ATA da 288º Reunião Plenária Ordinária do CADES
Data: 08/07/2026
Duração: 01 horas 42 minutos e 27 segundos
Local: Híbrida: Secretaria do Verde e Meio Ambiente - Sala Térreo
Plataforma Microsoft Teams
EXPEDIENTE
1. Aprovação da Ata da 287º Reunião Plenária Ordinária do CADES;
2. Apresentação e deliberação do “Parecer da Comissão Especial de Mudanças Climáticas” pelo Presidente da Comissão Especial Alessandro Luiz Oliveira Azzoni.
PARTICIPANTES:
Mesa Diretora:
- Daniel Teixeira de Lima - Secretário Adjunto
- Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora CGC/CADES
- Rute Cremonini de Melo - Secretária Executiva
Assessores:
- Neusa Pires - Assessora
- Sérgio Eduardo Hatsumura Hanasiro - Assessor
- Alexandre José Alves - Assessor
Apresentadores(as):
- Alessandro Luiz Oliveira Azzoni - Associação Comercial de São Paulo - ACSP
- Lígia Pinheiro de Jesus - CPA
Interpretes - SMPED
Conselheiros(as):
- Mário Luiz de Camargo Filho
- Marco Antonio Santos Romano
- Eduardo Murakami da Silva
- Aline Araújo da Silva
- Guilherme Iseri de Brito
- Nicolas Xavier de Carvalho
- Douglas de Paula D' Amaro
- Cleuber José de Carvalho
- Patrício Gomes Moreira
- Claudio de Campos
- Gabriela Pinheiro Lima Chabbouh
- Roselia Mikie Ikeda
- Lígia Pinheiro de Jesus
- Anita de Souza Correia Martins
- Christiane da França Correia
- Juliano Ribeiro Formigoni
- João Cesar Megale Filho
- Gilson Gonçalves Guimarães
- Flavia Cristina de Campos
- Camila Lima Mansur da Cunha
- Marco Antônio Lacava
- Estela Macedo Alves
- Carlos Alberto de Moraes Borges
- Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
- Luis Villaça Meyer Filho
- José Ramos de Carvalho
- Ana Maria Rodrigues
- Maria do Carmo Ferreira Lotfi
- Delaine Guimarães Romano
- Cleide Neves do Nascimento
- Celina Cambraia Fernandes Sardão
- Suzana Guinsberg Saldanha
- Flavio Luis Jardim Vital
- José Reinaldo Brígido
Participantes Externo:
- Danilo Augusto da Silva - SECLIMA
- Alessandro Bender - SECLIMA
- Helia Maria Santa Barbara Pereira - SVMA/CPA
- Magali Antônia Batista - SMS
- Fabíola Lago - CADES Butantã
Transcrição Automatizada
Daniel Teixeira de Lima - Secretário Adjunto e Presidente
Bom dia a todos Conselheiros e Conselheiras e demais presentes. Na qualidade de Presidente da mesa, eu Secretário da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente dou início à 288ª (Ducentésima octogésima oitava) Reunião Plenária Ordinária do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Cidade de São Paulo - CADES, convocada nos termos do artigo 7º do Regimento Interno (Resolução nº 140/CADES/2011), que se realiza na data de hoje, dia 8 de julho de 2026, quarta-feira, às dez horas e catorze minutos, de forma híbrida, presencial e online, na sala de reuniões neste prédio e também online, no andar térreo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente situado na Rua do Paraíso, três oito sete. Ééé, quero aqui agradecer a presença de todos. Quero aqui, em nome do nosso prefeito Ricardo Nunes e do nosso secretário Wanderlei, agradecer a presença. Agradecer também à Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, que disponibilizou pra gente aí pessoas com intérprete de Libras. E, é, passo aqui a palavra à nossa secretária executiva, a Liliane Arruda.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Obrigada, Daniel. Só corrigindo que hoje não temos a, a Secretaria Municipal de Pessoa com Deficiência, é, devido eles não responderam ao nosso e-mail, tá? Então hoje nós não temos hoje o apoio com a pessoa com deficiência aqui na nossa reunião da, tando online aqui conosco. É... Bom dia a todos os conselheiros e conselheiras aqui presentes e também no presencial. Quero agradecer inicialmente quem estão aqui conosco. E dessa forma passamos então para o primeiro ponto do expediente: aprovação da ata da ducentésima Octogésima sétima reunião plenária ordinária do CADES municipal. Colocamos em votação. Aprovada a ducentésima Octogésima Sétima reunião plenária ordinária do CADES. Passando agora para o segundo ponto do expediente: apresentação da prestação de contas da utilização dos recursos do Fundo Especial do Meio Ambiente, FEMA 2025. Ééé, seria pela nossa chefe de gabinete, Tamires Carla de Oliveira, e ela nos solicitou que seja feito no dia 22 de julho, às dez horas. Ou, então colocaria isso para os nossos conselheiros, tá? Ou ficaria também para a próxima reunião, pro dia, para agosto 12 de agosto. Então fica aqui no, a nosso critério pra gente tá resolvendo isso hoje, é, a pedido dela, devido às agendas que ela tá com acúmulo de agenda hoje. Então ela pediu pra tá trocando a data de hoje pro dia 22/07, às dez horas, quarta-feira, ou na reunião normal mesmo da, é, ordinária do dia 12/08. Flávio, por favor.
Flavio Luis Jardim Vital
Bom dia, Liliane. Bom dia a todos.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Bom dia, Flávio.
Flavio Luis Jardim Vital
Será que é possível a gente receber o material pra aprovação antes da reunião?
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Eu posso solicitar pro gabinete.
Flavio Luis Jardim Vital
Obrigado, aí dá tempo de análise. Obrigado.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Tá, obrigada, eu posso solicitar. Então podemos deixar então pro dia 22 de julho, todos os conselheiros estão aprovado a uma reunião online pro dia 22.Carlos Alberto?
Carlos Alberto de Moraes Borges
Eu na-- do dia quinze ao dia 22 eu estarei viajando. Pra mim seria melhor se fosse na reina ordinária, mas eu acompanho a maioria, eu acompanho a, a maioria, naturalmente.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Ok. Cláudio, por favor. É, eu também prefiro que seja no dia 12/08. Ótimo. Considero melhor. A Maria de Fátima também tá dando joia aqui de dia 12/08. O Douglas também. Doutor Lacava também. Aqui presencialmente também, tudo dia 12/08 também. Então ficará então no dia 12/08, na reunião, é, ordinária pra apresentação então da, do FEMA, tá bom? Obrigada a todos pela compreensão pra nossa chefe de gabinete, Tamires Oliveira. Passamos então para o terceiro ponto do expediente: a apresentação do parecer da Comissão Especial de Mudanças Climáticas pelo nosso presidente, doutor Alessandro Azzoni, e pela nossa coordenadora, que é a Lígia Pinheiro, da CPA, que tomaram a frente, que estava à frente da presidência, né, Azzoni, aos doze meses, junto com o seu José Ramos, que também já foi, né, seu José Ramos, presidente aí da comissão. E agradecer também aqui ao, a toda a comitiva aqui da SECLIMA, o Danilo, a, o Alessandro Bender, que também - faz parte dessa comissão e aos conselheiros aqui do CADES municipal também, que faz parte dessa comissão. E diante desses grandes estudo que eles fizeram, das tratativas, das reuniões quinzenais que estamos aqui junto, hoje está saindo o relatório pra ser apresentado ao CADES municipal com grande êxito, com grande alegria, né, Lígia? A Lígia tá muito feliz aqui comigo e pra gente também dar continuidade a essa comissão após a apresentação deles, nós vamos dar continuidade, tá, seu José Ramos, que nem seu José Ramos solicitou, a Azzoni solicitou, a Lígia também solicitou, porque nós temos ainda algumas ajuste pra dar, né? Então eu passo a palavra primeiro ao doutor Azzoni, depois à Lígia, por gentileza. Obrigada, estão presencialmente conosco.
Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Bom dia a todos presentes. Prazer enorme tá aqui com vocês. Foi um prazer muito grande fazer parte dessa comissão especial na função de presidente. Hã, foram doze meses, eu assumi já com ela em andamento. Eu assumi logo em seguida que os trabalhos já tinham sido iniciados pelo José Ramos, que ele já tinha feito uma coleta de dados muito importante. Nós definimos uma pauta que nós vamos apresentar pra vocês. As mudanças climáticas são importantes hoje no contexto
Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Até um tempo atrás, as mudanças climáticas simplesmente eram assuntos de academia. Hoje, já se tornam políticas públicas, inclusive até, é, algumas perspectivas das empresas, como elas vão atuar. E nós estamos sofrendo muito esses impactos, tanto que a gente tá tendo ondas de calor, na Europa, é, pressões atmosféricas entrando pela região Sul, já estamos falando em momentos de grande frio na região Sul e, ao mesmo tempo, estiagem muito grande. Então é um tema que realmente nos fez debruçar, é, numa, tentando, é, colocar recomendações aplicáveis pra cidade de São Paulo, levando em consideração o que a cidade já tinha e o que nós podíamos incorporar. É, tivemos uma participação muito importante da SECLIMA, o Alessandro foi muito importante nesse sentido, de a gente, é, poder condensar essas propostas. Agora eu passo pra Lígia, pra que ela faça a, o início da, apresentação e depois eu concluo com as recomendações.
Lígia Pinheiro de Jesus
Bom dia.
Daniel Teixeira de Lima - Secretário Adjunto
Lígia, só um minutinho. Desculpa.
Lígia Pinheiro de Jesus
Presente.
Daniel Teixeira de Lima - Secretário Adjunto
Lígia, rapidinho, ó.
Lígia Pinheiro de Jesus
As pessoas também que tão online. Há, eu tô aqui com o parecer, eu vou compartilhar a tela. E aí, eu não sei, o Daniel tá com a mão levantada?
Daniel Teixeira de Lima - Secretário Adjunto
Isso, eu só queria rapidinho, tá Lígia?
Lígia Pinheiro de Jesus
Não tamo te escutando.
Daniel Teixeira de Lima - Secretário Adjunto
Oi, não estão me escutando?
Lígia Pinheiro de Jesus
Agora, sim.
Daniel Teixeira de Lima -Secretário Adjunto
Tá. É, eu só queria pedir licença a todos aqui. É, eu tô no meio de uma reunião aqui, é, aqui na sala e eu gostaria aqui de pedir licença a todos pra me retirar e desejar uma ótima reunião a todos. A, Lili vai tá fazendo a condução, nos colocamos à disposição de todos, né, e tenha um excelente dia a todos.
Lígia Pinheiro de Jesus
Obrigada, Daniel. Bom, dando sequência aqui. Bem, eu vou compartilhar a tela, então não vou ver mais as, as mãos levantadas. E a ideia são os... tá bom, mas se alguém quiser parar aí, falar. Bom, todos estão vendo a minha tela? Não sei se eu habilitei a participação. Sim? Tá. Então vou aumentar só um pouquinho, só um segundinho. Então aqui é a, a capa do parecer. A ideia é a gente mostrar um pouquinho, mostrar um pouquinho a estrutura do parecer. Aumentar um pouquinho?
Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Tá bom.
Lígia Pinheiro de Jesus
Cada um com um computador, o meu é do dia a dia, né? É que aqui ó, fica aparecendo "admitir pessoas" e o Zoom tá bem aqui atrás. Só um minuto. Aqui, tá vendo? Aqui, melhorou? Tá bom. Bom, é, então eu vou apresentar aqui, né, na posição de relatora, é, durante esses doze meses, nessa comissão especial. Então, esse é um parecer que é fruto do trabalho desses doze meses dessa comissão, que teve duas fases, né, no meio desse período, teve uma transição, hã, dos conselheiros do CADES, e aí teve uma nova-- uma atualização da portaria que instituiu essa comissão especial de mudanças climáticas. Então, o parecer, ele é um relatório, hã, de vinte e seis páginas e ele conta, hã, o processo todo, né? Então tem uma introdução que vai trazer a justificativa, toda a contextualização de por que foi criada essa comissão. Hã, depois, é, sistematiza o contexto aí, é, todo o processo de trabalho nesses doze meses e, por fim, hã, traz as recomendações, hã, é, feitas aí pela comissão especial e também a lista dos membros que compuseram essa comissão e todo-- uma lista de anexos dos textos, dos links, de tudo que essa discussão, essa comissão discutiu ao longo desses meses. Eu não vou ler o parecer como um todo, ele foi disponibilizado, mas eu vou mostrar um pouquinho a estrutura dele e ler a introdução, que eu acho que é importante pra fazer essa contextualização. Então aqui, né, tem a, a introdução, processo de trabalho da comissão. Melhor? Fica melhor? Opa! Fica melhor? Agora sim? Então tá. Então... ó, aqui, o sumário. Então esse parecer ele é composto aqui por uma introdução, depois um processo de trabalho da comissão, que é o, a grande parte. Aí tem uma parte especial que foi um momento, é, bastante importante dentro da comissão, que foi uma reunião extraordinária com a professora doutora Thelma Krug, na reunião do CADES, e que a partir disso também a gente, né, ela trouxe muitos elementos pra gente conseguir sistematizar, é, esse trabalho aqui no relatório. Hã, e por fim, as recomendações da comissão especial, que aí depois eu vou passar pro Azzoni fazer, é, a leitura. Então vou ler a introdução, que é breve, né. "Então esse relatório tem por objetivo apresentar ao Conselho Municipal do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, CADES, o parecer da Comissão Especial de Mudanças Climáticas, instituído pela Resolução CADES número dois oito sete de 2025 e reorganizada pela Resolução CADES dois nove oito de 2025", que é quando tem, né, a mudança dos conselheiros e a atualização, portanto, do, hã, dos membros que, hã, compuseram essa comissão A finalidade dessa comissão é analisar, debater e propor recomendações voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas no município de São Paulo, servindo como base propositiva para a política ambiental do município. De acordo com o regimento interno do CADES, uma comissão especial tem por objetivo o estudo de temas específicos e de relevância ambiental pro município, de caráter temporário, no propósito de subsidiar as decisões do plenário com pareceres técnicos fundamentados. A comissão é constituída por um colegiado multidisciplinar, composto por conselheiros do CADES, representantes de órgãos públicos, de instituições privadas e acadêmicas, de entidades e setores da sociedade civil e técnicos especialistas convidados. Esse parecer é o resultado do diálogo ocorrido ao longo de doze meses, por meio de reuniões presenciais e virtuais devidamente gravadas, cuja participação e quórum podem ser verificados nas respectivas atas das reuniões arquivadas na Secretaria do Conselho. De forma geral, a criação da Comissão Especial de Mudanças Climáticas foi motivada pela preocupação dos conselheiros com os incêndios florestais ocorridos durante o período de estiagem de 2024, né. Teve uma reunião que tratou especificamente disso, que foi quando, é, se suscitou a criação desse conselho, é, dessa comissão, desculpa. Então, durante, é, a estiagem de 24 e posteriormente, pelo oportuno contexto de realização da COP 30 no Brasil, em novembro de 25. É, então, parte desse contexto, né, da estiagem de 24 e por conta da COP 30, depois essa comissão focou em olhar pros resultados do que foi debatido na COP 30. Voltando aqui pra leitura. Além da descrição do contexto de criação da Comissão Especial de Mudanças Climáticas aqui apresentada, este parecer descreve o processo de trabalho da Comissão, que contou com a realização de onze reuniões, hã, dez ordinárias e uma reunião extraordinária, nas quais foram discutidas a transversalidade das mudanças climáticas, a função da Comissão, seus objetivos e o objeto central de trabalho. No propósito de contribuir nas discussões e elaboração do parecer, também foram registradas as contribuições enviadas por escrito por alguns dos seus membros. Por fim, com base nas apresentações e discussões realizadas, incluindo a apresentação sobre os resultados e perspectivas da COP 30, feita pela doutora Telma Krug, na reunião de março de 26 do CADES, foram elaboradas as recomendações da Comissão ao plenário CADES, né. Então, hoje, que estamos fazendo. É, bom, então aqui passando pra dar conhecimento da estrutura, né, do parecer. Então a gente começa com, com o processo de trabalho da Comissão, fala da formação, fala mais profundamente um pouquinho de qual foi o contexto, é, que foi essa reunião de 24, que tratou, é, dos incêndios. Aí fala do arcabouço normativo. Então a fase um, cinco reuniões, quatro reuniões, que foi, é, essa primeira resolução, que depois-- bom, aqui tem um quadro síntese das reuniões, né, as reuniões ordinárias, extraordinárias, tiveram diversas participações externas, é, com temas, né, que a, que os membros foram definindo como temas importantes pra serem debatidos, até que se encontrasse um objeto, é, central pra ser trabalhado, né. Então, a primeira fase acho que tem bastante essa, esse caráter, né? Ó, se discutiu bastante qual que era o objeto, hã, foco aí dessa comissão. Aí a segunda fase, já com novos membros, é, em algum, em uma reunião, foi definido que a comissão trabalharia, por fim, com, é, as questões vindas da COP 30. Então, como o município, né, poderia, é, trabalhar, absorver, incorporar, se apropriar das, hã, das discussões, dos debates da COP 30 e, por fim, a gente focou, é, nessa questão. Então aqui o quadro síntese das reuniões da segunda fase. Né, aqui ó, vou ler só esse trechinho também. Então, na segunda fase, quando se definiu, é, se trabalhar com as informações sobre a COP 30, então para o alinhamento das informações sobre a COP 30, hã, para os membros da Comissão, a Coordenação de Gestão de Órgãos Colegiados da SVMA, CGC/SVMA, disponibilizou para leitura um conjunto de documentos indicados pela servidora Laura Ceneviva, especialista técnica convidada da Comissão, que apresentou sumariamente os documentos que considerou pertinentes e os conteúdos a serem, é enfrentado. Toda essa lista de documentos tá no anexo desse parecer. É, e aí, a partir disso, alguns membros da Comissão também disponibilizaram documentos com propostas pra análise do grupo. Então o Alessandro Azzoni disponibilizou um documento, né, com uma série de, hã, propostas pra serem trabalhadas a partir dessa temática, né, da, dos resultados da COP 30. O senhor Carlos Alberto Borges, também do SECOVI, representando o SECOVI, também apresentou aqui uma série de propostas que poderiam ser trabalhadas, de novo, também focando as questões Da COP 30, dos resultados da COP 30 e como que o município poderia incorporar, absorver, tirar recomendações a partir do que foi a COP. E também o senhor José Ramos disponibilizou também por e-mail algumas propostas. E aí a gente teve uma reunião, é, a nona reunião da Comissão Especial, em que a gente discutiu a partir dessa pergunta, né: qual o impacto que a COP 30 teve em seu setor? E aí cada setor se manifestou dizendo como que a COP-- então, a partir da leitura, né, daquela série de documentos, das propostas enviadas por e-mail, aí a gente teve uma reunião em que cada membro ali, é, conselheiro ou membro da comissão, é, respondeu essa pergunta: qual o impacto que a COP 30 teve em seu setor? Foi uma reunião especial, específica sobre essa temática. A gente sistematiza aqui um pouco como cada setor avaliou o impacto da COP 30. Hã, e aí, na sequência, a gente teve a palestra sobre os resultados e perspectivas da COP 30 pela, é, professora doutora Telma Krug, que foi na reunião plenária ordinária do CADES, em março de 26. E aí ela trouxe aspectos, né, sobretudo na escala nacional, mas também focou em orientar um pouco na questão aí da, na escala do município. Ó, de acordo com a doutora Thelma, o foco central da COP 30 foi a implementação das metas climáticas. Ela considera que embora o mundo tenha avançado em agendas políticas, a adaptação urbana ainda está muito aquém do necessário. Atualmente, a questão crucial é a resiliência das cidades, né. Apesar da disponibilidade de financiamento, a agenda urbana não teve resultados significativos na prática. Então, isso da fala dela. Outra questão importante trazida pela palestra é, hã-- pela palestrante, é que o sucesso da COP 30 não deve ser medido apenas por consensos formais, mas sim pela capacidade de engajar os governos estaduais e municipais, o setor privado e sociedade civil, especialmente as comunidades vulneráveis. Aí aqui uma síntese de quais foram as principais questões abordadas, é, na reunião pra ela, então, dúvidas que surgiram aí dos conselheiros, de todos os participantes, né, que trataram de tema de infraestrutura e energia, vulnerabilidade social e a questão mais municipal, né, de verticalização e clima. Então, questão da urbanização propriamente com a, as mudanças climáticas. Desafios globais, impactos locais, o papel da comunicação e do consumo. Enfim, então, esse foi, bem brevemente, o contexto que a gente trabalhou ao longo desses doze meses pra chegar, portanto, nas recomendações. É, eu vou passar pro Azzoni, antes só vou mostrar, é, o finalzinho aqui do relatório. Então a gente tem a partir aí da página dezesseis as recomendações e no final a gente tem aqui a lista com os membros conselheiros do CADES que fizeram parte ao longo desse, né, desse percurso aí, dessa comissão especial, e a lista dos anexos. Então, né, e aqui os links todos dos documentos que foram trabalhados, que trataram da COP 30. Eu vou voltar aqui para as recomendações e vou passar pro Azzoni e fico à disposição. Obrigada.
Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Tá. Obrigado, Lígia.
Lígia Pinheiro de Jesus
Espera aí, né?
Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Eu tô aqui. Obrigado, Lígia, pela apresentação. É importante que vocês entendam o processo como foi elaborado. Foi uma, foi uma discussão simples, foram doze meses levantando documentos, levantando estudos, apresentando, cada setor se, se aprofundou na matéria e provocativas, matérias provocativas, justamente pra que nós chegássemos nesse item quatro, que são as recomendações, hã, da Comissão Especial ao CADES e à Cidade sem carro. Eu vou começar primeiro as recomendações especial-- da Comissão Especial de Mudanças Climáticas. Tá na tela, então eu vou dar uma lida só na introdução. As evidências científicas dos eventos climáticos extremos recentes, tais como incêndios de 24 e as sucessivas ondas de calor, demonstram que as mudanças climáticas não são apenas uma ameaça futura, mas um desafio presente que impacta diretamente a saúde pública, a biodiversidade e atividades humanas em geral. Esse capítulo, ele é, muito importante, porque aqui você condensa, é, a importância dessa questão das mudanças climáticas, não só na visão de você fazer ações, é, já em andamento, melhor, vamos dizer, já ações com os efeitos, mas também ações futuras, porque nós chegamos à conclusão com a apresentação, até na, no caso da Thelma Krug, que a questão do-do-do, das emissões de CO₂, mesmo que nós chegássemos à emissão zero Esse CO₂ ficaria dentro da atmosfera por 50 anos. Então nós teríamos 50 anos ainda sofrendo agressões, assim, de mudanças climáticas. Então, nós teríamos ainda consequências futuras. Então, a, nós nos debruçamos muito nessa questão da ameaça futura. A realização da COP 30 no Brasil, em 25, consolidou o papel estratégico das cidades na agenda global. Embora pouco tenha se avançado sobre essa ótica, as discussões sobre o mapa do caminho reforçam o papel do planejamento e necessário articulações políticas entre os setores e níveis de governo. Essa integração, eu acho que é importante, que foi colocado da COP, é, coloca que as questões das mudanças climáticas, não adianta ser uma política só do governo federal, só do governo estadual, só do governo municipal e a, e os setores individualizados. É um conceito geral, todos têm que estar unidos para um mesmo ter, um mesmo objetivo, pra que se evite processos posteriores. Nós sabemos que as mudanças climáticas, os efeitos que nós temos dentro da nossa cidade, elas são devastadoras tanto para as empresas, para os cidadãos e assim acabam gerando prejuízo não só orçamentário, mas o prejuízo para o próprio, é, a própria atividade comercial e até pra própria sociedade, quando você acaba destruindo seus lares e até em alguma, apresentando óbitos, né, por causa desses, desses incidentes climáticos. Conforme destacado pela Professora Dra. Thelma Kruger, em sua participação na reunião do Cades, o município de São Paulo já possui um protagonismo reconhecido, especialmente ancorado no PANClima. No entanto, o desafio pós COP resiste na capacidade de monitoramento da atualização contínua, sobretudo na integração intersetorial das ações, como bem salientado. Diante do exposto, a Comissão Especial de Mudanças Climáticas apresenta ao plenário do Cades as seguintes recomendações: o primeiro foi o fortalecimento do mapa, do Mapa do Caminho Paulistano. Reconhece que o município de São Paulo já dispõe de instrumentos, é, estruturantes de política climática, notadamente a Política Municipal de Mudanças Climáticas e o Plano de Ação Climática do Município de São Paulo, o PANClima, que compõe o denominado Mapa do Caminho Paulistano. Recomenda-se o aprimoramento contínuo dessa política, instituída pela Lei Municipal 14933, de 2009, com ênfase no reforço da dimensão da adaptação climática, e na incorporação de aprendizados e compromissos decorrentes da COP. É, propõe-se, ainda, que o processo de atualização observe indicadores de acompanhamento, prazos de implementação e responsabilidade institucional claramente definidos. Nessa recomendação, nós colocamos justamente fortalecer o PANClima e propomos uma atualização constante dele, não que ele seja só revisto em determinados momentos ou em determinada, a cada dois anos, ele seja visto, é, continuamente, é, justamente colocando os incidentes climáticos que vêm ocorrendo. Se nós colocarmos uma atualização anual, pode ser que nós tenhamos um evento climático daqui dois meses, que mude completamente esse cenário. Então, a, essa atualização constante do PANClima se faz necessária para que nós consigamos manter o mapa do caminho. A segunda recomendação vem com a governança e gestão de integração intersetorial. O Cades, mediante um conselho representativo de setores públicos e da sociedade civil, deve enfatizar a importância das agendas intersetoriais para minimizar os impactos nos planos setoriais que sejam implementados de forma desarticulada, sem considerar eventos, é, eventuais impactos negativos na adaptação da cidade às mudanças climáticas. Cabe contribuir para aprimorar a concepção dos projetos setoriais, compatibilizar as intervenções de diferentes setores na execução das obras e aprimorar o sistema de manutenção das intervenções setoriais. Nesse contexto, também cabe o aprimoramento da aplicação de recursos orçamentários dos fundos municipais: o Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, é, Sustentável, o FEMADES, o Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano, o FUNURB, o Fundo Municipal, é, de Saneamento e Infraestrutura Urbana, o FMSAI, e o Fundo Municipal de Habitação. Recomenda-se o fortalecimento da, da governança climática municipal, por meio de articulação efetiva entre as diversas secretarias, órgãos e instâncias colegiadas, de modo a evitar a fragmentação setorial. O Cades deve exercer um papel articulador e indutor na integração intersetorial, promovendo o alinhamento entre planejamento urbano, mobilidade, saneamento, saúde, defesa civil, é, meio ambiente e desenvolvimento social. Sugere-se, para isso, a institucionalização da instância técnica permanente no Executivo, para acompanhar e subsidiar a pactuação das ações climáticas no âmbito municipal. Recomenda-se o acompanhamento e integração das estratégias internacionais e nacionais estabelecidas na COP 30, que fortaleçam a governança climática, ancoradas na cooperação entre governos, nacionais e subnacionais. Aqui nós falamos do compromisso do Chánuka, que é a coalizão de, das parcerias multiníveis de alta emissão das operações climáticas Quanto ao planejamento e financiamento, implementação e monitoramento de estratégias, de estratégias climáticas. Para tanto, observa-se que é necessário o acompanhamento das estratégias apresentadas pelo Plano de Aceleração de Governança Multinível, que foi construído com base em experiências reais, como Adapta Cidades e o programa de Cidades Verdes e Resilientes, uma vez que a iniciativa oferece o roteiro prático para alinhar as políticas, dado o financiamento entre os diferentes níveis de governo. Estruturado a partir de metas objetivas e mensuráveis, além do apoio à preparação de carteiras de projetos financiáveis e acesso de recursos climáticos para acelerar as transições justas e resilientes inclusivas. Ainda recomendamos a participação no programa de Cidades Verdes Resilientes, a partir da adesão da manifestação do termo de compromisso, conforme a Resolução treze de 2026, no Comitê Gestor do PCVR. comprometendo-se a atuar de forma colaborativa com a promoção de políticas, projetos e ações que ampliem a qualidade urbana e ambiental nas cidades brasileiras, e no atendimento das metas do programa, no que for de competência para o fortalecimento de uma visão comum futuro: as cidades mais verdes, inclusivas e resilientes. A participação permite o acesso prioritário a ações técnicas em diversos processos, materiais técnicos e ferramentas, além do apoio e mediação em processo de captação de recursos e modelos financeiros inovadores, devendo ser, é, se compromissar em correlacionar a instância de governo, de governança local do PCVR para PCVR mobilizar recursos e iniciativas sustentáveis para o atendimento às ações, às ações do programa, apresentar metas e ações alinhadas aos objetivos do programa, contribuir com a, a informação e dados necessário ao monitoramento das iniciativas de implementar e atuar de forma colaborativa com os demais membros do programa, disseminando o conhecimento de políticas, é, projetos sustentáveis, resiliente, desenvolver um planejamento climático, entre outros. Nesse item, a gente coloca a integração dos programas já existentes e uma integração entre eles. Terceiro: comunicação pedagógica e participação social. Nesse, a gente recomenda a elaboração e implementação de um plano de comunicação climática com linguagem acessível, pedagógica, territorializada, a, apta a traduzir as emergências climáticas para o cotidiano da população. Essa estratégia deve contemplar campanhas sobre os riscos climáticos, ondas de calor, é, umidade relativa do ar, saúde pública, logística reversa, adaptações baseadas na natureza e consí-- consumo responsável, com atenção especial às periferias e aos grupos mais vulneráveis. Também se recomenda ampliar os canais de participação social de modo a fortalecer a disputa qualificada da sociedade e a corresponsabilização e cidadania climática. O que nós queremos dizer que essa questão do assunto de mudanças climáticas, ela, ela é muito voltada a, a termos técnicos. Quando cê fala isso com a população em geral, a população que realmente sofre o impacto das mudanças climáticas, ela não consegue compreender que isso é-- o que ela tá sofrendo hoje, é, é referente, é, tem uma referência muito grande para as mudanças climáticas. Então, é traduzir isso pra uma linguagem muito mais acessível e levar essa informação para que eles também façam parte. Nós temos muitas situações, que muitas dessas, pessoas que tão em vulnerabilidade, elas nem fazem ideia de que as ações dela contribuem, é, para a questão de mudança climática. Então, esse acho que é um, é um dos pontos mais importantes de você transformar o que nós dissemos aqui, porque aqui nós somos técnicos, todos entendem o que nós estamos falando, mas se você colocar esse parecer, é, de uma forma, mesmo que você sintetize ele pra população, te garanto que a percepção vai ser mínima. Então nós temos que traduzir isso numa linguagem muito mais acessível. Item quatro: capacitação e justiça climática. Recomenda-se a reestruturação de programas permanentes de capacitação técnica voltada a gestores públicos, conselheiros, agentes territoriais, setores estratégicos da economia urbana, com foco na adaptação, mitigação e resiliência e soluções baseadas na natureza. Esses programas devem ter como premissa a justiça climática, considerando as desigualdades territoriais, socioeconômicas e ambientais, de modo a priorizar as populações mais expostas ao efeito, efeitos extremos do clima. Sugere-se ainda a produção de materiais, é, formativos e as realizações de ações educativas em rede, com a integração entre poder públicos, escolas, universidades e organizações de sociedade civil O que nós quisemos, é, nós, é, sugerimos que essas ações, tudo que nós estamos usando muito o termo resiliência, né? Porque a resiliência é adaptação. A cidade e, e toda a sociedade que envolve, é, que está envolvida dentro da sociedade, passa por essa questão de resiliência. Resiliência nada mais é do que sobreviver e, e continuar caminhando. Então, é, integrando essas ações diretamente com, é, levando em considerações que não adianta fazer, é, ações, é, é, padrão, se você tem dentro da própria cidade, várias, vários, é-- cê tem uma desigualdade muito grande dentro de cada distrito, de cada municipio de cada, é, subprefeitura, nós temos uma desigualdade muito grande na questão, não só socioeconômicas, mas socioambientais. Então, nós temos que fazer adaptações aos programas e às suas comunicações. É, o quinto é um dos mais importantes, né, até levado, é, esse foi um tema muito discutido, principalmente com o William Ramos, que é o monitoramento e tecnologias integradas. Recomenda-se que a Prefeitura amplie e integre sistemas de monitoramentos climáticos, ambiental e territorial, com o uso sistemático de dados produzidos pelo Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas, CGE, e por mais demais bases públicas relevantes. Esses dados devem subsidiar decisões de curto, de curto, médio e longo prazo, especialmente em situações de risco, planejamento urbano e formulação de políticas de adaptação. Propõe-se, ainda, o uso de tecnologias de informação para consolidar painéis de acompanhamento, apoiar a transparência ativa e permitir o monitoramento contínuo das metas climáticas municipais. Recomenda-se também a criação de uma carreira de meteorologistas no quadro profissional da Prefeitura Municipal de São Paulo. Esse quadro, esse item é muito importante, porque a, o monitoramento climático, é, quanto mais nós temos esse monitoramento, quanto mais dados, é, nós coletamos, mais ações preventivas e mais, mais, é, como posso dizer, assim? Menos incidentes climáticos nós podemos, é, os impactos da mudança climática acabam sendo minimizados, então. E a transparência dele, que seja criado de uma forma fácil, transparente, que todos possam ter essa informação de forma atualizada, rápida, não é? Vamos dizer assim, você acessa um determinado, hã, tipo de informação e aquele monitoramento se dá em base real. Então, você consegue monitorar como está a sua, a sua região, como está a questão, é, dessas condições. Então, fica-- hoje é muito difícil você ter acesso a essas informações, se você não tiver conhecimento. Então, essa é uma questão de ampliar essa questão de monitoramento e transformar ele de forma mais simples e uma forma, e de forma constante. Item seis: ações de respostas à ocorrência de eventos climáticos extremos no ambiente urbano. É, tendo em vista a ocorrência mais frequente de eventos climáticos extremos, como incursões de ar polar, quedas bruscas de temperaturas, evento, eventos intensos, chuvas extremas, alagamentos, enchentes, deslizamentos, altas temperaturas, baixa umidade, impacto sobre a sobre a saúde pública, a infraestrutura urbana e a segurança hídrica, causados, por exemplo, pela alteração do vértice, do vórtice antártico, e que tais eventos exigem, até agora também na questão do El Niño, e tais, hã, efeitos exigem, é, do poder público, a adoção de medidas integradas de monitoramento, que eu citei anterior, prevenção, proteção social e resposta emergencial. Recomenda -se a adoção das seguintes medidas: reforçar alertas meteorológicos, protocolos da Defesa Civil para fenotenso, tempestades e chuvas; definir os principais cenários de riscos climáticos, é, como inundações, deslizamento, ondas de calor e por aí vai; estabelecer protocolos de resposta do cenário, contemplando ações preventivas e emergenciais; definir responsáveis e fluxo de decisão entre os atores envolvidos; integrar um sistema de monitoramento e alerta de forma ágil e coordenada; estruturar planos de contingência, tendo continuidade para os serviços essenciais; prever medidas e adaptações urbanas voltadas ao aumento de resiliência; ampliar abrigos, assistência social e proteção a pessoas em situação de rua nos episódios de frio; investir em drenagem urbana, manejo de encostes, manutenção preventiva de árvores e redes; integrar o monitoramento climático, é, saúde e assistência social numa resposta coordenada; desenvolver a comunicação pública para orientar a população sobre riscos e autocuidado; procurar a, a Secretaria Municipal de Saúde para controle de vetores; investir em soluções baseadas na natureza para ampliar a cobertura vegetal do município, como mecanismo de ampliar a biodiversidade, redução de temperatura e contenção de riscos geo-hidrológicos Articular o planejamento climático do município, iniciativas da Adapta Cidade e do programa Cidade Verde e Resiliente, a fim de fortalecer a agenda de adaptação nas políticas setoriais urgentes pelos instrumentos de planejamento de gestão ambiental urbana. Promover a capacitação de técnicos da sociedade, interagir com o compartilhamento do outras práticas de gestão municipal. Ressalta-se ainda que a previsão da ocorrência, da ocorrência do Fenômeno El Niño, que conforme indicam os oficiais nacionais de meteorologia e climatologia, exemplo, é, Instituto Nacional de Meteorologia e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE, poderá ocorrer impactos em todo o território nacional, em diferentes graus de severidade. Entre os efeitos projetados, destacam-se a ocorrência de chuvas irregulares, períodos ensaiados na região Sudeste, secas mais severas nas regiões Norte e Nordeste, aumento expressivo do volume de precipitações na região Sul, elevação generalizada das temperaturas médias e mais-- médias e maior incidência de incêndios extensos em áreas. Diante desse cenário situável, recomenda-se a ampla ciência da situação e adoção de medidas preventivas e preparatórias pelos setores da sociedade. Em resumo, recomenda-se à Prefeitura Municipal de São Paulo, na qualidade de instância local do governo, aprimorar as políticas municipal, com a inclusão das variáveis climáticas em todas as suas abordagens. O objetivo final deve se consolidar, é, a consolidação de uma cidade resiliente, que ofereça qualidade de vida, proteção e universal, entre, é, frente aos cenários climáticos projetados, é, para as próximas décadas. Por que que a gente, por que que nós nos debruçamos nesse item seis? Como nós sabemos que as mudanças climáticas elas serão recorrentes, mesmo que nós chegássemos numa emissão zero de CO2, o CO2 demora cinquenta, sessenta anos pra se dissipar da atmosfera. Então, por cinquenta, sessenta anos, nós teremos ainda efeitos climáticos decorrentes dessas mudanças, dessas mudanças climáticas. E nós temos que nos adaptar. Não adianta só, é, ações pra reduzir a ilha de calor, uso do solo, implantação de, de, é, caixas de chuva, a cidade tem que tá preparada para a-- efeitos climáticos intensos. Nós tivemos, é, recentemente uma questão da, umas fortes chuvas que tiveram na região Sul e nós já temos um-- nós tínhamos já lá o novo piscinão, a Bandeirantes. As chuvas foram tão intensas que aquele piscinão, por incrível que pareça, com a profundidade que tem, com a vazante que tem, ele conseguiu transbordar e, e, e provocar danos pra toda a comunidade local. O que quer dizer isso? Nós temos que ter ações não só-- nós temos ações preventivas, mas um dos pontos que nós levamos em consideração foi, por exemplo, é, um exemplo que nós, é, ponderamos foi que nem o Japão. O Japão ele tem, ele consegue evitar o tsunami? Não. Ele consegue evitar o terremoto? Não. Mas ele tem ações rápidas quando isso acontece. Foi feito mudanças estruturais nas, nas construções, foram feitos, é, a partir do momento que tem a, o alarme, a população recebe aonde ela deve ir, que região ela deve, ela deve evitar, não simplesmente receber o informativo de alerta da Defesa Civil, mas pra onde ir, como fazer, quais as regiões devem ser evitadas e se você tá dentro daquela região, aonde você deve ir, quais são os abrigos pra essas pessoas que sofreram questão de inundação, desabamento. É, não adianta só tocar uma sirene na, no caso de áreas de risco, se a pessoa não sabe pra onde ela deve ir ou tem uma rota de fuga. Então, isso o Japão, ele se preparou muito. Quando você tem uma ação essa, a população recebe o alarme. Se é um tsunami, ela sabe pra onde ela deve ir, se é um terremoto, ela sabe pra onde deve ir. E a sociedade civil, que a gente fala de treinamento e preparação, a sociedade civil automaticamente é chamada e treinada para que se dê atenção imediata para isso. Então, esse, essas respostas de ocorrência de eventos climáticos extremos, é uma resiliência. Então, esse é um dos pontos que nós vamos conviver com essas mudanças climáticas durante um tempo e com isso nós possamos, é, a cidade possa fomentar, é, mais ações preventivas e, e até, é, quando o fato for realmente ocorrer, nós sabemos que isso vai ocorrer, como nós podemos informar essa população e como a sociedade civil pode agir nesse sentido.
Lígia Pinheiro de Jesus
É, acho que meus membros aqui.
Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Vou passar aqui a sessão dos membros. Os membros do Conselho do CADES, do Poder Público, Marco Antônio Santos Romano- SEHAB, Patrício Gomes Moreira, da Secretaria Municipal de Segurança.
Lígia Pinheiro de Jesus
Saúde.
Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Da Saúde, perdão. Lígia Pinheiro Jesus, aqui da Secretaria. Maurício Guerra, do Ministério do Ambiente. Sociedade Civil, Carlos Alberto Maluf Sanseverino, da OAB, Marcos Antônio Lacava, da Câmara Municipal de São Paulo, Carlos Alberto de Moraes Borges, do Setor Comercial, SECOVI, Celina Cambraia Fernandes Sardão, Da Centro Oeste um, Instituto Eu Amo Sampa. José Ramos de Carvalho, Norte dois da APGAM. Delaine Guimarães Romano da Leste um, Fórum para Desenvolvimento da Zona Leste. Erika Bechara, Universidade PUC de São Paulo. Flávio Luiz Jardim Vidal, Centro Oeste dois, Associação Viva o Centro. José Reis de Araújo Filho, Sul três, Associação Infinita Esperança. Luiz Villaça Meyer Filho, Setor Industrial, PNBE. É, Ricardo Crepaldi, Associação ABES. Heber Pegas da Silva Júnior do Crea/SP. Técnicos convidados: Laura Lúcia Vieira Ceneviva, da Secretaria, da área das Queimadas. Hélia Maria Sampaio. Bárbara Pereira, da SVMA. Danilo Augusto da Silva, da Secretaria de Governo da Seclima. Magali Antonia Batista, Secretária de Saúde. Alessandro Luiz Oliveira Azzoni, Associação Comercial São Paulo. Alessandro Bender da Seclima.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Bender.
Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Perdão, Bender, da Secretaria de Governo, da Seclima. Camila Lima Mansur da Cunha da OAB São Paulo. Estela Macedo Alves, da Associação das-- Associações da IAB Instituto de Arquitetos do Brasil. Eu dou como encerrada a apresentação. Ótimo. Eu queria fazer um agradecimento especial a todos que participaram, todas as suas proposições, todas suas sugestões, mas eu bem pareciam um agradecimento especial a duas pessoas que foram essenciais para a conclusão desse relatório. É, uma delas é a Laura, que é uma pessoa assim, notável, a pessoa que eu tenho muita admiração, ela tem uma capacidade muito grande, ela foi, é, fantástica. E outra é você, Lígia, pela, por todo o seu apoio, pela sua dedicação. É, eu não tenho palavras pra agradecer tanto você quanto a Laura, por tudo que vocês fizeram, por todo o apoio que cês deram à comissão especial e, e pra que nós chegássemos nesse relatório. Obrigado, Lígia. Obrigado, Laura. Vocês foram incríveis. Pedir aplausos pra elas.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Agradecendo também Lígia e a Laura por isso, porque as duas tomaram, assim, a frente do relatório inteirinho, praticamente, né, dando continuidade, ideias, junto com outros conselheiros também, junto com o Seclima, o Bender. É, agradecer aqui a Rosélia, nossa coordenadora do CPA, por ter deixado a Lígia conosco esses tantos doze meses, né, Lígia, assim, empenhada, focada nesse relatório, que hoje saiu aí uma página imensa, né? Então, eu quero agradecer imensamente a, a dona Rosélia por isso. Dona Rosélia, obrigada por tudo, viu? É, vamos dar continuidade aqui. Eu vou passar a palavra à, à Gabriela, coordenadora da UMAPAZ. Por favor, Gabriela. Ela tá conosco presencialmente.
Gabriela Pinheiro Lima Chabbouh
Bom dia, Gabriela Chabbouh, coordenadora de Educação Ambiental. Quero primeiro parabenizar o trabalho, eu sei que não é fácil. Mudanças climáticas é um tema que eu acho que, minha sensação é de que todo mundo quer falar, mas é um tema complexo, é, e eu acho que vocês conseguiram trazer aí orientações bem importantes pro guiamento do, do Poder Público. É, eu queria compartilhar duas ações que a gente tem no Plano Principal de Educação Ambiental, que dialogam muito com esse trabalho e com as sugestões que vocês fizeram, as recomendações. É, no plano de ação em educação ambiental, a gente tem a previsão de elaborar três planos setoriais, ou seja, específicos de educação ambiental pra determinadas temáticas, e uma delas é o plano de educação climática. E ele poderia ser o plano de educação e comunicação climática, pra gente falar sobre a questão, pra gente traduzir, ah, os termos pra uma linguagem mais simples. Então a Amapá já ofereceu atividades, inclusive com uma educadora que é especialista em linguagem simples, ela já ofereceu atividades no passado, 2023 e 2024, é, atividades pra desmistificar as mudanças climáticas, justamente nesse sentido de, é, trazer pra realidade das pessoas, transformar numa linguagem mais simples. Então a gente teve, já teve parcerias com educadores pra esse trabalho de simplificação da linguagem quando a gente fala de mudanças climáticas. Então, é, então entre esses três planos setoriais, um deles, é, previsto, é um plano com a Secretaria de Saúde, com o Paves, pra gente falar sobre todo o trabalho que é feito de educação ambiental e saúde. O outro deles é um plano de educação ambiental com resíduos. E o terceiro é o plano de educação ambiental, que é o plano de educação climática, é, e que a gente tá em parceria com o Seclima e que a gente pretende iniciar os trabalhos, é, de elaboração desse plano em parceria com o Seclima. Então convidar a comissão pra nos procurar, pra iniciar esse trabalho o quanto antes, de elaborar esse plano de ação, a contribuírem pra elaborar esse plano de ação, pra que ele de fato seja útil e de fato reflita esses anseios e essas recomendações que vocês trouxeram, é, pra cidade de São Paulo É, o segundo ponto é que a gente firmou uma parceria lá pro aniversário, então a Uma Paz Previdência é o primeiro centro de educação ambiental do município de São Paulo e do estado de São Paulo, que foi fundado quarenta anos atrás, em 1986. Então, é, na semana retrasada, a gente comemorou esse aniversário de quarenta anos da Uma Paz Previdência, lá no Parque da Previdência. Apesar do frio e da chuva, tinha bastante gente que tava lá- (...) As orquídeas tavam lindas. (...) Ai, que bom, eu fico feliz que você tenha gostado. É, a gente, né, dá oportunidade, a gente expôs o trabalho dos alunos, então tem professor voluntário lá de bonsai, tem professor-- tem trabalho com origami, então tem o envolvimento da comunidade. A gente teve um reconhecimento da Jaica, que é uma associação japonesa, sobre o trabalho que é feito no, na Previdência, né, com essas, com essas temáticas. É, e nessa oportunidade, a gente lançou uma parceria internacional, que a Uma Paz firmou com a Unitar, que é o braço, né, ONU pra formações. E a Unitar, ela tá preocupada justamente com informações pro desenvolvimento sustentável. Então, a-- eles têm um programa que chama Capacetes Verdes. E esse programa, é um programa, é, não sei se vocês todos sabem, mas, é, tem os capacetes azuis, que são aqueles agentes da ONU que vão quando tem uma crise humanitária, em contextos de, de violação de direitos e guerras. É, e a proposta do Capacetes Verdes é que seja a estruturação de um programa pra reagir às crises climáticas. Então é como a gente faz pra preparar as pessoas pra essa situação de crise climática que a gente tá vivenciando. Então a gente firmou essa parceria, eles já desenvolvem esse trabalho de capacetes verdes no Equador e na Espanha. Então a gente, é, a gente, é, lançou, vai lançar a primeira turma dessa informação, Uma Paz e Unitar, agora no segundo semestre. A formação dura oito semanas, começa em setembro. A gente vai lançar as inscrições agora no fim do mês de julho. As inscrições são pra sessenta vagas, sendo trinta pra servidores públicos, pra gente aumentar a capacidade dos servidores de lidarem com a crise climática, e trinta delas pra lideranças comunitárias, em especial da zona leste, que é onde vai, onde vai, é, começar a primeira edição. É, então é um curso de oito semanas, intensivo, às sextas-feiras, com saídas aos sábados pra cidade de São Paulo, pra conhecer experiências que já, é, adotam medidas pra combater esses efeitos das crises climáticas, conhecer trabalhos de coletivos da sociedade civil que já fazem trabalhos nesse sentido. Então, é, que é, né, então é o Capacetes Verdes Brasil, e é a primeira formação, vai ser em setembro, na zona leste, e a gente tem a expectativa de oferecer a segunda turma, ou a segunda formação, no primeiro semestre do ano que vem, aí na zona oeste, e a ideia é que a gente consiga rodar com esse programa por todas as regiões da cidade, é, munindo servidores públicos e lideranças comunitárias das ferramentas necessárias pra lidar com a crise climática. Então, eu acho que dialoga muito com o que vocês colocaram. É, é um programa que tá muito bacana, né, assim, com palestrantes muito, muito legais. Então, o Jorge Abrão da Rede Nossa São Paulo já tá confirmado. Tem nomes assim, muito bacanas, é, já confirmados pra-- e vocês são convidados a construir aí junto esse trabalho. É, acho que era isso. Só pra terminar, eu queria só deixar uma menção especial, acho que o Carlos Borges já saiu, mas a gente teve a oportunidade de fazer uma reunião com ele na semana passada ou retrasada, e eles apresentaram o manual de gestão de resíduos nos condomínios, e eu encantada com o trabalho, acho que vale a menção, né, de que é, é um esforço muito grande, e é muito bacana que eles tão preocupados com isso, tentando disseminar essa informação nos condomínios. Acho que é uma, é uma ação da iniciativa privada que mostra o quanto a questão, as questões ambientais não são só atribuição do poder público, e o quanto é importante essa parceria, setor público e setor privado, pra gente ganhar escala. Então realmente reconhecer o trabalho tá excelente. Então a gente teve a oportunidade, ele apresentou pra, pra equipe da Secretaria do Verde, pra Uma Base e pra algumas outras pessoas, pra Comissão de Gestão de Resíduos. É, esse material, queria só deixar esse destaque, eu sei que o Carlos já saiu, mas pra ter uma menção na ata de que eu elogiei o trabalho deles, a iniciativa, e que coloquei o Uma Paz à disposição pra gente replicar esse trabalho. Muito obrigada.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Obrigada, obrigada, Gabriela. É, referente também o Carlos Borges, ele vai tá apresentando na reunião do CADES municipal, nós vamos tá convidando-o pra tá apresentando, sim. E ele deixou aqui também uma, uma notificação aqui no, no chat, dizendo que ele aprova o relatório da comissão apresentado hoje, que tá na nossa reunião do dia oito de julho. E também ele sugere que crie um grupo permanente do cades. Sim, vai ser a segunda edição. Essa é a primeira edição, que tá da, da Comissão Especial de Mudanças Climáticas, e vamos dar continuidade à segunda edição da Comissão Especial de Mudanças Climáticas. Vamos incluir agora a Umapaz nessa segunda edição, tá? Que, conforme a Gabriela falou, é de, de extrema importância, tá? Aqui o apoio da Uma Paz, porque ela também tá, tá com um programa de, de clima, né, então é ótimo eles estarem conosco também, tá? Então na segunda edição, Lígia e, e Azzzone, nós vamos tá colocando também aqui a segunda edição E complementar, vamos pra, a, o Seu José Ramos, eu vou, vou dividir, tá? Um pouco na presencial e um pouco no online. Aí eu já ia chamar o Alessandro Bender, ele levantou a mãozinha que eu vi aqui, eu já ia dar-- mesmo se não tivesse levantado a mão, mas eu ia pedir pra você falar, é, um pouco Alessandro sobre sua experiência que você teve conosco aqui, referente à Secretaria dos, do, da Mudanças Climáticas, SEClima, né? Então eu passo a palavra pra você, nosso coordenador Alessandro Bender, por favor. Que muito contribuiu conosco.
Alessandro Bender - SECLIMA
É um prazer tá aqui, como sempre, eu adoro o Cads, cês sabem disso. Eu toda vez que eu posso, eu participo, eu acho que é, é uma interface com a sociedade civil maravilhosa, onde a gente tem que, tem que desenvolver projetos em conjunto, né? Quer dizer, essa transformação ela perpassa inevitavelmente pela relação com a sociedade civil. Eu queria aproveitar pra mandar um beijo querido para a dona Gabi Shabu, né? Porque a gente tá absolutamente alinhado, né? Eu acho que é bem legal, é, é legal que vocês saibam, gente, porque assim, tem a turma do verde, que tá, que é a Lígia, que é a Laura, que tão super empenhados na questão da, da questão climática. A UMAPAZ agora tá pegando no, também no, no batente na questão da, da questão climática. A gente tá operando por aqui. Então, assim, nós temos uma sinergia bem legal e eu queria reforçar essa importância, né, da questão da acessibilidade a, aos desafios climáticos, né, que a Gabi levantou, que elas tão como à frente aí. E a gente tá, nesse exato momento, fazendo uma versão simplificada do plano de ação climática pra ser distribuído em todas as escolas da cidade de São Paulo, ou seja, é uma versão que não seja técnica, né. A gente tá preparando com a turma aqui da primeira infância, aqui no, nas, na Prefeitura de São Paulo, o que seria uma, um, um plano de ação climática para crianças, ou seja, a gente trabalhar com o universo das crianças também. A gente tá preparando uma versão pras pessoas portadoras de deficiência, ou seja, a gente tá querendo disseminar o máximo possível isso daí, né. E dentro desse plano, dentro desse plano que a, a Gabi tá falando, nós estamos colaborando aqui com a criação da Academia do Clima. Nós estamos, nós fechamos uma parceria com a Unisanta Ana, USP, FAAP, Mackenzie, PUC, Insper, a Zumbi dos Palmares e a UNIVESP. E a gente vai preparar a formação de multiplicadores em educação climática, né. Eu, até a Gabi deve lembrar que eu falei sobre essa questão dos multiplicadores, né, uma vez, né, Gabi, que a gente precisa ter mais multiplicadores pra gente poder capilarizar dentro da sociedade. Então, a partir do semestre que vem, cês vão ver mais informações agora, né, a partir de agosto, com os projetos que tão relacionados à Academia do Clima e também com esses novas versões, por assim dizer, do plano de ação climática. E a gente vai juntar, então, em algum momento, agora em agosto, eu imagino que Lígia, Laura, Gabi, eu e a, nossas turmas vamos se reunir pra gente poder terminar de alinhar todas essas ações, inclusive por causa desse projeto maravilhoso que a Gabi conseguiu com o pessoal da UNITAR, que é muito interessante também. Então assim, a gente tá com muitas frentes e é um assunto que a gente tá levando muito a sério. Então eu queria parabenizar todos os meus outros colegas que atuam nessa frente climática e parabenizar todo o projeto que foi desenvolvido aqui nesse debate. Eu acho que foi muito, muito enriquecedor, né, Lili? Eu achei que foi muito, foi muito bom. Foi muito bom, pude trazer também questões relacionadas ao próprio, ao próprio elninho que a gente tá se enfrentando, tamo fazendo uma série de planos em relação ao segundo semestre. Então, queria só agradecer, porque realmente foi muito, muito bom. Obrigado, gente.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Obrigada, Alessandro Bender. É, fica já o convite pra você e pro Danilo, pra já estar na segunda edição conosco, e incluir mais, é, servidores aí que você gostaria de já tá incluindo conosco aqui na, na comissão. Fica, seja bem-vindo. Então, já fica já aí o convite do Seclima estar conosco, tá, Lígia, na, na segunda edição. Passo, então, a palavra ao nosso vice, que é o Seu José Ramos, e depois eu vou passar pro Flávio Vital, tá, Flávio? Então, aí, por favor, Seu José Ramos, tá, a palavra é sua.
José Ramos de Carvalho
Pessoal, bom, quero né, agradecer muito a presença da secretaria, né, Lígia, Laura, pela colaboração entre nossas relações, sempre presente também. Mas eu queria destacar quando se iniciou essa história da instalação da comissão de São Paulo. Ela, ela surgiu em setembro, por conta das ocorrências de incêndios que a gente, nós já estávamos observando, numa reunião, aí eu quero destacar o nome da conselheira Fanny, exatamente pela sua coragem e determinação, que até então, em dois anos que eu participava, já há três anos aqui no Conselho Municipal, ela teve a ousadia de solicitar a quadragésima terceira reunião extraordinária do caso municipal. Então, esse é um fato extremamente importante, né, que tem, tem que constar nessa ata de hoje, porque através da Fanny Que a gente produziu, né, em nome da sociedade civil, que tem mais essa participação mais efetiva dentro do conselho ambiental. E dentro desses conceitos, né, que nós provocamos naquele período, foi justamente provocar, de fato, algumas coisas que como o Azzoni comentou, a questão de resiliência e principalmente, as sessões de participação dos trinta e dois estados que não fica em São Paulo. Nós estamos, em particular, vivendo exatamente isso no caso Vila Maria, né? É, o Azzoni comentou sobre os fundos, né, que tão disponíveis e que pode trabalhar. Se a gente, se nós imaginarmos que cada casa recebeu no ano passado, através do CPM, dez milhões de reais, então nós temos trezentos e vinte milhões de reais disponível pra cidade de São Paulo e entre eles, pra trabalho de cultura ambiental. Então essa foi uma discussão. E dentro do caso, eu tô comentando só como nome de provocação, mas um elemento prático, de que, por exemplo, o Azzoni colocou aí, e tá dentro do parecer, inclusive. Quando ele começa a instalar campo pra capetado em zona de ponto de vale, é realmente complicado. Então o Azzoni me falou: "como que eu vou traduzir essa linguagem pras pessoas?" O mesmo, o mesmo discurso que, joga no campo de futebol agora de tarde, domingo, ele vai ter que conviver com uma chuva agressiva e vai encher a casa dele de água. Então, hoje ele retém o campo, né, ele tem essa, que ele não tem essa visão técnica, e isso vai ser transparecer pra ele, que temos que permanecer com o campo de gramado, de ponto de vale, porque ele tem a função de caixa, de receber a água e acomodar a água. Então, pra vocês terem uma ideia, e aí eu convido quem quiser observar, em, em um raio de um quilômetro, tem dois campos pra capetar e um terceiro. Então cê tem dezoito mil metros quadrados de campo impermeabilizado. Pra um córrego apenas, chamado Augusto Montenegro, vai receber todas essas águas. E aí não consegue. E aí as casas recebem água pelos vasos sanitários, né. Então essa é, esse é o momento que nós tamo vivendo, no caso Vila Maria, e tivemos uma participação muito importante da Emily agora, conversando e dando essa discussão junto à subprefeitura. E também, a, eu lembro que, me recordo se foi em novembro de vinte e quatro, nós fizemos um interconselho. Então seria fundamental e importante, tendo até essa importância, de chamar o CPM, né, que é a Casa Civil, e sentar e dentro desse contexto, desse documento agora, de como a gente pode transformar isso. O CPM, por exemplo, ele decide que ele pode, é, é, é disponibilizar orçamento pra realizar um campo sintético, essa coisa toda, sem ter que passar pelo CAS, que é o Conselho Temático, e isso tá no próprio decreto do CPM. De fato aconteceu, né. Então por isso que hoje a gente tá meio, é, estranho lá na região de Vila Maria, mas a gente tá se acomodando, inclusive com a participação da Emily em cima disso, justamente porque, é, é uma coisa que venho falando sempre, né, e às vezes eu discuto com a Gabriela. Eu acho que a gente tem que chamar os subprefeitos pra uma praça, junto com, com o gabinete, e dar a discussão entre a diferença de zeladoria para as questões ambientais. São extremamente diferentes, né. E importantes pra gente, porque quando eu tô impermeabilizando quatro campos, que vai dar uma dimensão de seis mil metros quadrados cada um, eu tô agredindo também, Azzoni, a lei de ocupação de solo, que ela diz que quando qualquer desses prédios que constrói, tem que fazer um reservatório de proteção das águas superficiais. E quando você coloca um campo, é, impermeabilizado de seis mil metros quadrados, não tem reservatório algum. Então isso vai direto pra, é, no nosso caso específico, cê tem dezoito mil metros quadrados, mais vinte mil metros da avenida que tá à frente, são quase, é, é quarenta mil metros que cê tá agredindo um córrego que não vai suportar isso. Então essa fala, e aí a gente já faz uma nova provocação, conversar com a Casa Civil, o CPM, entender todo esse processo e esse momento de, de buscar essa resiliência, de que, né, efetivamente, em regiões que são, e que tá lá no mapa do Geo Sampa, né, que são re-regiões de alta vulnerabilidade às questões de inundações e enchentes. Então isso não é uma solução, mas isso é uma adaptação, né, uma adaptação pra que a gente entenda esse processo todo, né. E ali, dentro da linguagem que foi falada. E isso é que a gente tá comentando, pessoal, não adianta eu aprovar um campo sintético, sendo que de noite na hora que eu vou dormir, eu acordo com a água por metro e meio dentro da minha casa. Então isso é, é complicado. Então dentro desse contexto, é, agradecer e mandar um grande abraço e um beijo pra Dani Burti, foi ela que lutou nesse, nesse momento, que provocou essas leis extraordinárias, que eu achava até uma coisa, ah, meio estranho, mas de qualquer maneira, é, aconteceu e a gente tem que provocar agora esse momento, esses interconselhos, de conversar e o pessoal entender que é o momento de, de refletir. Eu tenho recebido uma informação de que o que aconteceu na Venezuela, já foi por conta do, do El Nino. Aquecimento pacífico, a Venezuela tá bem na faixa de quinze e cinco, e ela tem as placas do aquecimento, e aí ela balançou e a gente viu o resultado dos quais a gente está muito triste, que tá acontecendo agora por lá. Então agradeço, parabéns, porque nós chegamos nesse primeiro e que continue, né, a comissão, porque cês fazem esse presente é necessário.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Necessário.
José Ramos de Carvalho
Bom dia a todos, valeu.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Obrigada, senhor José Ramos, pelas suas declarações, e sim, vamos dar continuidade junto com a Secretaria Seclima, à Comissão Especial de Mudanças Climáticas. Eu vou passar então agora pra parte on-line, e depois de novo pra, pra parte presencial, pra parte presencial, que será próxima à Roselia, tá bem? Então agora é os-- Flávio Vital, por favor, que também faz parte da comissão especial Só abre, por favor.
Flavio Luis Jardim Vital
Bom dia a todos, bom dia a-- aos membros da comissão, principalmente ao presidente, pelo excelente trabalho e pela condução dos trabalhos. Por todo o apoio e os membros da comissão. É, o material ficou muito bom, ficou um material propositivo e que a gente consegue, é, é, dar diretrizes muito confiáveis nele. É, todo-- todas as recomendações foram, foram ótimas, foram muito bem pensadas e foi um consenso muito, é, é, e bem trabalhado. Eu só queria destacar duas, que assim, como Azzoni comentou, da resiliência, mas assim, acho que o principal que a gente chegou à conclusão, que é preparar a cidade pro inevitável, que é, é, não-- a gente não consegue evitar tudo. A gente precisa simplesmente, é, aceitar o inevitável. A gente tem que tá preparado e saber como é que a gente sai melhor de um, de um desastre ou de um, de um efeito climático, é, extremo. E, e um outro ponto, é, é, que eu considero muito importante, é a questão de tomar decisões baseados em dados confiáveis. Isso tem a ver, é, desde o princípio da comissão especial, da tomada de dados, da unificação estratégica desta tomada de dados. Eu acho que, é, todos os pontos são muito relevantes, a parte de comunicação é muito relevante, só que esse eu destacaria como os dois principais. O grande objetivo de preparar a cidade pro inevitável, pra questão da resiliência, e tomar decisão baseado em dados concretos e confiáveis. Da consolidação, da tentativa da consolidação dos dados de que a gente tem à disposição. E a gente tá vivendo um momento interessante, que a tecnologia nos permite isso. A gente consegue consolidar uma quantidade de dados hoje e que há pouco tempo atrás, seria possível, mas muito custosa. Hoje a gente tem condições de analisar essa base de dados de forma mais ágil, é, até a questão da consolidação de todas as ações da prefeitura, do Executivo, com relação à tecnologia, que estamos andando muito bem na questão de Smart Sampa e outros dados consolidados. Quer dizer, esse pra mim seria os dois pontos principais das, da, das recomendações, do que a gente foi-- do, do que a gente chegou à conclusão. Parabéns à equipe, parabéns à equipe de apoio e a todos os membros da comissão. É isso.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Obrigada, Carlos Vital.A Zone e o Oli, já quer comentar?Não?Posso já ir passando pra frente?Tá.Agora, na-- dona Rosélia, por gentileza, na parte presencial, se-- coordenadora do CPA.
Roselia Mikie Ikeda
Tá ligado?Tá, tá.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Tá pertinho.
Roselia Mikie Ikeda
Bom dia a todos. Eu também queria parabenizar. Eu acho que é um trabalho muito, muito importante, né, que o CADES fez. Eu acho que o papel do CADES exatamente é levantar essas questões, né, e entender que você traz aquela diversidade de fatores, de diversos tipos, fatores, diversos lugares, das regiões representados, né, diversas regiões da cidade e também diversos setores da sociedade, enfim. Então, não sei. Tá lindo. Tá bem aqui, tá, Rosélia? A gente tá animado, né. Tá bom? Então, eu acho que é, é muito importante esse, esse, esse relatório que foi apresentado, porque ele representa, de fato, uma visão, fatos, que representam diversos locais, né, tá representado diversas regiões da cidade também, diversos setores da sociedade civil. Então, é, eu acho que o documento, ele tem muito valor, pelo, pelo fato de ser-- ter sido produzido por diversos fatores. Porque quando a gente produz só dentro da, do setor público, né, ele é uma visão parcial. Embora a gente tente colher, colher informação, mas ele não fica tão abrangente quanto esse relatório. E ele vai ser muito útil, então, pra gente fazer o prosseguimento com os nossos programas. E agora, é, em relação ao que o, né, foi apresentado, eu me lembrei de, de dois, aspectos, né. Em relação à integração dos dados, né, que a gente tá-- também está nesse esforço, integrar os dados climáticos, porque a gente tem diferentes coletas, e que a gente não, não sabe como eles podem ser integrados, né. Mas a gente tá nesse esforço no, no programa Sampa Adapta, né, que sendo, é, trabalhado na Secretaria, que é, é, e foi também criado uma plataforma, né, Sampa Clima, né, na Secretaria do Verde, que a ideia desse, dessa plataforma é exatamente tentar juntar todos os dados, de forma que a gente consiga, é, aproveitar tudo que é coletado, né, pra poder, é, ter uma me-- uma, não sei, caminho único, né? Com informações únicas, de várias partes dos dados. Então a gente tá nesse esforço, eles trabalhando nisso, né, e a própria CGN ainda não tá integrada, né, dentro desse Sampa Clima Esse é o nossa, nosso sonho. Nosso desejo maior agora é tentar trazer esse CG para esse, esse mapa aqui, porque ele é uma plataforma um pouco mais, é, é, de uma linguagem de comunicação, né, você vai ter mapas, você já tem os mapas lá colocados com o que a gente já tem no Imagisat lá. E a gente, é, e o CG são dados de planilha que são mais difíceis de a gente, é, fazer a leitura, né? Então a gente tá, tá ali é pra poder interpretar, né, usar. A gente tem que saber interpretar os dados, não só ter os dados. Então isso, é, isso que eu queria perguntar, porque essa plataforma, se o CARS der uma força pra gente também, ele, ele sai mais rápido, né, tipo, sempre. A gente tem o problema do impacto ambiental, a gente diminui os custos, aquela coisa toda. Eu acho que aí a gente, com esse recurso, a gente vai ter um avanço muito grande aonde a gente tem que aplicar o esforço, né, que eu vejo que a priorização disso. Então esse é o, o ca-- o segundo assunto que eu queria trazer, é que eu tive uma experiência muito interessante, é, que na, é, divulgação que a gente tá fazendo do catálogo CBN, né, a gente tem feito algumas, é, reuniões que são muito interessantes. Então a gente realizou uma lá, que é, que levamos ali o geocenamento, sobre o clima e o geocenamento do SEMED, a gente foi junto com o pessoal da SEAB, pra regularização fundiária da SEAB, pra fazer uma apresentação do catálogo CBN, uma comunidade que foi regularizada, que está em processo de regularização fundiária. Eles tão bem na porta de Alcântara, então eles, então passa por, pelo, pela comunidade um rio, né, um córrego, com peixe ainda, água limpa, né? Porque a nascente tá muito próxima. Mas o pessoal então joga lixo, joga acaba tudo, porque ela foi área da regularização, o projeto manteve uma AP mínima lá, mas manteve, que tem que ser protegida. Tem pessoas da comunidade que tão ao maior esforço pra tentar proteger, brigam com as pessoas pra não jogar lixo, pra não jogar entulho. Mas o que a gente percebe então? Que essas pessoas precisam ter um apoio institucional. Algum programa, né, que eu fiquei pensando, que é algum programa não só de, né, não só de formação, talvez de jardineiro, pessoas que cuidem da questão da, de como conservar essa bacia, né? É uma, como é uma associação formada já pra regularização fundiária, a própria associação ela poderia ser o portador desse projeto, né? Mas a gente precisa também do auxílio financeiro, né? Porque é uma comunidade de, de, de HIS. Então, é, pensar em coisas assim integradas, eu acho que o próximo, próximo, é, comissão do CARS pode pen-- pode avançar se pensar, discutir um pouco esse tipo de, como a gente ajudar essas mulheres que tão lá defendendo sozinhas com relação da AP. Então tem pessoa da comunidade que tem esse entendimento, né? Tem outras que não tem, então, né? Já tá de lá, pega a sério, então. Então assim, porque a pessoa, ela, ela entende o valor daquela natureza que ela, que ela tem ali, né? Então eu acho que o, a gente precisa apoiar, porque eu acho que, é, a prefeitura sozinha, ela não vai conseguir fazer tudo, né? A gente precisa, hoje, na, do jeito, da situação que nós chegamos, em termos de problemas climáticos, a gente vai precisar da sociedade inteira trabalhando nesse sentido, né, pra gente chegar em algum lugar. Então eu acho que esse, eu acho que era muito importante a gente tentar desenvolver, porque mesmo nos CARS regionais que a gente já apresentou a, a, tá, começa a aparecer um monte de ideias, um monte de iniciativas que as pessoas falam: "ah, a gente poderia fazer isso, poderíamos fazer aquilo". Mas como a gente apoia eles pra fazer, né? Caso a Secretaria do Verde, a gente fornece multa, a gente faz diversas coisas. Mas tem que ter essa formação, também até pra fazer direito, né, pra gente não sair fazendo qualquer coisa, e também depois manter, isso tem que ficar mantido e mantido. É, eu acho que era esse, esse, esse comissão vai poder ajudar a gente nisso. Então parabéns novamente.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Obrigada, dona Rosélia. Obrigada, dona Rosélia. E já temos então tarefas já pra segunda edição da mudanças climática, com a sugestão da dona Rosélia. Então já pode, já leia e, e azzoni, já colocar-
Roselia Mikie Ikeda
Em implementação.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
É isso, tá? É, será muito bem-vinda aí, eu, a parte da UmaPaz, com acompanhando, que a Umapaz também já vai tá agora na segunda edição conosco. A, a Gabriela vai tá escolhendo dois servidores pra tá compondo aí a com, a comissão da mudanças climáticas. E aí então a gente já, já entra já com esse esforço da dona Rosélia pra tá auxiliando. Isso. Eu vou passar então agora pra, na parte online, né, como combinado, é, presencial e online pra fala. Antes da segunda da, da fala pre, é, online, eu quero agradecer que a Secretaria Municipal de Pessoas com Deficiência, eles entraram um pouquinho atrasados, mas eu quero agradecer ao Jonatas, que até o momento ele tá aqui, e a Ana também está auxiliando a cada quinze minutos. Obrigada, Jonatas e Ana. Passo então a palavra agora pra Susana, por favor. Susana, nossa conselheira centro-oeste um.
Suzana Guinsberg Saldanha
É, bom dia. É, super agradecida pela exposição, é, pelo trabalho da comissão. E antes, né, eu vou falar alguma coisa direto pra Liliane É, pra parte da organização, porque eu tô em três câmaras técnicas, mas até agora não fui chamada pra reunião de nenhuma. Aí sei lá, depois no particular ou lá no grupo, só pra saber como é que tá isso.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Desculpa, não, não vi.
Suzana Guinsberg Saldanha
É que eu tô na, na, eu tô na Câmara Técnica um, na quatro e na seis.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Ah, não, mas não teve ainda.
Suzana Guinsberg Saldanha
Ainda não teve nenhuma delas?
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Não, não.Quando tiver, nós vamos comunicar, mas não teve não.
Suzana Guinsberg Saldanha
É?Porque acho que já, né, já faz uns oito meses que tá acontecendo.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
É, mas não teve.Essas câmaras são muito específicas.Se você quiser participar de outras, outras câmaras, é, é bem melhor também, tá bom?
Suzana Guinsberg Saldanha
É, porque é como a minha titular já tá participando, eu só posso participar dessas.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Ai, entendi.A Celina, isso.Ainda mais, no momento não teve convocação pra, pra essas reuniões de câmara, tá bom?
Suzana Guinsberg Saldanha
Tá. Então, eu só queria trazer aqui também, como foi trazido de outras partes da cidade, né, a questão do, do Butantã, né. É, porque a gente tem, é, licenciamento, né, inclusive da, da Secretaria do Verde, de equipamentos e, e áreas de moradia em regiões de bosque, que tão diretamente ligados à bacia do Pirajussara, né. O bosque do Mon Vilares, é, que foi licenciado em duas partes, são áreas enormes, né, de mais de doze mil metros quadrados, e que sobrecarrega a, o piscinão lá da, da divisa com o Taboão. Piscinão esse que também já tá exaurido e que transborda, né. E a questão também, é, da praça, é, Cao Sugimoto, que foi licenciada agora pra construção de um, de um centro de tratamento de espectro autista, com oito mil metros quadrados, que é praticamente a APP do Pirajussara. Ela é a APP, tem a pista e depois tem ela. Então assim, ali vai ser impermeabilizado. Então assim, eu só, é, né, um apelo que as secretarias trabalhem... É um apelo que as secretarias trabalhem em conjunto. Porque, a partir do momento que a gente tá licenciando, impermeabilizando áreas. É, posso continuar?
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Pode.
Suzana Guinsberg Saldanha
O seu ficou, cê ficou mudo. Então, a gente tem na, é, é, APPs, né, ou áreas que são das bacias do rio Pirajussara e Pirajussara Mirim, que foram licenciadas pra construção de diversas coisas, né. A começar, como eu falei, pela, é, o bosque do Mon Vilares, que tá, é, na, na bacia e muito próximo ao piscinão ali da divisa do Taboão, que já é exaurido, que já estoura, é, os córregos ali perto, é, todo ano no verão. Mais de doze mil metros quadrados. Oito mil metros na praça Cao Sugimoto agora, pra construção de um centro de tratamento de espectro autista, que todos nós queremos, mas não com a derrubada de uma praça que, de repente, não é mais praça e vai virar um equipamento. A gente não entendeu isso, nós estamos extremamente preocupados. A praça está na beira do Córrego Pirajussara, é uma APP, né. E a gente tem no Pirajussara Mirim, duas mil árvores tiradas pela, pelo Instituto Butantã, com a previsão de tirar mais, que sobrecarrega o Pirajussara Mirim, que sobrecarrega o Pirajussara, que sobrecarrega o Pinheiros, que sobrecarrega o Tietê, e que o Tietê, tando sobrecarregado, todo o sistema, todo o sistema da cidade tá sobrecarregado. Tudo fica mais lento e mais enchentes, né. E lembrando que a gente tem uma lei federal das APPs, que não é empregada de forma alguma em São Paulo, e que se ela fosse respeitada, a gente não taria passando esse sufoco, né. Mas agradeço, é, muito a comissão. Obrigada.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Obrigada, Susana, pela sua manifestação. É, passo então agora a palavra à parte presencial, não. Então Maria do Carmo, por gentileza. Bom dia.
Maria do Carmo Ferreira Lotfi
Bom dia. É, primeiro parabenizar o trabalho. Na verdade, eu queria fazer uma pergunta diretamente pro Alessandro, sobre o material de, de divulgação desse, dessa questão, né, climática. Aqui na região Sul, nós temos um trabalho junto com o Eduardo, da Secretaria da Educação, com as escolas municipais, com arborização, coleta seletiva e outros projetos. Gostaria de saber se essa, esse material vai direto pra Secretaria de Educação, se ele pode ter a, o, o Cades tem acesso, o Conselho Participativo, pra gente divulgar com as escolas, porque nós temos essa preocupação com o el-ninho agora no segundo semestre, né? Era uma, uma questão já do nosso projeto de Cades, divulgar algumas ações. E por fim, queria só depois divulgar também uma reunião segunda-feira do Conseg aqui do Campo Belo, onde o aeroporto de Congonhas vai estar falando, vai estar presente, representantes, pra falar sobre a, o impacto, é, ambiental do, do aeroporto, assim como suas providências para sanar essa questão Então se alguém tiver interessante, interessado, estarei presente, depois posso divulgar, tá bom? Então era mais saber o processo de divulgação desse material que eu queria entender. Obrigada.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Obrigada, Maria do Carmo. É, Alessandro Bender ou Alessandro Azzoni, sobre o material?
Maria do Carmo Ferreira Lotfi
É o Bender, que falou que da, da-
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Tá, então eu vou passar pro Danilo, porque o Alessandro teve que sair, porque ta-- ele tá indo pra uma outra reunião, então eu passo então para o Danilo. Se caso o Danilo não tiver resposta agora, ele vai captar sua resposta e encaminha pra gente no grupo, tá bom?
Maria do Carmo Ferreira Lotfi
Obrigada.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Por favor, Danilo.
Danilo Augusto da Silva - SECLIMA
Olá, bom dia.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Bom dia, Danilo.
Danilo Augusto da Silva - SECLIMA
Eu estou com problema aqui na minha câmera, eu ouvi o que foi passado. É, eu vou conversar com a nossa, com o nosso coordenador Alê Bender, pra que a gente possa, é, dar as contribuições da forma como, melhor forma possível. É, a Maria do Carmo tem o meu, o meu telefone também, né? Ela sabe que ela pode conversar comigo a hora que ela quiser, pra que a gente possa trazer as tratativas de contento com a, as dúvidas que ela tiver e, claro, também com a continuidade do, do, da comissão, vai ser oportuno com que a gente consiga desenvolver as atividades que estão sendo pontuadas, é, por ela e pelos demais, são temas correlatos. Tá bom? Muito obrigado, viu, minha amiguinha.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Obrigada, Maria. Obrigada, Danilo e Maria do Carmo. Obrigada. É, então, tendo em vista que não temos mais perguntas tanto no presencial e tanto no online, quero aqui agradecer, é, em nome do nosso secretário Wanderlei Júnior, a Lígia e o Azzoni, é, pelo excelente trabalho. É, nas próxima reunião do CADES municipal do dia 12 de agosto, nós vamos estar colocando em votação, então, pra dar continuidade à segunda edição, tá, da Comissão Especial de Mudanças Climáticas, como de praxe a gente faz essa, essa aprovação na, na, na reunião do CADES. Então vai ser aprovado, mediante a aprovação de todos os conselheiros pra starmos dando continuidade aqui na comissão. Então, em especial, eu já peço já que a, a Secretaria de CClima esteja presente na, na próxima reunião do dia 12 de, de agosto. A Neusa é responsável pela reunião pela, pelo engajamento, pelas reuniões do CADES municipal. Ela vai tá encaminhando esse e-mail, Danilo, para o SECLIMA. E aí nós vamos fazer então uma nova formação aí, tá, da presidência, da relatoria, dos novos membros. Os conselheiros, conselheiras que, que não participam, que queiram participar, já estão sendo convidados. Igual a umapaz que não estava, já vai estar presente. As notificações da, dona Rosélia, que é nossa coordenadora de CPA também, já vai tá também na, na segunda edição. Então, como regra, como lei, nós vamos ter que passar então, em aprovação a segunda edição da Mudanças Climáticas na próxima reunião, tá? Então foi então o término da, daqui da, da, da primeira edição, né, e com o relatório. E eu quero agradecer, já que como eu já agradeci. E a Lígia e o Azzoni, que é dar a última palavra, a gente tá dando aí encerramento da nossa reunião de hoje. Em especial, Lígia, desculpa, mas em especial quero agradecer a Laura, que eu-- ela não tá hoje conosco presente, né, mas ela foi fundamental a, a participação dela junto com a, né, com o CPA e a Solange também, tá bom? Obrigada. Lígia, por favor.
Lígia Pinheiro de Jesus
Bom, eu também. À bom. Tudo bem agora? Preciso do microfone ou não?
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Pode.
Lígia Pinheiro de Jesus
Se precisar, por-- se tiverem me ouvindo, tudo bem. Só vou... Certo. Acho que vai melhorar, né? É, agradecer. Acho que foi um processo muito rico e acho que muito representativo do que é, do que, do que são esses trabalhos na sociedade mesmo, porque a gente passou um tempo, né, é um, foi uma comissão com, formada por diversos setores, né, com perspectivas a partir da sua atuação, que são muito diferenciadas. Então eu acho que a gente começou um processo muito cada a partir da sua perspectiva e tentando lutar um pouco pelo que seria o objeto dessa, dessa comissão. E a gente foi aos poucos construindo esse lugar do que que era um objeto comum pra ser trabalhado na comissão. Acho que esse foi um processo que pra mim foi muito rico, né, como aprendizado, de como que a gente vai se alinhar, né, é, a partir dum, do que é comum, né. O que que é o elemento comum a todos nós e tendo que abrir mão um pouquinho do que que é o objeto particular de meu interesse, que é a minha prioridade. Então, a gente passou um tempo, né, com muita discussão, muito debate, assim, forte, é, até a gente conseguir, é, encontrar qual que era esse objeto. E aí fomo-- acho que a, a ocasião da COP nos ajudou a falar: "Então tá, vamos partir disso". E achamos esse objeto e a partir disso a gente conseguiu abrir pra recomendações que são bastante amplas, né, e acho que muito representativas do que a gente tem aí de desafios pra enfrentar, é, pensando na adaptação das cidades. É, acho que pra mim fica muito claro, assim, esse, essa importância do CADES como um, um lugar de fortalecer, é, o fazer junto e a integração, né. Acho que esse é um grande gargalo que a gente enfrenta e eu acho que esse é um, é um lugar, é um ambiente, né, é um fórum muito propício pra isso, né. É, também É, dizer que aprendi muito nesse processo, né, como relatora, foi a primeira vez que eu fui relatora aqui de uma, de uma comissão do CADES, é, que não foi fácil, mas também não fui sozinha, né? Então além da, da contribuição de todos os conselheiros, vou também, é, agradecer, é, o Azzoni, a Laura e também a Élia, que a gente não falou, mas que trabalharam ali nos bastidores fortemente na revisão, na, nesse desafio que é pegar todas as, os debates que a gente, hã, teve ao longo desse processo e sintetizar, né, pra chegar nessas recomendações. Então, é, agradeço aí enormemente a todo, todo o coletivo da Comissão Especial de Mudanças Climáticas. Vou passar a Azzoni?
Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Mais uma vez, mais uma vez eu quero agradecer todos os membros da, da Comissão Especial. Pedir desculpa se às vezes eu fui duro, eu fiz o meu corte de Argentina, mas-
Lígia Pinheiro de Jesus
Importante.
Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Mas foi importante pra gente chegar num ponto, é, ponto comum. Mas peço desculpa se alguma, alguma vez foi um pouco mais ríspido, mas o objetivo era chegar num ponto comum nesse, nesse relator, nesse parecer que nós chegamos. Fico muito honrado de ter participado como presidente, ter a Lígia como minha relatora, ter todos vocês comigo. Eu acho que a cada dia aprendemos mais. Então, nas questões climáticas ou que-- ou questões de meio ambiente, ou na nossa própria vida, nós somos um eterno aprendiz, né? Então nós vamos tá sempre aprendendo. Eu lembro quando eu entrei e como eu tô hoje. Aí eu vejo, pensa, nossa, como eu aprendi. Se a minha base toda, a minha base toda foi com vocês, aprendendo o conhecimento de vocês. Mais uma vez eu agradeço à Laura, pessoa incrível, conhecimento profundo. Você, Lígia, foi fenomenal, você foi-
Lígia Pinheiro de Jesus
Trabalhamos.
Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Foi fantástico. Brigado. Brigado a todos vocês que colaboraram, brigado a todos que estão aqui no CADES apreciando nosso parecer. Obrigado por todas as contribuições de vocês e só tenho a agradecer. Muito obrigado.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Calma que não terminou ainda, né? Estão todas ansiosas, né, dona Rosélia? Calma que não terminou ainda. É, referente então o CADES da resolução cento e quarenta de 2011, do artigo trinta e oito da resolução, nós vamos então colocar em votação então, tá? A, o parecer da Comissão Especial de Mudanças Climáticas, que foi já feito o relatório, tá? E feito com as, com as ressalvas que a Lígia já leu, tá? Que é nas últimas ressalvas que você leu, e também já com aprovação então dessa primeira edição da Comissão Especial da Mudanças Climáticas, colocando em votação aqui no, do CADES municipal. Não teve objeção, que eu creio aqui, tanto na parte presencial e na parte online. Então tá aprovado o parecer da Comissão Especial de Mudanças Climáticas, a primeira edição, já com a conclusão do nosso presidente Azzoni, com a relatora Lígia Pinheiro, e já passando para a segunda edição, é, da Comissão Especial de Mudanças Climáticas, a ser aprovado na próxima reunião do CADES municipal. Então, em nome do nosso secretário Wanderlei Júnior, em nome do nosso secretário Daniel de Lima, em nome do nosso prefeito Ricardo Nunes, eu dou como encerrada a nossa reunião do CADES municipal de hoje. Obrigada a todos aqui presente, obrigada a todos online.
Lígia Pinheiro de Jesus
Obrigada a todos, boa tarde e bom resto de semana a todos.
Danilo Augusto da Silva - SECLIMA
Obrigado, pessoal.Foi um prazer.Parabéns a todos vocês.Contem com a Acclima.
Lígia Pinheiro de Jesus
Obrigada.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Até a próxima.Tchau, tchau.
Danilo Augusto da Silva - SECLIMA
Boa tarde.
Liliane Neiva Arruda Lima - Coordenadora
Bom feriado, pessoal.
São Paulo, 29 de julho de 2026
Wanderley de Abreu Soares Junior
Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente
Presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável CADES