SECRETARIA GERAL PARLAMENTAR
SECRETARIA DE REGISTRO PARLAMENTAR E REVISÃO - SGP-4
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 15/05/2026
REQUERIMENTOS
VEREADORA AMANDA PASCHOAL (PSOL)
13-00639/2026 - Coautoria do PL 520/2025.
VEREADOR SILVÃO LEITE (UNIÃO)
13-00640/2026 - Coautoria do PL 134/2026.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 18/05/2026
REQUERIMENTOS
VEREADOR SILVÃO LEITE (UNIÃO)
13-00641/2026 - Coautoria do PL 7/2026.
VEREADOR DR. MILTON FERREIRA (PODE)
13-00642/2026 - Coautoria do PL 1064/2025.
VEREADOR PROFESSOR TONINHO VESPOLI (PSOL)
13-00643/2026 - Retirada do PL 391/2026.
VEREADORA AMANDA PASCHOAL (PSOL)
06-00008/2026 - Convocação do Sr. Carlos Augusto Leone Piani, Presidente da Sabesp, para prestar esclarecimentos sobre a responsabilidade e riscos de acidentes, semelhantes ao ocorrido durante obra da Sabesp no bairro do Jaguaré, em São Paulo. [Indeferido]
86ª SESSÃO SOLENE
18/05/2026
- Entrega do Prêmio Líder Comunitário Jorge da Silva, realizada no Salão Nobre, nos termos da Resolução nº 26, de 13 de dezembro de 2023.
127ª SESSÃO ORDINÁRIA
19/05/2026
- Presidência do Sr. Gilberto Nascimento e a da Sra. Renata Falzoni.
- Secretaria do Sr. Senival Moura.
- À hora regimental, com o Sr. Gilberto Nascimento na presidência, feita a chamada, verifica-se haver número legal. Estiveram presentes durante a sessão os Srs. Adrilles Jorge, Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Ana Carolina Oliveira, André Santos, Celso Giannazi, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Dheison Silva, Dr. Milton Ferreira, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Eliseu Gabriel, Ely Teruel, Fabio Riva, Gabriel Abreu, George Hato, Isac Félix, Jair Tatto, Janaina Paschoal, João Ananias, João Jorge, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Major Palumbo, Marcelo Messias, Marina Bragante, Pastora Sandra Alves, Professor Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Ricardo Teixeira, Roberto Tripoli, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Senival Moura, Sidney Cruz, Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez; Os Srs. Carlos Bezerra Jr., Hélio Rodrigues, Nabil Bonduki e Sandra Santana encontram-se em licença.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Há número legal. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Esta é a 127ª Sessão Ordinária, da 19ª Legislatura, convocada para hoje, dia 19 de maio de 2026.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Alessandro Guedes.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, eu gostaria de pedir um minuto de silêncio em razão do falecimento de duas pessoas, sendo uma delas por feminicídio, uma moça que eu conheci na rua da minha mãe, conheço a família dela, a Sra. Fernanda Lúcia Costa da Silva, que infelizmente foi encontrada morta no Parque Ecológico do Tietê, com sinais de violência de feminicídio.
Mulher, mãe, de uma família trabalhadora da periferia, filha da Dona Luci Costa Bonfim, e do Fofão, seu pai, Sr. Luiz; irmã da Flávia, Francineide, da Fabrícia. Deixa o filho Herbert e os demais. Enfim, a Fernanda sumiu e depois de alguns dias foi encontrada morta no Parque Ecológico Tietê, mais um crime de feminicídio muito triste na nossa cidade, Sr. Presidente.
Aproveito e cobro publicamente a votação em segunda do projeto de lei de minha autoria e demais Colegas, que trata do mecanismo para poder proteger as mulheres contra o feminicídio.
Eu queria pedir esse minuto de silêncio em memória da Fernanda. Peço também um minuto de silêncio em memória da Sra. Irene Lopes Garbelini, a dona Irene, de São Mateus, da Paróquia São Mateus Apóstolo, uma lutadora do movimento de saúde daquela região. Foi Conselheira Tutelar no passado, eleita com mais de 20 mil votos. Olhem só como a dona Irene sempre foi muito popular. Uma trabalhadora ainda em dias atuais em programas sociais como CCA e outros programas que a entidade dela tocava. Uma grande perda para o serviço social desta cidade, para o povo de São Mateus, mas deixa um legado através de todo o trabalho que se dedicou a fazer, que tem de servir de ensinamento para nós darmos continuidade a tudo o que ela construiu.
Então, meu minuto de silêncio, Sr. Presidente, em razão do falecimento da Sra. Fernanda e também da dona Irene, por favor.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Então façamos um minuto de silêncio pela vida da Sra. Fernanda e da dona Irene, a pedido do nobre Vereador Alessandro Guedes. E também pelas mulheres vítimas de feminicídio.
- Minuto de silêncio.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Esta Presidência, de ofício, adia o Pequeno Expediente e o Grande Expediente.
Passemos ao Prolongamento do Expediente.
PROLONGAMENTO DO EXPEDIENTE
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Submeto ao Plenário que sejam considerados lidos os papéis, somente dos projetos que constam no rol das proposituras a serem lidas. A votos. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora. (Pausa) Aprovada a leitura.
De ofício, adio os itens remanescentes do Prolongamento do Expediente.
Passemos aos comunicados de liderança.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, o nobre Vereador Rubinho Nunes.
O SR. RUBINHO NUNES (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, eu gostaria apenas de comunicar a V.Exa. e ao Plenário a conclusão dos trabalhos da CPI das Habitações de Interesse Social, realizada na manhã desta terça-feira, na qual foi aprovado o relatório apresentado pelo Vereador Dr. Murillo Lima. Já foi solicitado o encaminhamento à Mesa da Presidência e a todos Srs. Vereadores do conteúdo obtido pelos trabalhos da CPI, especialmente com relação às fraudes realizadas pelas construtoras sobre habitações de interesse social.
Chamam a atenção as fraudes realizadas nas áreas nobres de São Paulo - Vila Nova Conceição, Jardins, Pinheiros. Habitações que deveriam ser destinadas a pessoas de baixa renda acabam sendo comercializadas para investidores, para locação, Airbnb, HIS e pessoas de alta renda.
Constam indiciamentos no relatório, que foi encaminhado ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público e também ao Sr. Prefeito Ricardo Nunes, para que tome conhecimento dos estudos, e, caso entenda necessário, apresente à Câmara ou medidas via decreto que julgar conveniente.
Eu gostaria de parabenizar todos os Srs. Vereadores que compuseram a CPI, os membros da Assessoria Técnica, pelos trabalhos. Foram quase dez meses de trabalho sério, profundo e investigativo, que trouxe um relatório que traz um diagnóstico muito preciso dos problemas e uma política necessária, essencial, mas que, infelizmente, foi malversada pelas construtoras e precisa ser reorganizada para atingir a sua finalidade.
Eu agradeço, Sr. Presidente. E agradeço, mais uma vez, a todos os Srs. Vereadores.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Parabéns, nobre Vereador Rubinho Nunes e demais Srs. Vereadores que participaram da CPI. Realmente não é fácil enfrentar um tema tão árduo como esse, mas fizeram um excelente trabalho, finalizando no dia de hoje.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, o nobre Vereador Silvinho Leite.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Boa tarde a todos e a todas, Sr. Presidente Gilberto Nascimento, nobres Vereadores.
Hoje utilizo este espaço para tratar de um tema que exige atenção permanente do Poder Público e de toda a sociedade, a violência sexual contra crianças e adolescentes. Não podemos continuar admitindo esse número de crianças e menores sendo violentados por 8, 10, 12 pessoas, e nós acharmos normal.
Os números no Brasil seguem alarmantes. Somente em 2024, foram registrados mais de 36 mil denúncias e cerca de 85 mil violações sexuais contra crianças e adolescentes. Os números são trágicos.
- O orador passa a se referir a imagens exibidas na tela de projeção.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Vejam essas imagens chocantes.
É um tema muito difícil de se lidar, mas nós não podemos nos calar e ficarmos invisíveis.
Vejam esta reportagem: a maioria das vítimas são meninas, muitas entre 10 a 14 anos. E o mais grave: grande parte desses casos acontecem dentro do próprio ambiente familiar. O estado de São Paulo lidera o número absoluto de registros no país, com mais de 13 mil vítimas de estupro e estupro de vulnerável registrados em 2023. Isso é inadmissível. Esses dados mostram que proteger as nossas crianças precisa ser prioridade absoluta.
E faço este pronunciamento porque ontem, dia 18 de maio, foi o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. É uma data de conscientização, mobilização e reforço da responsabilidade coletiva na proteção da infância.
Queria aproveitar para falar sobre o Maio Laranja, destacando que participei da Caminhada Silêncio que Grita, promovida pela nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira, realizada no último domingo, na av. Paulista, em São Paulo, para conscientizar sobre essa causa. Por isso, quero destacar e reconhecer o trabalho desenvolvido por esta Casa na proteção desses jovens e crianças e reafirmar que, como Procurador-Adjunto Titular da Criança e do Adolescente, seguirei atuando na defesa dos direitos das nossas crianças, no fortalecimento da rede de proteção e no enfrentamento à violência infantil.
Denuncie! Ensine aos seus filhos, sobrinhos e a todas as crianças que o cercam que os seus corpos não podem ser tocados. Porque, com a família consciente, vamos conseguir pelo menos minimizar a dor dessas violências. Nós temos, sim, de conscientizar as nossas crianças de que o corpo delas não pode ser tocado. Conhecemos a Quênia, que tem um livro muito bacana sobre a conscientização das famílias, trazendo orientações de como ensinar as crianças sobre o que pode e o que não pode ser tocado. Eu acho isso muito importante. Fizemos um convite para recebê-la na semana que vem, para que possa vir falar sobre esse livro.
Queria aproveitar, mudando um pouco de assunto, para registrar que hoje, dia 19 de maio, celebramos o Dia Mundial do Médico de Família e Comunidade. É uma data que reforça a importância dos profissionais que estão na linha de frente do cuidado, da prevenção e da promoção da saúde pública. São profissionais que atuam diretamente tanto nas UBSs, UPAs e hospitais, quanto diretamente nas casas das famílias, acompanhando de perto a realidade da população e levando atendimento, orientação, acolhimento e cuidado humano para quem mais precisa. Meu reconhecimento a todos os médicos de família e da comunidade pelo compromisso, dedicação e cuidado com as famílias e com a vida. Que possamos seguir fortalecendo as políticas públicas de proteção à infância, acolhimento e prevenção à população, além de valorizar os profissionais da saúde que cuidam diariamente da nossa população. Proteger a infância e cuidar das crianças e da sua família é proteger o futuro.
Muito obrigado, Presidente. Muito obrigado a todos. Eu acho que temos de ficar sempre alertas para combater essas situações. Muito obrigado. Bom dia. Deus abençoe a todos.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Obrigado, nobre Vereador Silvinho Leite.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, em nome da Comissão de Educação, Cultura e Esportes, o nobre Vereador Celso Giannazi.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - (Pela ordem) - Boa tarde, Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sras. Vereadoras, público que nos acompanha na Rede Câmara SP.
Sr. Presidente, hoje eu subo à tribuna, com a anuência da minha Presidente da Comissão de Educação, para falar de dois temas muito rapidamente.
Um diz respeito à luta dos servidores públicos do município de São Paulo. Nós tivemos um grande debate nesta Câmara Municipal com o PL nº 354/2026, que trouxe, na verdade, muitas ilegalidades, virando a Lei nº 18.463/2026. E nós ainda estamos discutindo, a discussão não acabou, porque o projeto foi votado, mas estamos discutindo no âmbito judicial, através de uma ação direta de inconstitucionalidade movida pela Bancada do PSOL, porque o projeto trata do desmonte e do ataque ao serviço público. Tanto é verdade que, hoje, um grande número, milhares de servidores públicos, esteve em frente à Prefeitura de São Paulo gritando, em alto e bom som, ao Prefeito Ricardo Nunes que não aceitamos mais esses ataques ao serviço público e à educação pública.
O que tem ocorrido na cidade de São Paulo é escabroso, é lamentável como o Sr. Prefeito tem tratado o serviço público, assim como os ataques à educação. E eles não estão falando apenas da não valorização salarial ou do índice baixo de reajuste, que não recompôs nem a inflação. Estamos falando das condições de trabalho dos profissionais, das professoras, dos professores e do quadro de apoio das nossas escolas, as condições precárias com as quais estão convivendo no dia a dia, condições que estão fazendo com que esses profissionais adoeçam.
Sr. Presidente, nós estamos falando da JEIF que foi retirada, uma redução de 30% dos salários dos professores, os quais adoeceram dentro das escolas. E o Prefeito Ricardo Nunes, como prêmio a esses profissionais, retirou 30% do salário dessas professoras e desses professores.
Estamos falando, Sr. Presidente, de professoras e professores que moram no extremo Leste e têm de atravessar a cidade, demorando quatro horas no transporte público. Vocês que nos acompanham, imaginem o que é passar quatro horas no transporte público, durante três anos. Foi isso que fez o Prefeito Ricardo Nunes, que parece que tem um sadismo, uma vontade de que servidoras e servidores públicos, professoras e professores adoeçam. Porque é isso que vai acontecer.
Estamos falando da revogação do confisco das aposentadorias e pensões no município de São Paulo. As pessoas trabalharam 30, 40 anos, contribuíram a vida toda e ainda têm de contribuir com 14% de seus vencimentos. É sobre isso que estamos falando. É contra isso que estão clamando os milhares de servidores que caminharam, hoje, da Prefeitura até a frente da Câmara Municipal de São Paulo. É uma luta justa e que vai continuar. A greve vai continuar por condições melhores de trabalho.
Sr. Presidente, hoje é dia 19 de maio e estamos a menos de um mês de expirar o prazo de dois concursos públicos importantíssimos na Rede Municipal, o de Professor de Educação Infantil - PEI, e o de Auxiliar Técnico de Educação - ATE. O prazo desses concursos vence no dia 16 de junho. Espero que o Prefeito Ricardo Nunes esteja ouvindo e que as Notas Taquigráficas sejam encaminhadas, Sr. Presidente, a S.Exa.
Estamos vivendo um apagão, um déficit muito grande de profissionais na educação pública da cidade. São mais de mil cargos de PEI e mais de 1.200 cargos de ATE. Tivemos concurso público, que foi aprovado na Câmara Municipal, recurso público foi garantido para esse concurso, as pessoas passaram, mas o Prefeito Ricardo Nunes sentou em cima da convocação dos aprovados, não os convoca, e o prazo está expirando.
As escolas estão necessitando, há um déficit grande, salas sendo juntadas, crianças sendo dispensadas porque a maior cidade da América Latina não tem capacidade de convocar os aprovados no concurso público que a Câmara Municipal autorizou. É de uma incompetência gigantesca o Prefeito Ricardo Nunes não assinar a convocação dos aprovados nos concursos de PEI e de ATE.
Quem está sofrendo com isso, Sr. Presidente, são os bebês, são as crianças, os jovens e adolescentes que estão sem professores nas escolas. Há um número muito grande de crianças com deficiência e não há ATE, nem estagiário. A situação das escolas está um caos. Nunca na história da cidade de São Paulo tivemos um momento tão ruim na educação pública como agora, na gestão do Prefeito Ricardo Nunes, que não convoca os aprovados no concurso público que foi aprovado aqui.
Nós destinamos recurso, Sr. Presidente. V.Exa., que faz discurso em defesa da educação, sabe muito bem disso. Então temos de cobrar do Prefeito Ricardo Nunes a convocação imediata dos aprovados no concurso de PEI e de ATE, porque dia 16 de junho está aí. Não convocar esses aprovados é de uma irresponsabilidade monumental. Isso não vai ficar assim.
Estamos cobrando também, Sr. Presidente, condições estruturais nas nossas escolas. Estamos falando de uma cidade com orçamento de 140 bilhões de reais, então não é possível que a gestão municipal não consiga direcionar recursos públicos para manutenção escolar. Muitas escolas estão caindo aos pedaços.
O Prefeito Ricardo Nunes reduziu o PTRF, a verba que escolas utilizavam para fazer pequenas manutenções. Isso faz com que haja uma deterioração, Vereador Senival Moura, que conhece muito bem as escolas na região Leste. As escolas estão deterioradas e não há repasse do PTRF em quantidade razoável, e compatível com o tamanho e com o orçamento da cidade de São Paulo, para que tenhamos, de fato, professores, profissionais da educação em número suficiente na escola pública e estrutura capaz de atender os nossos alunos, e também resoluções e medidas, pelas quais estamos lutando com o conjunto de servidores, para uma educação pública de qualidade.
Então, Sr. Presidente, gostaria que V.Exa. deferisse o nosso pedido de encaminhamento das Notas Taquigráficas para que o Prefeito Ricardo Nunes tome ciência da necessidade do Convoca Já do concurso de PEI e do concurso de ATE.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Deferida a solicitação. Obrigado, nobre Vereador Celso Giannazi.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, o nobre Vereador Senival Moura.
O SR. SENIVAL MOURA (PT) - (Pela ordem) - Obrigado, Presidente Vereador Gilberto Nascimento, que preside a sessão neste dia.
Eu quero cumprimentar os Pares presentes na Câmara Municipal, aqueles que estão acompanhando outras tarefas nos gabinetes e aqueles que nos acompanham pela Rede Câmara SP, pela leitura do Diário Oficial da Cidade e pelas redes sociais.
Hoje eu trago um assunto muito importante: os problemas recorrentes que a cidade vem enfrentando no que diz respeito ao CadÚnico. Nos últimos tempos, está havendo uma reclamação muito grande.
É uma questão de extrema importância, já debatida na última reunião da Comissão do Idoso, a qual tenho a honra de presidir. Trata-se de uma situação alarmante, que evidencia o descaso da Prefeitura com a gestão do Cadastro Único, o CadÚnico.
Há uma reclamação generalizada quanto à grave defasagem do cadastramento de famílias com renda mensal de até meio salário mínimo. Os dados não mentem e são alarmantes: o número de famílias nessa faixa despencou 36,9%, passando de 1.402.443 em abril de 2023 para apenas 885.216 em março de 2026. Trata-se de uma redução abrupta, que não pode ser atribuída exclusivamente a melhorias socioeconômicas, mas evidencia, sobretudo, uma falha séria e persistente na atualização dos dados. Ainda que haja avanços nas condições de vida da população, é inegável que muitas pessoas ainda dependem desses programas sociais e não podem ser simplesmente apagadas dos registros por ineficiência administrativa. Esse é um dos problemas que está espalhado pela cidade. A reclamação é generalizada. São diversas pessoas. Não é uma, duas ou três. São centenas de pessoas.
É fundamental lembrar que o cadastramento no CadÚnico é de responsabilidade do município e impacta diretamente o acesso a programas essenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Bolsa Família. Ou seja, não se trata apenas de números, mas de pessoas, especialmente idosos, que dependem desses benefícios para sobreviver e estão sendo inviabilizadas pela ineficiência administrativa. Por isso que eu digo: é inaceitável.
Mesmo diante de indicadores sociais que apontam melhorias no cenário nacional, o município de São Paulo caminha na contramão, justamente por não manter seu cadastro atualizado. A taxa de atualização cadastral da cidade é de 86,68%, abaixo da média estadual, que é 87,65% e nacional, que é de 90,2%, ou seja, há uma diferença muito grande.
A cidade de São Paulo tem o terceiro maior orçamento do país, estimado em 137 bilhões para o ano corrente. Há informações de que isso será superado. Por isso, é inaceitável essa situação. E o mais grave: não falta dinheiro.
Nos últimos três anos, o município recebeu mais de 23 milhões anuais do Governo Federal para manutenção e atualização do cadastro. Apenas no primeiro trimestre de 2026, já foram transferidos 6,5 milhões, para a manutenção; não há por que ficar nessa situação. Um aumento de 22,1% em relação ao mesmo período de 2025. Ainda assim, o sistema permanece desatualizado.
Isso escancara um problema de gestão. É inadmissível que, mesmo com recursos disponíveis, a Prefeitura falhe em garantir o básico: o acesso da população mais pobre aos seus direitos. Estamos falando de um descaso que beira a negligência, pois deixa para trás, justamente, quem mais precisa, especialmente nossos idosos.
Tenho essa reclamação constantemente nas reuniões da Comissão do Idoso. Por isso trago essas informações a pedido do movimento, porque é inaceitável isso.
É urgente que a SMADS tome providências imediatas para corrigir essa distorção. Não podemos aceitar que a burocracia e a falta de compromisso continuem excluindo cidadãos de políticas públicas fundamentais.
Muitos só têm isso para sobreviver ou, por vezes, é o que têm para complementar a sua renda e acaba ficando excluído um mês, dois meses, três meses por falta de gestão, por falta de iniciativa da Secretaria de fazer aquilo que é dever de casa.
Trago essas informações, Sr. Presidente, porque presumo ser importante e até para dar uma resposta àqueles que participam da Comissão do Idoso e trouxeram esse problema gritante.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Obrigado, nobre Vereador Senival Moura.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, a nobre Vereadora Amanda Paschoal.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - (Pela ordem) - Obrigada, Sr. Presidente. Venho fazer uso da fala na tribuna pela Comissão de Saúde da Casa para reiterar uma data muito importante, a data de ontem, em que nós tivemos um ato pela luta antimanicomial.
Nós sabemos que essa é uma pauta extremamente negligenciada pela Prefeitura, principalmente com investimento em casas terapêuticas, que são casas com viés religioso e que querem perseguir as pessoas que precisam de atendimento adequado, através do sucateamento dos CAPS.
Eu tentei aprovar na Comissão de Saúde diligências via Comissão aos CAPS da nossa cidade. Não consegui, mas como sou uma Vereadora eleita comprometida com o meu trabalho, com a luta antimanicomial e com os munícipes da nossa cidade, estou fazendo as diligências por conta própria dentro dos CAPS.
E há um CAPS da Vila Prudente que, infelizmente, está há mais de dois anos e seis meses sem psicólogo. Há relatos da própria equipe do CAPS dizendo que há uma pressão para que o CAPS não seja gerido pela administração direta e que seja colocada em prática a terceirização, como tem sido feito em muitos CAPS.
Recebi também, Sr. Presidente denúncia de um dos trabalhadores do CAPS de Itaquera. Diz a legislação que deveríamos ter um CAPS a cada 200 mil habitantes, e nós temos, Nobre Vereadora Janaina, em Itaquera, 600 mil habitantes, para apenas um CAPS.
Gostaria de ressaltar que a luta antimanicomial é extremamente importante e necessária. Não podemos deixar que a história se repita com os absurdos que já aconteceram, como o que aconteceu no Hospital Psiquiátrico de Juqueri, na Colônia de Barbacena, conhecido pela história como o Holocausto Brasileiro.
Quero saudar o trabalho, o legado de Nise da Silveira e dizer que as pessoas que precisam de atendimento para a saúde mental, precisam ter acesso à cidadania, a direitos humanos, à dignidade e ao comprometimento do Poder Público. E o nosso trabalho nesta Casa é para fortalecer o trabalho desenvolvido pelo CAPS para garantir a dignidade, a humanidade de todos aqueles e aquelas que precisam de atendimento psicológico, psiquiátrico. Garantir uma vivência tranquila e próspera dentro da nossa sociedade.
Muito obrigada, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Obrigado, nobre Vereadora Amanda Paschoal.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, a nobre Vereadora Janaina Paschoal.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - (Pela ordem) - Obrigada, Sr. Presidente. Cumprimento V.Exa., todos os Colegas presentes e a assessoria da Casa.
Nós temos acompanhado - fazemos isso sempre no gabinete - todas as publicações do Diário Oficial da Cidade e há muitas de contratos firmados com artistas para a Virada Cultural que se aproxima.
Tem chamado a nossa atenção algumas contratações com artistas cujas músicas são, em sua maioria, recheadas com palavrões pesados, algumas músicas que são verdadeiras marchas ou chamados a matar policiais, músicas que tratam policiais por princípio como criminosos.
Eu não consigo considerar que esses contratos sejam legítimos - não estou falando dos valores, pois não são contratos, quando comparados com outras contratações, de valor elevado, então não estou questionando os valores - mas não consigo conceber que a municipalidade gaste dinheiro público, jogue dinheiro público fora com a contratação de músicas discriminatórias, agressivas e extremamente contrárias a qualquer finalidade educativa e cultural.
Então, eu gostaria de fazer uma crítica pública. Não estou falando de censura, não estou de maneira nenhuma propondo que esses artistas não possam compor essas músicas, que não possam cantar suas músicas. Eu sou absolutamente contrária à censura, mas entendo que entre censurar e gastar dinheiro público há uma distância.
Quero chamar uma reflexão, porque não estamos em um governo do PSOL. Estamos em um governo que se apresentou e se apresenta para a população como Centro-Direita ou, pelo menos, Centro.
Se fosse um governo do PSOL, eu poderia criticar, questionar, mas teria que compreender porque, afinal de contas, é a linha defendida abertamente pelo PSOL. Mas não foi a linha defendida pelo candidato, hoje Sr. Prefeito, Ricardo Nunes.
Eu não tenho nada contra a pessoa do Sr. Secretário de Cultura. É uma pessoa educada e muito gentil, que viria a esta Casa amanhã e o questionaríamos a esse respeito. Mas, pelo que fui informada, foi cancelado esse compromisso. Eu entendo que o Sr. Secretário está muito mais - vamos dizer assim - alinhado com o governo do PSOL do que com o governo que foi anunciado como sendo do Sr. Ricardo Nunes. Então, vamos precisar falar sobre isso.
Veja, V.Exa., que é Líder do Governo: eu questiono nesta Casa o decreto que regulamenta o PROMAC, que é o programa de incentivo à arte e à cultura no município, uma espécie de Lei Rouanet municipal. Nesse decreto, há a previsão de que obras artísticas de natureza religiosa não poderão ser fomentadas pelo dinheiro público.
Quem assina esse decreto? O Sr. Prefeito. Pergunto a V.Exa.: como eu, uma eleitora de Centro-Direita, posso entender - e tenho falado isso reiteradamente - que nós nos matamos para eleger Centro-Direita e, quando a Centro-Direita chega lá, faz política cultural - não raras vezes até educacional, mas cultural principalmente - típica da Esquerda?
E quando questionamos, o argumento que é utilizado é o seguinte: “Não, mas, deixe essa aula com eles, porque aí eles nos dão sossego”.
Não! Se elegemos um candidato ou uma candidata de Centro-Direita é porque queremos mudanças. Todas as publicações do Diário Oficial da Cidade que dizem respeito à Secretaria da Cultura, sem exceção, são de pautas à esquerda da Esquerda. Então venho pedir reflexão.
O meu PDL, que derrubava esse inciso do decreto do Sr. Prefeito que veda peças artísticas, religiosas para fins de fomento, estava pautado para ser aprovado. A Casa Civil me telefonou e me pediu para retirar, porque, espontaneamente, o Governo alteraria o decreto. Isso há mais de mês.
Fui à Casa Civil, debati com os técnicos de lá, da Cultura. Pergunto onde está? Corrigiram o decreto? Não corrigiram. E, para piorar, publicaram um monte de contratos de música que não tenho condição de cantar aqui. Não tenho condição de ler a letra, Sr. Presidente. Posso mostrar a V. Exa., depois, pois tenho tudo printado Não tenho como reproduzir, sob pena de configurar quebra de decoro. V. Exa. entende?
Por isso, venho pedir, encarecidamente, que a Base do Governo - e estou no partido da Base, mas sou uma criatura meio solta no mundo, meio independente - ponha a mão na consciência e nos ajude.
Ou o Sr. Secretário se alinha com o Governo de Centro-Direita - e, desculpe, não tenho nada contra a pessoa de S.Exa. -, ou o Sr. Prefeito retira o Sr. Secretário. Estou pedindo para o Sr. Prefeito trocar o Sr. Secretário da Cultura. Não vejo outra saída.
É isso, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Obrigado, nobre Vereadora Janaina Paschoal.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, a nobre Vereadora Renata Falzoni.
A SRA. RENATA FALZONI (PSB) - (Pela ordem) - Obrigada, Sr. Presidente.
Boa tarde a todos.
Acabo de receber esta matéria publicada no jornal da Fapesp, que é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A matéria é sobre aquilo que já sabemos: que a temperatura na cidade de São Paulo aumenta mais do que a média global.
Quer dizer, sabemos que o mundo inteiro está aquecendo, mas a cidade de São Paulo está, por uma questão de falha nas políticas públicas, aquecendo mais do que o resto do mundo. Então, enquanto a temperatura média global subiu aproximadamente 1,2ºC - e se anunciava que com aumento de 1,5ºC o mundo iria acabar, nós já estamos em 1,2ºC a mais desde 1900. Na capital Paulista, a máxima diária que ocorre em torno das 13h cresceu 2,4ºC.
E, por outro lado, é muito importante vermos que a temperatura mínima diária, que geralmente é registrada às 6h da manhã, teve um incremento de 2,8ºC. Quer dizer, não conseguimos nem esfriar, não conseguimos nem ter uma temperatura mais amena no horário mais frio, pois aumentou mais do que a global da máxima, desde o século 20.
E essas observações foram feitas pelo pesquisador Humberto Ribeiro da Rocha, que é professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas - IAG - USP, num evento dentro da Fapesp, após estudar extremos de calor e água, focado muito na saúde das cidades.
É muito interessante vemos e sabemos disso, mas, na hora em que começamos a estudar, ficamos mais atônitos, porque até pouco tempo atrás existia ainda uma sistemática negativa em cima da Ciência.
Esse mesmo grupo do professor Humberto estudou 70 cidades do estado de São Paulo. Os resultados das análises apontam que, no verão, a temperatura de superfície nas áreas urbanizadas mais críticas da Grande São Paulo atinge até 60ºC, marca típica dos grandes galpões industriais. Olhem só a quantidade de ar-condicionado que tem de ter para você tornar este local de trabalho minimamente possível de um ser humano sobreviver.
Por outro lado, nas áreas mais frias, com maior cobertura vegetal e corpos de água, como lagos, parques e, por aí vai, a temperatura máxima chega ao limite de 25ºC. Estamos falando, neste caso, de uma diferença de 60ºC, onde não tem cobertura, onde é completamente ermo, para 25ºC.
Outras constatações feitas pelo mesmo trabalho - que está para ser publicado - indicam que a temperatura nas áreas urbanas mais quentes da região foi, em média, entre 7 e 12ºC superior às áreas mais frias durante o verão. Portanto, está aquecendo e aquecendo sistematicamente.
E se formos apontar nosso olhar sobre as ilhas de calor, as quais provocam, justamente, essas diferenças de temperatura, verificamos que, na região metropolitana de São Paulo, elas ocorrem nas áreas mais quentes; ou seja, as áreas mais quentes na região de São Paulo, na Grande São Paulo, são exatamente aquelas que têm mais densidade populacional. Mais uma vez, identificamos o que chamamos de racismo ambiental, justamente nas periferias, onde ocorrem as ilhas de calor muito mais quentes e mais insuportáveis de se sobreviver.
E, segundo esse estudo, isso está totalmente atrelado à substituição da vegetação por asfalto, concreto e alvenaria, exatamente os agentes que catapultam o aquecimento. E já sabemos disso, mas, quando é comprovado por estudos, fica mais fácil para insistirmos e fazer mais pressão ainda em cima das políticas públicas.
O pesquisador aponta também que as soluções necessárias são baseadas na natureza. E esse grupo está fazendo, com a iniciativa SampaAdapta, da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, projetos que incluem a população no sentido de dirimir, de modificar essa questão da mudança climática.
E, na realização do nosso trabalho na Subcomissão de Calçadas e Mobilidade a Pé, ficamos sabendo que por meio do telefone 156 não encontramos - e não existe - um caminho para o munícipe pedir replantio de árvores, quando, por exemplo, uma cai, ou é abatida, ou mesmo por qualquer outro motivo. Portanto, precisamos pesquisar essas causas pontuais que façam com que a Prefeitura consiga resolver a questão do saldo negativo de 450 mil árvores que devem ser plantadas em São Paulo, e que nos ajudará muito no combate do aumento da temperatura na cidade.
Temos 450 mil árvores que não temos onde inserir. Essas árvores devem ser plantadas por obrigação de operações urbanas, ou por construtoras ou por uma questão de compensação ambiental. A plantação dessas árvores foi disposta em projetos, mas não se consegue realizar porque não temos onde plantar.
Sendo assim, mais uma vez reforço o interesse que não só o nosso gabinete, mas a cidade de São Paulo tem neste projeto de lei da Vaga Verde que aprovamos. Essa lei precisa ser sancionada e regulamentada na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, pelo que desde já agradeço o apoio. Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Obrigado, nobre Vereadora Renata Falzoni, a quem peço assumir a presidência para que este Vereador possa dirigir-se à tribuna e fazer uso da palavra.
- Assume a presidência a Sra. Renata Falzoni.
A SRA. PRESIDENTE (Renata Falzoni - PSB) - Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, o nobre Vereador e colega Gilberto Nascimento.
O SR. GILBERTO NASCIMENTO (PL) - (Pela ordem) - Obrigado, Sra. Presidente. Mais uma vez é uma honra poder falar em plenário.
Antes de mais nada, queria comentar que a nobre Vereadora Janaina Paschoal me mandou as letras e fico até sem graça de receber esse tipo de letra de uma Vereadora como V.Exa. É um absurdo. Vou organizar-me para, amanhã, falar a respeito especificamente das letras. Vi alguns elementos de incentivo à prostituição, à prostituição infantil e ao crime.
Infelizmente, é isso que aparece em algumas letras de alguns que estão sendo contratados para cantar na cidade de São Paulo; ou seja, estamos reproduzindo uma cultura que, com certeza, lutamos contra na Câmara. Mas queria, no meu tempo, Sra. Presidente, fazer um convite, já que a Vereadora Amanda Paschoal veio aqui falar da luta antimanicomial.
Eu queria dizer a essa Vereadora que existe nesta Casa o PL nº 449/2024, de minha autoria e com outros Vereadores. Mas, infelizmente, em primeira votação, nós tivemos votos contrários do PSOL. E, em virtude dessa fala da Vereadora, tomei a liberdade de falar para explicar novamente esse projeto.
Então, por mais que a nobre Vereadora tenha essa luta antimanicomial, ou seja, lá na frente, para aqueles que têm dificuldade e acabam entrando no mundo das drogas, apresentei, no estado de São Paulo e criei, a pedido do Sr. Governador e com o apoio de todo o Governo do Estado, os Espaços Prevenir.
São locais onde as famílias, antes da quebra de vínculo daquele filho ou filha que começou a utilizar drogas, antes da quebra de vínculo e de ele ir para as ruas, possam ir de modo que o estado e a Prefeitura passam a tomar conta dessa vida, a fim de que possamos trabalhar essas famílias.
Eu costumo dizer que os nossos filhos, quando nascem, não vêm com manual de instruções. E, quando eles fazem alguma coisa da qual discordamos ou que desconhecemos, para nós é mais difícil ainda. Então, o Espaço Prevenir deu certo em várias cidades do estado. Temos um desses espaços nesta cidade. São locais para até 200 famílias, com uma equipe multidisciplinar. E não é aquele perfil de atendimento de mesa e cadeira, não. É um acolhimento a partir de sofá mesmo: é necessário estar fazendo café ali para sentir aquele cheirinho de casa de vó, para receber bem. Por quê? Porque esse espaço é para a mãe, para o pai, para o filho chegar lá e chorar mesmo. Dizer: "Olha, eu não sei como eu agi, eu não sei se eu errei, eu não sei se eu acertei, eu sei que eu tenho esse problema e eu não sei como agir".
Eu dou sempre esse exemplo: se, de repente, meu filho mais velho chega em casa gritando com a mãe, com o olho vermelho, batendo nas irmãs, a minha atitude seria, com certeza, usar da força física e corrigi-lo, como aconteceu comigo lá no passado. Então, eu daria ali uns tapas no meu filho, porque esse é o meu entendimento, e talvez a minha esposa pulasse na frente e falasse: "Não faça isso, porque ele é o mais velho, é o nosso primeiro filho". Então, por que eu dou esse exemplo? Exatamente porque nós não temos a consciência de como agir em situações como essa dentro de casa. E a lógica é: nós temos três players nessa brincadeira: as famílias, o usuário de drogas e o Estado.
Acontece que as famílias ficam ali com o usuário de drogas e não sabem como agir. E aí, quando quebra esse vínculo, a pessoa vai para as ruas e faz muitas outras coisas, infelizmente: roubar, se prostituir ou trabalhar na biqueira. Tudo para conseguir a droga. Então, sim, entra o Estado. A lógica que criamos nesse programa foi trazer o Estado para ajudar essas famílias para não termos a quebra de vínculo.
Eu vou dar um dado aqui. Na época em que eu fiquei na Secretaria, foi feito o atendimento em comunidades terapêuticas e conseguimos que saíssem da cracolândia, que tinha um giro muito grande, uns 3.600 usuários. Não que tenhamos cuidado dos 3.600 e eles saíram das drogas. Muitos dos que recebemos conseguiram tocar a sua vida, ter a sua independência, outros infelizmente voltaram. Mas, dos 3.600, 68% diziam a mesma coisa: "Eu não tenho uma referência de pai". Ou seja, o problema está ali dentro da família, e muitas vezes a pessoa não consegue resolver porque não sabe como resolver ou como agir.
Então, há esse projeto na cidade de São Paulo, o Programa Prevenir, e eu ofereço a coautoria à própria Vereadora Amanda Paschoal, porque estamos falando de antes até mesmo da questão de internação, seja ela compulsória, como eu defendo, ou não, porque estamos tratando isso antes. Eu costumo dizer: não dá para acharmos que vai só ficar tirando a água da sala, no caso, internando as pessoas, cuidando das pessoas. Se não formos na fonte e não fecharmos a torneira ali da cozinha, vão continuar entrando nesse mundo das drogas, infelizmente, e onde são mais ouvidos ou menos ouvidos fica no ambiente familiar. Então, se prepararmos essas famílias cada vez mais, viabilizará a formação de uma família forte e saudável, o que vai nos ajudar nessa guerra contra as drogas.
E ainda, Sra. Presidente, quero apenas trazer duas informações da presidência da Comissão Extraordinária de Apoio ao Desenvolvimento do Turismo, do Lazer, da Gastronomia, da Hospitalidade e dos Eventos. Hoje recebemos o Dr. Luiz Alberto Guerra, Delegado do Deatur, que trouxe várias formas de lidar com golpes e estava nos explicando o número de golpes mais comuns aos turistas, infelizmente.
Então, trouxe também algumas falas sobre cuidado nos aeroportos, nas rodoviárias, em eventos, e principalmente na questão dos celulares. E saímos dali com uma definição de pensarmos e podermos criar uma cartilha. E quero pedir ajuda também aos demais Vereadores para orientarmos - não se trata de uma cartilha alarmante - o setor turístico da cidade, voltada para aquelas pessoas que vêm de fora.
Esse problema, infelizmente, não é uma exclusividade de São Paulo. Vemos vários vídeos dos pickpockets em Roma, o mesmo acontecendo na Espanha. Em qualquer lugar, infelizmente, há pessoas querendo se aproveitar do turista. Então, poderia ser também uma forma de criarmos uma cartilha orientadora e passar isso ao setor de turismo.
E também recebemos Juliana Laurito Summa, coordenadora da gestão de parques, e, claro, fiz algumas cobranças, como em relação àquela área ao lado da minha casa, onde há um parque que está com uma faixa que há muito tempo diz que está em reforma. Até entendo, mas me chamou atenção hoje algo que descobri: ainda demorarão 17 meses para o Sítio Morrinhos ser aberto e entregue novamente para a cidade de São Paulo.
Sabemos que o turismo em parque - foi por isso que trouxemos a Juliana - tem suas características diferentes por causa das diferenças; parques diferentes, procuras específicas. Então, tudo isso foi tratado. Falamos de alguns programas sensacionais, e acho importante os Srs. e as Sras. Vereadoras também saberem a respeito.
Cito o Projeto Vamos Trilhar, que provavelmente a nobre Vereadora Renata Falzoni conhece, em que o pessoal pratica nas trilhas que temos na cidade. Também me chamou muita atenção - e eu já conhecia - o Sampa Saúde em Movimento. Estive no Parque Lions, onde majoritariamente mulheres, inclusive da melhor idade, vão fazer seus exercícios, sendo acompanhadas por professores.
Mas também me chamou muita atenção o programa Vem Passarinhar Sampa - em alguns parques eles fazem essa aproximação -, e a procura maior é de crianças. Então, eu quis falar para os Srs. Vereadores incentivarem isso também.
Mas a nossa principal pergunta foi a questão da segurança, trazida pelo Delegado do Deatur. A principal questão foi a questão de segurança, isto é, o Smart Sampa nas entradas dos parques. Falamos dos dez parques que estão dentro do Plano de Metas e entendemos que as câmeras internas dos parques são de um outro tipo e não necessariamente do modelo do Smart Sampa.
Cobramos também a questão do Wi-Fi e da iluminação, mas o ponto central e nevrálgico que temos que discutir e acompanhar é a licitação desses 46 pontos de venda de alimentação que vão acontecer dentro do parque. Já estive quatro vezes Secretário de Estado, de modo que assinei muitos contratos de muitas entidades e sabemos que nas licitações públicas, infelizmente, ficamos meio engessados.
Então, fica essa fala de alerta, para que a secretaria não venha a errar nesse edital, para que não coloquemos, de uma maneira infeliz, nesses 46 pontos de venda, uma alimentação que não tenha nada a ver com a alimentação saudável dentro desses parques.
Fica aqui esse meu alerta e esse meu pedido. Muito obrigado, Sra. Presidente.
A SRA. PRESIDENTE (Renata Falzoni - PSB) - Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, a nobre Vereadora Dra. Sandra Tadeu.
Agradeço a oportunidade de exercer a presidência. Passo a presidência dos trabalhos ao Sr. Vereador Gilberto Nascimento.
- Assume a presidência o Sr. Gilberto Nascimento.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - (Pela ordem) - Boa tarde a todos e a todas. Boa tarde ao nosso Presidente hoje em exercício, o nobre Vereador Gilberto Nascimento.
O que venho falar de novo é um assunto muito triste: toda semana, a cada cinco horas e alguns minutos, temos uma mulher morta no nosso país. E hoje subo a esta tribuna, novamente com o coração apertado, porque mais uma vez estamos vendo a violência contra a mulher crescer de forma assustadora.
Tivemos acesso aos dados oficiais que mostram que o estado de São Paulo registrou o aumento nos casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026. Em 2025, foram aproximadamente 62, 61. Neste primeiro trimestre, já passamos para 81. E é muito grave. É muito triste saber que mulheres estão sendo assassinadas dentro das suas próprias casas, muitas vezes na frente dos filhos, por pessoas que diziam amá-las.
Eu sinceramente me pergunto: até quando vamos assistir a isso acontecer? Até quando mulheres continuarão sendo mortas simplesmente por serem mulheres? Até quando uma mulher vai precisar perder a vida para que os sinais da violência sejam levados a sério? Porque o feminicídio não começa no assassinato. Ele começa bem antes. Começa na ameaça, na humilhação, na agressão psicológica, no medo, no silêncio. E muitas dessas mulheres já pediram ajuda para alguém, ou até já fizeram um BO, ou algumas até já têm medida protetiva para ter essa segurança.
Mas, infelizmente, os casos aumentam. Foram 86 casos de feminicídio no estado apenas nos três primeiros meses do ano. Outro dado que mostra o quanto as nossas leis ainda falham no combate à violência contra a mulher é o aumento nos casos de descumprimento de medidas protetivas. Foram mais de três mil ocorrências apenas entre janeiro e março deste ano. Muitas mulheres continuam ameaçadas mesmo depois de denunciarem os seus agressores. Isto é gravíssimo.
Nós precisamos parar de tratar esse assunto apenas depois da tragédia. Como médica, eu aprendi que, quando você espera o pior acontecer, muitas vezes já é tarde demais. E eu não posso mais me calar diante disso.
Durante a CPI da Violência Contra a Mulher, que presidi nesta Casa, e também no contato diário com mulheres nos bairros da nossa cidade, eu escuto relatos que nunca mais saem da minha memória. Mulheres destruídas emocionalmente, mulheres abandonadas, mulheres que perderam a esperança, mulheres que estavam praticamente implorando por proteção e, o pior, mulheres que voltaram a conviver com aquele agressor.
Nós precisamos endurecer as leis contra quem agride, ameaça e mata as mulheres. Quem comete esse tipo de crime precisa ter medo de punição, precisa apodrecer na cadeia. Não é possível que uma mulher tenha mais medo de denunciar do que o agressor tenha de ser preso.
Nós precisamos, e é minha opinião, Vereadora Sandra Tadeu, Procuradora Especial da Mulher, de leis mais rígidas, punições mais severas e fiscalização de verdade para quem descumpre medida protetiva. Porque não dá mais para aceitar que uma mulher denuncie hoje e amanhã apareça morta. Eu não aguento mais ver mulheres sofrendo enquanto criminosos riem da nossa cara e das famílias que eles destroem.
Neste momento, quero pedir um minuto de silêncio para que todos nós possamos refletir que, apenas nos primeiros 90 dias de 2026, 86 mulheres tiveram suas histórias interrompidas. Hoje, filhos, mães, pais e famílias inteiras vivem a dor do luto causada pela violência.
Obrigada, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Nobre Vereadora Dra. Sandra Tadeu, como foi observado um minuto de silêncio, vamos solicitar a inclusão do seu pedido nesse registro.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, o nobre Vereador Sidney Cruz.
O SR. SIDNEY CRUZ (MDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, nobre Pares, público na galeria e telespectadores da Rede Câmara SP, primeiramente gostaria de anunciar e dar as boas-vindas a dois estudantes de Medicina da Uninove, os futuros médicos Artur e Giovani.
Eu estava prestando atenção à fala da Dra. Sandra Tadeu e concordo plenamente com que S.Exa. disse em relação ao tratamento que deve ser dado aos autores de feminicídio no nosso país. Infelizmente, os casos aumentam a cada dia.
Também defendo que a prisão desses autores condenados seja cumprida integralmente, sem direito a qualquer benefício, como progressão de pena, saidinhas temporárias ou indultos. Enfim, que a lei seja a mais dura possível.
Além disso, acho que precisamos provocar o Congresso Nacional a promover estudos para avaliar se a divulgação desses casos não vem sendo um dos fatores de aumento desse crime. Como exemplo, nos casos de suicídio, a divulgação é limitada; a mídia não faz esse tipo de cobertura.
Nos casos de feminicídio, vejo alguns programas explorarem o tema 24 horas por dia. E pergunto: será que essa propagação excessiva não contribui para o aumento do número de casos? Será que essas mentes doentias não acabam se conectando e se enxergando nesses agressores e nos casos que vêm acontecendo diariamente?
Quero aproveitar esta oportunidade para deixar claro o meu posicionamento: leis mais severas e cumprimento integral das penas, sem direito a qualquer tipo de benefício. Chega de agressão contra as mulheres.
Repito: entendo que precisamos provocar o Congresso Nacional, porque o tema é de competência nacional. Precisamos mobilizar especialistas para analisar se essa propagação excessiva não está contribuindo para o aumento dos índices de feminicídio no nosso país.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Obrigado, nobre Vereador Sidney Cruz. Parabéns pelas palavras e pelo posicionamento.
Não há mais oradores inscritos para os comunicados de liderança.
Há sobre a mesa requerimento, que será lido.
- É lido o seguinte:
“COMUNICADO DE LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES
Senhor Presidente,
COMUNICO que estarei em licença para tratar de INTERESSES PARTICULARES, por prazo determinado, nos termos do art. 20, inciso IV, da Lei Orgânica do Município de São Paulo, e do art. 112, do inciso IV, do Regimento Interno, a partir de 19/05/2026, pelo período de 1 (um) dia(s).
Declaro estar ciente que:
1) O comunicado de licença só pode ser apresentado antes ou durante o período de licença;
2) O prazo de licença não poderá ser superior a 120 (cento e vinte) dias por Sessão Legislativa, conforme art.20, IV, da L.O.M., e art. 112, § 3º, alínea “b”, do Regimento Interno;
3) Observado o limite do item “2” acima, é facultada a prorrogação de prazo do tempo de licença por meio de um novo pedido, conforme art. 114 do Regimento Interno;
4) É vedada a reassunção antes do término do período de licença, conforme art. 20, IV da L.O.M., e art. 112, § 3º, alínea “d”, do Regimento Interno;
5) O período de licença será com prejuízo da remuneração, conforme art. 20, IV, da L.O.M.
Sala das Sessões, 18 de maio de 2026
Hélio Rodrigues (PT)
Vereador”
O SR. PRESIDENTE (Gilberto Nascimento - PL) - Por acordo de lideranças, esta presidência encerrará a presente sessão.
Convoco os Srs. Vereadores para a próxima sessão ordinária, amanhã, quarta-feira, dia 20 de maio, com a Ordem do Dia a ser publicada.
Relembro aos Srs. Vereadores a convocação de cinco sessões extraordinárias, logo após a sessão ordinária, de amanhã, quarta-feira, dia 20 de maio, todas com a Ordem do Dia a ser publicada.
Estão encerrados os trabalhos.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 19/05/2026
REQUERIMENTOS
VEREADORA KEIT LIMA (PSOL)
13-00644/2026 - Coautoria do PL 965/2025.
VEREADOR HÉLIO RODRIGUES (PT)
13-00645/2026 - Licença para tratar de interesses particulares a partir de 19 de maio de 2026, pelo período de 1 dia.
SESSÕES SOLENES INSTITUCIONAIS REALIZADAS NA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 19ª LEGISLATURA
46ª SESSÃO SOLENE
01/12/2025
A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) - Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Esta é a 46ª Sessão Solene, da 19ª Legislatura, e destina-se à entrega do Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig, nos termos da Resolução n.º 19, de 16 de dezembro de 2021, alterada pela Resolução n.º 12, de 09 de agosto de 2023.
Passo a palavra à Mestre de Cerimônias, para a condução dos trabalhos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras e senhores, boa noite. Sejam todos bem-vindos à Câmara Municipal de São Paulo.
Agradecemos a presença e iniciamos, neste momento, a Sessão Solene para a entrega do Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig, este ano em sua 4ª edição, destinado às mulheres cientistas, médicas e profissionais da saúde que tenham se destacado no setor de pesquisa científica ou no avanço da medicina.
Informo que esta sessão solene está sendo transmitida ao vivo pelo portal da Câmara Municipal de São Paulo, no endereço www.saopaulo.sp.leg.br/transparencia/auditorios-online/auditorio-virtual; pela Rede Câmara SP, canal digital 8.3; e pelos canais da Câmara Municipal de São Paulo no YouTube e no Facebook.
Para compor a mesa e presidir esta sessão solene, convidamos a Vereadora Dra. Sandra Tadeu, autora da Resolução nº 19/2021, que criou a premiação. (Palmas)
Convidamos a todos para se posicionarem respeitosamente para a execução do Hino Nacional Brasileiro.
- Execução do Hino Nacional Brasileiro.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Destacamos e agradecemos a presença das seguintes autoridades e personalidades que se apresentaram na recepção deste cerimonial: Dr. Adriano Falvo, Secretário-Geral do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, e Sra. Vera Salvadori, Assistente Administrativa de Gestão da Secretaria Municipal de Relações Internacionais, representando a Secretária Municipal de Relações Internacionais, Dra. Angela Gandra.
Anunciamos as palavras da Presidente proponente da sessão solene, Vereadora Dra. Sandra Tadeu.
A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) - Boa noite a todos e a todas.
É uma alegria dar início a esta cerimônia da 4ª edição do Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig, um reconhecimento criado para celebrar mulheres que dedicam a sua vida à ciência e à medicina.
Este prêmio nasceu do meu desejo de valorizar trajetórias que unem conhecimento, pesquisa e, principalmente, cuidado e acolhimento.
Escolhemos dar a este prêmio o nome de uma mulher extraordinária: Ruth Sonntag Nussenzweig, uma das maiores imunologistas da história, pesquisadora brilhante e responsável por descobertas que salvaram vidas no mundo inteiro.
Além de sua grandeza científica, Ruth foi uma mulher forte e sensível que abriu caminhos. Estava à frente do seu tempo e inspirou gerações de mulheres na ciência.
Hoje, ao homenagearmos profissionais que seguem essa missão, reconhecemos não apenas títulos, mas vocações. Celebramos mulheres que transformam estudo em cuidado, pesquisa em esperança e trabalho em dignidade para quem mais precisa. Mulheres que, mesmo diante de tantos desafios e da falta da valorização da saúde no nosso país, continuam fazendo a diferença e transformando vidas.
Desde já, parabenizo todas as homenageadas, seus familiares e todas as pessoas que contribuíram para que cada uma chegasse até aqui.
Que tenhamos uma ótima cerimônia.
Muito obrigada pela presença de todos. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Agradecemos as palavras da Vereadora Dra. Sandra Tadeu.
Senhoras e senhores, daremos início, neste momento, à entrega do Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig.
Convidamos a Vereadora Sandra Santana para falar sobre sua indicação.
A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) - Antes, peço aos nobres Pares para que façam o seu discurso em dois, três minutos, no máximo, a fim de que todas tenham a oportunidade de falar. Graças a Deus, estamos aumentando muito o número de homenageadas. Na última edição, foram oito mulheres homenageadas. Hoje, somos 20 Vereadoras, nesta Casa, e estamos com 15 homenageadas. Então, agradeço aos meus nobres Pares e que possamos dar continuação ao nosso Prêmio.
Muito obrigada.
A SRA. SANDRA SANTANA (MDB) - Obrigada, Presidente Dra. Sandra Tadeu. Boa noite a todas e a todos.
Começo agradecendo a Deus por este momento. Eu não tenho dúvida de que esta noite será coroada com homenagens mais do que justas, mas falarei, de forma muito breve, obedecendo à Presidente da nossa solenidade, sobre a minha homenageada, a Sra. Gleuda Simone Teixeira Apolinário, uma mulher que está lá, com o nosso Vice-Governador, à frente de um dos principais programas, em parceria com a Prefeitura Municipal de São Paulo, de combate e erradicação do uso de drogas.
Gleuda é minha amiga próxima há mais de 30 anos. Somos moradoras da Freguesia do Ó. É uma cientista social que se especializou exatamente nessa área da drogadição e vem desenvolvendo um belíssimo trabalho ao longo de toda a sua trajetória. Quando a conheci, há mais de 30 anos, Gleuda já atuava e militava nessa área. Especializou-se, estudou, dedicou-se e esteve, inclusive, trabalhando ao lado de nomes muito importantes nesse setor.
Se hoje conseguimos ver o nosso Centro de São Paulo revitalizado, reorganizado, não é porque as pessoas em situação de drogadição foram escondidas, mas é porque elas foram dignamente encaminhadas para programas, para projetos, para que as suas vidas fossem recuperadas. E Gleuda está à frente desse programa, com o Vice-Governador Felicio Ramuth, desde o primeiro momento. Apesar de não ser médica, é uma mulher que vem fazendo a diferença na área da saúde.
Então, com todo carinho, eu a indico para receber o Prêmio nesta noite. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a nobre Vereadora Sandra Santana e a Professora Gleuda Simone Teixeira Apolinário para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene, para a entrega da homenagem.
Graduada em Ciências Sociais e Sociologia pela Universidade de São Paulo, possui experiência no planejamento, monitoramento, execução de políticas públicas da área social e, principalmente, na política pública sobre drogas, desenvolvimento social, participação social e trabalho, emprego e renda. Corresponsável pela implantação do programa Recomeço - Uma Vida Sem Drogas, com atuação nos eixos de prevenção, tratamento, reinserção social e recuperação, no acesso à justiça, à cidadania e revitalização das Cenas Abertas de Uso de Drogas, do Governo de São Paulo, atuou como Conselheira Titular no Conselho Estadual de Assistência Social, no Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente e no Conselho de Políticas sobre Drogas. Participou do documentário A cracolândia em São Paulo. Atualmente, atua na coordenação da assessoria técnica do Protocolo de Ações Integradas do estado e do município, nas Cenas Abertas de Uso de Drogas, do Governo de São Paulo.
Senhoras e senhores, neste momento, a Vereadora Sandra Santana faz a entrega da homenagem à Professora Gleuda Simone Teixeira Apolinário.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Vamos assistir ao vídeo de agradecimento da homenageada.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. GLEUDA SIMONE TEIXEIRA APOLINÁRIO (Por vídeo) - Quero fazer um agradecimento especial ao Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig, que homenageia as pessoas relacionadas a temas na área da saúde e na área médica.
Eu trabalho na área da política pública sobre drogas, principalmente na questão da recuperação, tratamento e reinserção social das pessoas que fazem uso nocivo e uso abusivo de drogas, no estado de São Paulo.
É uma grande honra receber esta premiação. São quase 30 anos de trabalho nessa área da esfera pública, cuidando e trabalhando nesse processo da recuperação das pessoas dependentes químicas .
Então, eu me sinto muito honrada por este prêmio e agradeço a Câmara Municipal e a nobre Vereadora Sandra Santana que fez a indicação do meu nome.
Obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Convidamos, neste momento, o nobre Vereador Sansão Pereira para falar sobre sua homenageada.
O SR. SANSÃO PEREIRA (REPUBLICANOS) - Boa noite. Que Deus ilumine e abençoe a todos.
Aproveito a oportunidade para cumprimentar a família da minha homenageada, Dra. Letícia: o marido, Dr. Mohamed, Cardiologista - e comunico que, ao término desta homenagem, o Dr.terá que se retirar, pois fará uma cirurgia Mohamed daqui a pouquinho e está sendo aguardado -, as filhas Ma e Lina, os pais Romeu Teles e Cleusa Teles, a irmã Lílian, os sogros Said e Eliana, e a amiga Ana Paula.
É um privilégio, uma honra e um prazer poder homenagear a Dra. Letícia, que reúne uma sólida experiência e dedicação admirável à saúde bucal. Seu trabalho, especialmente nas áreas da Ortodontia e Odontopediatria, é marcado por excelência técnica e por um cuidado humano que acolhe e conforta. É uma profissional que inspira confiança de cada cliente, principalmente, de milhares de crianças. Inclusive, a Dra. Letícia possui aprimoramento em pacientes especiais, pela AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente.
Aproveito a oportunidade para parabenizar as homenageadas e seus respectivos familiares. Parabéns a todas profissionais, a todas as mulheres cientistas, médicas presentes.
Obrigado. Boa noite a todos. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos o nobre Vereador Sansão Pereira e a Mestra Letícia Maria Teles Ghandour, para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene, para a entrega da homenagem.
Mestre Letícia é graduada em Odontologia pela Universidade São Francisco desde 2008 e é mestre em Odontologia pela Universidade Cruzeiro do Sul. É especialista em Ortodontia pelo Centro de Atendimento Ortodôntico da Associação Científica de Ensino, Pesquisa e Extensão, e em Odontopediatria pela Fundação de Odontologia da USP. Possui MBA em Gestão de Clínicas e Hospitais pela Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, e tem experiência na área de Odontologia, com ênfase em Odontopediatria e Ortodontia.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Vamos assistir ao vídeo de agradecimento da homenageada.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. LETÍCIA MARIA TELES GHANDOUR (Por vídeo) - Receber este prêmio é uma grande honra e um momento de profunda gratidão.
Em primeiro lugar, agradeço a Deus pela força, pela luz e por me guiar em cada passo dessa caminhada.
Agradeço aos meus pais, que sempre acreditaram em mim e me ensinaram o valor do esforço e da honestidade. Sem o incentivo de vocês, nada disso seria possível. A minha irmã e ao meu cunhado, pelo apoio constante e pelas palavras de incentivo. A minha sogra e ao meu sogro, pelo carinho e acolhimento que sempre me ofereceram. Ao meu marido, meu companheiro de vida, obrigada por estar ao meu lado em todos os desafios e por me incentivar a seguir em frente e compartilhar comigo cada conquista. As minhas filhas, razão do meu maior orgulho, agradeço por me inspirarem todos os dias a ser melhor. Aos meus amigos Ana Paula, Alessandra, Felipe, Sansão e Helena, que me acompanharam nessa trajetória e que celebram, hoje, comigo este momento. Deixo o meu sincero obrigada.
Um agradecimento especial a minha orientadora, Adriana Lira, que sempre me apresentou o fascinante mundo da ciência e despertou em mim o desejo de investigar, questionar e contribuir para o avanço de uma odontologia melhor. Ao Professor Fausto Mendes, por fazer ciência de uma forma tão ética e brilhante. Acredito profundamente na importância de unir a ciência e a prática clínica. Somente dessa forma podemos promover uma odontologia melhor, mais humana, mais precisa e verdadeiramente transformadora.
E, por fim, gostaria de agradecer a todos os presentes, em especial à Câmara Municipal de São Paulo, que promoveu esta premiação.
Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS − Parabéns pela homenagem.
Convidamos, neste momento, a nobre Vereadora Luna Zarattini para falar sobre sua homenageada.
A SRA. LUNA ZARATTINI (PT) - Boa noite a todos e a todas.
Hoje, neste dia, fazemos mais uma edição do Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig, um prêmio fundamental para esta Casa homenagear a mulheres que ocupam espaços na ciência, que são grandes referências para todas nós.
Desde já, saúdo todas as mulheres que hoje recebem este prêmio e falar rapidamente da minha homenageada. Minha homenageada é uma mulher que inspira muitas outras mulheres, porque ocupou diversos espaços, seja na academia, seja nas políticas públicas, nos espaços governamentais, e é uma mulher de fibra e com muita competência.
Minha homenageada de hoje é a Ana Estela Haddad, que foi professora na Faculdade de Odontologia, foi a primeira mulher a ocupar um cargo como Professora Titular do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria. É uma pessoa que ocupou também espaços como o MEC, onde ajudou muito o programa Prouni, e que hoje está no Ministério da Saúde, também trabalhando em prol da saúde pública, com muita competência e participação.
E, além de tudo, esta homenageada é uma amiga, é alguém que inspira a todas nós, mulheres jovens, que estamos na política. Eu sou uma das mais jovens Vereadoras, e eu tenho certeza de que pessoas como a Ana Estela Haddad nos trouxeram até aqui.
Então estou muito feliz em homenageá-la neste momento: professora, cientista e também gestora de políticas públicas que transformaram o nosso país.
Muito obrigada, Ana Estela Haddad, por nós e por todas. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS − Convidamos a nobre Vereadora Luna Zarattini e a Professora Dra. Ana Estela Haddad, para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene, para a entrega da homenagem.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS − Ana Estela Haddad é Secretária de Informação e Saúde Digital, Cirurgiã Dentista, Professora e Gestora pública. Concluiu sua graduação na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, onde também realizou mestrado e doutorado em Ciências Odontológicas e obteve o título de livre docente.
Em 2003, passou a integrar o corpo docente da mesma faculdade, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Professora Titular do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria. Em 2021, seu nome figurou na lista dos 10 mil cientistas mais relevantes da América, segundo a classificação AD Scientific Index. Tem ampla experiência em gestão pública em saúde e educação e formulação de políticas públicas.
Foi Assessora do Ministro da Educação de 2003 a 2005, tendo sido uma das idealizadoras e participado da implementação do Prouni. Ocupou, no Ministério da Saúde, o cargo de Diretora de Gestão da Educação na Saúde, da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, tendo coordenado a idealização e a implementação de programas e iniciativas como Pro-Saúde, Telessaúde Brasil, Política Nacional de Educação Permanente na Saúde, Programa de Expansão e Regulação das Residências Médica e Multiprofissional em Saúde.
Foi Coordenadora da Política Municipal para o Desenvolvimento Integral da Primeira Infância na cidade de São Paulo, de 2013 a 2016. Representa o Brasil como membro da Rede de Líderes da Primeira Infância, fundada pela atual Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS- Convidamos, neste momento, a nossa homenageada, Professora Dra. Ana Estela Haddad, para um breve pronunciamento, em agradecimento.
A SRA. ANA ESTELA HADDAD - Muito boa noite.
Cumprimento as Exmas. Vereadoras Dra. Sandra Tadeu e Luna Zarattini e todos os presentes. Parabenizo todas as mulheres e congratulo-me com todas as mulheres homenageadas hoje.
Acho que esses momentos são muito importantes para promover esses espaços a fim de que tenhamos, cada vez mais, uma sociedade mais igualitária, que avance na direção do reconhecimento dos méritos e esforços de cada um.
Este é um momento simbólico. Faço um agradecimento muito especial à Vereadora Luna Zarattini, a Vereadora mais jovem da Câmara e a única mulher da Bancada do Partido dos Trabalhadores, e ressalto sua trajetória brilhante até aqui, que certamente continuará. Precisamos muito de mulheres, também, nesses espaços da política, não é, Vereadora Sandra?
Parabéns a todas e muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Convidamos, neste momento, a nobre Vereadora Ely Teruel para falar sobre sua homenageada.
A SRA. ELY TERUEL (MDB) - Muito boa noite a todos. Boa noite, gente. Hoje é um dia de vitória e festa para todas as nossas homenageadas.
Sinto muita alegria e um dever imenso por homenagear esta pessoa maravilhosa.
Quando tive o prazer de conhecer sua história, isso me trouxe algo muito incrível, pois estamos falando de fé, amor e dedicação às pessoas, e é como ser vereador. Ser vereador é sentir a dor das pessoas. E este foi um dos motivos que tocou o meu coração para, neste momento, homenagear a Irmã Cecília.
É uma alegria imensa, Irmã Cecília, recebê-la aqui e entregar este prémio à senhora, uma mulher que une, de forma rara, fé profunda, competência profissional e compromisso com a saúde.
Há mais de 60 anos, ainda jovem, vinda da Freguesia de Alfaiates, do Município de Sabugal, Portugal, Irmã Cecília respondeu ao chamado de Deus e se consagrou totalmente à vida religiosa e ao cuidado de doentes, formando-se em Enfermagem Psiquiátrica e Administração Hospitalar para servir, com excelência, quem mais precisava da sua força.
Em 1972, Irmã Cecília atravessou o oceano e chegou ao Brasil, onde assumiu responsabilidades em diversos centros hospitalares, entre eles, o Centro Integrado em Saúde Nossa Senhora de Fátima, ajudando a construir serviços de saúde mental, que são referências em humanização e qualidade essencial e assistencial.
As Irmãs Hospitaleiras nasceram para evangelizar o mundo da saúde, com foco especial em psiquiatria, saúde mental e deficiência intelectual, valorizando o protagonismo da pessoa e integrando prevenção, tratamento e reabilitação, sempre à luz dos avanços científicos e do respeito absoluto à dignidade humana.
Esse carisma da hospitalidade orienta os votos de pobreza, castidade e obediência de Irmã Cecília, que são vividos com a entrega diária em acolher, escutar e defender a vida em todas as fases das circunstâncias.
Mas a missão não é só das religiosas. A família hospitaleira inclui, também, leigos e leigas que, inspirados pelo bom samaritano, comprometem-se a viver a hospitalidade como estilo de vida, refletindo, rezando e servindo juntos, sendo fermento de hospitalidade no mundo, sobretudo ao lado dos doentes e dos mais fragilizados.
A Irmã Cecília, ao reconhecer essa trajetória, também ajudou no avanço silencioso e poderoso da medicina e da saúde mental no Brasil e na nossa cidade, principalmente, avanço esse que não se dá somente em laboratórios e em novas tecnologias, mas em gestos concretos de cuidado integral, compaixão e ciência a serviço da vida.
O nosso muito obrigada, Irmã Cecília, por dedicar a sua vida fazendo o bem. Que este prêmio seja um sinal de tantos anos. É gratidão de todos nós, de todos aqueles que passaram pelo seu trabalho. É incentivo para que a medicina brasileira continue a se inspirar na sua coragem, na sua fé e na sua hospitalidade, e com esse coração que se dedica diariamente e se transforma em luz na vida de todas as pessoas que, frágeis, procuram tratamento.
Por esse motivo, eu gostaria que vocês dessem uma salva de palmas para a Irmã Cecília da Encarnação Rocha Baltazar, que está aqui com tanta alegria. Precisamos de muito mais mulheres como a senhora na nossa vida. Seja e continue sendo luz na vida de todos.
Meu muito obrigada, Sra. Presidente. Obrigada, gente. Ela merece todo o nosso amor, porque é um trabalho lindo.(Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a nobre Vereadora Ely Teruel e a Irmã Cecília da Encarnação Rocha, para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene, para a entrega da homenagem.
Maria da Encarnação Rocha Baltazar é da Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, com 143 anos de serviços na área da saúde mental. Portuguesa, chegou ao Brasil e se integrou ao grupo de Irmãs e Colaboradores da Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima, que era destinada exclusivamente à assistência de mulheres com problemas psiquiátricos.
Em Portugal, fez dois anos de Enfermagem Psiquiátrica que lhe deram base para juntar, no atendimento aos doentes, o conhecimento técnico e os valores da hospitalidade, sobretudo o respeito, a humanidade e a sensibilidade frente a esses doentes.
Graduou-se em Administração Hospitalar no IPH, Instituto de Pesquisas Hospitalares, em São Paulo. Em Campina Grande do Sul, Paraná, fez parte do Comitê de Ética em Investigação no Hospital Angelina Caron, como representante da comunidade, e atualmente participa do Conselho de Direção da Pastoral da Saúde e do Centro Integrado em Saúde Nossa Senhora de Fátima, em São Paulo.
Senhoras e Senhores, neste momento a nobre Vereadora Ely Teruel faz a entrega da homenagem à Irmã Cecília da Encarnação Rocha.
Vamos assistir ao vídeo de agradecimento da homenageada.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. IRMÃ CECÍLIA DA ENCARNAÇÃO ROCHA - (Por vídeo) - Boa noite a todos.
Agradeço à nobre Vereadora Ely Teruel pela indicação ao prêmio. Na pessoa da nobre Vereadora, agradeço a todas as pessoas que compõem a mesa desta noite. Pertenço à Congregação das Irmãs Hospitaleiras Sagrado Coração de Jesus que, há 143 anos, presta serviços na área de saúde mental, a princípio, para a mulher, e - atualmente - para todos, além da área de dependência química.
Ao longo dessa trajetória toda, da Congregação e minha, o serviço tem sido dedicado àquelas pessoas que são, até hoje, bastante excluídas da sociedade pelo problema mental e também por serem mulheres, não é?
Ao ser indicada para este prêmio, perguntava-me: “Por que eu? Não sou cientista, não fiz grandes coisas pela comunidade”. Aí, fui entendendo aquilo que Jesus dizia, no Evangelho de ontem, que quando fizermos aqui o que devemos fazer, podemos considerar-nos servos úteis. E eu penso que na missão hospitaleira eu posso me considerar assim. Fiz coisas pequenas, mas que talvez se tornaram grandes para a vida das pessoas a quem nós assistimos.
E eu dedico este prêmio sobretudo à Congregação e a todos os colaboradores que no dia a dia nos ajudam a realizar essa missão de acolhida, de compreensão, de se fazer “um” com aqueles que sofrem. E é no dia a dia que essa missão é executada.
Agradeço a todas as pessoas que não puderam estar aqui hoje e a todas que puderam estar para nos homenagear. E isto é só um compromisso para fazermos melhor daqui para frente. Não é na minha idade mais, mas quero deixar essa semente para que sempre o serviço aos doentes mentais leve em consideração o respeito, a acolhida, a dignidade. Boa noite. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Convidamos o Dr. Paulo Ferreira, chefe de gabinete da nobre Vereadora Edir Sales, que a representa neste momento, para falar um pouco sobre a homenageada da nobre Vereadora.
O SR. DR. PAULO FERREIRA - Boa noite a todos e a todas. Hoje é um dia de alegria e de muita satisfação. Represento a nobre Vereadora Edir Sales, nesta importante homenagem, pois S.Exa. é autora de diversas leis a favor da farmácia e do farmacêutico. E, nesta noite importante, a indicada da nobre Vereadora no Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig é a Dra. Luciana Canetto Fernandes, especialista em saúde pública, uma das maiores farmacêuticas do Brasil e que muito honra a categoria feminina, porque também foi eleita Presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. Vai tomar posse no dia 1º de janeiro de 2026.
A Dra. Luciana tem feito um trabalho muito grande a favor do profissional farmacêutico com muita política de saúde pública para o farmacêutico e para a população. Então quero representar a nobre Vereadora Edir Sales, neste ato importante, e todas vocês. Muitos parabéns por este Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig. Obrigado. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos o Dr. Paulo Ferreira e a Dra. Luciana Canetto Fernandes para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene, para a entrega da homenagem.
Dra. Luciana Canetto Fernandes é formada em farmácia, especialista em Gestão Pública pela Universidade Metodista de Piracicaba e em Saúde Pública pela Unicamp. Iniciou sua carreira em uma drogaria, atuando em uma distribuidora.
Foi farmacêutica na Secretaria Municipal de Saúde, onde coordenou o Departamento de Assistência Farmacêutica e foi Diretora do Departamento de Material e Logística. Integrou o grupo técnico de trabalho de Saúde Pública do Conselho Federal de Farmácia, o grupo técnico interdisciplinar da Secretaria Estadual de Saúde e a Comissão de Judicialização do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, além de ter sido Diretora Regional da Seccional de Piracicaba do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo.
É Coordenadora do grupo técnico de trabalho de tecnologias na área farmacêutica do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo e do CASP, o Comitê de Apoio à Saúde Pública, além de ser Secretária-Executiva de Assistência Farmacêutica e Vigilância em Saúde do Município de Piracicaba. É Diretora, Secretária-Geral, Vice-Presidente e Conselheira do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo.
Neste momento, o Dr. Paulo Ferreira faz a entrega da homenagem à Dra. Luciana Canetto Fernandes.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÕNIAS - E vamos assistir ao vídeo de agradecimento da homenageada.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. DRA. LUCIANA CANETTO FERNANDES (Por vídeo) - Senhoras e senhores, autoridades, colegas de profissão, amigos e família, boa noite. Falar sobre nós mesmos nunca é fácil, mas aceitar esse desafio me proporcionou algo precioso: a chance de revisitar minha trajetória, de olhar para trás com carinho e de refletir sobre cada passo que me trouxe até aqui.
E, nessa reflexão, percebi que fui guiada desde o início por minhas convicções mais profundas, a crença inabalável na importância da profissão que escolhi com o coração, a farmácia, a certeza de que o farmacêutico tem um papel essencial na construção de uma sociedade mais saudável, mais justa, mais humana, e a fé no poder transformador do voluntariado que nos conecta e nos fortalece.
Trabalhei como farmacêutica no serviço público por mais de 30 anos, atuando na atenção primária, na coordenação do Departamento de Assistência Farmacêutica e também como Secretária-Executiva da saúde. Atuo como voluntária no CRF de São Paulo há mais de 25 anos, e isso me trouxe a oportunidade de implantar projetos que me trazem muito orgulho. Como coordenadora do CASP, realizei um trabalho estratégico e social significativo para o fortalecimento da assistência farmacêutica no setor público, a capacitação e a qualificação de farmacêuticos, promovendo melhorias concretas nos serviços clínicos oferecidos à população. Coordenei as ações de fiscalização, contribuindo para garantir a atuação ética e legal dos profissionais. Mas quando olho para a minha trajetória, uma palavra ecoa com força no meu coração: gratidão a todas as pessoas que estiveram ao meu lado, que acreditaram no meu trabalho. Cada conquista que celebro hoje carrega um pedaço de vocês. Sem vocês, essa história não teria sido escrita da mesma forma.
E, por fim, manifesto minha mais profunda gratidão por esta homenagem. Ela não é apenas um reconhecimento, é um marco que ficará eternamente gravado na minha história, um capítulo que sempre me fará sentir orgulho, emoção e a certeza de que cada passo valeu a pena. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Convidamos, neste momento, a nobre Vereadora Amanda Vettorazzo para falar sobre sua homenageada.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Boa noite a todos.
Gostaria, primeiro, de parabenizar a Casa por esta premiação tão importante e a nossa Sra. Presidente, nobre Vereadora Dra. Sandra Tadeu, que sempre traz bastante a pauta da mulher, principalmente da Saúde.
Nesta premiação, parabenizo a minha homenageada, médica cardíaca. Sabemos que, infelizmente, doenças vasculares e de transtorno cardíaco são as principais causas de morte no país. Então a sua contribuição, não só para a cidade de São Paulo, mas para o Estado de São Paulo e para todo o Brasil é extremamente importante.
E agora que também está como mestranda na área de Gestão Pública, tenho certeza de que contribuirá não só dentro dos hospitais, mas também em políticas públicas aqui para nós. Muitíssimo obrigada pela sua vida e pela vida de todo mundo. Que Deus os abençoe, porque nossas vidas estão nas mãos e nas mentes de vocês. Muito obrigada à Casa e, principalmente, parabéns à minha homenageada. Que Deus lhe proteja. Parabéns. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a nobre Vereadora Amanda Vettorazzo e a Dra. Cynthia Aparecida da Silva Rocha para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene, para a entrega da homenagem.
A Dra. Cynthia Aparecida da Silva Rocha graduou-se em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, em 2010. É especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e atua na Baixada Santista como arritmologista e eletrofisiologista cardíaca invasiva.
Atualmente, é professora-supervisora da Clínica Médica da Universidade Nove de Julho, em Mauá, e mestranda em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas, ampliando sua atuação nas áreas de Gestão e de Políticas de Saúde.
Senhoras e senhores, neste momento, a nobre Vereadora Amanda Vettorazzo fará a entrega da homenagem à Dra. Cynthia Aparecida da Silva Rocha.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÕNIAS - Vamos assistir, agora, ao vídeo de agradecimento da nossa homenageada.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. DRA. CYNTHIA APARECIDA DA SILVA ROCHA (Por vídeo) - Boa noite. Meu nome é Cynthia, tenho 38 anos, sou médica formada pela Faculdade de Medicina de Santos, especialista em cardiologia, arritmia e eletrofisiologia pelo Instituto do Coração da Faculdade de Ciências Médicas da USP. Depois disso, aventurei-me um pouco na Administração, fiz um MBA em Gestão Hospitalar pela Fundação Getúlio Vargas e, atualmente, sou mestranda também da Fundação Getúlio Vargas em Políticas Públicas. Atuo como eletrofisiologista na Baixada Santista, sou professora universitária de uma faculdade de medicina no ABC Paulista.
Para agradecer esta honraria do Prêmio na Câmara Municipal de São Paulo, primeiro tenho que agradecer, obviamente, aos meus familiares que me colocaram nessa trajetória: aos meus avós, feirantes - minha avó também cozinheira -, que tanto lutaram para manter o melhor para os meus pais. Eles, que acordavam às cinco horas da manhã para trabalhar para proporcionar a melhor educação a mim e ao meu irmão. E, obviamente, ao meu irmão mais velho, que esteve comigo em todos os momentos; Agradeço também à equipe que trabalha comigo em Santos, Dra. Cássia, Dr. Luís Cláudio, por terem me acolhido nessa jornada eletrofisiológica, Muito obrigada, também, à nobre Vereadora Amanda Vettorazzo por este prêmio, por ter me proporcionado esta grande honraria da Câmara. Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns à Dra. Cynthia.
Convidamos neste momento a nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira para fazer um breve pronunciamento sobre sua homenageada.
A SRA. ANA CAROLINA OLIVEIRA (PODE) - Boa noite a todos e à Sra. Presidente. É com muita alegria que indico a pesquisadora e enfermeira Estela Ferreira da Silva para o Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig.
A Sra. Estela desenvolve um trabalho sensível e principalmente muito necessário, dedicando-se a compreender como mães e pais diagnosticados com câncer conseguem dialogar com seus filhos pequenos sobre a doença, um tema delicado, que envolve acolhimento, comunicação e muito cuidado com toda a sua família.
Seu estudo amplia a compreensão sobre o impacto emocional do adoecimento e oferece caminhos para que profissionais da saúde possam apoiar melhor esses pais e essas crianças, é ciência aplicada a uma vida real, com responsabilidade, empatia e compromisso social.
Como Vereadora que atua pela proteção das nossas crianças e pelo fortalecimento das famílias, tenho muito orgulho de reconhecer uma mulher que transforma pesquisa em cuidado e que usa o conhecimento para dar voz a quem vive momentos tão difíceis.
Parabéns, Estela. Esta homenagem é mais do que merecida. Expressa nossa admiração pelo seu trabalho e pela sua contribuição pela saúde. Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira e a Mestra Estela Ferreira da Silva para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene, para a entrega da homenagem.
A professora Estela Ferreira da Silva, graduada em enfermagem pela Universidade Cidade de São Paulo, UNICID, possui especialização em enfermagem e em oncologia na Fundação Antônio Prudente, em São Paulo.
Atuou como enfermeira de educação continuada no Departamento de Ensino do AC Camargo Câncer Center, centro de referência no tratamento, na pesquisa e em reabilitação do câncer, onde contribuiu para o início do programa em enfermagem oncológica, na residência multiprofissional, como tutora e formadora de preceptores da prática em campo, com parceria acadêmica na Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, e no Programa Acolhe Onco, sob a liderança da Professora Dra. Edvane de Domenico. Integra o Grupo de Estudo em Práticas e Educação baseadas em evidências - o GEPB -, Escola Paulista de Enfermagem e Unifesp sob liderança da mesma professora. É mestre em ensino em Ciências da Saúde pelo Programa de Mestrado Profissional - CEDES-Unifesp, com o título “Experiência dos pais ao revelarem o diagnóstico do câncer parental aos filhos”. Desde dezembro de 2024, exerce o cargo de analista pleno de educação continuada no Hospital Beneficência Portuguesa.
Senhoras e senhores, neste momento, a nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira faz a entrega da homenagem à Mestra Estela Ferreira da Silva.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÕNIAS - Vamos assistir ao vídeo de agradecimento da nossa homenageada.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. ESTELA FERREIRA DA SILVA (Por vídeo) - Prezados, neste momento, meu coração transborda de gratidão. Quero, antes de tudo, agradecer a Deus por mais esta oportunidade, aos meus familiares e aos amigos que me apoiam. Em especial, agradeço à nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira pela generosa indicação e reconhecimento da pesquisa que realizamos.
Nossa pesquisa teve por objetivo identificar as principais fontes de preocupações e dificuldades de comunicação entre pais diagnosticados com câncer e seus filhos entre 3 e 12 anos de idade. Os resultados me mostram que os pais, de modo geral, precisam de apoio emocional e de conhecimentos relacionados ao adoecimento pelo câncer e de recursos que os ajudem a conversar com seus filhos de maneira a garantir que a família permaneça unida e funcional durante a jornada do câncer parental. E, para vencer o desafio de realizar a pesquisa, fui orientada pela professora Dra. Edvane de Domenico, da Unifesp, que lidera vários projetos de pesquisa sobre o cuidado do paciente com câncer e que mantém um grupo de pesquisadoras que também colaboram para o sucesso do estudo, como as Dras. Maria das Graças Matsubara, Maria Cristina Mazzaia e Mariangela Soares.
O cuidado da família permeia minha experiência de 28 anos como enfermeira oncologista, que sempre buscou entender e traduzir as dores, os medos e as necessidades, principalmente das crianças com câncer.
Realizar esse trabalho de pesquisa foi muito importante para ampliar o conhecimento sobre como os filhos podem sofrer de forma silenciosa quando um dos pais adoece pelo câncer e como nós, profissionais da saúde, podemos e devemos cuidar da família como um todo.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Convidamos, neste momento, a Senhora Maísa Diniz, chefe de gabinete da nobre Vereadora Marina Bragante, para falar sobre a homenageada da nobre Vereadora.
A SRA. MAÍSA DINIZ - Boa noite à Casa e à Sra. Presidente. Que alegria ver este plenário cheio de mulheres. Eu gostaria, nesta noite, de celebrar a trajetória, em nome da nobre Vereadora Marina Bragante, que não pôde estar aqui conosco hoje, da Dra. Evangelina da Motta Pacheco Alves de Araújo. A Dra. Evangelina mostra como a medicina pode ir muito além do consultório e pode enfrentar efetivamente os grandes desafios do nosso tempo.
A Dra. Evangelina é médica, patologista-clínica e microbiologista formada pela USP. Construiu uma carreira que une ciência, gestão em saúde e defesa do meio ambiente. É fundadora do Instituto Ar e se tornou referência ao conectar à saúde pública a justiça ambiental, trazendo evidências científicas para o centro do debate sobre a qualidade do ar e a proteção da vida.
Vale ressaltar que a qualidade do ar que respiramos hoje é um fator de risco, assim como o tabagismo e a diabetes. Com rigor técnico, força política e um compromisso social profundo, a Dra. Evangelina Araújo representa a nova geração de mulheres que ampliam as fronteiras da medicina e que lideram as respostas às crises ambientais que impactam a saúde de todos nós.
Muito obrigada pelo trabalho, Dra. Evangelina. A senhora é uma grande inspiração para o nosso gabinete, porque acreditamos efetivamente que é a ciência o nascedouro das melhores políticas públicas. Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a Sra. Maísa Diniz e a Dra. Evangelina da Motta Pacheco Alves de Araújo para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene, para a entrega da homenagem.
A Dra. Evangelina da Motta Pacheco Alves de Araújo é doutora em patologia pela Faculdade de Medicina da USP e desenvolveu uma carreira que integra pesquisas científicas de ponta, gestão em saúde e ativismo ambiental. É especialista em Gestão de Sustentabilidade pela Fundação Getúlio Vargas e em Gestão de Políticas em Saúde pelo Ministério da Saúde, o que foi fundamental na aprovação da política nacional de qualidade do ar.
É fundadora do Instituto Ar e criou o movimento Médicos pelo Clima, que mobiliza profissionais de saúde em todo o país para alertar sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde humana e para advogar por políticas públicas mais efetivas. Como pesquisadora, dedica-se a estudos transdisciplinares que investigam as conexões entre saúde humana, poluição atmosférica e degradação ambiental, com destaque para o seu trabalho na Amazônia através do Projeto Respira Amazônia.
Atualmente, é Médica-Chefe da Seção de Microbiologia do Laboratório Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Em nome da nobre Vereadora Marina Bragante, a Sra. Maísa Diniz faz a entrega da homenagem à Dra. Evangelina da Motta Pacheco Alves de Araújo.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÕNIAS - Vamos assistir ao vídeo de agradecimento da nossa homenageada.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. DRA. EVANGELINA DA MOTTA PACHECO ALVES DE ARAÚJO - (Por vídeo) - Olá, eu gostaria muito de agradecer, em primeiro lugar, a minha indicação à querida nobre Vereadora Marina Bragante.
Gostaria também de parabenizar a Casa, na pessoa do Sr. Presidente, nobre Vereador Ricardo Teixeira, e toda a equipe que participou da organização desta premiação. É um grande orgulho, uma grande honra, estar nesta Casa recebendo esta premiação.
Sou Médica Patologista Clínica, trabalho no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e a minha linha de pesquisa é “Os efeitos da poluição do ar e das mudanças climáticas na saúde”.
Eu também trabalho por intervenções na cidade para construção de políticas públicas a partir destas pesquisas. Idealizei e fundei, no Instituto Ar, o Movimento Médicos pelo Clima. E no Instituto Ar, uma Organização Não Governamental, que é basicamente a voz da saúde no debate climático, temos tido muitas conquistas importantes em relação à saúde neste debate no Brasil.
Um dos grandes feitos que, acredito, foi a combinação das minhas pesquisas com políticas públicas, sendo duas delas sancionadas no ano passado, em 2024, foi a primeira política nacional de qualidade do ar, a primeira lei nacional no Brasil, que regula a qualidade do ar, e o Instituto Ar teve uma participação muito importante, uma liderança, desde a escrita do projeto de lei, até toda a tramitação na Câmara de Deputados, e também no Senado, até a sanção no ano passado.
E uma outra grande conquista, que levou 10 anos praticamente, foram discussões no Conselho Nacional do Meio Ambiente para os padrões de qualidade do ar do ponto de vista de segurança da saúde para o Brasil.
Mais uma vez, agradeço à Casa e me sinto muito honrada com a premiação. Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Convidamos a nobre Vereadora Janaina Paschoal para um pronunciamento sobre sua homenageada.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - Hoje é uma noite feminina, então boa noite a todas.
Parabéns a todas as homenageadas. Tenho certeza de que cada Colega escolheu com amor, com carinho, com dedicação, reconhecendo o trabalho de cada uma. Recebam meu abraço.
A minha homenageada é a Dra. Fabiana Oliveira Garcia, aquela médica linda que está ali olhando para todas nós. A Dra. Fabiana é meu sentir, é a representação do feminino, é ginecologista, obstetra e congrega todos os princípios da bioética com muita grandeza, e - acima de tudo - com o princípio da autonomia, porque é uma entusiasta do parto normal, natural, mas entende perfeitamente que cada paciente tem as suas especificidades, sua história. Então ela respeita não só as escolhas das suas pacientes, como também, muito embora tenha suas predileções como médica, entende que a vida e a segurança do bebê e da mamãe estão acima de tudo.
Ela sabe sentar com sua paciente e explicar até onde é o limite de atender aos desejos e pedidos desta e quando o conhecimento técnico tem que falar mais alto, porque nós que nos dedicamos à bioética - e sabemos que saímos daquele movimento vertical do profissional de saúde para com o paciente, estamos no momento quase horizontal -, ainda temos o olhar técnico.
A Dra. Fabiana, além de atuar trazendo tantas vidas ao mundo diariamente, é uma pesquisadora do ato de parir, da amamentação, entusiasta da amamentação, e, acima de tudo, uma mulher que respeita a individualidade das pacientes, inclusive no que concerne à espiritualidade, à escolha religiosa, e todos sabemos o tanto que a espiritualidade, a escolha religiosa e a fé têm papel na cura, na tranquilidade. A Dra. Fabiana é uma expressão do que é um profissional de cuidado.
Então, aqui, fica o meu reconhecimento, minha gratidão, minha admiração a essa mulher incrível que é a Dra. Fabiana Oliveira Garcia e peço uma salva de palmas para ela (Palmas).
Obrigada.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a nobre Vereadora Janaina Paschoal e a Dra. Fabiana Oliveira Garcia para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene, para a entrega da homenagem.
A Dra. Fabiana Oliveira Garcia é formada em medicina pela PUC do Rio Grande do Sul e fez residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital Fêmina, no Grupo Hospitalar Conceição no Rio Grande do Sul.
É especialista em ginecologia-obstetrícia e em endoscopia ginecológica pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e em videohisteroscopia no Hospital Careggi, em Firenze, e em Umberto Primo Università La Sapienza, em Roma. Em sua pós-graduação fez ginecologia endócrina na Lume Aprimoramento.
Integrou a equipe de videohisteroscopia diagnóstica e cirúrgica da Unifesp, de 1997 a 2005, e é a cofundadora do Decoracast, um projeto voltado à divulgação de informações confiáveis e acessíveis sobre a gestação, parto e pós-parto. Atende em consultório privado desde 2003, com enfoque na escuta atenta, respeita as escolhas da paciente e as práticas baseadas em evidência.
Senhoras e senhores, neste momento, a nobre Vereadora Janaina Paschoal faz a entrega da homenagem à Dra. Fabiana Oliveira Garcia.
- Entrega de homenagem, sob aplausos
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Vamos assistir ao vídeo de agradecimento da homenageada.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. FABIANA OLIVEIRA GARCIA (Por vídeo) - É com muita gratidão que recebo o Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig. Uma homenagem que leva o nome de uma mulher que foi uma grande cientista pesquisadora é, para mim, uma responsabilidade, um compromisso reforçado com a ciência, com o cuidado da saúde e, sobretudo, com as mulheres. Agradeço à Vereadora Janaina Paschoal e à Câmara Municipal de São Paulo por esse reconhecimento.
Sou Fabiana Garcia, médica ginecologista e obstetra, especialista em gestação de alto risco e saúde hormonal feminina, formada pela PUC do Rio Grande do Sul, atuando em São Paulo há quase 30 anos. Minha trajetória é marcada por uma incessante busca de conhecimento sobre a saúde da mulher. Toda a minha formação, especialização, pós-graduação, estágios e trabalhos em instituições dentro e fora do país, e as infinitas horas de estudo são dedicados a cuidar, proteger e informar a mulher em duas fases muito importantes e potentes de suas vidas, que são a gestação e o parto e o climatério e a menopausa.
Muitas mulheres lidam com desinformação sobre pré-natal de qualidade, parto respeitoso e sobre seus direitos reprodutivos, e ainda são tratadas com julgamentos, intervenções desnecessárias, pressões, imposições e, em vez de apoio, encontram desconfiança, infantilização e perda de autonomia.
No climatério e na menopausa, o cenário ainda não é melhor. Uma fase marcante, legítima, biológica, mas que ainda é tratada como se fosse sinônimo de perda de valor, de relevância, de lugar, marcada por estigmas e mitos, sem receber o cuidado necessário e não tendo acesso ao que existe de melhor para essa fase. Meu trabalho de formiguinha é cuidar de uma por uma, com suas histórias e suas dores.
Por tudo isso, receber este Prêmio tem um significado enorme para mim. Ele reforça o compromisso que carrego: o de estudar sempre, de cuidar sempre e de lutar para que cada mulher tenha informação, autonomia e dignidade em todas as fases da vida.
Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Neste momento, convidamos a Vereadora Dra. Sandra Tadeu para falar sobre sua homenageada.
A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) - Mais uma vez, boa noite.
Hoje a Casa é nossa. Quantas mulheres fazem história no nosso país, na nossa cidade. É muito importante. Eu fico extremamente feliz com isso.
Pena que minha homenageada não esteja aqui, mas está numa função muito importante. Ela vai fazer a apresentação oral de um trabalho científico em Chicago, acho que hoje ou amanhã. Então boa sorte para ela. Mas hoje está aqui a sua irmã.
Homenagear uma médica muito dedicada, comprometida e apaixonada pelo que faz, como a Dra. Giselle Guedes Netto de Mello é uma honra. A Dra. Giselle de Mello formou-se numa das universidades mais respeitadas deste país, investiu na própria formação, se especializou, dedicou sua trajetória à radiologia clínica. Mas o que realmente define a grandeza de seu trabalho não são os títulos e, sim, seus dias de luta silenciosa na medicina; seu olhar atento às mulheres que confiam sua saúde a ela; a responsabilidade que assume diante de cada vida.
Atuar no diagnóstico do câncer de mama exige muito mais do que técnica e precisão; exige sensibilidade, empatia e coragem; e estar lado a lado de mulheres que vivem medos, esperanças e incertezas, oferecendo orientação, acolhimento e possibilidade concreta de tratamento, de esperança e de dignidade.
É exatamente isso que vemos na atuação da Dra. Giselle de Mello. Cada exame que ela coordena, cada laudo que chancela pode representar o início de uma nova fase de cura e de alívio. A Dra. Giselle Guedes Netto de Mello é a prova de que o amor pela medicina e o compromisso em cuidar das pessoas fazem da nossa profissão algo tão nobre.
A Dra. Giselle tem ajudado muitas mulheres em situação de vulnerabilidade a encontrar apoio, atendimento e tratamento. Esse trabalho tem ultrapassado as fronteiras da nossa cidade. Com esse prêmio, São Paulo reconhece e valoriza o seu trabalho, a sua vocação e o impacto profundo que a Dra. Giselle tem gerado na vida de tantas mulheres.
Desejo que a sua linda história, ainda em construção, inspire outras médicas e outras mulheres a seguirem esse caminho do servir com dedicação, humanidade e amor.
Agradeço à Dra. Giselle por dedicar o seu conhecimento, o seu cuidado e a sua vida à saúde das mulheres e à esperança de quem mais precisa.
Mesmo não podendo estar conosco, quero que ela receba esta homenagem com toda a minha admiração e carinho. Assim que tivermos oportunidade, iremos nos encontrar.
Hoje, representando a Dra. Giselle, temos a sua irmã Cristina Netto. Muito obrigada pela sua presença. Receba todo o nosso carinho.
Esta homenagem é do povo paulistano.
Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - A Dra. Giselle Guedes não pôde comparecer, por isso recebe a homenagem a sua representante, a Sra. Cristina Guedes Netto de Mello.
Convidamos a Vereadora Dra. Sandra Tadeu e a Sra. Cristina Guedes Netto de Mello para se dirigirem à frente e ao centro da mesa para a entrega da homenagem.
A Dra. Giselle Guedes possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo e doutorado em Medicina Radiológica Clínica pela Universidade Federal de São Paulo. Atualmente, é Médica Radiologista na Universidade Federal de São Paulo, Coordenadora Médica do Fleury Medicina e Saúde e Médica Radiologista do Fleury. Tem experiência na área de medicina com ênfase em métodos de imagem na avaliação de doenças da mama, atuando principalmente no câncer de mama.
Senhoras e senhores, neste momento, a Vereadora Dra. Sandra Tadeu fará a entrega da homenagem à doutora Giselle Guedes. Recebe a homenagem a sua irmã, a senhora Cristina Guedes Netto de Mello.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Vamos assistir, neste momento, o vídeo de agradecimento da doutora Giselle.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. GISELLE GUEDES NETTO DE MELLO (Por vídeo) - Eu gostaria de agradecer a indicação ao Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig 2025 pela Câmara dos Vereadores e pela Vereadora Dra. Sandra Tadeu e dizer que o meu trabalho na área da saúde, que envolve tanto inteligência artificial quanto novos métodos, e, principalmente, saúde pública, vem ao encontro a tudo o que o prêmio eventualmente possa desejar.
Então, estou muito lisonjeada e espero que isso estimule outras mulheres e outros homens a se movimentarem em relação à saúde pública e aos avanços da saúde.
Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Anunciamos a homenageada da nobre Vereadora Zoe Martínez, que, por motivos de força maior, não pôde comparecer.
A Dra. Joyce Chacon é economista, pós-graduada em Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde, pelo PROAHSA - Programa de Estudos Avançados em Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde, e pela Fundação Getúlio Vargas - Escola de Administração de Empresas de São Paulo. Participou do projeto para a implantação do Icesp - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, entre 2006 e 2007, foi Diretora de Finanças e Planejamento entre 2008 e 2014 e, há mais de uma década, é a Diretora Executiva do Instituto. Já totaliza quase 20 anos de dedicação ao Icesp.
A homenagem será encaminhada à Dra. Joyce Chacon Fernandes, que, por motivos de força maior, não pôde comparecer.
Vamos assistir ao vídeo com o seu agradecimento.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. JOYCE CHACON FERNANDES (Por vídeo) - Cumprimento a todas e a todos, nobres Vereadores e convidados desta sessão solene realizada na Câmara Municipal de São Paulo.
Quero expressar a imensa honra de estar entre as indicadas, junto a essas mulheres tão especiais homenageadas nessa ocasião, ao Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig, um prêmio que representa a mulher na ciência, na saúde, uma mulher à frente do seu tempo, professora da Universidade de São Paulo, que deixou sua contribuição do Brasil para o mundo.
Quero agradecer imensamente à Vereadora Zoe Martínez, que me indicou, e ao Subprefeito de Pinheiros, Ygor Costa. Como cidadã, sou uma grande admiradora da Vereadora Zoe Martínez, por sua dedicação e empenho com nossa cidade. Muito mais do que isso, é uma jovem mulher que muito me inspira por sua garra e resolubilidade com todos os temas que defende.
Quero aproveitar para parabenizar e agradecer a todos os profissionais do Icesp - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, porque não cheguei aqui sozinha. Eu tive a oportunidade de participar do planejamento do Icesp e, após a sua inauguração, atuar por sete anos como Diretora Financeira e há mais de dez anos como Diretora Executiva. Assim, nos próximos meses, completarei 20 anos de dedicação exclusiva à saúde pública e à busca constante de melhores condições para assistência, ensino e pesquisa em oncologia.
Dessa forma, dedico este honroso prêmio a todas e a todos que acreditam que é possível, neste país, oferecermos uma saúde de qualidade equiparável aos melhores centros do mundo.
Sinto profundamente por não estar presente nessa solenidade, mas meu coração, minha estima e minha eterna gratidão estão com os senhores.
Muito obrigada. Um abraço. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Convidamos a nobre Vereadora Cris Monteiro para um breve pronunciamento sobre sua homenageada.
A SRA. CRIS MONTEIRO (NOVO) - Boa noite a todos e a todas. Na pessoa da Sra. Presidente, Vereadora Dra. Sandra Tadeu, cumprimento todas as minhas colegas Vereadoras e todas as homenageadas. É uma alegria imensa estar na Câmara Municipal para celebrar mulheres que transformam a ciência, a saúde pública e a vida das pessoas, principalmente. Escutei coisas muito incríveis das homenageadas.
Hoje, eu tenho a honra de homenagear a Dra. Luciana Becker, uma querida que conheci, já na Câmara Municipal. A Dra. Luciana Becker é uma médica formada pela Unicamp, infectopediatra e atual Coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus.
A minha relação com o Hospital Infantil Menino Jesus e com a Dra. Luciana começou em 2021, logo no meu primeiro ano de mandato, quando acompanhamos a necessidade de modernizar a estrutura de diagnóstico da unidade. Na época, o hospital contava apenas com um tomógrafo de dois cortes e trabalhamos para viabilizar a chegada de um equipamento com 16 cortes, essencial para ampliar a capacidade de atendimento e garantir exames mais rápidos e precisos para as crianças do SUS.
Entretanto, os equipamentos só ganham sentido quando estão nas mãos certas. Senão, são apenas máquinas. O trabalho da Dra. Luciana se torna decisivo. Ao longo dos últimos anos, pudemos testemunhar seu profissionalismo, sua serenidade e sua enorme responsabilidade em uma área tão sensível e estratégica quanto o controle de infecções hospitalares. A Dra. Luciana representa o melhor do serviço público de saúde: competência técnica, dedicação incansável e compromisso real com as famílias paulistanas.
Este prêmio reconhece não apenas a sua trajetória, Dra. Luciana, mas também a importância da ciência, da pesquisa e do cuidado especializado em pediatria. A saúde pública de qualidade só existe porque há profissionais como a senhora: firmes, éticos, apaixonados pelo que fazem.
Eu também quero deixar os parabéns aos papais da Sra. Luciana, que estão aqui, orgulhosos, presentes, bem como ao esposo e aos seus filhos. Parabéns pela filha maravilhosa, que é a Dra. Luciana. Eu me sinto muito honrada e muito feliz de poder lhe estender essa homenagem.
Um grande beijo. Obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a nobre Vereadora Cris Monteiro e a Dra. Luciana Becker Mau Helman para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene, para a entrega da homenagem.
A Dra. Luciana Becker é médica infectologista pediátrica, formada pela Unicamp, com residência e especializações em pediatria, infectologia pediátrica e infecção em imunodeprimidos pelo Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Coordena o Serviço de Controle de Infecção do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus. Atua como referência em infectologia pediátrica no Hospital Israelita Albert Einstein e no Hospital Vila Nova Star. É mestranda em ciências da saúde pela Santa Casa de São Paulo.
Com sólida atuação em prevenção de infecções, uso racional de antimicrobianos e pesquisa em doenças graves da infância, soma publicações científicas relevantes e dedicação à formação médica. Destacando-se pelo compromisso com a segurança do paciente em inovação e infectologia.
Neste momento, a nobre Vereadora Cris Monteiro faz a entrega da homenagem à Dra. Luciana Becker Mau Helman.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Vamos assistir ao vídeo de agradecimento da homenageada.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. LUCIANA BECKER MAU HELMAN (Por vídeo) - Boa noite a todos. Primeiramente, quero agradecer à Vereadora Cris Monteiro pela indicação para o Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig. Receber esse reconhecimento ao lado de tantas mulheres incríveis é uma honra. Peço licença para contar um pouco da trajetória e do porquê esse Prémio tem um significado tão especial para mim.
Eu, nunca fui aquela pessoa que cresceu dizendo que seria médica. A medicina não chegou para mim como um destino óbvio, mas como uma descoberta, uma compreensão gradual de que, aquilo que realmente me movia, era fazer a diferença na vida das pessoas. E durante muitos anos isso aconteceu de forma mais direta, no cuidado, um a um, na presença clínica, na transformação de uma vida por vez. Mas, a minha trajetória teve um ponto de virada. No início da pandemia, as crianças praticamente não foram acometidas. Eu era infectologista em um hospital de referência e não tinha pacientes para atender. Aquilo me atravessou profundamente e eu me senti convocada a ampliar a minha atuação, a ir além do consultório, buscar outras formas de servir. Foi quando comecei a trabalhar no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus. Participei da luta pela abertura segura das escolas e percebi que podia fazer muito mais pela saúde pública e pela cidade. E esse movimento só foi possível com as parcerias que eu fiz pelo caminho. Foi um amigo que me aproximou da Vereadora Cris Monteiro. Com ela, construímos uma colaboração que resultou na troca do tomógrafo do Menino Jesus, beneficiando centenas de crianças todos os anos. Trabalhando pela saúde pública ao lado da equipe do Menino Jesus e com a parceria da Vereadora, é um privilégio enorme.
Por isso, o Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig tem um sentido tão profundo para mim. Ele não reconhece apenas a trajetória individual, mas tudo o que construímos juntos: ciência, gestão, parceria, cuidado e compromisso público. Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Convidamos a Sra. Edna Viana, representando a nobre Vereadora Pastora Sandra Alves, para falar sobre a homenageada.
A SRA. EDNA VIANA - Boa noite a todos. Parabéns, Sra. Presidente, pela iniciativa. Em nome da nobre Vereadora Pastora Sandra Alves, quero falar sobre a homenageada. Hoje, recebemos uma mulher que honra a saúde pública de São Paulo, Sandra Cristina Ribeiro da Silva.
Em 1999, quando iniciou como Agente Comunitária, ela escolheu servir com o olhar humano, proximidade e dedicação verdadeira. Cresceu na profissão e se tornou referência no cuidado às famílias, especialmente, às gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Na pandemia, Sandra esteve na linha de frente da UBS Jardim Keralux, com incertezas, coragem e sensibilidade, seu trabalho salvou vidas e trouxe esperança a uma comunidade inteira. Quem conviveu com ela sabe: é uma liderança silenciosa, firme e comprometida. O tipo de profissional que sustenta o SUS no seu dia a dia.
Hoje, reconhecemos sua força, competência e empatia. Sandra é exemplo de ética, amor ao próximo e compromisso social.
Que Deus continue te fortalecendo na sua caminhada e que esta homenagem traduza gratidão de todos que foram tocados pelo seu cuidado.
Parabéns a todas homenageadas. Obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a Sra. Edna Viana e a Enfermeira Sandra Cristina Ribeiro da Silva, para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene para a entrega da homenagem.
Sandra Cristina Ribeiro da Silva iniciou sua carreira como Agente Comunitária de Saúde, comprometendo-se a oferecer cuidados preventivos e orientações às famílias, atenta às necessidades da comunidade. Seu trabalho incluiu ações de vigilância epidemiológica com destaque para o combate à dengue, à tuberculose e à promoção de campanhas de vacinação.
Entre 2001 e 2008, atuou como auxiliar de enfermagem com foco no cuidado direto aos pacientes. É especialista em Estratégia de Saúde da Família, realizando trabalhos voltados especialmente para gestantes, crianças, idosos, acamados, hipertensos e diabéticos. Sua atuação ultrapassa o cuidado clínico, promovendo ações educativas e preventivas de grande impacto social.
Durante a pandemia da Covid-19, esteve à frente das ações da UBS Jardim Keralux. Além de sua atuação na linha de frente, compõe a Comissão de Ética do Conselho Regional de Farmácia de Ermelino Matarazzo.
Ao longo dos anos, tem demonstrado capacidade de liderança, gestão de equipes e um forte envolvimento com a população. Receba a homenagem, neste momento, a enfermeira Sandra Cristina Ribeiro da Silva.
- Entrega de homenagem, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS − Vamos assistir ao vídeo de agradecimento da homenageada.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. SANDRA CRISTINA RIBEIRO DA SILVA (Por vídeo) - Meu nome é Sandra Cristina Ribeiro da Silva, sou enfermeira com especialização em Saúde da Família. Atuo na área da saúde desde 1999. É uma grande honra ser indicada para o Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig, uma mulher que é referência na história da ciência e da saúde pública.
Ao longo da minha caminhada, conseguimos transformar a vida das pessoas. Através do cuidado de promoção e prevenção à saúde. Como exemplo temos a vacinação na UBS, no território, palestras, grupo de planejamento familiar para hipertensão, diabéticos, alimentação saudável, prática de exercícios físicos, combate à dengue, à Covid-19, entre outros. Cuidamos de todo o ciclo de vida: criança, adolescente, gestante, adulto e idoso.
Essas ações são essenciais para uma qualidade de vida. Tenho muito orgulho de fazer parte de uma equipe de saúde de estratégia da família, trabalhando ao lado do médico, do técnico e dos agentes comunitários. Agradeço a Deus, à minha família, à Câmara Municipal, e às pastoras: Sandra Alves, Eduarda e Bruna; aos colegas de trabalho do CECCO, onde trabalho atualmente e a todos que fazem parte dessa história.
Essa homenagem representa não uma conquista pessoal, mas um reconhecimento de toda a equipe de enfermagem que luta diariamente.
Muito obrigada por essa oportunidade tão especial. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Convidamos neste momento a nobre Vereadora Sonaira Fernandes para falar umas palavras sobre sua homenageada.
A SRA. SONAIRA FERNANDES (PL) - Boa noite. Que alegria estar em mais uma homenagem, minha amiga Vereadora Sandra Tadeu, para falar e ver tantas mulheres brilhantes serem homenageadas. E hoje eu quero falar da Dra. Taís Rangel Urizzi Sossa, médica pediatra, que tem uma missão muito nobre, importante, que é cuidar não somente dos nossos bebês, mas também das famílias, dos papais, das mamães, principalmente aqueles de primeira viagem, que foi a ocasião em que a conheci.
Dra. Taís ainda tão jovem, talvez nem imagine o tamanho do papel de importância que ela tem, Vereadora Cris, na vida de tantas famílias, de tantos bebês. E olha, Dr. Vinícius, marido da Dra. Taís, em casa, a Dra. Taís é autoridade respeitada. Quando todos os meus diálogos com a minha filha já se esgotaram, eu recorro à santa Taís. E logo encontramos ali o meio termo da situação.
Então, nesta noite, é uma honra para mim homenagear a sua pessoa, porque o seu currículo será lido logo mais, mas tudo que faz é com maestria, dedicação, amor e paciência, que sempre eu vejo.
Que Deus te abençoe e que ainda tão jovem possa alcançar muitos degraus e continuar fazendo esse trabalho brilhante na vida de tantas famílias. Eu tenho certeza de que hoje, não só a medicina, mas os seus pais que estão ali, o seu sogro, a sua sogra, o seu marido e a extensão da sua família estão honrados pela médica brilhante que é.
Que Deus te abençoe e te dê muita saúde.
Muito obrigada. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS − Convidamos a nobre Vereadora Sonaira Fernandes e a Dra. Taís Rangel Urizzi Sossa para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene para a entrega da homenagem.
Taís Urizzi é médica formada pela Universidade de Mogi das Cruzes, especializada em Pediatria pelo Hospital infantil Darcy Vargas, Neonatologia pela escola Paulista de Medicina da Unifesp, pós-graduada em Pediatria Integrativa e Funcional e tem como missão cuidar de bebês, desde o pré-natal até a adolescência, atuando na prevenção de doenças e promoção de saúde.
A saúde plena envolve bem-estar físico, psíquico, emocional, social e equilíbrio entre os sistemas do organismo. E é nesse contexto que a Dra. Taís atua com empatia e ciência, ajudando muitos pais a descomplicar a maternidade, indo em busca do potencial máximo de saúde de toda a família.
Receberá a homenagem a Dra. Taís Rangel Urizzi Sossa.
Vamos assistir, neste momento, ao seu vídeo de agradecimento.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. TAÍS RANGEL URIZZI SOSSA (Por vídeo) - Sou a Dra. Taís Urizzi. Gostaria de agradecer profundamente o recebimento deste prêmio. Obrigada, Vereadora Sonaira Fernandes, por este reconhecimento.
Durante toda a minha carreira, venho exercendo a medicina baseada em evidências, com muita técnica, mas é algo que vai muito além disso. É aquela medicina feita com amor, com olhar atento ao próximo e, quando recebemos um reconhecimento desses, sabemos que estamos no caminho certo.
O sentimento que fica é o de gratidão.
Obrigada a todos os envolvidos. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Neste momento, convidamos a nobre Vereadora Amanda Paschoal para falar um pouco sobre sua homenageada.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - Boa noite a todas. Saúdo a Presidente da sessão solene de entrega deste prêmio, fundamental para o reconhecimento das mulheres.
Nós sabemos quão poderosa é a ferramenta de transformação que as mulheres promovem no mundo. E a minha homenageada é uma pessoa muito especial: Viviane Vergueiro, uma grande pesquisadora e ativista trans, cuja atuação tem pavimentado caminhos. Seu trabalho é parte fundamental do pavimento que me permite estar aqui e que permite às pessoas trans e travestis do nosso país terem o mínimo básico de cidadania e dignidade.
A escolha de Viviane Vergueiro para o Prêmio Ruth Sonntag Nussenzweig é, antes de tudo, um ato de profunda emoção e reconhecimento para o nosso mandato. Viviane não é apenas uma pesquisadora; ela é um ícone de resistência, uma amiga admirável, cuja trajetória de vida se confunde com a própria luta por dignidade e por uma ciência mais justa.
Nós a acolhemos porque, com sua escrita e seu ativismo, transformou a dor e a vivência trans em uma teoria de ponta, que desnuda as estruturas de poder. Sua crítica contundente à patologização e à normatividade da cisgeneridade não é apenas um debate acadêmico. É uma ferramenta essencial que contribui diretamente para a saúde pública, para a construção de um Sistema Único de Saúde mais ético e humano, de uma universidade mais inclusiva e também transfeminista, e de um campo jurídico menos patologizante.
Honrar Viviane é, portanto, reconhecer que a ciência mais revolucionária está na boca e nas mãos de quem tem a coragem de transformar a própria existência em um manifesto de conhecimento, abrindo caminhos para que todas nós possamos, finalmente, ter voz e produzir a nossa própria história.
Travestis vivas na ciência, celebradas, reconhecidas e respeitadas.
É por isso que estamos aqui e nos referenciamos umas nas outras. Este é um ato de reparação histórica e um agradecimento emocionante a uma das maiores influentes pensadoras do movimento social trans brasileiro.
Viviane, muito obrigada. Reconhecer o seu trabalho é reconhecer que a nossa vivência pode produzir teoria, e não apenas dados sobre a violência contra nossas vidas.
Muito obrigada. Um bom prêmio e parabéns a todas. (Palmas)
MESTRE DE CERIMONIAS - Convidamos a nobre Vereadora Amanda Paschoal e a Sra. Viviane Vergueiro Simakawa para se dirigirem à frente e ao centro da mesa solene para a entrega da homenagem.
Viviane é pesquisadora e ativista transfeminista, atualmente oficial de programas do Fundo Internacional Trans, uma financiadora de movimentos sociais liderados por pessoas trans. É mestra em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia e economista pela Universidade Estadual de Campinas.
Sua atuação está focada nas áreas de gênero, sexualidade e feminismo, particularmente em seus vínculos com o Núcleo de Pesquisa e Extensão em Culturas, Gêneros e Sexualidades e com o Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher. Realizou contribuições relevantes para o fortalecimento dos estudos trans no contexto brasileiro, para a defesa de políticas afirmativas voltadas a pessoas trans, travestis e não binárias, e para a despatologização das identidades de gênero não cisgêneras aos conceitos de cisgeneridade e de identidade de gênero e a autoetnografia como metodologia interdisciplinar.
Recebe a homenagem a Sra. Viviane Vergueiro Simakawa.
Assista agora ao seu vídeo de agradecimento.
- Apresentação de vídeo.
A SRA. VIVIANE VERGUEIRO SIMAKAWA (Por vídeo) - Sou Viviane Vergueiro. Sou mestra em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia e também economista.
Quero agradecer de coração à Vereadora Amanda Paschoal e à Deputada Federal Erika Hilton por essa nomeação e oportunidade tão singular de ser reconhecida como uma das pessoas trans, travestis e não binárias, que tem tentado fazer contribuições no contexto acadêmico.
Com essa nomeação, não poderia deixar de lembrar de várias pessoas que me inspiraram nessa trajetória, que me precederam: a Leilane Assumpção, a Fran Demétrio, o João W. Nery, a Dra. Keila Simpson, a Dra. Jaqueline Gomes de Jesus e a Indianarae Siqueira. Foram pessoas que me afetaram neste trajeto.
E é um prêmio que, nesse sentido, me faz sentir parte e convocada por uma comunidade. É a partir daí que quero mencionar três aspectos que celebram essa premiação recebida, mas também reconhecem alguns desafios que ainda existem para que essas comunidades trans e travestis possam existir na academia.
Então, acho que o primeiro ponto é justamente isso: o reconhecimento de que se trata de uma população historicamente marginalizada e, no contexto da saúde, patologizada pelas ciências da saúde como um todo.
Então, ter feito parte da Associação Brasileira Profissional para a Saúde Integral de Pessoas Travestis, Transexuais e Intersexo, a ABRASITTI, foi um passo muito importante nessa minha caminhada, inclusive para críticas presentes às Resoluções do Conselho Federal de Medicina, CFM, e às limitações do Ministério da Saúde no acolhimento dessa população.
Segundo, acredito que a interdisciplinaridade é uma outra questão fundamental para pensarmos perspectivas decoloniais, contracoloniais, no contexto acadêmico e por uma ciência comprometida com princípios éticos, epistêmicos e políticos.
E, por fim, entendo o conhecimento como esse lugar, enquanto fizer necessariamente coletivo. Então, celebro os espaços que me acolheram como o Núcleo de Pesquisa e Extensão em Culturas, Gêneros e Sexualidades, NuCuS, da Universidade Federal da Bahia; o Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher, NEIM, da mesma universidade; e a Paideia Editorial, como alguns desses espaços que me viabilizam hoje celebrar com vocês esta nomeação.
Então, muito obrigada e fico muito feliz de ser parte deste grupo tão potente de pessoas premiadas hoje.(Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Parabéns pela homenagem.
Convidamos as homenageadas e as Vereadoras a se juntarem aos integrantes da mesa para foto oficial.
- Registro fotográfico.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Uma salva de palmas a todas as homenageadas.
Pedimos que retornem aos seus lugares para darmos prosseguimento ao encerramento da sessão.
Para encerrar esta noite tão bonita, esta homenagem tão especial, convidamos a todos para o coquetel que será servido ao lado deste plenário. Para finalizarmos, anunciamos as palavras finais da Presidente da sessão solene, a nobre Vereadora Dra. Sandra Tadeu. A palavra é sua, Vereadora.
A SRA. PRESIDENTE (Dra. Sandra Tadeu - PL) - Boa noite, agradeço a presença de todos e todas aqui.
Eu espero que estejam tão felizes quanto eu, por ter conhecido novas mulheres com tanta história para aprendermos e admirarmos.
Não havendo mais nada a ser tratado, declaro encerrada a presente sessão solene.
Muito obrigada pela presença de todos.