uma palavra que, tenho certeza, se encaixa muito bem neste dia.
De todas as comendas que o Corpo de Bombeiros tem, o prêmio que leva o nome de Hélio Barbosa Caldas é a mais significativa. Medalhas do Centenário, títulos de Bombeiro Honorário, mas não tem como não nos lembrarmos, quando vem à memória, ou no começo de todo ano, por causa daquele fevereiro, em frente à Câmara Municipal, do Edifício Joelma, da bravura, da dedicação e do empenho de todos os bombeiros, naquele dia difícil em que mais de 189 pessoas perderam a vida nesse local, e todo o trabalho que eles fizeram para que não tivessem perdas ainda mais significativas.
Então, receber essa homenagem, nosso eterno Deputado, Vereador Antonio Goulart, o senhor mexeu no coração desses bombeiros. O senhor mexeu na alma desses bombeiros, porque ali, sim, significa que os bravos antepassados, os nossos antepassados, entraram em incêndios, foram salvar gente, pessoas dentro desse prédio. E utilizando a mesma farda que os senhores têm hoje, um pedacinho de pano, sem botas especiais, sem capacete, sem estrutura e sem os devidos equipamentos, que podiam protegê-los naquela hora mais difícil. E eles entraram na raça, na coragem de tantos, centenas deles ficaram ali dentro. Mas, acertadamente, nós temos o Prêmio Hélio Barbosa Caldas, porque precisam receber exatamente um legado, para os senhores, é uma transmissão de conhecimento.
Quero aqui fazer uma homenagem especial ao Tenente Mateus, muito obrigado, Tenente, por todo o seu trabalho aqui na cidade de São Paulo, tirando a nossa população do risco, chegando naquela hora mais difícil; ao Subtenente Sirobaba, que não só aqui na cidade de São Paulo, mas também em outras fronteiras do nosso país, já levou a força e a coragem do nosso bombeiro para salvar a vidas de pessoas que estavam precisando, que estavam desesperadas; ao nosso Subtenente Alexandre, muito obrigado, em seu nome, eu gostaria de agradecer a presença de todas os praças, porque o senhor é o praça mais antigo, muito obrigado e parabéns pelo recebimento dessa comenda, desse prêmio; ao Sargento Cadamuro, nós trabalhamos juntos - aliás, todos nós trabalhamos juntos no Corpo de Bombeiros - muito obrigado também pelo seu grande trabalho no 1º Grupamento do Auto Bomba Tático, atuando junto com sua equipe. Veja como é importante a nossa equipe estar junto.
Todos estão aqui para reverenciar à entrega e, com certeza, agradecer pelo exemplo que recebeu dos antepassados, pelo exemplo que irão transmitir aos jovens bombeiros, toda força e coragem, porque já presenciei com vocês ocorrências, e sabemos da dedicação, do empenho que houve em todas elas.
Sargento Danilo, parabéns também por toda trajetória no Corpo de Bombeiros. Eu o conheço desde soldado, sei do seu esforço, conheço a sua história. Tenho certeza de que é muito merecedor. Também ao Sargento Kleber, muito obrigado por estar presente, muito obrigado por estar aqui neste dia especial, e eu tenho certeza de que naquela hora mais difícil, e quando a população precisa clamar por socorro.
Hoje o papel do Vereador é brigar por orçamento, por aquele convênio que temos entre a Polícia Militar e a Prefeitura de São Paulo, porque se tivermos qualquer tipo, uma nova emergência, e podemos ter, pois estamos numa das cinco maiores metrópoles do mundo, estamos numa delas, muitos problemas acontecem, há uma ocorrência a cada 59 segundos, uma vítima é salva a cada dois minutos, esses são os números do Corpo de Bombeiros. Como não ajudar? Como não incentivar grandes ações para esse grande trabalho, nós precisamos dessa humanização. Pelo que sempre brigo é para que tenhamos agilidade para que os bombeiros atendam os serviços públicos, para que possamos dar respostas rápidas à população. E não precisa ser só quando há emergência, mas para qualquer ação. Podemos votar mais rápido, criarmos leis para salvar a vida das pessoas com agilidade. Secretário Goulart, temos de lutar por isso, para cada vez mais seguir o exemplo dos bombeiros, para que tenhamos uma cidade muito mais inclusiva. Sargento Arraes, nós trabalhamos juntos no gabinete do Comandante do Corpo de Bombeiros, o senhor sabe que nós podemos assim fazer.
Tenho certeza de que o exemplo do Coronel Caldas, que agora os senhores levarão no peito, vai estar com os senhores naqueles momentos mais difíceis, quando vão precisar de toda a ajuda no treinamento, todo esforço, todo suor na maior escola de bombeiros da América Latina, onde foram treinados com toda tecnologia e com a ajuda, sim, do Vereador Bombeiro Major Palumbo, o 1º Vereador bombeiro desta Casa. Eu tenho feito, sim, a nossa parte, porque eu cobro pela minha equipe: Dr. Valter, Major Lino, Coronel Leite, Sargento Dias, Sargento Aurélio, Sargento Carvalho. Eu tenho muito orgulho da minha equipe, porque sei o que vocês passaram. E o que eu quero é que vocês tenham sempre as melhores condições, os melhores equipamentos, os melhores serviços, o maior orçamento da história da nossa corporação está acontecendo neste ano.
Agradeço ao Prefeito Ricardo Nunes pelo entendimento sobre a necessidade que temos de dotá-los dessas condições. Porque a população, quando precisar, vai nos chamar. E vocês vão lá, rapidinho, fazer os salvamentos, apagar os incêndios, tirar as pessoas de risco e encher de orgulho o cidadão paulistano.
Parabéns aos nossos agraciados. Parabéns ao Corpo de Bombeiros e a você, sempre um bombeiro. Eu sempre estarei com a farda aqui debaixo dessa desse terno aqui. Porque o bombeiro é a minha segunda pele.
Muito obrigado e uma boa noite a todos. Muito obrigado pela presença.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Bem, senhoras e senhores, então na sequência iniciaremos a entrega das homenagens.
Convidamos o Presidente, Vereador Bombeiro Major Palumbo, também o Secretário Rodrigo, nosso sempre deputado Antonio Goulart e os demais comandantes, Corpo de Bombeiros e todos os integrantes. Por favor, se posicionem à frente, ao centro.
Senhoras e senhores, o prêmio Coronel Hélio Barbosa Caldas, instituído pela resolução, também é simbolizado pela honraria salva de prata, que é a maior honraria da Câmara Municipal de São Paulo.
Convidamos o primeiro homenageado, 1º Tenente PM Mateus Fernandes Felippe, do 2º Grupamento de Bombeiros. O 1º Tenente PM Mateus Fernandes, em julho de 2024, a força e a determinação se uniram à técnica e ao espírito da equipe em uma operação de salvamento exemplar.
Sob o comando do 1º Tenente Mateus Felippe, foi atendido um chamado emergencial de soterramento envolvendo o funcionário da SABESP. O acidente foi causado pelo rompimento de uma adutora, que provocou o desabamento da vala onde a vítima trabalhava, soterrando-a até o pescoço por terra e água. Diante da gravidade da situação, com a vítima inconsciente em risco iminente de afogamento, a equipe iniciou o resgate imediatamente. Os militares trabalharam incansavelmente para remover a terra que soterrava o trabalhador. Simultaneamente, o tenente Mateus Felippe, e o Soldado Galrão montaram escoramento de trincheira para garantir a segurança da equipe e da vítima. A água que ameaçava inundar o local foi controlada com a montagem de uma bomba de sucção. Enquanto os reforços eram acionados, como helicóptero Águia e equipes médicas, os bombeiros continuaram o trabalho para estabilizar o cenário crítico.
Mesmo sob condições extremas, a equipe comandada pelo Tenente Mateus atuou com rapidez e coordenação. A vítima foi retirada da vala com segurança e, após ser estabilizada no local, foi transportada de helicóptero ao hospital, onde recebeu o tratamento necessário. Essa ocorrência reflete a dedicação, o preparo técnico e a união das equipes que transformaram um cenário crítico em um resgate bem sucedido, reafirmando o compromisso da com a preservação da vida.
Parabéns pela homenagem, 1º Tenente PM Mateus Fernandes Felippe.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos agora para a segunda homenagem, o subtenente PM Alessandro de Freitas Souza, do 4º Grupamento de Bombeiros.
Destaca-se o compromisso exemplar, com mais de 25 anos dedicação à Polícia Militar de São Paulo, atuando desde 2023 na administração do 2º Subgrupamento do 4º Grupamento de Bombeiros.
Com o volume crescente de trabalho, frequentemente sacrifica horários de folga, sempre cumprindo suas funções com eficiência e precisão. Com vasto conhecimento, aplica soluções inovadoras, sendo essencial para o sucesso das missões e a confiança na Seção de Justiça e Disciplina. Ao longo de sua carreira, atendeu diversas ocorrências de vulto, além de se destacarem salvamentos aquáticos nas represas Guarapiranga e Billings. Reservado e disciplinado, é exemplo de competência e respeito.
Parabéns, Subtenente PM Alessandro de Freitas Souza, pelo prêmio que recebe, neste momento.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos agora para a terceira homenagem, o Subtenente PM Alexandre Sirobaba, do 3º Grupamento de Bombeiros.
Na sua história destaca-se a dedicação de sua carreira ao serviço operacional, liderando sua tropa com excelência, participando de diversas operações internas e externas de grande relevância para esta unidade e para o Corpo de Bombeiros. Sua atuação destacou-se pela coragem, profissionalismo e comprometimento, fortalecendo a imagem institucional da corporação e contribuindo significativamente para a proteção de vidas, meio ambiente e patrimônio.
Uma salva de palmas ao nosso homenageado Subtenente PM Alexandre Sirobaba.
Está sendo convidada a família do homenageado para uma foto, neste momento.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
- Registro fotográfico.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos agora para a quarta homenagem, o 1º Sargento PM Rafael Augusto Cadamuro, do 1º Grupamento de Bombeiros.
Militar que se destaca pela elevada estima e amor à causa pública. Reconhecido pela capacidade de comando e gestão frente às mais diversas ocorrências de salvamento, incêndio e resgate, nas quais já esteve atuando nos momentos mais difíceis. O militar é um bombeiro altruísta, auxiliando a comunidade local e não medindo esforços para incentivar na sua equipe o espírito de pertencimento e amor à causa pública. Destacando-se pelo seu alto grau de profissionalismo e dedicação a esta honrada instituição pela sua atuação e exemplo.
Parabéns ao nosso homenageado, 1º Sargento PM Rafael Augusto Cadamuro.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos agora para a quinta e última homenagem, o 2º Sargento PM Danilo Sampaio Seabra, do Comando de Bombeiros Metropolitano.
O nosso homenageado liderando a equipe de manutenção e reparos prediais do Comando de Bombeiros Metropolitanos, executando todas as atribuições desta fração com excelência e eficiência, além de participar de diversas missões de grande relevância para este Comando de Bombeiros e unidades subordinadas.
Seus feitos destacam-se por, além de causar impacto positivo no dia a dia de cada membro do Complexo CCB-CBM, reverberarem através do tempo, sendo os seus atos duradouros e edificantes para a história do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Parabéns pela homenagem, 2º Sargento PM Danilo Sampaio Seabra.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos então, todos os homenageados, por favor, com a Salva de Prata, o Prêmio Coronel Hélio Barbosa Caldas, para se posicionarem conjuntamente aqui com as autoridades.
- Registro fotográfico.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Solicitamos às autoridades que compõem a Mesa para, por favor, retornarem aos seus lugares para sequência da sessão solene.
Ainda em tempo, destacamos e agradecemos a presença do assessor parlamentar, Sr. Reginaldo Lopes, representando o gabinete do Vereador Isac Félix. Muito obrigado pela presença.
Senhoras e senhores, neste momento, representando todos os homenageados, anunciamos o pronunciamento do 1º Tenente PM Mateus Fernandes Felippe, do 2º Grupamento de Bombeiros.
O SR. MATEUS FERNANDES FELIPPE - Boa noite a todos. Vou tentar, desculpem.
Estávamos em curso no 2º GB durante toda a semana, por isso a minha voz falha às vezes. Vou tentar representá-los com a minha palavra. Então eu peço as honras.
Primeiramente, agradeço ao nosso Vereador Bombeiro Major Palumbo, que sempre está conosco nas ocorrências, acompanhando, nos ajudando, dando força para a gente lá, trazendo materiais, equipamentos. Obrigado Major, por sempre estar presente, principalmente ali no glorioso 2º Grupamento. Obrigado.
Queria agradecer também este presente do nosso querido Deputado Antonio Goulart.
O meu discurso vai ser em cima de conhecer o passado, entender o presente e preparar o futuro. Então, à Mesa está o futuro do senhor, o filho. Quero agradecer ao Sr. Rodrigo Goulart. Obrigado.
Coronel Merlin, Comandante do CBM, muito obrigado por esta oportunidade e por ter confiado em mim para estar aqui, hoje. Meu Comandante, Coronel Costa, muito obrigado. É sempre presente, nos ajudando no 2º Grupamento. Estendo meus cumprimentos aos Comandantes, os nobres guerreiros sentados aqui: Major Brancalhão, Capitão Paim e Capitão Tadeu. Obrigado, meus Comandantes imediatos no 2º Grupamento. Aos familiares, agradeço a presença, em nome da minha esposa Nicole Guidasse, quero cumprimentá-los.
Quanto a este presente que o senhor nos concedeu, Sr. Antonio Goulart, eu penso o seguinte: o Coronel Caldas foi um ícone para os bombeiros e nada é mais justo que o seu nome estar ali. Cada veterano trabalhou muito para sustentar a boa apresentação do Corpo de Bombeiros, hoje. O Coronel Caldas foi um deles, um grande lutador, um grande bombeiro, bombeiro de fibra, de alma, de coração. Dedicou-se, trazendo inovações ao mergulho, à educação física, à altura. Usou sua máxima energia, o que carregamos até hoje. Desviou o curso de um rio em 1977, para tirar de lá uma vítima e entregá-la para a família, em Joanópolis.
Hoje, diante dessa herança, nós continuamos lutando por isso. Cada um destes senhores que estão aqui sentados, com essa farda cinza, briga imensamente para permanecer esse legado, conhecendo o passado e mantendo o presente. Muitos desses senhores que estão sentados aí, também preparam o futuro. Dão treinamento todos os dias. Dão aulas na escola. Preparam para o recruta o cajado, que o veterano nos entregou. Nós o recebemos e estamos nos preparando para passá-lo adiante. Eu ainda tenho um tempo, mas o nosso Sub, ali, é um grande herói. Obrigado. Eu agradeço, em seu nome, aos Praças presentes.
Que tenhamos essa essência do Coronel Caldas, de não desistir, de trazer inovações, de buscar algo, de lutar pelo presente e de planejar o futuro. Quero deixar como últimas palavras frases do 2º Grupamento: “A sua esperança, em nós; a nossa, em Deus - e vai, direto.”
Muito obrigado.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, agora, para o encerramento oficial, anunciamos as palavras finais do Presidente, Vereador Bombeiro Major Palumbo.
O SR. PRESIDENTE (Bombeiro Major Palumbo - PP) - É um dia especial, memorável, em uma solenidade vibrante, cheia de emoções.
Eu quero só lembrar e honrar o Soldado Wellington da Silva, do 3º Grupamento, que, no ano passado, nos deixou por causa de uma ocorrência, juntamente com o Cabo Marcos Aurélio, do 11º Grupamento, que, também no atendimento operacional, nos deixou. Que sua honra sempre esteja presente no meio de nós e, também, das nossas ações.
Muito obrigado. Desejo a todos uma excelente noite.
Não havendo mais nada a ser tratado, declaro encerrada a presente sessão solene.
6ª SESSÃO SOLENE
25/03/2025
O SR. PRESIDENTE (Celso Giannazi - PSOL) - Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
A presente Sessão Solene destina-se à entrega do Prêmio Sabotage, instituído pela Resolução nº 2, de 11 de dezembro de 2008, que contou com a aprovação unânime dos Srs. Vereadores desta Casa.
Esta é a 9ª edição de um prêmio muito importante para a cidade de São Paulo, pelo que representa para o hip-hop. E temos a presença dos filhos do Sabotage, que para nós é uma grande inspiração tê-los conosco.
Vamos fazer desta noite uma grande noite de celebração da cultura, da música, arte, da dança, de todos os elementos do hip-hop na cidade de São Paulo, e do que representa o prêmio.
Passo a palavra à Mestre de Cerimônias, Sra. Sharylaine Bakhita, para a condução dos trabalhos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - O rapper Sabotage, nasceu Mauro Mateus dos Santos, em São Paulo, no dia 3 de abril de 1973, coincidentemente, o mesmo ano em que nasce o hip-hop. Sabotage faleceu em 24 de janeiro de 2003, mas, se estivesse vivo entre nós, estaria celebrando cada ano em que essa cultura se expande pelo planeta. Mauro, conhecido como Maurinho, conhecido como Sabota, deixou legados.
Este ano, nós realizamos a 9ª edição do prêmio, cujo objetivo é reconhecer as personalidades do cenário da cultura hip-hop, por seu trabalho e atuação para o crescimento desse gênero artístico no município de São Paulo.
Informamos que esta sessão está sendo transmitida pela Rede Câmara SP, nas redes sociais oficiais do Legislativo Paulistano, e no canal digital 8.3.
Senhoras, senhores, autoridades, sejam bem-vindos à Câmara Municipal de São Paulo.
Para compor a Mesa, convidamos os Srs. Celso Giannazi, Presidente desta Sessão Solene; Totó Parente, Secretário de Cultura e Economia Criativa, representado, neste ato, pela Sra. Dandara Almeida, Diretora do Centro Cultural São Paulo, e uma das juradas do prêmio; Vereador João Ananias; Marcelo Cavanha, Coordenador de hip-hop da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, e um dos jurados do prêmio; Marcello Gugu, vencedor do Prêmio Sabotage - 2020, MC, Curador de Música do Centro Cultural São Paulo, e um dos jurados do prêmio; Tamires Santos, cantora, empresária, jurada do prêmio e filha do rapper Sabotage; Wanderson Santos, filho do rapper Sabotage, mais conhecido como Sabotinha. (Palmas)
Convidamos todos para, de pé, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro.
- Execução do Hino Nacional Brasileiro.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos para o seu pronunciamento a Sra. Tamires dos Santos.
A SRA. TAMIRES ROCHA DOS SANTOS - Boa noite a todos.
É um momento de muita alegria estar com vocês vivenciando isso. Meu pai estaria extremamente feliz, porque ele respirava tudo isso. Para muitos que não sabem, meu pai começou cantando breaking, falas de batalhas, e depois partiu para a rima, tornando-se o cantor que todos nós conhecemos.
É motivo de muita alegria estar aqui e sentir essa energia, e de estar num prêmio que leva o nome dele, porque não somente nós, como família, entendemos o legado, mas vocês também entendem o legado. Assim como ele respirava o hip-hop, ele amava o hip-hop, nós estamos aqui pelo hip-hop. E eu estou muito feliz por essa oportunidade de estar com todos vocês.
Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos para o seu pronunciamento o Sr. Marcelo Cavanha, Coordenador de hip-hop da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.
O SR. MARCELO CAVANHA - Boa noite.
Peço desculpas, porque eu estou um pouco rouco. São três eventos de abertura do Mês do Hip-Hop, sexta, sábado e domingo. Não faça isso com a nossa voz.
É muito importante estar aqui com as pessoas que tiveram oportunidade de conviver com o Sabotage. É como eu digo: cada um que conviveu, quando você vai conversar e perguntar quem era o Sabotage, é sempre uma resenha diferente, sempre histórias muito boas.
É muito importante para nós, da Secretaria, desde que o Cerimonial da Câmara nos procurou para fazermos essa parceria, que eu acredito que já é, como dizem hoje, um case de sucesso, porque nós fizemos a primeira edição no CCSP no ano passado, e foi muito importante. Eu acho que é importante o hip-hop também ocupar a Câmara, dialogar. E quando falamos do Prêmio Sabotage, com todo respeito à Casa, à Câmara, tem muito mais a ver com outro espaço, com esse espaço incrível, equipamento da Secretaria, equipamento da cidade também, ser ocupado pelo hip-hop. E é muito bom ter vocês novamente por mais um ano. Acho que temos, também, que estabelecer uma relação para além do Prêmio Sabotage, conversar mais com vocês, para ver como podemos trabalhar juntos.
Agradeço a presença de todo mundo.
Foi um grande desafio eu, como jurado do Prêmio Sabotage, escolher entre tantas pessoas incríveis. E eu sei que é clichê, mas temos que parabenizar todo mundo que está como finalista, todo mundo que se inscreveu, porque são pessoas que vivem, respiram e multiplicam o hip-hop.
Parabéns a todo mundo. Obrigado.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos para o seu pronunciamento o Sr. Marcello Gugu, MC, Curador de Música do Centro Cultural São Paulo, e um dos jurados do prêmio.
O SR. MARCELLO GUGU - Salve! Boa noite, família. Suave? Falar do Sabotage é sempre muito emocionante. Serei breve, porque se deixar, o mal de MC é falar, não é? Ou não.
Alguns historiadores pensam, discorrem sobre esse assunto e dizem que o processo civilizatório da humanidade se deu quando começamos a enterrar os mortos. Desde essa época, o ser humano busca formas de tentar entender a morte. Particularmente, acredito que, na verdade, buscamos mecanismos de vencer o tempo. E acredito que a arte é uma das formas que o ser humano descobriu de como vencer a morte, como transcender o tempo.
Por que digo isso? Para além do Prêmio Sabotage, para além das pessoas que vão ser homenageadas, que serão premiadas, estamos, nesse momento, celebrando um nome representante de uma legião de pessoas que começaram a construir essa cultura, deram prosseguimento a ela e nos permitem ser sua continuação. Estou falando sobre Mauro Mateus, o Mosquito, o Sabotage, e vários outros apelidos que ele teve em vida. Mas também falamos sobre Ivo, sobre Dina Di e sobre todas as pessoas que, infelizmente, não estão mais conosco em corpo físico, mas seguem vivendo entre nós através da arte, da contribuição que deixaram para essa cultura, que é a cultura do hip-hop.
Gostaria de agradecer a oportunidade de estar celebrando esse momento com todos vocês. É sempre muito mágico. Gostaria de desejar uma boa noite a todos. Estamos juntos. Paz!
(Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos por suas palavras, Marcello. E, nesse momento, chamo para o seu pronunciamento a Diretora do Centro Cultural São Paulo e uma das juradas do prêmio, Dandara Almeida.
A SRA. DANDARA ALMEIDA - Salve, salve, família hip-hop. Fico tímida, não sou muito boa para discursos nessas horas solenes, mas faço questão de falar e agradecer, em nome do Centro Cultural, a presença de todos nessa solenidade.
Quero parabenizar os criadores desse prêmio, muito importante, e quero falar um pouco sobre o Sabota e o hip-hop. Quem me conhece sabe que sou hip-hop, minha vida é o hip-hop. Sou fruto dessa política pública que é o hip-hop. Então estar nesse espaço de cultura, com essa ocupação, falando sobre essa cultura tão importante para a nossa sociedade, me deixa muito emocionada.
Isso porque estou hoje no Centro Cultural justamente por ter feito um trabalho com o hip-hop na quebrada. Foi assim que o hip-hop me trouxe onde estou, tornando-me, hoje, a primeira mulher negra a assumir o maior Centro Cultural da América Latina. Devo isso ao hip-hop, a essa cultura maravilhosa que é uma política pública que funciona, que atua nas pontas, que conversa com toda a população.
Quero agradecer a todos por esse dia, por essa noite linda que estamos prestigiando o Sabota, que é um marco, que é uma memória linda de um ser humano que deixou um grande legado. Salve, Sabota! Salve todos os que lutam pelo hip-hop e continua lutando pelo hip-hop. É isso. Obrigada.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos por suas palavras, Dandara. Convidamos para seu pronunciamento, nesse instante, o Vereador João Ananias.
O SR. JOÃO ANANIAS (PT) - Boa noite a todas e todos. Quero cumprimentar meu colega de Legislativo, Vereador na cidade de São Paulo, Celso Giannazi. Meu boa noite a todos.
Quero dizer que a periferia vive. É a realidade da cultura na periferia. Afinal, onde surgiu o hip-hop? Foi na periferia. E buscamos o quê? O que a população mais pobre da cidade de São Paulo quer? Quer cultura, quer arte. Isso é arte. E, por vezes, a cidade de São Paulo enfrenta dificuldades em aprovar projetos de lei que atendam à demanda do hip-hop e do funk, sempre tão condenados. No dia a dia das periferias paulistanas, surgem constantemente novos talentos, mesmo diante da tendência de marginalizar essas comunidades.
Em vez de condená-las, deveríamos abraçar as pessoas e os espaços que promovem e levam cultura para nossa cidade. Por isso, parabenizo a iniciativa deste evento, pela importância de homenagear um artista como Sabotage. A Câmara Municipal de São Paulo aprovou o PL 294/2023, de minha autoria, que trata da criação da Casa de Cultura de Rimas de Rap e Hip-Hop. É fundamental que consigamos aprovar projetos que proporcionem autonomia às periferias e que assegurem sua presença em espaços como este.
À família do Sabotage e a todos os presentes, sintam-se parabenizados e orgulhosos pela importância que o nome de Sabotage conquistou para o hip-hop e para toda a cultura de São Paulo. Vamos em frente! Muito obrigado a todos. Boa noite. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as palavras ao Vereador João Ananias. Convidamos, agora, para o seu pronunciamento o Vereador Celso Giannazi, Presidente desta sessão solene.
O SR. PRESIDENTE (Celso Giannazi - PSOL) - Quantas falas potentes! Saúdo a Dandara Almeida, jurada do prêmio, que, assim como os demais, deve ter tido um trabalho imenso para selecionar apenas alguns participantes, pois, como já foi dito aqui, todos já são vencedores por enriquecerem o hip-hop, a cultura, e a cidade como um todo.
Saúdo também o Vereador João Ananias, colega de luta na Bancada de Oposição da Câmara Municipal de São Paulo; o Marcelo Cavanha, Coordenador do Núcleo de Hip-Hop da Secretaria Municipal de Cultura, e o Marcello Gugu, vencedor do Prêmio Sabotage 2021 e curador de música do Centro Cultural São Paulo.
Saúdo ainda o Wanderson dos Santos, o Sabotinha, e a Tamires Rocha, filhos de Sabotage, que são frutos de seu legado.
Sou membro titular da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo, onde debatemos temas como os do Prêmio Sabotage. Lá, foi aprovado um projeto de lei, em primeira e segunda votações, que visa tornar o hip-hop patrimônio cultural da cidade de São Paulo. Construído por muitas mãos, inclusive de pessoas do movimento hip-hop, como o Marcio Vidal Marinho, poeta do Cooperifa, um sarau que abre espaço para vozes periféricas, esse projeto, por um equívoco, foi vetado pelo Sr. Prefeito. Porém, com a ajuda de todos vocês, vamos retomar essa luta, que não é apenas importante para São Paulo, mas para tantas outras cidades do Brasil, algumas das quais já conseguiram reconhecer o hip-hop como patrimônio cultural.
Outro desafio que enfrentamos é o de aprimorar esta premiação, criada em 2008, incluindo novas categorias. Como isso requer aprovação por meio de um projeto de lei, desde já convido o meu colega Vereador João Ananias, o coletivo e todos aqui presentes a se unirem a esse movimento em prol do Prêmio Sabotage, seguindo o exemplo de outras premiações concedidas pela Câmara Municipal de São Paulo.
Hoje é um dia de grande importância, e esta noite é um momento especial e marcante para todos nós, especialmente para os coletivos que serão premiados nas quatro categorias do Prêmio Sabotage 2025. Mais do que uma simples celebração, esta premiação carrega o legado de Sabotage: o hip-hop como uma poderosa ferramenta de denúncia contra as opressões e a violência policial que afetam os jovens negros e pobres das periferias de São Paulo. É esse legado que nos inspira a lutar por uma cidade, um estado e um país melhores, e por uma sociedade mais justa.
Esta noite, sairemos daqui com o compromisso de continuar a luta em defesa da periferia e da cultura hip-hop na cidade de São Paulo.
Parabéns a todos os participantes deste prêmio, que, a partir de agora, será formalmente entregue. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Antes de darmos continuidade ao Prêmio Sabotage, eu gostaria de pedir uma salva de palmas para um dos nossos, que passou. Conhecido como Ivo Ice, do grupo Face Negra, atuou nos anos 80 e 90. Um dos primeiros a falar sobre a questão racial e sobre a violência policial. Ele foi embora dia 14 de março, mas também deixa um legado por ter feito parte da primeira posse de São Paulo, que foi o Sindicato Negro. Salve, Ivo Ice! Ivo Ice, presente, hoje, amanhã e sempre.
Bom, a Comissão Julgadora do Prêmio Sabotage, obedecendo ao que dispõe a resolução 2/2008, regulamentada pelos atos 1.282 e 1.288, de 2014, e o regulamento aprovado pela Comissão Extraordinária dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Juventude, recebeu as inscrições nas quatro categorias do prêmio. Assim, após serem elencados os melhores trabalhos pela comissão julgadora, foram selecionados três finalistas de cada categoria. Chegamos a um grande momento. Conheceremos os finalistas e, na sequência, o homenageado ou homenageada de cada categoria, que receberá a Salva de Prata da Câmara Municipal de São Paulo.
Bom, começaremos por aquela categoria que é, tipo, a primeira no mundo. Quem sabe? Dos elementos? Falem. Bom, na categoria Melhor DJ − disk jockey −, o DJ $mokey Dee. O DJ $mokey Dee é produtor, compositor, letrista, músico, DJ, beatboxer e educador cultural, com mais de 30 anos de trajetória no hip-hop nacional. Em 1987, fundou o grupo Doctor MCs ao lado de Mc'A e Dog Jay, tornando-se uma referência do rap brasileiro. Participou de importantes eventos como o Hutúz, no Rio de Janeiro, Planeta Atlântica e Trocando Ideia, em Porto Alegre, além do Maiden Latinoamericano, em Miami, nos Estados Unidos. Com uma discografia sólida, lançou álbuns como Para Quem Quiser Ver, Agora a Casa Cai e Mallokeragem Zona Leste. Além de sua carreira solo, é vocalista do grupo Aftazardem. E atua como professor em curso de DJ para iniciantes. Reconhecido por sua versatilidade, toca diferentes estilos musicais, do jazz à bossa nova, ao dance e ao lounge music.
Segundo: DJ Zeca, que começou a carreira em 2004. Como DJ do grupo Versão Popular, aprimorou sua técnica como DJ com o DJ Meio Kilo, ex-Záfrica Brasil e se profissionalizou na arte dos toca-discos. Com o Versão Popular, participou de shows, entrevistas, palestras, além de lançar o álbum Quem Viu Viu, em 2011, com participação do poeta Sérgio Vaz, e a música O que Tiver que Ser Será, de 2014, que foi sucesso na rádio.
Atualmente, atua como DJ em eventos. É locutor de rádio com passagem pela Mostra Cultural da Periferia, Hip Hop DJ e outros projetos culturais.
Por fim, DJ Itamar iniciou sua trajetória musical, em 1989, tocando em bailes na rua, escolas, eventos com um estilo próprio. É pesquisador e colecionador de vinil, mesclando ritmos como hip-hop, break beat, funk 70, soul, MPB, jazz, R&B. Participou da turnê Latino-Americana de artistas como: Akua Naru, E.M.C., Power Malu, J. Live e J. Rawls, além de colaborar na produção de um documentário sobre hip-hop na América do Sul.
É idealizador do projeto Radiola, referência cultural há 9 anos, e apresentador da Rádio Onda FM 87,5, onde promove o hip-hop e a reeducação musical na periferia.
A Salva de Prata da Categoria 1, Melhor DJ vai para Jefferson Mendes, o DJ $mokey Dee.
O SR. DJ SMOKEY DEE - Ao ver Laroiê Exú. O salve vai para Deus, orixá, seu Zé, todo mundo que me acompanha, minha família, meus parceiros, MCA, Dog J, dizer a importância desse prêmio.
Sabotagem andava conosco, andávamos juntos, tirava uma onda, colava no clube do rap, dava risada junto, certo? Mano que foi cedo. Se ele estivesse aqui, sentasse do lado de cada um de vocês, seria como se ele conhecesse vocês desde criancinha.
Então, fico muito grato. Obrigado a vocês por trazerem até hoje este prêmio, a família Sabotage, a todos vocês que prestigiam, aos jurados, a todos que fortalecem a cultura hip-hop, só tenho a agradecer. Muito obrigado. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Celso Giannazi - PSOL) - Vou convidar a família Sabotage para entregar este prêmio.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Finalistas da Categoria II, Melhor MC:
Chai Odisseiana, nascida em Caieiras e reside em Franco da Rocha desde 1987, tem uma forte ligação com a cultura herdada de sua mãe artesã e seu pai, mestre de capoeira. Sua paixão pelo hip-hop começou aos 12 anos. Em 2008, fundou o grupo de Rap Odisseia das Flores, atuante até hoje. Além de MC, é compositora e colaborou com artistas como Preta Rara e Crônica Mendes.
Crônica Mendes, natural de Candiba e residente em Taboão da Serra, é um rapper, guitarrista, compositor, conhecido por sua mistura de rap com MPB, indie, pop, R&B e outras sonoridades. Com mais de 20 anos de carreira, já fez parte do grupo GOG e é um dos criadores do grupo A Família.
E a terceira, Tuca Lélis, tem mais de 24 anos de carreira. Iniciou no rap em 2000, integrando os grupos Realidade Ativa e Realidade Cruel, lançando álbuns e um DVD ao vivo. Criadora do projeto Gangsta e Poesias. Reconhecida nacionalmente, já dividiu palco com grandes nomes do rap e recebeu prêmios como o 5º Elemento e o Prêmio Carrano.
Na Categoria II, de Melhor MC, a Salva de Prata vai para Chaiane Ezequiel da Silva Mendes, a Chai Odisseiana.
O SR. PRESIDENTE (Celso Giannazi - PSOL) - Convido a Dandara e meu colega João Ananias para fazer a entrega.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
A SRA. CHAIANE EZEQUIEL DA SILVA MENDES - A primeira palavra é gratidão por esse movimento que resgata vidas a todo momento, pela existência, pelo legado do Sabotage, que fez muito parte da minha adolescência, quando conheci essa cultura.
Então, uma das maiores referências para nós, para a Chai, para a Odisseia das Flores. Peço muita saúde, tá ligado meu povo, para a gente continuar nessa resistência, nesse movimento de base que fazemos nos 365 dias do ano, porque a gente transpira a cultura hip-hop, amamos essa cultura. E para mim é muito importante estar aqui, estou emocionada para caramba.
Quero agradecer a minha família, ao meu pai, a minha amiga Jô, meu amigo Cril, Halp. É tanta gente, meu esposo, Isac, que apoia muito a minha caminhada como MC, minha filha Kalifa, a Frente Nacional das Mulheres do Hip-Hop, a vários coletivos que fazem acontecer dentro das periferias, São Mateus em Movimento, Associação Cultural do Véio, Hip-Hop Franco, Zumaluma, Quilombaque, entre tantos e tantos coletivos que propagam, incentivam e valorizam a nossa cultura hip-hop. Quero agradecer às mulheres que fazem parte desse movimento hip-hop, mulheres que estão na linha de frente, que muitas vezes são invisibilizadas.
E eu, estando aqui, estou representando várias, não sou só eu, se estou aqui é porque várias vieram antes. Sharylaine veio antes, Dina Di veio antes, Rose MC veio antes, Shirley Casa Verde veio antes, Cris SNJ veio antes, entre tantas mulheres que fazem acontecer. E isso só falei da Categoria MC, porque as mulheres estão presentes em todos os elementos da cultura hip-hop.
Gratidão, máximo respeito. Eu vim de lá, ela veio de lá. Lá de Franco da Rocha. E para o Sabotage eu deixo essa homenagem: Chegava no apetite, pulava do palco e nós com a mão pro alto só pedindo mais, era um dos rolê que eu não ia de salto. Hoje eu ressalto, eu não fiquei pra trás. Quem viu o Sabota ao vivo no show sabe do que eu falo, escola de flow, discografia, prova o seu legado, pra onde eu vou? Já fui, já voltei e eu sei que eu retorno. O tempo é invasor, resgata as memórias, por favor, imploro. Queremos bom lugar, respeito é pra quem tem. Tem que saber chegar na zona Sul também. Brasil, país da fome, tem esse porém, quem vai buscar pra nós, quero ficar mais zen. O grito sobrevive, Sabotage vive.
Eu vou falar uma palavra, vocês viram, o Sabotage vive comigo. Eu vou falar tipo uma frasezinha e vocês respondem: Sabotage vive, pergunta e resposta, certo? O gueto sobrevive?
- Manifestação do público.
A SRA. CHAIANE EZEQUIEL DA SILVA MENDES - A poesia é livre. O rap aqui revive.
- Manifestação do público.
A SRA. CHAIANE EZEQUIEL DA SILVA MENDES - Desse jeito. Sabotage vive. Gratidão. (Palmas)
Gratidão. Gratidão.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Categoria III - Melhor Artista de Grafite.
Vou apresentar os finalistas da categoria III: Coletivo OPNI: Criado em 1997, na zona Leste de São Paulo, o Grupo OPNI é um coletivo de grafiteiros que usa arte para transformar a periferia e dar voz à cultura afro brasileira, realizou intervenções urbanas no Brasil e no exterior, incluindo projetos nos Estados Unidos e Portugal e um dos seus principais projetos é o Favela Galeria.
Alex Mout: É grafiteiro e produtor, com mais de 20 anos de trajetória. Sua carreira teve início em 2002, quando se apaixonou pela cultura hip-hop. Suas obras incluem fazer murais, sempre com a abordagem que valorizasse a conexão com a comunidade e uso da arte como transformação social. É idealizador do Diademais Arte, projeto fundado em 2012, que já envolveu mais de 600 artistas em eventos, inclusive no Grande ABC Paulista.
Tuka: Aline Ribeiro, também conhecida como Tuka, é uma artista urbana, arte-educadora, produtora. Iniciou no grafite em 2003 e, entre 2006 e 2010, foi responsável por oficinas na Prefeitura de Itapevi. Fundou o projeto Grafitar em 2020 e fundou o Coletivo Gurias em 2022.
Na categoria III, o melhor artista de grafite, o homenageado com a Salva de Prata é Coletivo OPNI.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos o representante do Coletivo OPNI para uma saudação.
O SR. VAL STREET - Salve, salve, salve, terráqueos! Firmeza? Aqui é o grupo OPNI invadindo esse palco. Não temos muita prática de falar, porque somos artistas visuais e geralmente estamos no fundo do palco ou decorando os vinis dos nossos ídolos. Foram tantas vezes que eu vi o Sabotage atrás dos palcos.
Eu faço parte de um coletivo, desde 1997, e é um coletivo de resistência e não só um coletivo, é um sentimento, um sentimento de amor, de união, de família. Quando eu falo do OPNI, eu falo de uma entidade que protege a gente na rua, onde a gente que a gente consegue trocar ideia com traficante, com polícia, com o Poder Público.
E hoje, diante de tudo isso, sendo testemunhas oculares do o hip-hop, tanto pintando no Bronx ou em São Mateus, ou recebendo um prêmio, eu vejo o tanto que evoluímos. Eu, como um garoto tímido que ficava no fundo dos palcos, hoje falando para centenas de pessoas, mas sabendo que o hip-hop tem ainda muito espaço a ganhar.
Recentemente, perdemos um grande aliado, um grande irmão que fazia parte dessa energia, o WGi. Ele foi uma grande referência para mim, como artista, que me incentivou a pintar; como dezenas pessoas que estão aqui, com quem eu já cantei, já me inspirei, tanto pela questão de sentir a autoestima, que é isso que o OPNI procura, e falar sobre as mazelas que estão aí na nossa periferia até hoje. Evoluímos muito.
Junto com o Poder Público, nós precisamos da ajuda, porque os artistas periféricos estão precisando de muitas coisas, porque o que salva cada criança é uma música do Doctor MC’s, é uma música do Racionais, do Consciência Humana, do WGi, porque são culturas positivas. E isso que precisamos fazer: fazer mais as coisas positivas serem a ideia do progresso. A cultura junto com o progresso, compartilhados. Não adianta só eu dar risada quando o outro está chorando. Essa é a energia do OPNI, do hip-hop e do grafite - até porque eu não consigo fazer o grafite sozinho, eu preciso da minha turma.
Gratidão a todas as entidades que olham por nós. Muito obrigado. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Celso Giannazi - PSOL) - Deixa eu chamar os Marcelos - Marcelo Cavanha e Marcello Gugu - para ajudarem a fazer essa entrega.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
O SR. VAL STREET - Pessoal, eu preciso falar uma frase de um cara que eu admiro muito chamado Vitor Pessoa, de uma música dele, que faz parte do berço do samba em São Mateus, que é assim:
“Resistir: educar, ensinar, conduzir
É plantar, reformar, dividir
É com amor construir uma nação”.
Obrigado. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Vamos agora para a quarta categoria, porque o hip-hop tem quatro elementos artísticos.
Anunciamos os finalistas do Melhor Arista de Breaking: B-Girl Angel do Brasil começou a dançar aos três anos e, com 14 anos, se destacou no cenário das danças urbanas. Sua trajetória começou no sapateado. Mais tarde, dedicou-se ao breaking, inspirada por Michael Jackson, Fred Astaire e B-Boy Lilou. Participou de diversos eventos nacionais, e foi a primeira criança finalista do Prêmio Sabotage, promovido pela Câmara Municipal de São Paulo. Conquistou 1º lugar em eventos como a Batalha Final, Quebrada Viva Battle, All Dance Brasil, e se destacou em competições internacionais, colocando o Brasil em 2º lugar no E-FISE Montpellier (2020).
Em 2021, recebeu o Troféu Arte em Movimento e, em 2022, conquistou vitórias como o Breaking Combate e o Breaking Ibira. Participou também do primeiro Campeonato de breaking como esporte, organizado pela CNDD e pelo Comitê Olímpico Brasileiro, subindo ao pódio.
Em 2022 e 2023, venceu novamente o Breaking Combate e competiu no Gymnasiade Mundial. Em 2024, foi Top 8 de b-girls no BC e Top 16 na Red Bull BC One RJ. Angel é patrocinada pela Brasilprev e Bolsa Atleta.
A segunda, B.Girl Grace. Ela iniciou no breaking em 2011, inspirada pelo Red Bull BC One 2005. Em 2013, entrou para a Mistério 2D Crew, marcando presença em campeonatos e eventos. Além de competir, passou a organizar batalhas com sua equipe. Após uma pausa em 2017 para a maternidade, retomou em 2018 no World Bboy Class. Desde 2023, é atleta filiada à CNDD e atua como arte-educadora na ONG Vozes das Periferias. Segue competindo, ministrando aulas e fortalecendo a cena do breaking.
E o B.Boy Eda. Eduardo, conhecido como B.Boy Eda, é um artista do breaking, elemento da cultura hip-hop. Seu primeiro contato com a dança foi em uma igreja, através do grupo DEDPRÓS, que ensinava sobre o breaking e a cultura hip-hop. Desde então, aprofundou-se na arte e fundou, em 2007, a Mistério 2D Crew, uma das referências da cena em Guarulhos. Com mais de 16 anos de trajetória, B.Boy Eda tem um histórico sólido na organização de eventos, competições e workshops, promovendo a cultura hip-hop em diversas frentes. Além de competir e coreografar, atua como arte-educador, levando o breaking para escolas e projetos sociais.
Na Categoria IV, de Melhor Artista de Breaking, a Salva de Prata vai para: Chaya Gabor Rebelo Mazzarelli Galgoul, a B-Girl Angel do Brasil.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Com a palavra, a homenageada.
A SRA. CHAYA GABOR REBELO MAZZARELLI GALGOUL - Oi pessoal. Eu agradeço primeiro a Deus, à minha família, ao meu treinador, e esse prêmio é para fazer ação. Obrigada. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Celso Giannazi - PSOL) - Nós vamos fazer uma entrega coletiva, de todos nós da Mesa.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
- Registro fotográfico.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos todos os integrantes do dispositivo solene e homenageados para a foto oficial.
Quem ganhou o prêmio, vem para fazermos a foto oficial. Para a foto ficar bem bonita, falem assim: cherry line, e dão um sorrisão.
- Registro fotográfico.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Pedimos a todos que retornem aos seus lugares.
E para o encerramento oficial, anunciamos as palavras do Presidente da sessão solene, Vereador Celso Giannazi.
O SR. PRESIDENTE (Celso Giannazi - PSOL) - Bom, pessoal, como nós falamos no início, terminaremos o dia, nesta terça-feira, com a entrega do Prêmio Sabotage, dizendo que hoje foi um dia muito marcante para nós todos, porque iniciamos lá em Brasília com o julgamento do Supremo Tribunal Federal, com a representação da Procuradoria Geral da República contra os golpistas, que tentaram atacar o Estado Democrático de Direito. E para eles, dizemos: Sem Anistia!
- Manifestação do público.
O SR. PRESIDENTE (Celso Giannazi - PSOL) - Então iniciamos o dia com o julgamento, que continua, para ver se vai haver processo ou não. E hoje, aqui, temos essa grande homenagem à cultura da cidade de São Paulo.
Dizer que todos vocês sabem melhor do que eu que a cultura periférica da cidade de São Paulo é muito rica, sua produção é maravilhosa, é muito grande em toda cidade de São Paulo. O que precisa é de recursos públicos, de política pública para que haja espaço para apresentações, que haja espaço para que vocês possam se desenvolver, possam se apresentar. Esse é o papel que temos de fazer na Câmara Municipal para aumentar, por exemplo, o orçamento da cultura. A nossa pauta é trazer 3% do Orçamento para a área da cultura, para que todos possam trazer a cultura que vocês desenvolvem na periferia para a cidade de São Paulo. Isso é importante falar.
Então, eu gostaria muito de agradecer a presença de todas e de todos, agradecer a nossa Mestre de Cerimônias, que tem um nome é até difícil, porque vocês ouviram, ela fala como se fosse um Oscar: o prêmio vai para... Parabéns, obrigado pela participação da Mestre de Cerimônias. Também agradecer aos intérpretes de Libras, aos servidores da Câmara Municipal, à Rede Câmara SP, à assessoria de eventos da Casa, a todos que participaram e proporcionaram este momento, para nós, muito importante; à Dandara, Diretora do Centro cultural, um espaço de luta, de resistência, que representa a cultura da cidade de São Paulo.
Saímos então com esse compromisso com vocês, com todos vocês de que vamos aperfeiçoar. Vereador João Ananias, meu colega Vereador da cidade de São Paulo, é aperfeiçoar junto com vocês o Prêmio Sabotage da cidade de São Paulo, porque para o ano que vem teremos um projeto mais consistente, maior, com mais premiações, com outros tipos de premiações. Então, eu parabenizo novamente os finalistas, os homenageados.
Agradeço a presença de todos, não tenho mais nada a ser tratado.
Declaro encerrada a presente sessão solene.
Viva, viva a cultura! (Palmas)