SECRETARIA GERAL PARLAMENTAR
SECRETARIA DE REGISTRO PARLAMENTAR E REVISÃO - SGP-4
134ª SESSÃO ORDINÁRIA
17/06/2026
- Presidência do Sr. Ricardo Teixeira.
- Secretaria do Sr. Senival Moura.
- À hora regimental, com o Sr. Ricardo Teixeira na presidência, feita a chamada, verifica-se haver número legal. Estiveram presentes durante a sessão os Srs. Adrilles Jorge, Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Ana Carolina Oliveira, André Santos, Carlos Bezerra Jr., Celso Giannazi, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Dheison Silva, Dr. Milton Ferreira, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Eliseu Gabriel, Ely Teruel, Fabio Riva, George Hato, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Félix, Jair Tatto, Janaina Paschoal, João Ananias, João Jorge, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Major Palumbo, Marcelo Messias, Marina Bragante, Nabil Bonduki, Pastora Sandra Alves, Professor Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Roberto Tripoli, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sandra Santana, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Senival Moura, Sidney Cruz, Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez. O Sr. Gabriel Abreu encontra-se em licença.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Há número legal. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Esta é a 134ª Sessão Ordinária, da 19ª Legislatura, convocada para hoje, dia 17 de junho de 2026.
Relembro aos Srs. Vereadores que se encontra aberta a 12ª Sessão Extraordinária Virtual da 19ª Legislatura.
Esta presidência, de imediato, convoca cinco sessões extraordinárias, logo após a sessão ordinária de amanhã, quinta-feira, dia 18 de junho de 2026, todas com a Ordem do Dia a ser publicada.
O SR. GILBERTO NASCIMENTO (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Gilberto Nascimento.
O SR. GILBERTO NASCIMENTO (PL) - (Pela ordem) - Gostaria de aproveitar este momento. Acho que nenhum dos Vereadores quer que chegue este momento - essa é a grande realidade -, principalmente quando perdemos uma pessoa muito próxima. Então, eu quero comunicar à Casa o falecimento do Dr. Marcio Silva, o Pastor Marcio, que sempre trabalhou comigo. Foi a terceira pessoa que eu trouxe para o meu gabinete dez anos atrás. O Dr. Marcio Silva teve relacionamento com muita gente. Foi um dos grandes responsáveis pelo trabalho que tivemos na Corregedoria - sempre meu braço direito, meu conselheiro. Era aquele que, quando dava muita confusão, parava tudo e falava: “Vamos fazer uma oração, para Deus nos aconselhar, nos direcionar”.
É com muito pesar que perdemos, no dia de hoje, o Pastor Marcio. Fica aqui meu abraço carinhoso e afetuoso à Pastora Lu, ao Rubem, filho dele, a toda a família e ao pessoal da igreja Ibani, lá da zona Norte. É um momento muito triste para mim e para o meu gabinete.
Então, peço este minuto de silêncio, Sr. Presidente.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, pela ordem, a nobre Vereadora Janaina Paschoal.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - (Pela ordem) - Já externando os sentimentos ao nosso Colega Gilberto Nascimento e a toda a sua equipe pela partida do Pastor Marcio, eu peço também a extensão desse minuto de silêncio pelos jovens que faleceram no acidente de ônibus, indo de Sobral para Juazeiro, ali na cidade de Tauá, no interior do Ceará. Cito os nomes dos meninos: Marcos Miguel da Silva, Henrique Ferreira Bezerra, João Paulo Sampaio de Alencar, Luiz José Morais Neto, Cauã Rodrigues Fratta, Jonatan Samuel dos Santos Lopes e Matheus Henrique Ferreira Martins. Eram jovens entre 15 e 22 anos.
Então, além do minuto de silêncio, eu peço a todos que orem, porque nós estamos perdendo muitos jovens. O Brasil está perdendo muitos jovens, e isso me parece ser o sinal de uma necessidade de orações, independentemente da religião.
Obrigada, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Então, vamos a um minuto de silêncio.
- Minuto de silêncio.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Por acordo de lideranças, esta presidência vai encerrar a presente sessão.
Convoco os Srs. Vereadores para a próxima sessão ordinária, com a Ordem do Dia a ser publicada.
Informo aos Srs. Vereadores que, dentro de instantes, será feita a chamada para a primeira sessão extraordinária convocada para a tarde de hoje.
Estão encerrados os nossos trabalhos.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 17/06/2026
REQUERIMENTOS
VEREADOR MARCELO MESSIAS (MDB)
13-00805/2026 - Coautoria do PL 770/2024.
VEREADOR ANDRÉ SANTOS (REPUBLICANOS)
13-00806/2026 - Voto de Júbilo e Congratulações aos Policiais Militares do Comando do Corpo de Bombeiros Metropolitano, lotados na Divisão de Atividades Técnicas (DAT).
VEREADOR GEORGE HATO (MDB)
13-00808/2026 - Voto de Pesar pelo falecimento de Nilo Mitsuru Izukawa. [Arquivado tendo em vista tratar-se do mesmo pedido formulado no RDS 791/2026.]
VEREADORA SANDRA SANTANA (MDB)
13-00809/2026 - Voto de Pesar pelo falecimento do Sr. Marcio Roberto Elias.
85ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
17/06/2026
- Presidência do Sr. Ricardo Teixeira.
- Secretaria do Sr. Senival Moura.
- Às 15h57 com o Sr. Ricardo Teixeira na presidência, feita a chamada, verifica-se haver número legal. Estiveram presentes durante a sessão os Srs. Adrilles Jorge, Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Ana Carolina Oliveira, Carlos Bezerra Jr., Celso Giannazi, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Dheison Silva, Dr. Milton Ferreira, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Eliseu Gabriel, Ely Teruel, Fabio Riva, George Hato, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Félix, Janaina Paschoal, João Ananias, João Jorge, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Major Palumbo, Marcelo Messias, Marina Bragante, Nabil Bonduki, Pastora Sandra Alves, Professor Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sandra Santana, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Senival Moura, Sidney Cruz, Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez. O Sr. Gabriel Abreu encontra-se em licença.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Há número legal. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Esta é a 85ª Sessão Extraordinária, da 19ª Legislatura, convocada para hoje, dia 17 de junho de 2026.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Silvinho Leite.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, gostaria de anunciar dois nobres visitantes: Dra. Maria Corsato, delegada do 27º Distrito Policial e Cláudio Ribeiro da Silva, o nosso grande campeão do UFC.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Sejam bem-vindos a esta Casa. É uma honra recebê-los. Muito obrigado.
Esta presidência suspenderá a sessão para a realização da reunião conjunta das Comissões, para instrução dos projetos da pauta.
Participarão da reunião conjunta das Comissões as seguintes Comissões: Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente; Administração Pública; Trânsito, Transporte e Atividade Econômica; Educação, Cultura e Esportes; Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher e Finanças e Orçamento.
Convido o nobre Vereador João Ananias para presidir a reunião conjunta das Comissões.
Estão suspensos os trabalhos.
- Suspensos, os trabalhos são reabertos sob a presidência do Sr. Ricardo Teixeira.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Por acordo de lideranças, foi solicitado que não sejam instruídos os projetos dos Srs. Vereadores, então vamos fazer Congresso de Comissões, com as Comissões de Administração Pública e de Finanças e Orçamento para os itens 1, 2 e 3 da pauta.
Estão suspensos os trabalhos.
- Suspensos, os trabalhos são reabertos sob a presidência do Sr. Ricardo Teixeira.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Reabertos os trabalhos, passemos à Ordem do Dia.
ORDEM DO DIA
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Peço ao Sr. Secretário que faça a leitura do primeiro item da pauta.
- “PL 465/2026, DA MESA DA CÂMARA. Dá cumprimento ao art. 1º da Lei nº 14.889, de 20 de janeiro de 2009 [Atualização monetária de vencimentos dos servidores públicos da Câmara Municipal de São Paulo visando a reposição das perdas inflacionárias entre março/2025 e fevereiro/2026]. FASE DA DISCUSSÃO: 1ª. APROVAÇÃO MEDIANTE VOTO FAVORÁVEL DA MAIORIA ABSOLUTA DOS MEMBROS DA CÂMARA. ”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Há sobre a mesa pareceres, que serão lidos.
- É lido o seguinte:
“PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 0465/2026
Trata-se de projeto de lei, de autoria da Mesa da Câmara Municipal de São Paulo, que dá cumprimento ao art. 1º da Lei nº 14.889, de 23 de janeiro de 2009, que dispõe sobre a fixação da data-base para o reajuste da remuneração dos servidores públicos da Câmara Municipal de São Paulo.
Conforme a proposta, visando à reposição das perdas inflacionárias ocorridas no período de março de 2025 a fevereiro de 2026, os vencimentos, funções gratificadas, salários e salário-família dos servidores públicos da Câmara Municipal de São Paulo ficam atualizados monetariamente em 3,81% (três inteiros e oitenta e um centésimos percentuais) a partir de 1º de março de 2026.
Sob o estrito aspecto da legalidade, a propositura reúne condições de seguir em tramitação.
Com efeito, cuida a propositura de matéria atinente à remuneração de servidor público do Legislativo.
A remuneração dos servidores públicos somente pode ser fixada ou alterada por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, conforme preconiza o art. 37, inciso X, da Constituição Federal.
A iniciativa legislativa para tratar da remuneração dos servidores da Câmara Municipal é reservada à Mesa da Casa, nos termos dos artigos 14, inciso III, e 27, inciso I, da Lei Orgânica do Município, bem como art. 13, inciso I, “b”, número 1, do Regimento Interno da Câmara Municipal.
A Lei nº 14.889/2009, em seu art. 1º, fixa no dia 1º de março de cada ano a data-base para o reajuste da remuneração dos servidores públicos da Câmara Municipal de São Paulo e deliberação sobre o conjunto de reivindicações desses servidores.
Em atendimento ao disposto nos artigos 16, 17 e 21 da Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), foi informado que o impacto orçamentário-financeiro da lei, no exercício corrente, é de 0,02% da Receita Corrente Líquida, totalizando uma despesa de pessoal para o exercício de 0,93% da Receita Corrente Líquida estimada, dentro, portanto, dos limites percentuais impostos pelo ordenamento legal ao Poder Legislativo de 6%, distribuídos em 4,25% para a Câmara Municipal de São Paulo e 1,75% para o Tribunal de Contas do Município de São Paulo.
Para os exercícios de 2027 e 2028, foi informado que o impacto orçamentário decorrente da aprovação do projeto de lei é de 0,02% da Receita Corrente Líquida, totalizando o percentual de 0,94% da Receita Corrente Líquida estimada, ou seja, dentro dos limites percentuais estabelecidos no ordenamento legal para o Poder Legislativo.
Atendendo ao disposto no art. 29-A da Constituição Federal, a aprovação do projeto de lei acarretará um impacto sobre a despesa do Poder Legislativo no exercício em que deva entrar em vigor, de 0,03%, totalizando para o exercício de 2026 um percentual de 3,06%, calculado com base na Lei Orçamentária Anual de 2026, e 0,03% para os exercícios de 2027 e 2028, totalizando para cada um desses exercícios o percentual de 3,06%, calculados com base na receita estimada da Prefeitura, estando dentro do limite percentual estabelecido na legislação de 3,50%.
Quanto à compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e com o Plano Plurianual, foi informado que a propositura não afeta as metas de resultados fiscais previstas no anexo referido no parágrafo § 1º do art. 4º da Lei Complementar nº 101/2000 e que os recursos financeiros para custeio têm origem nas seguintes dotações orçamentárias:
09.10.01.122.4001.2100.3.1.90.07.00 Contribuição a Entidades Fechadas de Previdência;
09.10.01.122.4001.2100.3.1.90.11.00 Vencimentos e vantagens fixas - Pessoal Civil;
09.10.01.122.4001.2100.3.1.90.13.00 Obrigações patronais;
09.10.01.122.4001.2100.3.1.91.13.00 Obrigações patronais - Intraorçamentário.
Satisfeitos formalmente os requisitos da Lei de Responsabilidade Fiscal, sem prejuízo da análise da E. Comissão de Finanças e Orçamento desta Casa, a qual compete se pronunciar sobre a matéria.
Para ser aprovado o projeto depende de voto favorável da maioria absoluta dos membros desta Casa, nos termos do art. 40, § 3º, IV, da Lei Orgânica do Município.
Ante o exposto, somos PELA LEGALIDADE.
Sala da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa, em
COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA
Janaina Paschoal (PP)
Lucas Pavanato (PL) - contrário
Luna Zarattini (PT)
Sansão Pereira (REPUBLICANOS)
Silvão Leite (UNIÃO)
Silvia da Bancada Feminista (PSOL)
Thammy Miranda (PSD)”
“PARECER CONJUNTO N° DAS COMISSÕES REUNIDAS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA; E DE FINANÇAS E ORÇAMENTO SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 465/2026.
Trata-se de Projeto de Lei nº 465/2026, de iniciativa da Mesa da Câmara Municipal de São Paulo, que dá cumprimento ao art. 1º da Lei nº 14.889, de 20 de janeiro de 2009, dispondo sobre a atualização monetária dos vencimentos, funções gratificadas, salários e salário-família dos servidores públicos da Câmara Municipal de São Paulo, visando à reposição das perdas inflacionárias ocorridas entre março de 2025 e fevereiro de 2026.
A Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa manifestou-se pela legalidade da propositura.
Nos termos do projeto, os vencimentos, funções gratificadas, salários e salário-família dos servidores públicos da Câmara Municipal de São Paulo ficam atualizados monetariamente em 3,81% (três inteiros e oitenta e um centésimos percentuais), a partir de 1º de março de 2026, aplicando-se, no que couber, aos servidores inativos e pensionistas da Câmara Municipal de São Paulo. As despesas decorrentes da execução da futura lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário, entrando a norma em vigor na data de sua publicação, com efeitos retroativos nos termos de seu art. 2º.
Quanto ao mérito afeto à Comissão de Administração Pública, compreende-se que a propositura se harmoniza com a data-base instituída pela Lei nº 14.889/2009 e se limita à recomposição do poder aquisitivo dos servidores do Legislativo municipal, mediante aplicação do índice inflacionário apurado para o período. Trata-se, assim, de medida ordinária de atualização remuneratória, voltada à preservação do valor real da remuneração e à valorização dos quadros funcionais da Câmara Municipal. Destarte, o parecer da Comissão de Administração Pública é favorável ao projeto.
Quanto ao aspecto financeiro, a Comissão de Finanças e Orçamento nada tem a opor, tendo em vista que a matéria não ofende os dispositivos da lei orçamentária, bem como está condizente com os referenciais legais de conduta fiscal. Favorável, portanto, é o parecer da Comissão de Finanças e Orçamento.
Sala das Comissões Reunidas,
COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Amanda Vettorazzo (UNIÃO)
Edir Sales (PSD)
Kenji Ito (PODE)
Rute Costa (PL)
Sargento Nantes (PP)
COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO
Ana Carolina Oliveira (PODE)
Gilberto Nascimento (PL)
João Ananias (PT)
Marcelo Messias (MDB)
Silvinho Leite (UNIÃO)”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Lidos os pareceres, agradeço ao Sr. Secretário.
Em discussão. Não há oradores inscritos; encerrada a discussão.
Passemos ao encaminhamento da votação.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, para encaminhar a votação, a nobre Vereadora Luana Alves. O nobre Vereador Alessandro Guedes será o seguinte.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Era só para consultar V.Exa. sobre isso, Presidente.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - Boa tarde aos Srs. Vereadores, às Sras. Vereadoras, ao público que está nos assistindo no dia de hoje e a quem está de forma on-line.
Pode parecer um pouco confuso o encaminhamento de votações, mas neste momento estamos votando o reajuste salarial para os servidores da Câmara Municipal de São Paulo. É uma matéria importante para todos nós. Sabemos que o reajuste não é nenhum aumento. É direito de qualquer servidor, de qualquer trabalhador, e nosso voto evidentemente é favorável. Esse reajuste de 3,8% se soma à RGA, que é o linear, que foi para todos os servidores. É o que estávamos votando há poucas semanas, um mês atrás, e foi o que valeu para todos os professores, por exemplo, que não tiveram nada acima da RGA.
Nossa Bancada, com muito orgulho, vota favoravelmente, mas não podemos deixar de mencionar que o ideal seria que todos os servidores tivessem o mesmo direito. Os professores, enfermeiros e enfermeiras, os administrativos, todos que estão realizando política pública são importantes também, que tenham direito ao reajuste inflacionário compatível, que não tenham uma perda salarial. Seria muito interessante se todas as categorias tivessem.
Dado o nosso voto favorável, mais que favorável, estamos felizes, porque os servidores da nossa Câmara merecem. Queremos trazer algumas propostas para a votação em segunda. Eu estava debatendo com o Presidente da Câmara, a nossa Bancada tem algumas propostas. Acreditamos na possibilidade de nós, talvez, reajustarmos e corrigirmos algumas injustiças que há dentro da Casa.
Uma primeira questão é a dos estagiários. Há um número limitado de estagiários hoje na Câmara para cada gabinete. Primeiro, achamos que esse número poderia ser aumentado e segundo, hoje, os estagiários não têm VA nem VR. Gostaríamos de fazer, onde entendemos que tem a ver com o contrato do CIEE, porque está muito baixo. Calma, calma.
Nós queremos debater o VA e o VR dos estagiários, isso é um dos elementos que nós queremos trazer.
Sr. Líder do Governo, outro elemento que entendemos ser mais polêmico, mas acreditamos ser possível a presidência fazer esse debate com as empresas responsáveis pelos terceirizados, porque existe uma questão importante: a questão salarial que está defasada. Acreditamos que seria interessante que os terceirizados da Câmara Municipal de São Paulo conseguissem ter alguns benefícios mais compatíveis com os outros servidores da Casa. É uma demanda que nós temos. Acreditamos que seria interessante. Entendo que muitos deles giram e não são só da Câmara, mas, entendemos que é possível, conversando com a empresa, conseguir fazer isso. Existem, por exemplo, órgãos públicos que têm contratos próprios com as empresas terceirizadas. Então é possível pensarmos isso.
Outro elemento que gostaríamos de colocar aos senhores é a questão do número de pessoas que estão hoje na Câmara Municipal de São Paulo. Tivemos concursos recentes. Gostaríamos de reivindicar que é importante isso, foram concursos importantes, necessários, mas ainda há uma defasagem. É importante que consigamos ter mais técnicos na Câmara Municipal de São Paulo, que consigam subsidiar os Vereadores, as Vereadoras e os debates para dialogarmos
É isso, voto favorável. Estamos muito felizes que os servidores consigam ter esse reajuste, mas o ideal é que seja para todos da cidade de São Paulo. Que todos tenham a possibilidade de um reajuste digno e compatível com a inflação, principalmente os professores que estão com uma defasagem histórica nos seus salários.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Luana Alves.
Tem a palavra, para encaminhar a votação, o nobre Vereador Alessandro Guedes.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - Boa tarde, Sras. e Srs. Vereadores, público que nos acompanha na galeria ou através da Rede Câmara SP. Venho, hoje, na condição de Líder da Bancada do PT, encaminhar voto “sim” ao projeto de reajuste aos servidores da Casa, no percentual de 3,81%.
Apenas para reforçar, que nós poderíamos também ter discutido um percentual maior para os servidores públicos da cidade de São Paulo, que trabalham tanto para deixar nossa cidade de pé, quanto para cuidar das demandas dos nossos munícipes, seja na área da saúde, educação, na subprefeitura. E infelizmente tiveram um reajuste abaixo da inflação e, além disso, foi proposto e aprovado a ser pago em duas parcelas. Nós estamos falando de um reajuste de 3,51%, pago em duas parcelas, em uma cidade tão rica, com um orçamento tão forte, o terceiro do país.
Então, quero lamentar isso. Infelizmente foi aprovado dessa forma e agora vamos aprovar o da Câmara, porém em uma condição um pouco melhor, em que poderia ter tido justiça para o outro também de reposição inflacionária e em uma parcela única.
Outra questão que eu gostaria de falar, Sr. Presidente, é sobre os trabalhadores terceirizados desta Casa que, muitas vezes, dedicam-se até altas horas para servir os gabinetes, os corredores, o plenário - a nossa Casa como um todo - mas que, geralmente, têm um salário tão baixo; e, do ponto de vista dos benefícios, mais baixo ainda.
É triste quando dialogamos com esses trabalhadores, que não são diferentes dos demais trabalhadores da Casa. Somente não são concursados, mas não são diferentes. Vemos a situação a que são submetidos pelas empresas terceirizadas.
Quando fui 1º Secretário desta Casa, dialoguei com o Presidente Milton Leite e conseguimos encontrar um caminho junto à Procuradoria da Casa para a valorização desses terceirizados. Foi uma coisa inédita que aconteceu no mandato do Presidente Milton Leite, eu ainda como 1º Secretário, em que a Procuradoria conseguiu construir um texto para uma licitação que minimamente valorizava e protegia os trabalhadores terceirizados.
Então, Sr. Presidente, sem dúvida nenhuma, também poderíamos nos debruçar sobre esse tema de novo. Isso se faz necessário, porque apesar de terem tido um ganho real no seu salário através dessa discussão no passado, os benefícios não foram reajustados de forma alguma. Os benefícios - vale-refeição, vale-alimentação - continuaram muito baixos. Eles necessitam de mais, porque trabalham duro como os demais.
Daqui a pouco, votaremos o projeto de reajuste dos trabalhadores do TCM e da GCM, que também têm todo o direito de ter o seu reajuste. Porém, também temos a oportunidade de falar desses trabalhadores que cuidam da Casa, da copa, da limpeza, da portaria, da recepção, que vivem nos atendendo em várias demandas dos mandatos e gabinetes, na nossa atividade de plenário, atividade de Comissão Permanente, atividade de comissão extraordinária, CPI, comissão de estudo, grupos de trabalhos, frentes parlamentares, audiências públicas em que há debates ao final do semestre, de discussão de LDO e LOA, que acontecem aos montes na cidade e são recorrentes na Câmara. Seja o que for, Sr. Presidente. Esse pessoal também está à disposição de todos os Vereadores e Vereadoras, dos 55 mandatos, 55 gabinetes, com dedicação exclusiva e semanal.
Então, Sr. Presidente, temos a oportunidade de, em segunda votação, quem sabe, se não pudermos colocar dentro desse projeto - eventualmente não poderemos por causa da legalidade do assunto - poderemos deixar essa sugestão para esses trabalhadores, assim como para os trabalhadores da Rede Câmara SP, que merecem o mesmo tratamento, porque são trabalhadores que estão exclusivamente conosco no dia a dia, no trabalho, nas Comissões, o Parlamento, na CPI, inclusive externamente.
Recentemente, fiz uma audiência pública em Pirituba, às 21h, um frio congelante, o povo lotou a audiência pública - o Governo não mandou um representante, infelizmente, desrespeitando a audiência pública e a população de Pirituba - e os trabalhadores da Rede Câmara SP pegaram duas horas de trânsito para instalar, registrar e demonstrar a insatisfação do povo, através dos meios digitais.
Então, sem dúvida nenhuma, todos os trabalhadores da Câmara devem ser valorizados. Se não através desse projeto, fica a sugestão para a Mesa, quem sabe de outra forma, construindo dentro de toda a segurança legal, envolvendo a Procuradoria, para proteger os trabalhadores que tanto merecem.
Agradeço essa oportunidade de encaminhamento, Sr. Presidente. A Bancada do PT vai votar “sim” ao reajuste dos servidores.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Alessandro Guedes.
Não há mais oradores inscritos para encaminhar a votação.
A votos o PL 465/26. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora.
- Registro, por microfone, do voto contrário do Sr. Lucas Pavanato e da Sra. Janaina Paschoal.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Registrem-se os votos contrários dos nobres Vereadores Lucas Pavanato e Janaina Paschoal. Aprovado em primeira discussão, volta em segunda.
Passemos ao próximo item da pauta. Peço que o Sr. Secretário faça a leitura.
- “PL 466/2026, DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Dispõe sobre a aplicação do art. 1º da Lei Municipal nº 14.891, de 20 de janeiro de 2009 e dá outras providências [Atualização inflacionária salarial dos servidores do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, referente ao período de março de 2025 a fevereiro de 2026]. FASE DA DISCUSSÃO: 1ª. APROVAÇÃO MEDIANTE VOTO FAVORÁVEL DA MAIORIA ABSOLUTA DOS MEMBROS DA CÂMARA. ”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Há sobre a mesa pareceres, que serão lidos.
- É lido o seguinte:
“PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 0466/2026
Trata-se de projeto de lei, de autoria do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, que dá cumprimento ao art. 1º da Lei Municipal nº 14.891, de 20 de janeiro de 2009, que dispõe sobre a fixação da data-base para o reajuste da remuneração dos servidores públicos do Tribunal de Contas do Município de São Paulo.
Conforme a proposta, visando à reposição das perdas inflacionárias ocorridas no período de março de 2025 a fevereiro de 2026, os vencimentos, funções gratificadas, salários e outras verbas remuneratórias dos servidores públicos do Tribunal de Contas do Município de São Paulo ficam atualizados monetariamente em 3,81% (três inteiros e oitenta e um centésimos por cento) a partir de 1º de março de 2026.
Sob o estrito aspecto da legalidade, a propositura reúne condições de seguir em tramitação.
Com efeito, cuida a propositura de matéria atinente à remuneração do quadro de pessoal próprio do TCM, órgão de auxílio da Câmara Municipal.
A remuneração dos servidores públicos somente pode ser fixada ou alterada por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, conforme preconiza o art. 37, inciso X, da Constituição Federal.
A iniciativa legislativa para tratar da remuneração dos servidores do TCM é reservada ao próprio TCM.
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça enfrentou a questão da iniciativa legislativa dos Tribunais de Contas e, por unanimidade, expressou seu entendimento:
“EMENTA: (...)
1. Dada a autonomia administrativa e financeira dos Tribunais de Contas, que inclui a iniciativa para propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de cargos do seu serviço auxiliar, e a fixação dos respectivos vencimentos, não se aplica aos servidores do Tribunal de Contas dos Municípios, no Estado do Ceará, a Lei Estadual nº 12.386/94, que instituiu o Plano de Cargos e Carreira do pessoal da Administração Direta do Poder Executivo e Autarquias. 2. Recurso conhecido e não provido.
VOTO DO EXMO. MINISTRO EDSON VIDIGAL:
(...)
O Tribunal de Contas é órgão auxiliar e de orientação do Poder Legislativo, embora a ele não subordinado, praticando atos de natureza administrativa, concernentes, basicamente, à fiscalização, com reconhecida autonomia administrativa e financeira. Nos termos da CF, art. 73, aplicável aos Estados-membros, ao DF e aos Municípios (art. 75), os Tribunais de Contas possuem quadro próprio de pessoal, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art. 96 para o Poder Judiciário, dentre os quais, “a criação e a extinção de cargos e a fixação de vencimentos de seus membros, dos juízes, inclusive dos tribunais inferiores, onde houver, dos serviços auxiliares e dos juízos que lhe forem vinculados”. (...) Também é a lição doutrinária de Manoel Gonçalves Ferreira Filho:
‘Para salvaguardar a independência do Tribunal de Contas, evidentemente indispensável para o correto desempenho de suas atribuições, a Constituição lhe estende o disposto no art. 96 em favor dos tribunais judiciários. Assim, concede-lhe o direito de eleger seu presidente e a respectiva Mesa diretora; elaborar seu regimento interno e organizar os serviços auxiliares; prover os cargos de seu quadro administrativo (na forma da lei, embora) deferir licença e férias a seus membros e servidores (sempre na forma da lei). Dá-lhe também poder de iniciativa, habilitando-o a propor ao Legislativo a criação de cargo, bem como a fixação dos respectivos vencimentos ou eventualmente, a extinção de cargos.’ (In ‘Comentários à Constituição Brasileira de 1988’. Ed. Saraiva).” (STJ, Recurso Ordinário no Mandado de Segurança nº 12.271, Rel. Min. Edson Vidigal, j. 13.11.2000 - destacamos)
Na esteira dessa manifestação, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em v. acórdão proferido pelo Órgão Especial na ADI n. 9049619-62.2008.8.26.0000, julgada em 26.11.2008, em que também se discutiu, entre outros temas, a competência do Tribunal de Contas do Município de São Paulo para iniciar o processo legislativo nas hipóteses de criação e extinção de seus cargos, bem como de remuneração de seus servidores, por maioria de votos, julgou procedente em parte a ação, de conformidade com o voto do Relator designado, Desembargador Eros Piceli, expedindo o seguinte entendimento:
“O Tribunal de Contas do Município tem competência privativa para a criação, extinção de cargos, bem como a remuneração dos seus servidores, por força da combinação dos artigos 73, 75 e 96, inciso II, letra b, todos da Constituição Federal, além dos artigos 31, 144 e 151 da Constituição do Estado de São Paulo.”
A Lei nº 14.891/2009, em seu art. 1º, fixa no dia 1º de março de cada ano a data-base para o reajuste da remuneração dos servidores públicos do TCM.
Em atendimento ao disposto nos artigos 16, 17 e 21 da Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), foi informado que o impacto orçamentário-financeiro da lei, no exercício corrente, é de R$ 9.491.520,00 (nove milhões, quatrocentos e noventa e um mil, quinhentos e vinte reais), que, somados às despesas de pessoal já existentes, corresponderá a 0,43% (quarenta e três centésimos por cento) da Receita Corrente Líquida estimada para o exercício, dentro, portanto, do limite de 1,75% (um inteiro e setenta e cinco centésimos por cento) previsto no art. 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal, aplicável ao Tribunal de Contas do Município de São Paulo.
Para os exercícios de 2027 e 2028, foi informado que a previsão do impacto orçamentário-financeiro é de R$ 17.989.528,00 (dezessete milhões, novecentos e oitenta e nove mil, quinhentos e vinte e oito reais) e R$ 17.031.126,00 (dezessete milhões, trinta e um mil, cento e vinte e seis reais), respectivamente, que, somados às despesas de pessoal já existentes e projetadas, corresponderão a 0,42% (quarenta e dois centésimos por cento) e 0,41% (quarenta e um centésimos por cento) das respectivas Receitas Correntes Líquidas anuais estimadas, dentro, portanto, do limite de 1,75% (um inteiro e setenta e cinco centésimos por cento) previsto no art. 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Atendendo ao disposto no art. 29-A da Constituição Federal, a aprovação do projeto de lei acarretará um impacto sobre a despesa do Poder Legislativo, no exercício corrente, totalizando para o exercício de 2026 um percentual de 2,96% (dois inteiros e noventa e seis centésimos por cento), calculado com base no somatório da receita tributária e das transferências constitucionais efetivamente realizadas pela PMSP em 2025, estando dentro do limite percentual estabelecido na legislação, qual seja, 3,50% (três inteiros e cinquenta centésimos por cento).
Quanto à compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e com o Plano Plurianual, foi informado que a propositura não afeta as metas de resultados fiscais previstas no anexo referido no parágrafo § 1º do art. 4º da Lei Complementar nº 101/2000 e que os recursos financeiros para custeio têm origem nas seguintes dotações orçamentárias:
10.10.01.122.4001.2100.3.1.90.07.00 Contribuição a Entidades Fechadas de Previdência;
10.10.01.122.4001.2100.3.1.90.16.00 Outras Despesas Variáveis — Pessoal Civil;
10.10.01.122.4001.2100.3.1.91.96.00 Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado.
Satisfeitos formalmente os requisitos da Lei de Responsabilidade Fiscal, sem prejuízo da análise da E. Comissão de Finanças e Orçamento desta Casa, a qual compete se pronunciar sobre a matéria.
Para ser aprovado o projeto depende de voto favorável da maioria absoluta dos membros desta Casa, nos termos do art. 40, § 3º, IV, da Lei Orgânica do Município.
Ante o exposto, somos PELA LEGALIDADE.
Sala da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa, em
COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA
Janaina Paschoal (PP)
Luna Zarattini (PT)
Lucas Pavanato (PL) - contrário
Sandra Santana (MDB)
Sansão Pereira (REPUBLICANOS)
Silvão Leite (UNIÃO)
Silvia da Bancada Feminista (PSOL)
Thammy Miranda (PSD)”
“PARECER CONJUNTO N° DAS COMISSÕES REUNIDAS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA; E DE FINANÇAS E ORÇAMENTO SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 466/2026
O Projeto de Lei nº 466/2026, apresentado pelo Tribunal de Contas do Município de São Paulo, dispõe sobre a aplicação do artigo 1º da Lei Municipal nº 14.891, de 20 de janeiro de 2009, com o objetivo de realizar a atualização inflacionária salarial dos servidores do TCMSP referente ao período de março de 2025 a fevereiro de 2026. A propositura visa atualizar monetariamente, em 3,81%, os vencimentos, funções gratificadas, salários e outras verbas remuneratórias, abrangendo também os servidores inativos e pensionistas, com efeitos retroativos a 1º de março de 2026.
A justificativa apresentada pelo Tribunal fundamenta-se no artigo 37, inciso X, da Constituição Federal, que assegura a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos, e no artigo 1º da Lei Municipal nº 14.891/2009, que estabelece o dia 1º de março de cada ano como data-base para a recomposição. O proponente ressalta que o índice de 3,81% reflete a inflação apurada pelo IPCA/IBGE no período mencionado, não constituindo aumento real, mas apenas a recomposição do poder de compra dos servidores.
A Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa apresentou parecer pela legalidade da proposta.
Considerando a importância da política de gestão de pessoal e, ainda, que o projeto em análise está de acordo com a política remuneratória e com a Lei Municipal nº 14.891/2009, que garante a data-base de 1º de março para os servidores do TCMSP, esta Comissão de Administração Pública consigna parecer favorável à matéria.
Quanto ao aspecto financeiro, a Comissão de Finanças e Orçamento nada tem a opor, tendo em vista que a matéria não ofende os dispositivos da lei orçamentária, bem como está condizente com os referendos legais de conduta fiscal. Favorável, portanto, é o parecer.
Sala das Comissões Reunidas,
COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Amanda Vettorazzo (UNIÃO)
Edir Sales (PSD)
Kenji Ito (PODE)
Rute Costa (PL)
Zoe Martínez (PL)
COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO
Ana Carolina Oliveira (PODE)
Gilberto Nascimento (PL)
João Ananias (PT)
Marcelo Messias (MDB)
Silvinho Leite (UNIÃO)”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Lidos os pareceres. Em discussão. Não há oradores inscritos. Encerrada a discussão.
Passemos ao encaminhamento de votação.
Tem a palavra, para encaminhar a votação, o nobre Vereador Alessandro Guedes. Tem V.Exa. a palavra por cinco minutos.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - Boa tarde, estou novamente na tribuna para defender o reajuste dos trabalhadores do TCM, afinal de contas somos a favor, a Bancada do Partido dos Trabalhadores, de que os servidores da cidade sejam bem remunerados, estejam eles nos órgãos públicos que estiverem, para que desenvolvam bem o seu trabalho.
Foi essa a crítica que acabei de trazer em relação aos servidores da saúde, da educação, das subprefeituras e a tantos outros servidores que ganham tão mal na cidade, mas que têm, todos eles, um dever cívico e profissional de cuidar tão bem do município, no máximo que eles podem, dentro da estrutura que lhes é fornecida, Sr. Presidente.
Então, sem dúvida nenhuma, defendemos melhores condições de trabalho para os servidores públicos municipais, ou mesmo na esfera que for abrangendo o funcionalismo da Câmara e do TCM.
Aliás, queria render meus cumprimentos aos trabalhadores e servidores do TCM, bem como aos conselheiros daquele Tribunal de Contas, alguns dos quais que foram Vereadores junto a nós, nesta Casa. Quero ainda dizer que aquele órgão tem um papel importante nessa cidade, que é de fiscalização também, inclusive no apoio à Câmara, em seu papel auxiliar, o qual tem desempenhado a contento, Sr. Presidente. Realmente o Tribunal de Contas do Município vem desempenhando seu papel a contento.
No que diz respeito a este Vereador, para todas as demandas que encaminho junto ao TCM a resposta sempre é de muita parceria, de muito interesse em ajudar e em colaborar com aquela preocupação que, eventualmente, apresentamos também nas Comissões.
Na Comissão de Finanças e Orçamento, por exemplo, sempre há representantes do TCM nas audiências para discutir os assuntos relacionados à cidade.
Nas CPIs, que este Vereador apresentou e presidiu, um dos nossos feitos, como regra, era ir até o TCM dialogar com os conselheiros e os servidores, porque o que eles têm acumulado de conhecimento e trabalho pela cidade contribui bastante no debate sempre que promovemos.
Foi assim na CPI da Poluição Petroquímica, que presidi por quase oito meses, e houve o relator, o Vereador Marcelo Messias, que está presente. Está sendo assim também no diálogo sobre a CPI do Pantanal, em que fizemos até uma parceria em uma visita ao Conselheiro Eduardo Tuma e aos trabalhadores do TCM, que nos apresentaram todo o acúmulo que havia nessa área, no Jardim Pantanal. Sem dúvida nenhuma, isso contribui com a cidade.
E não é só, Sr. Presidente, podemos falar de outras questões. O TCM tem um corpo técnico muito qualificado e ajuda a controlar, muitas vezes, o orçamento da cidade e a execução desse orçamento, porque é comum vermos uma denúncia na cidade, originada por causa de uma investigação que, às vezes, nasceu no TCM. A luz amarela acende no TCM, às vezes suspende um edital ou uma licitação, ou até mesmo uma execução de uma obra por desvios eventuais. Geralmente, é o TCM que possui papel fundamental nisso, Sr. Presidente.
Recentemente, na discussão da MM Quarter, que é a empresa que prestava serviço para a SPTuris, que está sendo investigada por desvio, o contrato dela chegava a 250 milhões de reais. Inclusive, a SPTuris teve a troca da sua cúpula após esse escândalo.
Nessa discussão do WiFi livre, essa ONG que deveria executar o contrato, e não o fez, o TCM foi um dos primeiros a identificar problemas na contratação. Inclusive, Sr. Presidente, na questão do WiFi Livre, o TCM apontou que a Prodam, que é uma empresa pública municipal, faz o mesmo serviço com valor cinco vezes menor. Olha que absurdo: a MM Quarter, que hoje oferece o Instituto Conhecer Brasil, responsável por executar o contrato do WiFi livre, teria um contrato de manutenção de cerca de 1.800 reais por cada ponto, e a Prodam, apontada inclusive pelo TCM, realiza esse serviço por um valor até seis vezes menor, Sr. Presidente.
Sem dúvida alguma, vejam o papel do TCM em relação a esses escândalos da cidade, especialmente por ser o primeiro órgão a identificar as falhas na execução do contrato e os desvios eventuais na execução desse contrato.
Sem dúvida nenhuma, o reajuste vale para os trabalhadores do TCM, assim como um reajuste decente aos servidores da saúde, educação, subprefeituras, entre outras, além de ser justo o reajuste para os trabalhadores desta Casa, pelo trabalho que fazem na cidade.
Portanto, encaminho o voto “sim”, Sr. Presidente, ao reajuste do salário dos trabalhadores do TCM, no montante de 3,81%, conforme o projeto em resposta à inflação.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Alessandro Guedes.
Não há mais oradores inscritos para encaminhamento.
A votos o PL 466/26. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora.
- Registro, por microfone, do voto contrário dos Sr. Lucas Pavanato e da Sra. Janaina Paschoal.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Registrem-se os votos contrários dos nobres Vereadores Lucas Pavanato e Janaina Paschoal. Aprovado em primeira discussão, volta em segunda.
Passemos ao próximo item.
Peço a leitura ao Sr. Secretário, sempre ao meu lado direito.
- “PL 495/2026, DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Dispõe sobre a descrição de atribuições de cargos do Quadro da Secretaria do Tribunal de Contas do Município de São Paulo e sobre mandato dos cargos de direção do Tribunal. FASE DA DISCUSSÃO: 1ª. APROVAÇÃO MEDIANTE VOTO FAVORÁVEL DA MAIORIA ABSOLUTA DOS MEMBROS DA CÂMARA. ”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Há sobre a mesa pareceres, que serão lidos.
- É lido o seguinte:
“PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 0495/2026
Trata-se de projeto de lei, de autoria do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM), que altera a Lei nº 9.167, de 3 de dezembro de 1980, e a Lei nº 13.877, de 23 de julho de 2004, dispondo sobre a descrição de atribuições de cargos do Quadro da Secretaria do Tribunal de Contas do Município de São Paulo e sobre o mandato dos cargos de direção do Tribunal.
O art. 1º substitui a descrição de atribuições dos cargos em comissão do Quadro Geral de Pessoal do Tribunal, constante do Anexo VIII da Lei nº 13.877/2004, pela nova redação do Anexo I do projeto, aplicável aos cargos de Assessor de Gabinete e de Assessor de Secretaria. O art. 2º altera o art. 13 da Lei nº 9.167/1980, mantida a duração do mandato de 2 (dois) anos para os cargos de Presidente, Vice-Presidente e Corregedor do Tribunal, com possibilidade de recondução para igual período, e acrescenta-lhe o § 9º, para admitir uma nova recondução exclusivamente na hipótese de inexistência de outros candidatos aos referidos cargos.
A Justificativa consigna que a força de trabalho do Tribunal busca acompanhar a necessidade inerente ao exercício do controle externo, refletindo o compromisso institucional com a fiscalização eficiente dos recursos públicos municipais, e que a adequação do quadro funcional procura garantir que o Tribunal esteja estruturado para enfrentar os desafios impostos pela crescente complexidade das atribuições de controle externo, com estrutura de assessoramento superior e técnica bem preparada.
Esclarece, ademais, que o projeto de lei não cria cargos, limitando-se a promover adequações nas atribuições de cargos já existentes, e que a alteração da disciplina da recondução aos cargos de direção tem natureza exclusivamente procedimental. Por não importar criação de cargos ou funções, tampouco alteração da estrutura remuneratória, a medida não enseja aumento de despesa.
Sob o aspecto estritamente jurídico, a propositura reúne condições de seguir em tramitação.
Com efeito, cuida a propositura de matéria atinente à organização administrativa do quadro de pessoal e dos cargos de direção do TCM, órgão de auxílio da Câmara Municipal.
A iniciativa legislativa para tratar da organização e funcionamento do TCM é reservada ao próprio Tribunal, consoante entendimento doutrinário e jurisprudencial já consolidado, sendo exatamente essa a hipótese dos autos, visto que o projeto em exame é de autoria do próprio Tribunal de Contas do Município.
Nesse sentido, mencione-se a título ilustrativo recentes julgados do Supremo Tribunal Federal, cujas ementas seguem abaixo transcritas:
“Ementa: CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA. EMENDAS 68/2015 E 80/2019 À CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL. REDUÇÃO DO QUADRO DE PROCURADORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS. DESRESPEITO ÀS GARANTIAS INSTITUCIONAIS DO TRIBUNAL DE CONTAS RESPECTIVO (CF, ARTS. 73, § 3º, E 75). RESERVA DE INICIATIVA. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. 1. Os Procuradores do Ministério Público de Contas constituem carreira funcional com identidade, prerrogativas e garantias próprias, previstas e asseguradas no próprio texto constitucional (CF, art. 130), em razão do que a Associação Nacional do Ministério Público de Contas detém legitimidade ativa para a propositura de ações do controle concentrado de constitucionalidade. 2. A edição de nova Emenda à Constituição estadual, com o mesmo conteúdo, não convalida a norma questionada nem prejudica o conhecimento da Ação Direta. 3. Cabe exclusivamente ao respectivo Tribunal de Contas a iniciativa de leis que tratem da composição do quadro de Procuradores do Ministério Público de Contas, em que pese a autonomia funcional desses em relação aos Conselheiros. Precedentes. 4. Inconstitucionalidade formal, por violação à reserva de iniciativa do Tribunal de Contas Estadual, de emenda à Constituição estadual que reduziu a composição do quadro de Procuradores do Ministério Público de Contas e previu a iniciativa de leis para o Procurador-Geral de Contas. 5. Ação Direta julgada procedente.” (ADI 5483, j.14/02/2020 - grifamos)
“Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI COMPLEMENTAR 142/2011 DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, DE INICIATIVA PARLAMENTAR, QUE DISCIPLINA QUESTÕES RELATIVAS À ORGANIZAÇÃO E AO FUNCIONAMENTO DO TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. VIOLAÇÃO ÀS PRERROGATIVAS DA AUTONOMIA E DO AUTOGOVERNO DOS TRIBUNAIS DE CONTAS. MATÉRIA AFETA A LEIS DE INICIATIVA PRIVATIVA DAS PRÓPRIAS CORTES DE CONTAS. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE CONHECIDA E JULGADO PROCEDENTE O PEDIDO. 1. A Lei Complementar 142/2011 do Estado do Rio de Janeiro, de origem parlamentar, ao alterar diversos dispositivos da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, contrariou o disposto nos artigos 73, 75 e 96, II, d, da Constituição Federal, por dispor sobre forma de atuação, competências, garantias, deveres e organização do Tribunal de Contas estadual, matéria de iniciativa legislativa privativa daquela Corte. 2. As Cortes de Contas do país, conforme reconhecido pela Constituição de 1988 e por esta Suprema Corte, gozam das prerrogativas da autonomia e do autogoverno, o que inclui, essencialmente, a iniciativa privativa para instaurar processo legislativo que pretenda alterar sua organização e funcionamento, como resulta da interpretação lógico-sistemática dos artigos 73, 75 e 96, II, d, da Constituição Federal. Precedentes. 3. O ultraje à prerrogativa de instaurar o processo legislativo privativo traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência indubitavelmente reflete hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do ato legislativo eventualmente concretizado. Precedentes. 4. Ação direta de inconstitucionalidade conhecida e julgado procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade da Lei Complementar 142/2011 do Estado do Rio de Janeiro, confirmados os termos da medida cautelar anteriormente concedida.” (ADI 4643, j. 15/05/2019 - grifamos)
Para ser aprovado, o projeto depende de voto favorável da maioria absoluta dos membros desta Casa, nos termos do art. 40, § 3º, XII, da Lei Orgânica do Município.
Ante o exposto somos, PELA LEGALIDADE.
Sala da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa,
COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA
Janaina Paschoal (PP)
Lucas Pavanato (PL)
Luna Zarattini (PT)
Sandra Santana (MDB)
Sansão Pereira (REPUBLICANOS)
Silvão Leite (UNIÃO)
Silvia da Bancada Feminista (PSOL) - contrário
Thammy Miranda (PSD)”
“PARECER CONJUNTO Nº DAS COMISSÕES REUNIDAS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA; E DE FINANÇAS E ORÇAMENTO SOBRE O PROJETO DE LEI Nº 495/2026.
Trata-se de Projeto de Lei nº 495/2026, de iniciativa do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, que dispõe sobre a descrição de atribuições de cargos do Quadro da Secretaria do Tribunal de Contas do Município de São Paulo e sobre mandato dos cargos de direção do Tribunal.
Conforme a justificativa de motivos que acompanha o projeto, a força de trabalho do Tribunal busca acompanhar a necessidade inerente ao exercício do controle externo, refletindo o compromisso institucional com a fiscalização eficiente dos recursos públicos municipais. A adequação do quadro funcional procura garantir que o Tribunal esteja estruturado para enfrentar os desafios impostos pela crescente complexidade das atribuições de controle externo, com estrutura de assessoramento superior e técnica bem preparada, sem criação de cargos, apenas com adequações nas atribuições de cargos já existentes, além de alterações na duração do mandato dos cargos de direção dos membros do Tribunal de Contas do Município de São Paulo.
A Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa manifestou-se pela legalidade da propositura.
Nos termos do projeto, as atribuições de cargos públicos de provimento em comissão do Quadro Geral de Pessoal do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, previstas no Anexo VIII da Lei nº 13.877/2004, com alterações posteriores, passam a ser as constantes do Anexo I da lei proposta, para os cargos nele referidos.
A propositura também altera o caput do art. 13 da Lei nº 9.167, de 03 de dezembro de 1980, bem como o seu § 2º, acrescentando-lhe o § 9º, para prever que o Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor do Tribunal serão eleitos por seus pares para mandato de 2 (dois) anos, permitida recondução por igual período. O texto estabelece, ainda, que a eleição se fará por escrutínio secreto, na primeira quinzena de dezembro, preferencialmente no dia 15, ou, em se tratando de vaga eventual, até 5 (cinco) dias após a ocorrência, admitindo-se nova recondução, após aquela prevista no caput, exclusivamente na hipótese de inexistência de outros candidatos aos referidos cargos.
A Comissão de Administração Pública, quanto aos aspectos que lhe incumbe analisar, entende que a propositura se insere no campo da organização administrativa do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, ao promover adequações nas atribuições de cargos já existentes e disciplinar o mandato dos cargos de direção da Corte, desta forma, favorável, portanto, é o parecer.
Quanto ao aspecto financeiro, a Comissão de Finanças e Orçamento nada tem a opor, tendo em vista que a matéria não ofende os dispositivos da lei orçamentária, bem como está condizente com os referenciais legais de conduta fiscal. Favorável, portanto, é o parecer ao projeto.
Sala das Comissões Reunidas,
COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Amanda Vettorazzo (UNIÃO)
Edir Sales (PSD)
Kenji Ito (PODE)
Rute Costa (PL)
Sargento Nantes (PP)
COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO
Ana Carolina Oliveira (PODE)
Gilberto Nascimento (PL)
João Ananias (PT)
Marcelo Messias (MDB)
Silvinho Leite (UNIÃO)”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Lidos os pareceres.
Em discussão.
Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Janaina Paschoal.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, servidores da Casa e público presente, em relação aos dois projetos anteriores, justifico o registro de voto contrário, por coerência com o voto do ano passado e com a defesa de que o tratamento dispensado aos funcionários do Poder Legislativo, da Câmara e do TCM, seja o mesmo daquele dispensado aos funcionários do Executivo.
No ano passado, é bem verdade, houve um índice maior para os funcionários do Legislativo do que para os do Executivo. Neste ano, os índices são muito parecidos. Porém, o Executivo recebeu esse reajuste de forma parcelada. Quero apenas justificar: não é que eu entenda que o nosso pessoal não mereça; quis manter coerência com as votações anteriores no que concerne a este projeto.
Há três itens da pauta que também tratam do TCM. Não têm nada a ver com reajuste, mas com o TCM. Tenho aqui algumas ponderações. Não é que o projeto seja ruim, mas ele chegou à Casa de maneira absolutamente surpreendente.
Participei do Colégio de Líderes ontem. Tive o cuidado de indagar alguns dos Colegas que estavam presentes e perguntei a S.Exas. se recordavam de termos debatido esse projeto. Foram muitos temas e é possível que não o tenhamos percebido. No entanto, todos os Colegas confirmaram a minha percepção de que este projeto não tenha sido mencionado.
Tivemos um Colégio de Líderes extenso ontem; muitos projetos foram debatidos, e este não foi mencionado. Isso não significa que haja algo errado. Entendo que a Casa deseja fazer um gesto para com o TCM, pautando um projeto que é de autoria natural do próprio Tribunal. No entanto, trata-se de um projeto que promove algumas modificações cujas razões não consigo compreender.
Por exemplo, há alterações relativas a diversos cargos. Hoje, os funcionários têm atribuições para elaborar relatórios, estudos, pareceres e projetos. Agora, os mesmos cargos passarão a ter atribuições para auxiliar nessas mesmas atividades.
Por que estão alterando isso? Estão reduzindo as atribuições dos cargos que já existem para que, daqui a um ou dois meses, chegue um projeto criando cargos para funcionários que farão o que hoje esses servidores fazem? Sim ou não? Por que estão alterando?
Hoje, o mandato da direção do TCM é de um ano. Neste projeto, estão alterando para dois anos. Queremos entender o motivo. Somos Casas irmãs, estamos muito próximos. Não vejo nenhum impedimento para que alguém do TCM, um técnico, venha aqui expor as razões.
Aliás, a justificativa do projeto tem cinco linhas. Será que os Vereadores não merecem uma exposição mais detalhada?
E há um ponto que me preocupa especialmente: o projeto fala que a votação será secreta. Pois bem, a legislação atual, que é de 1980 e está sendo alterada por esse projeto, já prevê a votação secreta, que está prevista também no Regimento Interno do TCM. Pedi à minha assessoria para resgatar a votação da última eleição e vi que alguns Conselheiros fizeram questão de declarar seus votos. Um deles, que até foi membro desta Casa, disse o seguinte: “Sei que o sistema é fechado, mas faço questão de votar aberto, até porque esse é o princípio que prepondera na nossa Constituição Federal”.
Então, meu medo é o seguinte: será que se aprovarmos esse projeto, depois da Constituição Federal, depois das licenças que esses Conselheiros pediram para votação aberta, será que esta Casa não sinalizará que o voto tem que ser fechado? Eu, por princípio, não concordo. Nesta Casa, fazemos votação aberta, pois temos que prestar satisfações para nosso povo. Tenho colega da Assembleia Legislativa que até hoje paga por voto que deu durante a eleição da Mesa. Então, não estou confortável com esse projeto. Não podemos nos obrigar a votar um projeto que chega à Casa de surpresa, sendo que houve uma reunião do Colégio de Líderes, e ninguém veio à tribuna explicar os porquês.
Dessa forma, estou declarando voto contrário a esse projeto, e falo como parlamentar, não por minha bancada, exercendo o poder regimental que cada um de nós tem.
Para encerrar, Sr. Presidente, requeiro, regimentalmente, verificação nominal de votação. Obrigada, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Janaina Paschoal. É regimental o pedido de V.Exa.
Não há mais oradores inscritos; está encerrada a discussão. A votos o PL 495/2026, pelo processo eletrônico.
Os Srs. Vereadores favoráveis votarão “sim”; os contrários, “não”.
- Inicia-se a votação.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Voto “sim”.
O SR. JOÃO JORGE (MDB) - (Pela ordem) - Voto “sim” e recomendo voto “sim”.
O SR. JOÃO ANANIAS (PT) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. SANSÃO PEREIRA (REPUBLICANOS) - (Pela ordem) - Voto “sim” e recomendo voto “sim”.
O SR. GILBERTO NASCIMENTO (PL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. SIDNEY CRUZ (MDB) - (Pela ordem) - Voto “sim” e recomendo voto “sim”.
O SR. FABIO RIVA (MDB) - (Pela ordem) - Seguindo a orientação do Líder, voto “sim”.
O SR. MARCELO MESSIAS (MDB) - (Pela ordem) - Voto “sim” e encaminho voto “sim”.
O SR. PROFESSOR TONINHO VESPOLI (PSOL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Voto “sim” e encaminho voto “sim”.
O SR. SARGENTO NANTES (PP) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. SENIVAL MOURA (PT) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. MAJOR PALUMBO (PP) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. ISAC FÉLIX (PL) - (Pela ordem) - Voto “sim” e recomendo voto “sim”.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. ELY TERUEL (MDB) - (Pela ordem) - Voto “sim” e recomendo voto “sim”.
A SRA. KEIT LIMA (PSOL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. SANDRA SANTANA (MDB) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. CRIS MONTEIRO (NOVO) - (Pela ordem) - Voto “não”.
O SR. DR. MURILLO LIMA (PP) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. SILVIA DA BANCADA FEMINISTA (PSOL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. NABIL BONDUKI (PT) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. DHEISON SILVA (PT) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. KENJI ITO (PODE) - (Pela ordem) - Voto “sim” e encaminho voto “sim” à Bancada do Podemos.
O SR. HÉLIO RODRIGUES (PT) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. DANILO DO POSTO DE SAÚDE (PODE) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. MARINA BRAGANTE (PSB) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. RENATA FALZONI (PSB) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “não”.
A SRA. LUNA ZARATTINI (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. PASTORA SANDRA ALVES (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. ZOE MARTÍNEZ (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. SIMONE GANEM (PODE) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. ADRILLES JORGE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. LUCAS PAVANATO (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. RUBINHO NUNES (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. THAMMY MIRANDA (PSD) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. RUTE COSTA (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. SILVÃO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. EDIR SALES (PSD) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
- Concluída a votação, sob a presidência do Sr. Ricardo Teixeira, verifica-se que votaram “sim” os Srs. Adrilles Jorge, Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Celso Giannazi, Danilo do Posto de Saúde, Dheison Silva, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Ely Teruel, Fabio Riva, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Felix, João Ananias ,João Jorge, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Major Palumbo, Marcelo Messias, Marina Bragante, Nabil Bonduki, Pastora Sandra Alves, Prof. Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Ricardo Teixeira, Rubinho Nunes, Rute Costa Sandra Santana, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Senival Moura, Sidney Cruz, Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Thammy Miranda e Zoe Martínez; “não” as Sras. Cris Monteiro e Janaina Paschoal.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Votaram “sim” 43 Srs. Vereadores; “não”, 02 Sras. Vereadoras. Aprovado em primeira discussão, volta em segunda.
Passemos ao item seguinte.
- “PL 388/2026, DO EXECUTIVO. Dispõe sobre a revalorização das Tabelas do Regime de Remuneração por Subsídio do Quadro Técnico da Guarda Civil Metropolitana. FASE DA DISCUSSÃO: 2ª. APROVAÇÃO MEDIANTE VOTO FAVORÁVEL DA MAIORIA ABSOLUTA DOS MEMBROS DA CÂMARA.”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Em discussão. Vou suspender a sessão por alguns minutos.
- Suspensos, os trabalhos são reabertos sob a presidência do Sr. Ricardo Teixeira.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Reabertos os trabalhos.
Há oradores inscritos. Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Silvia da Bancada Feminista.
A SRA. SILVIA DA BANCADA FEMINISTA (PSOL) - Eu vou falar por três minutos porque se trata de um projeto que nós, da Bancada do PSOL, queríamos muito vir a esta tribuna dizer que, graças à mobilização da classe do GCM, que é uma classe trabalhadora; graças à mobilização do Sindguardas que está presente, a quem eu parabenizo; e graças à pressão que os trabalhadores da GCM fizeram, este projeto fez avanços importantes.
Nós votamos contra na primeira votação, porque o projeto estava absurdo, porque os níveis mais baixos não tinham praticamente nenhum reajuste. E agora o projeto melhorou, graças à pressão que os trabalhadores da GCM fizeram e à nossa Bancada do PSOL, que veio aqui e disse aquilo que tinha que ser dito, que era impossível votar favoravelmente ao projeto do jeito que estava. Mas, com esses avanços, principalmente os avanços na tabela, com os reajustes que serão possíveis, daremos um voto favorável hoje ao projeto.
Ainda assim, eu queria fazer duas críticas importantes. Primeira, o Governo não incorporou a gratificação para a Guarda Maria da Penha, o que é um verdadeiro absurdo, porque outras operações especiais têm essa gratificação e somente a Guarda Maria da Penha não tem. Então, vamos continuar batendo nessa tecla para ser incorporado, para fazer valer.
A segunda crítica que quero fazer é que, para além de tudo o que foi falado em outras ocasiões, eu já falei inclusive na audiência pública, nós estamos fazendo uma denúncia de que o Prefeito de São Paulo não aderiu ao programa federal que permitiria, para a cidade de São Paulo, mais de 2 mil armas menos letais. O Sr. Prefeito, por uma questão eleitoreira, não aderiu a esse programa federal.
Eu até gostaria que o Líder do Governo nos explicasse por que o Sr. Prefeito não fez essa adesão. Seria muito importante esse armamento menos letal para a nossa GCM.
Por último, não é verdade o que muitos aqui falaram, o pessoal da Direita, que o PSOL é contra a GCM, que é contra os policiais. Isso é mentira.
Nós defendemos o direito da GCM porque ela é composta de gente trabalhadora, do povo, assim como nós, e tem todo o direito de se sindicalizar, de fazer greve, se necessário, para lutar pelos seus direitos, assim como nós, servidores públicos - eu sou professora -, estamos sempre em luta, então contem conosco.
Vamos dar esse voto porque foi uma conquista da classe, da GCM e do seu sindicato, o Sindguardas.
Obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Amanda Paschoal.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - Obrigada, Sr. Presidente.
Primeiramente, quero saudar o sindicato, todos os GCMs presentes nesta Casa, mais uma vez, para defender os seus direitos.
Reitero o que a nobre Vereadora Silvia da Bancada Feminista acabou de falar: a mobilização que nós fizemos para que este projeto tivesse melhorias.
Na votação passada, vários Vereadores da Direita vieram atacar o meu partido, assim como atacaram outros parlamentares do meu partido, dizendo que nós não defendíamos a segurança pública. Só que nós defendemos, sim, a segurança pública, e, sobretudo, a dignidade de vocês que trabalham e colocam suas vidas em risco para garantir a segurança da nossa cidade. Não adianta vir aqui e ser demagogo.
Eu ajudei a escrever, com a minha bancada, a emenda que está protocolada sobre a IDMAS, que é a única especialidade que ainda não recebe a gratificação - o que é um grande absurdo.
O projeto teve várias mudanças, sim, mas ainda deixou muitas coisas abertas. Há uma questão grave de disparidade grande entre os níveis, quem está em cima vai ter uma remuneração muito maior; ainda continua ignorando os guardas que não optaram pelo subsídio; não resolve a questão da progressão. Mas já houve vários avanços também, como os 7 mil guardas contemplados por esse reajuste. E é por isso que nós mudamos de posição.
Mas eu quero deixar um recado muito claro. Eu dialoguei com a Base do Governo sobre a emenda do IDMAS, que não foi incorporada no substitutivo porque disseram que vão fazer uma análise orçamentária um pouco melhor; e que o Sr. Prefeito faria isso através de um decreto. E cada segundo, cada dia, cada hora que se passa, atrasando a valorização dos guardas que constroem o IDMAS, significa desvalorizar a vida das mulheres na nossa cidade. Então apelo ao Prefeito Ricardo Nunes e à Base do seu Governo na Casa para que esse decreto saia o quanto antes, porque valorizar os GCMs é valorizar a vida das mulheres e de todos os demais munícipes da nossa cidade.
Seguiremos na luta junto com vocês. E me comprometo a trabalhar, dentro desta Casa, inclusive estabelecendo um diálogo com a Prefeitura, para defender melhorias, seja essa questão do IDMAS, seja a questão das DEACs ou o que quer que seja.
Sabemos muito bem que as DEACs não foram incorporadas porque dizem que não há recurso para destinar, mas colocam a saúde mental dos guardas civis metropolitanos em segundo plano quando deveriam defendê-los, e precisam trabalhar nas suas folgas para ter um salário digno no final do mês. E isso é inadmissível.
Votaremos favoravelmente por conta das melhorias que foram feitas, mas contando com o compromisso do Sr. Prefeito e da Base para que a IDMAS seja incorporada, por decreto, o quanto antes.
Muito obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Celso Giannazi, por três minutos.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - Sr. Presidente, é pouco tempo, mas eu vou falar muito rapidamente.
Primeiro, Sr. Presidente, quero saudar os servidores públicos, as entidades sindicais, a entidade sindical representativa dos servidores públicos.
O projeto de lei não contempla os requisitos, as demandas dos servidores públicos municipais. Sabemos que o Prefeito Ricardo Nunes está instrumentalizando os servidores da Guarda Municipal Metropolitana. Faz uma campanha publicitária, dizendo que está valorizando a Guarda, mas, na verdade, quando discutimos um projeto realmente de valorização, não há impacto no bolso de cada servidor público da segurança urbana na cidade de São Paulo.
Ontem, nós discutimos a LDO.
Infelizmente, o Sr. Prefeito retira, com a LDO que apresenta, a possibilidade de a Câmara Municipal colocar recurso público em políticas públicas. E a valorização dos servidores públicos da Guarda Municipal Metropolitana, do conjunto dos servidores, é fundamental.
A cidade tem condições de abarcar as demandas dos servidores da Guarda Civil Metropolitana, e o projeto não está a contento; não foi o que imaginávamos, mas, graças à grande mobilização dos servidores da Guarda Civil Metropolitana, houve alguns avanços.
A minha colega Vereadora Amanda Paschoal esteve aqui e falou do compromisso - eu espero que o Prefeito Ricardo Nunes cumpra o compromisso, seja através de decreto, através de lei mesmo, para implementar a demanda da nossa emenda com a Lei Maria da Penha, assim contemplando essa demanda da categoria que foi colocada aqui. Eu espero que haja esse compromisso do Prefeito Ricardo Nunes de fazer isso.
E, também, Sr. Presidente, temos que fazer uma menção aos aposentados e aos pensionistas da Guarda Civil Metropolitana que foram e estão sendo confiscados pela previdência no município de São Paulo.
Muitos servidores da Guarda Civil que trabalharam 30, 40 anos, na cidade de São Paulo se aposentaram. Além de o salário ser baixo, ainda há um desconto de 14% dos seus vencimentos. Então, também é uma pauta para que façamos a discussão e revoguemos o confisco das aposentadorias dos aposentados e pensionistas da Guarda Civil Metropolitana. (Palmas)
São servidores valorosos para o nosso serviço público municipal e do conjunto dos servidores: professores, médicos, enfermeiros, bibliotecários, assistente social e todos os servidores públicos no município de São Paulo.
Então, Sr. Presidente, inverteremos. Agora, vamos votar favoravelmente a esse projeto, defendendo a pauta dos servidores, a mobilização. Parabenizo, novamente, os servidores, o sindicato que representa os servidores pela grande mobilização e por construírem uma proposta melhor do que a apresentada na Câmara Municipal.
É isso, Sr. Presidente. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Celso Giannazi.
Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Professor Toninho Vespoli.
O SR. PROFESSOR TONINHO VESPOLI (PSOL) - Boa tarde a todos e a todas.
Primeiro, eu queria deixar registrado que nós, do PSOL, reivindicamos, sim, a melhoria do projeto, porque se nós não tivéssemos debatido como debatemos, em primeira votação, estaria muito bom para o Governo aprovar, agora, em segunda votação, do jeito que estava. Então, foi importante o debate que fizemos aqui.
Não adianta falarem que o PSOL é contra as Guardas. Por quê? Somos a favor de todos os servidores públicos, incluindo todas as Polícias. O que sempre debatemos: somos contra pessoas que são servidores e infringem a lei. A isso não seremos favoráveis. Do mesmo jeito que eu sou professor, fui até a uma escola, vi que a diretora fez uma nota falsa em uma reforma e denunciei. Sou a favor dos professores e dos diretores, mas sou contra aqueles que usam do seu cargo público para infringir a lei. Isso eu não vou fazer de jeito nenhum, mas não é porque denunciei uma diretora que eu sou contra os diretores.
Então, não adianta falarem. Quando cobramos algum policial porque houve algum tipo de exagero, quando fez alguma coisa contra a lei, nós não estamos falando de todos os policiais. Nós estamos falando de um caso isolado e específico.
Nesses quatro mandatos em que estou aqui, sempre defendemos a GCM. Quem faz o debate, por exemplo, para falarmos como estão as inspetorias? Quem visitou várias inspetorias na cidade de São Paulo? Quem denunciava anos atrás que, às vezes, não tinham nem condição? Por que a Prefeitura não dava a cada seis meses, como consta da lei, os uniformes para os GCMs?
O debate sempre fizemos aqui, porque queremos segurança na cidade. Inclusive, queremos mais concurso público, porque sabemos que o número de GCMs por habitante é irrisório, comparado, por exemplo, ao Rio de Janeiro e às outras cidades.
Então, queremos uma GCM mais estruturada e maior, que todos eles tenham condição de ter um salário digno, para não fazerem operação delegadinha, porque, apesar de votarmos a favor do bico regularizado, entendemos que o GCM só faz bico porque ganha pouco. Aliás, quando fica doente e está fazendo bico, perde o valor do bico.
É por isso que nós achamos que eles têm que ganhar um salário digno. O GCM também tem família, tem que ficar com seus filhos, tem que poder fazer um curso, ter momento de lazer, porque faz um trabalho muito estressante, inclusive, é uma categoria que sofre com questões psicológicas das mais altas, se comparada com outras.
Então, queremos uma GCM estruturada.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador.
O SR. PROFESSOR TONINHO VESPOLI (PSOL) - E vamos votar a favor desse projeto, porque a diferença que teve nesse projeto de melhora foi muito pelo embate que o PSOL fez na Casa.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Professor Toninho Vespoli.
Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Luana Alves.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - Boa tarde, Colegas, público, profissionais da segurança pública que estão presentes.
Bom, como os meus Colegas da Bancada do PSOL já disseram, estamos compreendendo que alguns avanços importantes aconteceram no texto desse projeto, principalmente no que se refere ao índice de reajuste das carreiras iniciais. Tinha uma injustiça sendo cometida.
Agora, eu quero falar que estou muito orgulhosa da atuação da nossa Bancada e da entidade representativa da Guarda, que foi muito desrespeitada nesse processo. Quando um Governo faz um debate com qualquer categoria, ele tem que respeitar a entidade representativa da categoria, gostando ou não. Então, eu queria pontuar isso aqui.
Vamos votar favorável. Achamos que foram avanços importantes, apesar de muita coisa estar faltando, em especial o respeito à Guarda Maria da Penha, que deveria ser colocada como uma especializada, como é o caso da IOPE, da Ambiental. Foi um pedido que colocamos, tínhamos a expectativa que virasse, infelizmente não virou. Mas essa mudança será feita por conta da luta sindical e da nossa oposição.
E quando se negociar com a categoria, precisa ser com a entidade. Eu falo isso com bastante tranquilidade, com todo o respeito a todos os profissionais, inclusive aos que são do Nível 4, aos que estão mais avançados na carreira. São profissionais que merecem respeito, porque estão há muito tempo na GCM, mas a negociação se faz com a entidade representativa. E isso não foi respeitado nesse processo. Eu quis colocar isso porque acho importante e não se pode fazer nenhum tipo de tentativa de intimidação nem de constrangimento, porque uma entidade defende a sua categoria. Sindicato de professor defende professor, sindicato de médico defende médico, sindicato de GCM defende GCM. Isso é uma coisa que tem que ser respeitada.
Vamos votar favorável porque teve uma mudança importante na tabela. Agora, houve alguns problemas e questões que nós achamos que não seriam tão polêmicas. Primeiro, a questão da Maria da Penha, pelo amor de Deus, gente. Em um contexto de aumento do feminicídio, está aumentando a violência contra a mulher, temos que fortalecer todo os mecanismos que protegem mulheres em situação de violência. E a Maria da Penha é um desses mecanismos, que é muito importante e deveria ser tratado com mais respeito, inclusive do ponto de vista financeiro. Deveria ter o mesmo status da ambiental, da IOPE. Deveria ter um status mais respeitado.
Segunda coisa, a questão do prêmio, que é de 5 mil reais e foi ajustado o limite para 5.600 reais. Achávamos que teria espaço de passar para 8 mil reais. Diz que isso será colocado em outro projeto etc., mas não sei se vai. O fato é que não está sendo colocado nesse substitutivo. Achamos que esse é um problema.
Estamos votando por conta das melhorias na tabela.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Três minutos, nobre Vereadora.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - E, para finalizar - não consigo deixar de falar isso, Presidente -; apesar de todo o tipo de acusação que se faz à Bancada do PSOL, de que não respeitamos segurança pública; saibam os senhores: nós achamos que segurança pública deve ser priorizada dentro do município por uma força civil e que tenha relação com a população, que no caso de São Paulo é a GCM. É isso que nós acreditamos.
Podem me acusar do que quiserem, eu não tenho medo de falar as minhas posições. Eu sou a favor de uma força civil atuando na cidade, atuando nas ruas. Eu acho, sim, que precisa ter uma política de segurança desmilitarizada e seguirei achando.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - Para finalizar, isso tem a ver com a questão financeira. Dinheiro da Secretaria Municipal de Segurança Urbana tem que ser para as forças municipal e civil e não para a Polícia Militar do estado de São Paulo, como se faz com a Operação Delegada. Não deixarei de falar isso.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Perfeito.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - A Polícia Militar tem o papel dela, e é o Governo do Estado que tem que pagar e não o município de São Paulo. E repito que a minha posição e do PSOL é: segurança pública tem de ser desmilitarizada, focada em resolução de conflitos, com o diálogo com a população. E o mecanismo interno e hierárquico atual, que não é dos melhores, gera todo tipo de desigualdade. O dinheiro do município é para o município, e não para a Polícia Militar do estado de São Paulo.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Muito obrigado, nobre Vereadora Luana Alves.
Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Sargento Nantes, por três minutos.
O SR. SARGENTO NANTES (PP) - Boa tarde, Sr. Presidente, senhores, todos os nobres guerreiros que hoje estão compondo a galeria.
Eu venho aqui com muita alegria anunciar que palavra dada é palavra cumprida. Eu olhei no olho dos senhores, pedi que os senhores aguardassem, e prometi que nós trabalharíamos em prol de melhorias no substitutivo. É óbvio que há divergências. Infelizmente, talvez não tenhamos conseguido chegar a um número que agradasse a 100%, mas o que eu quero deixar aqui é que continuaremos lutando. Eu tenho certeza de que o que foi feito nesse substitutivo foi pela sensatez e sensibilidade do Sr. Prefeito. Como eu havia dito para os senhores, foi um trabalho da Base, do Líder do Governo Vereador Fabio Riva, do nosso Vereador Sidney Cruz, do Vereador Major Palumbo e de todos os outros da Base que estão aqui. Trabalhamos incansavelmente, conversamos com o Sr. Prefeito, levamos as solicitações do sindicato, e conseguimos chegar a um número adequado. Hoje, esse número talvez não seja ainda o suficiente para atingir a todos, mas eu quero deixar bem claro aqui que continuaremos nessa luta.
Quero deixar aqui bem claro, porque teve Vereador que subiu antes aqui e falou sobre demagogia, dizendo que não era para ouvirmos os demagogos. Então, eu vou dizer o que é demagogia: demagogia é a pessoa, uma semana antes, colocar vídeos em suas redes sociais incriminando, e já condenando um policial municipal antes mesmo de qualquer tipo de processo, dizendo que o ato era arbitrário. E, na outra semana, subir aqui com a cara-de-pau, e dizer que defende a categoria. Eu vou dizer aos senhores, quem defende os senhores é quem está no dia a dia, é quem tem coragem de subir nesta tribuna, quando ocorre uma ocorrência que foge do controle ou que é mal interpretada, para aqui dar a cara a tapa e defendê-los. Quem defende os senhores é quem tem coragem de destinar suas emendas e recursos para trabalharmos juntos, é fazer uma interlocução séria e sensata com o Governo para que, de fato, tragamos melhorias reais para os senhores.
Não adianta eu prometer que traremos um aumento de 100% sabendo que não existe essa possibilidade. Então, isso eu quero deixar bem claro para os senhores: nós não somos demagogos. Fiquem atentos a quem, de fato, defende os senhores diuturnamente. Eu não defendo vocês só aqui nesta tribuna. Quem acompanha o meu trabalho sabe o quanto tenho trabalhado em prol dos senhores, no dia a dia e não apenas no momento de votação salarial.
Também queria deixar registrado, mais uma vez, que infelizmente o Vereador faz uso desta tribuna para tentar desfazer algo, pelo qual há muito tempo lutamos e que temos conquistado cada vez mais, que é a união e a homogeneidade das forças. Vir aqui falar da Polícia Militar? Desculpem-me, mas quem está nas ruas são os senhores, atendendo às ocorrências juntos, guerreando juntos. A Polícia Militar, para a Vereadora que talvez não saiba, faz a segurança do município em conjunto. Na grande maioria das vezes, em municípios menores, inclusive, os senhores são forças maiores, com maior efetivo em número e com grande competência. E isso é inegável.
Então, senhores, o que eu queria deixar registrada aqui a nossa união. Estejamos unidos sempre. Polícia é polícia e bandido é bandido.
Muito obrigado, Sr. Presidente. Mais uma vez, parabéns ao Prefeito Ricardo Nunes pela sensatez, e parabéns a todos os senhores que lutaram por esse aumento.
Deus os abençoe sempre. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Muito obrigado, nobre Vereador Sargento Nantes.
Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador João Ananias, por três minutos.
O SR. JOÃO ANANIAS (PT) - Obrigado, Sr. Presidente.
Cumprimento o sindicato que representa a categoria. Sabemos da importância do sindicato e de não deixar que Vereador chame sindicato de vagabundo, que chame profissionais da administração pública de vagabundos. Precisamos defender essas classes que movimentam a cidade, que a deixam pronta para convivermos, a cidade mais rica da América Latina, que é São Paulo.
Também quero dizer que, como o Vereador Sargento Nantes acabou de falar, não é só dar condições de trabalho, tem de dar condições de alimentar a família, de retornar para casa e de pagar suas contas, de pagar o plano de saúde, de colocar água em casa, luz que está cara. É isso que estamos discutindo.
Queremos que os profissionais não tenham só essa parte de armas, carros. Não é disso que estamos falando. Estamos falando da parte financeira individual. Cada trabalhador tem direito de trabalhar, de receber um salário digno pelo trabalho que presta na cidade de São Paulo, porque é a cidade mais rica, com um orçamento no valor, hoje, de 139 bilhões de reais. É disso que estamos falando, de condições de manter sua família com dignidade.
Além disso, a Bancada do PT discutiu muito o aumento linear para todos. Nós debatemos, apresentamos emendas para que o aumento fosse linear. E outra coisa que nós desejamos muito é a retomada do plano de carreira. Muita gente fala que o Prefeito Fernando Haddad só dava aumento de 0,01%, mas a categoria teve, sim, plano de carreira; se aumentaram, foi por causa do plano de carreira.
Se analisar o que foi feito pelo Prefeito Fernando Haddad, o maior ganho da categoria foi o plano de carreira. Precisamos retomar o plano de carreira para a categoria da GCM. Não é chamar de Polícia Municipal, dar armas. Precisamos dar condições de esse time fazer a diferença na cidade de São Paulo. Muitas pessoas estão sendo procuradas, a GCM vai lá e prende, mas na verdade não é valorizada pela cidade de São Paulo.
Nós vamos votar favoráveis porque não somos contra aumento de salário para o funcionalismo público da cidade de São Paulo, mas somos favoráveis a que se deem condições de manutenção de sua casa, de manter sua família em condições dignas, de voltar para casa e saber que suas contas serão pagas. É nesse sentido que acho que temos de voltar a valorizar essa categoria, como foi feito pelo Prefeito Fernando Haddad e pelo Partido dos Trabalhadores. É isso que discutimos aqui: condições de vida melhores para o trabalhador e para sua família.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Muito obrigado, nobre Vereador João Ananias.
Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Senival Moura, por três minutos.
O SR. SENIVAL MOURA (PT) - Obrigado, Sr. Presidente.
Reduziu de cinco para três minutos? Não tem problema nenhum. A exemplo da fala que fiz quando votamos em primeira, quero somente resgatar o que eu disse naquela oportunidade.
Como é histórico nesta Casa, toda e qualquer matéria em primeira discussão, é preciso abrir o debate e foi o que aconteceu. Naquele dia tinha um diferencial, primeiro que este plenário estava repleto e o clima estava tenso, com diversos representantes, então houve ataques de parte a parte.
Como aconteceu diversas vezes em matéria que discutimos em primeira, eu disse que iria votar favoravelmente. Falei para o Líder do Governo e estou repetindo o que disse. Vou votar favoravelmente porque é o momento da discussão, de fazer os ajustes devidos. Foi isso que aconteceu. Não aconteceu nada diferente, então temos de deixar isso claro.
É só para registrar o que eu disse naquele momento, Vereador Fabio Riva, que estava correto. Houve avanços, em que pese não serem da forma que a maioria queria - e nunca vai ser, tem de deixar isso claro -, mas houve avanços, audiência pública, melhorias em outros fatores, o que acho que foi positivo.
Para finalizar, quero dialogar com o Vereador Sargento Nantes, que disse o seguinte: quem negociou foi a Base e o Líder do Governo. S.Exa. esqueceu de dizer que a Oposição também negociou e por isso chegamos aonde chegamos. Não foi só a Base. Quero deixar isso registrado, só para dialogar com o Vereador Sargento Nantes. Não é atacar absolutamente nada, mas dizer que a Base e a Oposição também fizeram o seu papel de forma exemplar. Por isso o resultado.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Senival Moura.
Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Alessandro Guedes.
- Manifestação na galeria.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - Sr. Presidente, nobres Colegas, trabalhadores que estão na galeria reivindicando melhores condições de trabalho e o reajuste nos vencimentos, ao invés do reajuste apenas do subsídio, porque isso não se leva para a aposentadoria. Isso é um problema da cidade, dos servidores da cidade.
Recentemente, encontrei um senhor que me abordou na Vila Progresso, e falou: “Alessandro, preciso falar com você. Estou precisando de um emprego”. Eu questionei: “Mas você não se aposentou?”, ao que ele respondeu: “Alessandro, vou te mostrar como está a minha situação de aposentado”. Quando se reajusta apenas o subsídio, muitos aposentados não carregam isso para a sua aposentadoria e isso é um problema sério da cidade. A política de valorização através de subsídio não é o caminho.
Entretanto, esse debate de hoje é importante porque a nossa Bancada defendeu melhores condições de aprovação desse projeto. Eu costumo dizer que nós fomos ao sacrifício. O que é ir para o sacrifício? É quando, mesmo sendo contra o projeto - e nós éramos contra no formato em que estava -, nós resolvemos fazer uma sinalização ao Governo, à liderança. Na primeira votação, nós construímos um acordo com o Líder de Governo, o nobre Vereador Fabio Riva.
Dentre as questões que nós exigimos e gostaríamos que fossem acatadas, estava a coisa mais básica de todas, que não deveria nem ser uma garantia para uma negociação de votação, mas o Governo não tinha interesse em abrir uma audiência pública para dialogar com os trabalhadores. E isso era o básico. Não basta só nós virmos aqui e expormos a nossa opinião. Temos que abrir o microfone para os sindicatos, as associações de trabalhadores, os trabalhadores e a população poderem se inscrever e falar. Isso foi feito e contribuiu para a construção dessa emenda que vai melhorar um pouco o projeto. Mas a audiência pública foi uma sinalização do Governo em relação à uma negociação com a Bancada do PT, que foi ao sacrifício em primeira votação.
Outra questão que nós apresentamos com a associação, ouvindo representantes dos sindicatos, era que deveria haver um reajuste linear de 9,3%. Também propusemos a reabertura da opção para plano de carreira e falamos sobre isso no debate em primeira.
Também foram temas defendidos pela Bancada do PT que o reajuste deveria ser retroativo a maio e a absorção da tabela do valor adicional de periculosidade, no valor de 434,91 reais para toda a carreira.
A alteração do prêmio de desempenho de 5 mil para 8 mil reais e a concessão de promoção ao padrão subsequente da escala da carreira, na ocasião de aposentadoria ou morte da Guarda Civil Metropolitana, foram outras propostas de emenda do Partido dos Trabalhadores.
Infelizmente não foram acatados todos os temas no formato que nós gostaríamos, mas, dialogando com trabalhadores e com representantes, entendemos que o projeto evoluiu um pouco e que, evoluindo dessa forma, poderíamos estar juntos nessa votação em segunda, principalmente na questão da audiência que foi realizada. Que isso não se torne uma prática de querer negociar audiência, porque audiência pública se faz necessária para as pessoas, os Vereadores e a sociedade falarem e para os mais interessados, nesse caso, os servidores.
O reajuste linear, apesar de não ter sido o que nós gostaríamos, está sendo de 2,86% no NQTG-2 ao NQTG-10. Então, esse aumento linear, que era uma demanda da nossa Bancada, foi acatado, bem como a reabertura do prazo por 60 dias pela opção do plano de carreira.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - Sr. Presidente, nós tínhamos 30 minutos para falar, sendo que cinco Vereadores do PSOL falaram e do PT foram apenas três. Eu estou concluindo.
Neste sentido, por estes motivos, tendo dialogado com a categoria, que enxerga avanços, nós votaremos “sim” ao projeto, sabendo que poderia ser melhor e que a cidade tem saúde financeira para isso, mas a nossa luta pelos servidores vai continuar - pelos servidores da Guarda, nesse caso.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Alessandro Guedes.
Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Major Palumbo.
O SR. MAJOR PALUMBO (PP) - Obrigado, Sr. Presidente. Sras. e Srs. Vereadores, Guarda Civil Metropolitana, pessoal do sindicato, eu tenho a certeza de que vocês sabem e olham no olho de cada um nesta tribuna ou na rua. Vocês sabem quem apoia as causas da segurança. Vocês conhecem e sabem quem gosta de vocês e quem não gosta; têm a noção disso e não adianta ficar fazendo um show de horror, ficar falando um monte de coisas.
É de resultado que temos de falar. Votamos, em primeira, o aumento de vocês, considerando a capacidade que a Guarda Civil Metropolitana tem hoje, o grande trabalho que a Guarda Civil vem fazendo, a confiança que a população tem nela, o gerenciamento do Smart Sampa, a presença nas ruas. Seria muito fácil chegar até o Prefeito e falar para S.Exa.: “Prefeito, vamos aumentar o percentual de salário de acordo com aquilo que V.Exa. pode fazer, de acordo com aquilo que eles merecem, para que pudéssemos chegar ao dia de hoje e melhorar todos os índices.” Falamos para vocês: “Têm de ter calma, a paciência de fazer essa negociação. Vocês têm de acreditar em quem está aqui, ao lado de vocês.”
Eu acho legal que todas as Vereadoras da Oposição tenham subido aqui, falando a respeito do trabalho que têm em relação a vocês, falando sobre as ações às quais sempre votam favoravelmente, mas, na hora de chegar aqui e subir à tribuna, mandar emenda, mandar recurso, votar a favor da DEAC, quem veio aqui votar? É a Base que gosta de vocês.
- Manifestação fora do microfone.
O SR. MAJOR PALUMBO (PP) - Não, V.Exa. não estava aqui, mas os seus Colegas, que estão aqui, votaram contra a DEAC. Isso não é um problema. O PSOL votou contra a DEAC, no total. Do PT, houve três que manifestaram abstenção. Quer dizer, sabemos que, quando há abstenção aqui, não é um apoio direto a vocês, mas não é o caso, porque eu acho que a justiça foi feita. O trabalho foi bem de forma correta. Talvez o Prefeito tenha dado o maior apoio da história à nossa GCM, a história riquíssima que ela tem.
Então, eu quero falar para vocês: continuem contando com o trabalho de quem gosta de vocês, de quem sabe o que é estar ali, na viatura, atender à população, chegar, naquela hora difícil, se arriscar, colocar a cabeça para tomar tiro. Isso eu tenho a certeza de que vocês sabem, sem ter nenhum ataque a nenhum partido e, sim, cuidando da Guarda Civil deste jeito, com este carinho que temos pelo trabalho de vocês.
Parabéns pelo grande trabalho. Contem com este Vereador e com a Bancada - literalmente - da bala da Câmara Municipal.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Muito obrigado, nobre Vereador Major Palumbo.
Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Edir Sales, a última Vereadora inscrita.
A SRA. EDIR SALES (PSD) - Nobres Vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, gloriosa Guarda Civil Metropolitana hoje presente, cumprimento todos aqueles cujo trabalho acompanhamos e que acompanham também nosso trabalho e nosso apoio. Sabemos da importância que têm.
Eu gosto de lembrar que o meu irmão Eurípides Sales, na época de Jânio Quadros, em 1986, fundou a Guarda. De lá para cá, temos um trabalho incansável, com muito carinho, dedicação e amor à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo - inclusive, com o nosso projeto transformando a Guarda Civil em Polícia Municipal. Já o votamos na Câmara, todos os Vereadores votaram favoravelmente e, logo, seremos a Polícia Municipal da cidade de São Paulo.
Nós sabemos da importância que tem a Guarda. Sabemos que aumento de salários é muito importante. Defendemos a dignidade e a segurança da nossa cidade através dos nossos guardas da Polícia Municipal de São Paulo. Queremos mais valorização aos 7 mil guardas, que, aliás, têm sido muito valorizados.
Eu estou no 5º mandato na Câmara Municipal de São Paulo e a Guarda nunca foi tão valorizada como está sendo, de alguns anos para cá. O Sr. Prefeito Ricardo Nunes tem feito pela Guarda o que muitos outros não fizeram. Apesar de que o Kassab fez pela Guarda também, anteriormente, mas o Sr. Prefeito Ricardo Nunes está dando continuidade.
Eu fiz um resumo do que o Sr. Prefeito Ricardo Nunes tem feito pela Guarda, é muito mais do que eu colocarei aqui. A contratação de 2 mil novos GCMs; concurso em andamento para a contratação de mais 500 GCMs; o aumento de mais 60% no número de viaturas, chegando a 613 viaturas; aquisição de 100 motocicletas de 800 cilindradas; aquisição de barco e moto aquática; reforma e ampliação em andamento de oito bases. Outras unidades já tiveram suas reformas concluídas e foram entregues como: Guaianases, Jabaquara, Pirituba, Pinheiros, entre outras. Renovação de todo o armamento, retirando revólveres e adquirindo pistolas de 9 mm, espingardas calibre 12, fuzil, carabina calibre 9 mm e assim por diante.
Foram muitas as conquistas do Governo Ricardo Nunes e nós, Vereadores, sempre acompanhando, batalhando e apoiando a Guarda. Isso é importante, porque sabemos que os Guardas têm um trabalho incansável. Por isso, nós queremos a Polícia Municipal. Queremos mais respeito e consideração. A Guarda Civil Metropolitana tem um trabalho de Polícia Municipal, desde sempre no armamento, no parlamento, na responsabilidade. A Guarda tem um carinho especial para tratar com as pessoas, nas escolas, nas ruas. Quando chega a Guarda Civil o munícipe se sente mais protegido. É por isso que batalhamos e lutamos sempre pela Guarda.
Tenho a honra de representar a Guarda na Câmara Municipal de São Paulo e continuar o legado do meu irmão Eurípedes Sales.
A propositura tem por objetivo promover a valorização dos profissionais integrantes do quadro técnico da Guarda Civil Metropolitana, por meio da ampliação dos percentuais decorrentes das promoções verticais, bem como pelo aperfeiçoamento da estrutura remuneratória final de carreira.
A medida se fundamenta no reconhecimento da relevância estratégica das funções de comando e liderança, essenciais para a coordenação das equipes e o fortalecimento institucional da corporação, tudo com vistas a segurar a prestação de um serviço público de segurança urbana cada vez mais eficiente e qualificado.
Inclusive o DEAC, estamos trabalhando para aumentar. Eu não sei se vocês lembram, nós tivemos um projeto lei que o Executivo na época encampou, que é a Diária Especial por Atividade Complementar - DEAC. Existia a Operação Delegada para a PM. Os nossos guardas faziam bico, não tinham o DEAC, e nós fizemos, na época, o projeto de lei e o Executivo encampou, e temos o DEAC. Claro que precisamos melhorar e vamos continuar batalhando para melhorar cada vez mais a qualidade de vida daqueles que defendem a nossa cidade, dia e noite, deixando suas famílias em casa, sem a certeza de que voltarão.
Quero cumprimentar o Sr. Prefeito Ricardo Nunes; o comandante da Guarda Civil, Comandante Jairo Chabaribery Filho, que tem feito o excelente trabalho à frente da Guarda; a Secretária Juliana Bussacos, que está indo muito bem, com muita responsabilidade, acompanhando, defendendo e ajudando a Guarda cada vez mais.
Muito obrigada, Sr. Presidente. Obrigada, Sras. e Srs. Vereadores. Obrigada à Guarda Civil, nossa gloriosa GCM, futura Polícia Municipal.
- Manifestação na galeria.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Edir Sales.
Não há mais oradores inscritos. Encerrada a discussão.
Passemos ao encaminhamento de votação.
Tem a palavra, para encaminhar a votação, a nobre Vereadora Amanda Vettorazzo, minha companheira do partido União Brasil.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, pela ordem, a nobre Vereadora Amanda Paschoal.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - (Pela ordem) - Somente para perguntar: gostaria de saber se foi protocolada a emenda com as assinaturas.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Foi protocolada a emenda.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - (Pela ordem) - Obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, para encaminhar a votação, a nobre Vereadora Amanda Vettorazzo, por três minutos.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Boa tarde, Sr. Presidente. De uma maneira muito breve, vou fazer o encaminhamento desta votação.
É extremamente importante a valorização da nossa Guarda. Eu, como Presidente da Comissão Extraordinária de Segurança Pública, ouço muito a Guarda e lutamos bastante por esse aumento. Obviamente, não é o aumento de que precisamos e que merecemos, mas é o aumento que conseguimos, exatamente pela valorização e por entender esse profissional que está na ponta.
Eu falo que é gostoso quando há produtos de exportação para outras cidades, pois a nossa Guarda, sem sombra de dúvidas, é um espelho. É responsabilidade da cidade de São Paulo ter uma guarda firme, armada e muito qualificada para as outras cidades. É um reflexo para o Brasil.
Destinei 100% das minhas emendas para a segurança pública, para a GCM, por entender essa importância. Também, ontem, consegui passar na nossa Comissão um aumento na LDO para que haja até 3% de investimento na Guarda na peça orçamentária.
Então, eu gostaria de parabenizar o Sr. Prefeito Ricardo Nunes e também todos os Colegas por esse aumento e valorização da nossa GCM. Contem sempre comigo.
Muito obrigada. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Amanda Vettorazzo.
Tem a palavra, para encaminhar a votação, o nobre Vereador Lucas Pavanato, por três minutos.
O SR. LUCAS PAVANATO (PL) - Primeiramente, gostaria de cumprimentar todos os nobres Vereadores e todo mundo presente na galeria.
Queria dizer que estamos trabalhando desde o começo do mandato para, de fato, representar os nossos heróis de farda dentro da cidade de São Paulo e tentar melhorar suas condições. Vocês podem verificar isso pela destinação de emendas e projetos de lei.
Uma coisa que é importante ficar clara neste momento - o nobre Vereador Sargento Nantes e outros nobres Vereadores já disseram - é que não adianta aqueles que sempre foram inimigos das forças policiais de São Paulo quererem colher prestígio ao dizer: “Olha, nós representamos a guarda e a polícia agora”, quando quem convive com esses Vereadores sabe que, na verdade, o que mais fazem é atacar as forças policiais o tempo todo.
Então, é um discursinho bonito e o velho e bom populismo que a Esquerda gosta de fazer, mas a verdade é uma só: olhem para onde os recursos vão. Hoje mesmo, na Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa, houve uma homenagem ao Comandante da Polícia Militar. Adivinhem quem votou contra? O PSOL. É hipocrisia atrás de hipocrisia. Em uma semana, eles descem o pau em policial; na outra semana, estão dizendo que representam a categoria. A verdade precisa ser deixada clara.
Acho que isso que estamos fazendo pela Guarda Municipal de São Paulo é pouco ainda. Eu acho que a Guarda tem muito a ganhar ainda e muitas necessidades que precisam ser satisfeitas, mas aos poucos temos feito com que a Guarda seja valorizada e, se Deus quiser, os nossos policiais municipais se tornarão, cada vez mais, uma das forças mais importantes desse país para garantir a segurança.
Já nos protegem todos os dias e tenho certeza de que sabem muito bem quem realmente os representa e quem só faz discurso em plenário para tentar enganar uma categoria.
Muito obrigado. (Palmas)
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Muito obrigado, nobre Vereador Lucas Pavanato.
Tem a palavra, para encaminhar a votação, a nobre Vereadora Ely Teruel, a última oradora inscrita.
A SRA. ELY TERUEL (MDB) - Há o Líder do Governo.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Perdão, ainda há o Líder do Governo.
A SRA. ELY TERUEL (MDB) - Muito boa tarde a todos. Gostaria de parabenizar todos que estão no nosso plenário hoje. Graças a Deus, eu me coloco como mais uma Vereadora que vota “sim” neste projeto para que possamos falar não só da Guarda Civil, mas também da nossa Polícia Civil Metropolitana, que é muito mais do que uma corporação; ela representa o cuidado, a proteção diária.
Porque a população que está na vulnerabilidade, quando está na comunidade - aliás, quando está em qualquer lugar da nossa cidade - e vê um carro da GCM, um homem ou uma mulher com essa farda linda da GCM, há a possibilidade de nos sentirmos - principalmente nós, mulheres - muito mais seguros.
Então quero, aqui, diante dessa fala muito breve, para que possamos votar o quanto antes, parabenizar a Prefeitura, o nosso Poder Executivo, o Sr. Prefeito Ricardo Nunes, pela possibilidade de votarmos a favor deste projeto, hoje, pensando nas famílias, nesses homens e mulheres que vestem essa farda para proteger nossa família e nossa população.
É acolhimento quando eu, Vereadora, tenho a possibilidade de fazer por vocês, GCMs, igual o que fazem conosco quando estamos no meio da rua e cuidam da nossa família, seja nas escolas, ou em quaisquer situações quando passeamos livremente na nossa cidade, sabendo que há uma polícia nos protegendo e cuidando. É o símbolo de segurança, de acolhimento e de respeito, pois é a Guarda que protege nossas escolas, praças e, acima de tudo, nossas famílias.
Então estou aqui, em nome da minha família, da nossa família, da cidade de São Paulo, agradecendo a todos os GCMs.
Obrigada, Sr. Presidente.
Encaminho o meu voto “sim” também.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Muito obrigado, nobre Vereadora Ely Teruel.
Tem a palavra, para encaminhar a votação, o Líder do Governo, nobre Vereador Fabio Riva.
O SR. FABIO RIVA (MDB) - Sr. Presidente, nobres Vereadores, Guardas Civis Metropolitanos presentes, hoje, na galeria, sempre quando vimos discutir um projeto de valorização de qualquer carreira, sempre é um jogo de disputa saudável, do ponto de vista de defesa de cada um dos seus próprios interesses, porque as coisas avançam para a categoria quando tem representatividade e utiliza o diálogo como ferramenta. Quando utiliza a força, muitas vezes desproporcional pelas falas, não se constrói, só destrói.
Mas tivemos a responsabilidade e a racionalidade de trazer para a votação de hoje alguns avanços. Não é tudo aquilo que eventualmente os guardas apresentaram, mas temos feito um trabalho de valorização que eu gostaria de apresentar, aqui, de forma muito sucinta.
- O orador passa a se referir a imagens exibidas na tela de projeção.
O SR. FABIO RIVA (MDB) - O histórico das medidas de valorização começou em 2021. Tivemos 150%, no máximo, de valorização da gratificação do exercício de funções das regiões estratégias; depois, 72% do aumento inicial da criação e modernização do quadro técnico de profissionais da Guarda Civil Metropolitana, principalmente na adoção do regime de subsídio e na valorização da tabela, em 2022; depois 26% do aumento da base do cálculo da GEF, que é a Gratificação de Exercício em Regiões Estratégicas para a Segurança Urbana, de 2023; e, por fim, o último projeto votado foi a bonificação para a GCM da recuperação de automotores.
Fizemos um investimento em pessoal na GCM, que é no quantitativo de servidores, previsão orçamentária para 2026; o prêmio Desempenho em Segurança Pública; o número de servidores, com impacto de quase 40 milhões de reais. A DEAC que é a Diária Especial de Atividade Complementar para 2.500 servidores, mais de 46 milhões de reais, quase 47 milhões de reais. A GEF também para 2.500 servidores, guardas; são 42,3 milhões de bonificação e recuperação de automotores para 680 servidores, com impacto de 3,632 milhões e no total da folha de pagamento dessa SM Sul, 7.368 guardas, 1,7 bilhão.
E as outras medidas de valorização que tiveram impacto total de 167 milhões de reais: ampliação da frota de viaturas, da frota de motocicletas, ampliação e renovação de armamento. Nobre Vereador Nantes, olhe a importância disso. A fiscalização ambiental, a modernização das inspetorias, inspetorias de defesa da mulher e de ações sociais, também com investimento e ampliação, e programa Maria Guardiã, Maria da Penha e programa do Dronepol. Isso de 2021 a 2026.
A Valorização e Modernização da GCM, em 2022, automaticamente foi aquela em que fizemos, principalmente, nos quadros iniciais. Depois, há uma defasagem, quando falamos no Nível 3, do Inspetor e GCM Inspetor de Divisão, onde se verificaram os menores índices de reajuste.
Pode seguir. Vemos essa evolução, de 2018, pegando como base, hoje, até maio de 2027, o valor de 4.381 reais, onde há mais os 1,48%, que é o reajuste concedido para este ano.
Próximo. Vemos, então, os quadros de carreira, com as evoluções; no fundo, o número de guardas por categoria, num total de 7.496. Seguinte, por favor. É um quadro que se refere ao PL 388/2026, que é justamente esse, quando foi a primeira proposta apresentada, também com impacto de 21,392 milhões.
Depois, nesse próximo, com a valorização de todos os níveis a partir da 2ª Classe; então, houve essas equações e um pouco de majoração dos aumentos proporcionais. Podemos automaticamente disponibilizar para que os senhores possam ter ciência e noção daquilo que é feito, principalmente, nessa proposta de valorização.
Seguinte. É uma simulação com o substitutivo que foi apresentado, também os quadros e, principalmente, o aumento do último nível, que é o Nível 4. Os senhores podem ver, na letra L, que passou a ser quase 21 mil e poucos reais.
E os impactos: comparação do PL com o substitutivo apresentado que, na verdade, foi uma emenda até por celeridade, portanto, os quadros onde tínhamos o impacto, o qual sai da faixa amarela para a faixa azul do substitutivo, onde se percebe que existem valores consideráveis. Estamos falando 6,760 milhões na primeira faixa, depois passou para 20,448 milhões e, na última faixa, em cima, 21 milhões no grifo em amarelo para 43,707 milhões. Então tudo aquilo que dissemos sobre valorização, há um impacto global que chega a esse montante de valores.
Nessa imagem, vemos uma outra tabela já com o substitutivo e o RGA que votamos, ou seja, o Reajuste Geral Anual, com 1,41 no impacto já na folha de pagamento dos senhores e senhoras.
Já li também o comparativo entre o PL 388/2026 e a emenda apresentada, que está em laranja, verifica-se o impacto grande nessa proporção, que é colocada de valores.
E, por fim, o último slide, pode passar. A reabertura de opção. Falamos mais da questão do subsídio e, agora, fizemos essa reabertura por opção, a partir de agosto de 2026, então estamos fazendo um impacto orçamentário. Hoje, não optantes, temos 370, são homens e mulheres ainda não optantes até junho de 2026. E o impacto na folha em 2026 para esses optantes passa a ser de 800 mil. Depois, em 2027, já para 2,555 milhões. Em 2028, serão 2,912 milhões de impacto orçamentário.
Aposentados não são contabilizados tendo em vista que podem optar, em qualquer tempo, independente da abertura de opção. Essa é uma observação que foi colocada no quadro.
Nesse momento, sim, por fim: o comparativo acumulado. Estamos saindo de quando foi apresentado o PL 388/2026 à Câmara Municipal de São Paulo, até a apresentação desta emenda, senhores e senhoras, estamos saltando de 23,9 milhões para 45,9 milhões de reais. Então isso totaliza o somatório de ativos, aposentados, pensionistas, mais encargos, mais impacto de reabertura das opções. Logo a seguir, vemos o acumulado em todos os níveis NQTG 1, 2, 3 e 4 até o Nível 10, no substitutivo, que saiu de 4,6 foi para 6,6, então 6,15; de 4,6 para 9,23, e essa foi a proporcionalidade, inclusive discutida com o comando da Guarda Civil Metropolitana.
Quero cumprimentar o Comandante Jairo Chabaribery Filho; a Secretária, a Dra. Juliana Lopes Bussacos, com quem também acabei conversando, e principalmente a nossa Secretária de Gestão, a Sra. Marcela Arruda, e toda sua equipe, que são responsáveis por fazer todo esse levantamento numérico e também de valorização das carreiras municipais.
- Orador passa a se referir a imagens exibidas na tela de projeção.
O SR. FABIO RIVA (MDB) - Há também mais uma proporcionalidade entre o que era antes de maio de 2026 com o atual RGA, apresentação do PL 388/2026 com final 21, com o substitutivo apresentado aumentando para 21.786 reais no final da carreira.
Sr. Presidente, essas são as minhas considerações. Queria mais uma vez fazer o encaminhamento do voto “sim” e dizer que sempre quando falamos de valorização das carreiras é sempre um grande desafio, tanto para o Prefeito Ricardo Nunes, que teve a coragem de também fazer essa valorização no ano de 2021, e automaticamente tentamos traduzir isso nos números que são repassados aos senhores e senhoras que fazem esse trabalho na nossa cidade. Mas, como disse na nossa última votação, quando falamos de números, temos que falar da carreira dos servidores como um todo; então todas as carreiras de forma meritória fazem os seus pleitos, querem um reajuste maior, mas temos que pensar no orçamento da cidade e naquilo que é possível ser feito.
Então, agradeço ao Prefeito Ricardo Nunes pela confiança, mais uma vez, por abrir o diálogo e permitir que, numa tarde como hoje, tenhamos uma votação unânime de um projeto importante de valorização dos guerreiros e guerreiras da Guarda Civil Metropolitana.
Muito obrigado, Sr. Presidente. Encaminho o voto “sim”.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Muito obrigado, nobre Vereador Fabio Riva.
Não há mais oradores inscritos para encaminhamento da votação.
A votos o PL 388/26. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora. (Pausa) Aprovado.
Há sobre a mesa emendas.
O SR. FABIO RIVA (MDB) - (Pela ordem) - Temos uma emenda de número um, que é a emenda do Governo, construída com todos os Vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, inclusive com a Base, com a Oposição; há aspectos contemplados, mas existe uma emenda da nobre Vereadora Amanda Paschoal, diante da qual faço uma solicitação: que V.Exa. retire conforme conversamos, com assinatura, inclusive, de alguns Vereadores da Base.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - (Pela ordem) - Acato o pedido do Líder do Governo e reforço mais uma vez o meu pedido para que o Sr. Prefeito incorpore isso através de decreto, o quanto antes, para valorizar os servidores que estão construindo a Inspetoria de Defesa da Mulher e Ações Sociais, IDMAS. É a única especialidade que não recebe gratificação dentro da GCM, e isso não pode acontecer.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Muito obrigado, nobre Vereadora Amanda Paschoal, pela retirada da emenda e peço que se publique.
Temos mais uma emenda, mencionada pelo nobre Vereador Fabio Riva, da liderança do Governo, assinada por todos os Vereadores, ou pelo menos pela maioria, que já foi publicada no Diário Oficial da Cidade.
Passamos, então, à votação da emenda.
A votos a emenda da liderança do Governo. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora. (Pausa) Aprovada. Vai à redação final.
Por acordo de lideranças, encerro a presente sessão.
Relembro aos Srs. Vereadores a convocação para a próxima sessão ordinária, amanhã, com a Ordem do Dia a ser publicada.
Relembro, ainda, aos Srs. Vereadores a convocação de cinco sessões extraordinárias, logo após a sessão ordinária de amanhã, dia 18 de junho, todas com a Ordem do Dia a ser publicada.
Desconvoco as demais sessões extraordinárias convocadas para hoje.
Estão encerrados os nossos trabalhos.
95ª SESSÃO SOLENE
17/06/2026
- Entrega de Título de Cidadã Paulistana à Sra. Ermínia Terezinha Menon Maricato, por iniciativa do Vereador Nabil Bonduki, realizada no Salão Nobre, nos termos do Decreto Legislativo nº 29, de 27 de agosto de 2025.
135ª SESSÃO ORDINÁRIA
18/06/2026
- Presidência do Sr. Ricardo Teixeira.
- Secretaria do Sr. Senival Moura.
- À hora regimental, com o Sr. Ricardo Teixeira na presidência, feita a chamada, verifica-se haver número legal. Estiveram presentes durante a sessão os Srs. Adrilles Jorge, Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Ana Carolina Oliveira, André Santos, Carlos Bezerra Jr., Celso Giannazi, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Dheison Silva, Dr. Milton Ferreira, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Eliseu Gabriel, Ely Teruel, Fabio Riva, George Hato, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Félix, Jair Tatto, Janaina Paschoal, João Ananias, João Jorge, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Major Palumbo, Marcelo Messias, Marina Bragante, Nabil Bonduki, Pastora Sandra Alves, Professor Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Roberto Tripoli, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sandra Santana, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Senival Moura, Sidney Cruz, Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez; O Sr. Gabriel Abreu encontra-se em licença.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Há número legal. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Esta é a 135ª Sessão Ordinária, da 19ª Legislatura, convocada para hoje, dia 18 de junho de 2026.
Informo aos Srs. Vereadores que há sobre a mesa parecer de redação final exarado pela Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa às seguintes proposituras: PL 357/2023, PL 397/2024, PL 226/2025 e PL 183/2026.
Conforme previsto no art. 261 do Regimento Interno, os pareceres permanecerão sobre a mesa durante esta sessão ordinária para recebimento de eventuais emendas de redação.
Informo aos Srs. Vereadores que a 12ª Sessão Extraordinária Virtual, da 19ª Legislatura, será encerrada hoje às 19h. Até o momento, 49 Srs. Vereadores registraram seus votos. Caso algum Sr. Vereador que ainda não conseguiu votar esteja com dificuldade para o acesso ao sistema, favor procurar assessoria técnica.
Há sobre a mesa requerimento, que será lido.
- É lido o seguinte:
“COMUNICADO DE LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES
Senhor Presidente,
COMUNICO que estarei em licença para tratar de INTERESSES PARTICULARES, por prazo determinado, nos termos do art. 20, inciso IV, da Lei Orgânica do Município de São Paulo, e do art. 112, do inciso IV, do Regimento Interno, a partir de 17/06/2026, pelo período de 10 dia(s) corridos.
Declaro estar ciente que:
1) O comunicado de licença só pode ser apresentado antes ou durante o período de licença;
2) O prazo de licença não poderá ser superior a 120 (cento e vinte) dias por Sessão Legislativa, conforme art.20, IV, da L.O.M., e art. 112, § 3º, alínea “b”, do Regimento Interno;
3) Observado o limite do item “2” acima, é facultada a prorrogação de prazo do tempo de licença por meio de um novo pedido, conforme art. 114 do Regimento Interno;
4) É vedada a reassunção antes do término do período de licença, conforme art. 20, IV da L.O.M., e art. 112, § 3º, alínea “d”, do Regimento Interno;
5) O período de licença será com prejuízo da remuneração, conforme art. 20, IV, da L.O.M.
Sala das Sessões, 15 de junho de 2026
Gabriel Abreu
Vereador”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Comunico o falecimento, ocorrido ontem, dia 17 de junho, do Sr. Francisco José Santos de Moraes, servidor desta Casa por 42 anos. O Sr. Francisco José Santos de Moraes atuava ultimamente em nossa equipe de finalização do processo legislativo, em que os projetos aprovados se transformam em Carta de Lei e seguem à sanção.
Em homenagem à sua memória, peço aos Srs. Vereadores que façam um minuto de silêncio.
- Minuto de silêncio.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - De ofício, adio o Pequeno Expediente e o Grande Expediente.
Passemos ao Prolongamento do Expediente.
PROLONGAMENTO DO EXPEDIENTE
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Submeto ao Plenário que sejam considerados lidos os papéis - somente dos projetos que constam no rol das proposituras a serem lidas. A votos. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora. (Pausa) Aprovada a leitura.
Passemos aos comunicados de liderança.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, a nobre Vereadora Renata Falzoni.
A SRA. RENATA FALZONI (PSB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, nobres Colegas Vereadores e Vereadoras, hoje é um dia muito simbólico para o Partido Socialista Brasileiro. O PSB na Câmara Municipal de São Paulo, com a vinda da minha querida amiga Marina Bragante, passa a contar, pela primeira vez em sua história, com uma Bancada formada por três Vereadores progressistas, comprometidos com a construção de uma cidade mais humana, mais justa, mais igualitária e, principalmente, mais sustentável.
Uma Bancada plural, diversa em suas trajetórias e atuações, mas profundamente unida pelos mesmos valores, pelo mesmo compromisso e pelo interesse público. Aqui, faço um registro: agradeço muito ao PSOL, que tornou isso possível.
É também muito significativo que a liderança dessa Bancada seja agora assumida por uma mulher. No atual contexto político, ainda profundamente marcado pelas desigualdades de gênero, assumir este espaço de liderança representa também o reconhecimento da trajetória e da competência das mulheres na política.
Estou aqui falando diante das Vereadoras Amanda Paschoal, Janaina Paschoal, Marina Bragante e Luana Alves.
Também é sintomático que, ao mesmo tempo em que assumo a liderança nesta Câmara Municipal, outra mulher, a Deputada Estadual Andréa Werner, seja líder do meu partido na Alesp.
Este momento coincide, ainda, com um importante fortalecimento do PSB em âmbito nacional, marcado pela recente chegada de lideranças como Marina Helou e Simone Tebet, que passam a somar suas trajetórias ao nosso projeto político.
É impossível falar do PSB de hoje sem destacar o papel da deputada Tabata Amaral, uma das mais relevantes lideranças políticas de sua geração, que tem contribuído de forma decisiva para ampliar o alcance e a representatividade do partido.
Não menos importante, preciso destacar o papel da Professora Lúcia França, Secretária Estadual de Mulheres do PSB, por sua incansável defesa partidária e das mulheres na política. O que está acontecendo hoje no PSB está diretamente relacionado ao trabalho da Professora Lúcia França. Isso só fortalece a nossa luta coletiva.
Esta Bancada do PSB expressa a riqueza das diferentes lutas que constroem São Paulo todos os dias.
Temos o Vereador Eliseu Gabriel, dedicado à educação; a Vereadora Marina Bragante, com profunda militância e conhecimento nas áreas ambientais e da primeira infância; e esta Vereadora, com mais de 50 anos de dedicação à mobilidade urbana, ao direito à cidade e à defesa do meio ambiente.
Somos diferentes - isso é fato -, mas isso é uma força, porque a cidade é diversa, porque os desafios são múltiplos; mas, acima de tudo, comungamos dos melhores ideais: o de uma São Paulo mais inclusiva, mais sustentável, acolhedora e democrática. Uma cidade onde o espaço público seja valorizado, onde os direitos sejam garantidos e onde ninguém seja deixado para trás.
Que essa nova etapa do PSB na Câmara Municipal de São Paulo seja marcada pela união, pelo diálogo, pelo respeito e pelas lutas incansáveis que precisamos travar para construir melhores políticas públicas para a nossa cidade, com independência para fiscalizar, coragem para defender nossas convicções e disposição para construir, ao lado do Poder Executivo e desta Casa, soluções que melhorem a vida da população paulistana.
Queremos propor, somar e abraçar as causas de inclusão total para nossa cidade. Vida longa à nossa Bancada de três Vereadores, composta, com muito orgulho, majoritariamente por mulheres. Muitíssimo obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, a nobre Vereadora Janaina Paschoal.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - (Pela ordem) - Obrigada, Sr. Presidente. Cumprimento V.Exa. e todos os demais Colegas presentes.
Quero, de forma pública, oficial, fazer uma manifestação de apoio ao Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que presentemente lidera se não a maior, uma das maiores investigações em curso no país: a que diz respeito ao escândalo do Banco Master.
Esse escândalo ultrapassa muito uma questão meramente bancária ou financeira, ou aquela estrutura conhecida como pirâmide, passando, infelizmente, por situações que podem caracterizar a corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, entre outros delitos, haja vista a pulverização dos negócios centralizados por esse banco no que concerne a: carteiras de previdência nos diversos estados da Federação de aposentados e funcionários públicos aposentados; gestão de valores depositados em tribunais de justiça; e financiamento de eventos, viagens, estadas, passagens, aviões e festas de todas as naturezas para pessoas em cargos de poder.
Ontem vários trechos de manifestações recentes do Ministro André Mendonça em sessões de julgamento importantes foram veiculados nas redes sociais. Ficou muito claro o olhar tenso e, ouso dizer, até temeroso do Ministro por, aparentemente, sua própria vida quando citou, em dois momentos, os riscos que estariam sendo vivenciados por pessoas próximas àqueles membros do grupo organizado e liderado por Daniel Vorcaro.
O Ministro relatou que a irmã do Sicário - falecido membro do grupo de Daniel Vorcaro, que se matou nas dependências da Polícia Federal - teve acesso aos arquivos do celular do irmão salvos na nuvem, que contém informações pavorosas envolvendo pessoas muito poderosas. Mencionou que ele próprio tinha dúvidas sobre o suicídio do Sicário e, por isso, precisou olhar, ele próprio, as imagens gravadas da carceragem para ter certeza de que não havia se tratado de um homicídio, e sim um suicídio.
Foi um ato voluntário no sentido de sem nenhum tipo de força externa. Mas ninguém pode saber se existia algum tipo de acordo prévio de que, por exemplo, alguém que viesse a ser detido devesse colocar fim à própria vida.
Então, por que estou trazendo esse caso? Porque entendo firmemente que todas as pessoas que têm o desejo de que este país seja passado a limpo, de que este país faça uma devida depuração, atinja quem quer que venha a ser atingido. Todas as pessoas, neste momento, precisam amparar o Ministro André Mendonça. O Ministro André Mendonça, hoje, salvo melhor juízo, está fazendo um trabalho praticamente isolado. Porque, infelizmente, há notícias de relações próximas desse Sr. Daniel Vorcaro com elevados quadros. No campo político, à Esquerda, ao Centro e à Direita. Nos Três Poderes da República, tanto no Poder Legislativo como no Poder Executivo, nas três esferas. E, infelizmente, no Poder Judiciário.
Há notícias de eventos que indicam muita intimidade e proximidade desse Sr. Daniel Vorcaro, inclusive, com altos membros de órgãos que têm por incumbência investigar os ilícitos em que esse senhor e o seu grupo estariam envolvidos. Então, o Ministro está fazendo hoje, presentemente, um trabalho heroico. E venho com muito respeito, sem querer fazer nenhum tipo de alusão no sentido de que esse escândalo envolveria um espectro ou outro. Infelizmente, é um escândalo que não deixa ninguém de fora em termos de espectro. Venho dizer publicamente que estou apoiando, não que isso signifique grande coisa, o Ministro André Mendonça.
Entendo que o Ministro precisa ter todo o respaldo em termos de segurança pessoal, para os seus familiares e para sua equipe. Porque o Ministro não está enfrentando apenas o crime organizado comum, vamos dizer assim. Tecnicamente não existe essa figura, mas o crime organizado típico da criminalidade de massa ou da criminalidade econômica. Está enfrentando o crime organizado na estrutura do Poder. Então, o Ministro André Mendonça precisa de apoio, precisa de proteção.
E insisto no que já venho dizendo desde o dia em que essas histórias do Banco Master e do INSS começaram. É preciso ter absoluta transparência e publicidade do que há naqueles autos. A melhor maneira de o Ministro se proteger, de proteger a sua família, de proteger a sua equipe, é tirar o sigilo por completo dos autos, dos documentos, dos vídeos, dos nomes. Essa transparência vai trazer a segurança. Além de trazer a segurança em termos de acesso à informação.
Vou encerrar fazendo uma breve menção ao saudoso Dr. Hélio Bicudo, um ícone neste país. Lembro-me de que o Dr. Hélio Bicudo falou: “Janaina, a melhor maneira de fazer frente à ameaça, fazer frente a qualquer tipo de intimidação, é buscar os holofotes. Buscar os holofotes não para aparecer, não por vaidade. Mas porque o mal, o obscuro, enfrentamos com luz, com abertura, com publicidade”.
Então, joguei nas minhas redes: Ministro André Mendonça, tire o sigilo. E o Ministro tirou de alguns feitos esses dias. Mas tire o sigilo por completo. Falo isso, em certa medida, não só para fazer cumprir a Constituição Federal, mas para trazer ao Ministro e a todos aqueles que, em seus gabinetes, em seus trabalhos, lutam contra o crime nesse país, o conselho do Dr. Hélio Bicudo.
Obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Janaina Paschoal.
Informo que, neste momento, a Câmara Municipal de São Paulo está recebendo a visita da comitiva da Câmara Municipal de Volta Redonda: Sr. Alexandre Thuler, Procurador-Geral; Sra. Elizabeth Mendonça, Coordenadora de Comunicação; Sr. Bruno Rodrigues, Diretor-Geral; e Sra. Viviane Gomes, Chefe do Cerimonial. Sejam bem-vindos à Câmara municipal de São Paulo. (Palmas)
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, a nobre Vereadora Amanda Paschoal.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, serei breve na minha intervenção de hoje. Nós estamos nos aproximando do final dos nossos trabalhos do semestre, e vamos discutir um projeto do Executivo para a reformulação da Lei do PSIU que nós precisamos olhar com bastante atenção. Faremos uma audiência pública, para a qual eu convido todos os munícipes, todos os gestores de bares.
Queria fazer uma denúncia com relação à perseguição feita pelo PSIU e pela Prefeitura, em conjunto com ações do Governo Estadual, da própria Polícia Militar, a bares LGBTs no Centro de São Paulo. Recebo várias denúncias semanalmente dos bares da Maria Borba, dos bares no entorno da praça Roosevelt, dos bares também da rua Fortunato; o próprio Sirigoela, na 13 de Maio, já foi interditado e teve que reabrir em outro endereço. Isso é cercear o direito da população LGBT de frequentar, ter acesso, à cidade, a toda a nossa cidadania e também de ter o direito ao lazer, que movimenta a nossa economia.
Então, a gestão da Prefeitura de cercear os munícipes de frequentarem, de cercear também os donos de bares de poderem exercer a sua função, de garantir o seu sustento, de garantir também a possibilidade de acesso a lazer e à cidade, é um grande absurdo. Nós iremos debater isso tanto na audiência pública quanto nesta Casa quando o processo vier para cá para que nós possamos analisar e votar.
Recebi uma denúncia hoje de um bar na região central onde a Polícia Militar ficou segurando mesas até os agentes do PSIU chegarem para poder fazer a retirada. Isso é um grande absurdo e nós não iremos admitir de maneira nenhuma. Espero que esse debate seja feito de maneira comprometida, de maneira responsável, pelos representantes da Prefeitura, pelos meus nobres Pares nesta Casa.
Convido mais uma vez os gestores, os munícipes, todos aqueles que não estão satisfeitos, que estão sendo perseguidos pela Prefeitura, pela Polícia Militar, a participar da audiência pública que vai ser realizada na segunda-feira, às 17h, pela Comissão de Direitos Humanos. Juntos, nós conseguiremos encontrar soluções e construir a resistência para todo esse absurdo que tem sido promovido pela Prefeitura e também pelo Governo Tarcísio de Freitas.
Muito obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Amanda Paschoal.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, o nobre Vereador Celso Giannazi.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, Sras. Vereadoras, Srs. Vereadores, público que nos acompanha pela Rede Câmara SP, eu venho a esta tribuna da Câmara Municipal falar de dois assuntos que são interligados, na verdade. Nós estamos no momento de discussão da LDO, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, um instrumento de gestão pública, consignada na nossa Constituição Federal, que é muito importante.
Nós já tivemos a oportunidade de mostrar os dados da LDO que foi apresentada nesta Câmara Municipal e, pasmem, cidadãos e cidadãs da cidade de São Paulo: a Prefeitura de São Paulo está prevendo um aumento de 10 bilhões de reais de renúncia fiscal para bancos, instituição financeira. Não sei se o Banco Master também está nessa linha, mas há empresas e vários segmentos religiosos e econômicos da cidade de São Paulo.
Precisamos discutir isso. E nós estamos colhendo assinaturas para uma CPI. Precisamos investigar, abrir, entender o que está acontecendo, porque, com 10 bilhões de reais, dá para fazer muitos hospitais, muitas escolas, dá para valorizar os servidores públicos. É muito sério isso que está sendo colocado para a Câmara Municipal. E espero que as Sras. e os Srs. Vereadores tenham o senso crítico de não aprovar algo tão sério como isso que está aqui: uma caixa preta fechada.
E dialogando com isso, Sr. Presidente, eu trago dois assuntos que são conectados com o recurso público que estamos discutindo - duas emendas que colocamos na LDO.
Uma das emendas diz respeito ao pagamento retroativo dos 583 dias que nos foram confiscados pelo Governo Bolsonaro, aquela bomba que foi colocada no bolso dos servidores, que trabalharam, mas tiveram confiscados 583 dias.
A Professora e Deputada Federal Luciene Cavalcante, em um trabalho belíssimo na Câmara Federal, em um esforço muito grande dentro da Câmara Federal, dentro do Senado Federal, e, depois, fazendo uma mobilização nacional muito grande para a sanção do Presidente Lula, apresentou o PLP 21/2023, que tramitou e se transformou na Lei Complementar 226/2026.
A LC 226/2026 descongela automaticamente o nosso tempo - quinquênios, sexta parte. E essa parte já foi feita, porque era de ofício. E a parte seguinte, autorizativa, trata do pagamento retroativo dos 583 dias. E, sobre esta parte, apresentamos um projeto de lei, em tramitação nas comissões da Câmara Municipal de São Paulo, para pagarmos os 583 dias de todos os servidores públicos do município de São Paulo que trabalharam durante a pandemia. E estamos colocando isso na LDO, porque é importante que façamos esse debate.
Peço o apoio inclusive das Sras. Vereadoras e dos Srs. Vereadores para que esse nosso projeto de lei tramite com o apoio de todos os Parlamentares desta Casa.
O segundo assunto, que também diz respeito à LDO, é a revogação do confisco de aposentadorias e pensões dos nossos servidores, que trabalharam 30, 40 anos na Prefeitura de São Paulo, que recebem uma aposentadoria de 1.800 a 2.200 reais, e têm, confiscados do seu vencimento, dos seus proventos, 14%.
O Prefeito Ricardo Nunes confisca desses aposentados e pensionistas que já ganham um salário quase abaixo da linha da pobreza, tirando-lhes 14%. Isso é retirar a cesta básica, é retirar a possibilidade de comprar um medicamento. E temos o PDL 92, em tramitação, para revogarmos esse confisco.
O Governo do Estado de São Paulo já revogou; Sergipe, Alagoas, Vitória e Jacareí também. E nós estamos nessa luta.
O nosso coletivo esteve junto com o Deputado Carlos Giannazi e com a Professora e Deputada Federal Luciene Cavalcante para pedir audiências. Estivemos com o Ministro Luiz Fachin, Presidente do STF, e com o Ministro Gilmar Mendes, que pediu vista no voto das ADIs que tratam sobre a revogação do confisco. E nós tivemos esse compromisso do Presidente Fachin também para voltar o julgamento da revogação do confisco - que, segundo a Procuradoria-Geral da República, fere o princípio da dignidade humana tirar 14% de quem ganha abaixo do teto do regime da previdência social. O julgamento está prestes a ocorrer. E esperamos que o julgamento pela inconstitucionalidade do confisco ajude na tramitação aqui.
Sr. Presidente, esses dois assuntos dizem respeito à Câmara Municipal também. Por isso, peço apoio das Sras. Vereadoras e dos Srs. Vereadores.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, o nobre Vereador Silvinho Leite, meu irmão.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Boa tarde, Sr. Presidente, meu nobre amigo, irmão, Vereador Ricardo Teixeira; todos os nobres Pares, Vereadores e Vereadoras, público presente e todos que nos acompanham.
Ocupo, hoje, esta tribuna tão importante, que dá voz a esta Casa Legislativa, para destacar três datas de grande relevância social que nos convidam à reflexão, à conscientização e, principalmente, à ação.
No dia 14 último, de junho, foi celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue. E tivemos uma ação, pela qual parabenizo o nosso Presidente Ricardo Teixeira, na Casa, de doação de sangue.
Acho que foi muito gratificante e importante para a cidade de São Paulo. Essa data homenageia os milhares de voluntários que, por meio de um gesto simples e solidário, ajudam a salvar as vidas todos os dias.
A doação de sangue é um ato de amor ao próximo. Em poucos minutos, uma pessoa pode contribuir para que pacientes em tratamento, vítimas de acidentes, pessoas submetidas a cirurgia e tantas outras que dependem de transfusão de sangue tenham uma nova oportunidade de vida.
Por isso é fundamental incentivar a cultura da doação regular e conscientizar a população sobre a importância de manter os estoques dos hemocentros sempre abastecidos. Eu queria reforçar a importância da ação que a Câmara Municipal fez e que todos os demais órgãos deveriam fazer. Se for preciso, até uma lei obrigando que todos os órgãos o façam, Sr. Presidente. Um dia de doação de sangue é muito importante.
Já no dia 15 de junho, foi celebrado o Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. Essa data representa um importante chamado para que toda a sociedade reflita sobre a necessidade de proteger aqueles que tanto contribuíram para a construção de nossas famílias, comunidades e do nosso país.
A violência contra pessoa idosa pode ocorrer de diversas formas: física, psicológica, financeira, patrimonial ou por meio da negligência e do abandono. Muitas vezes, ela acontece de maneira silenciosa dentro dos próprios lares.
Por isso, eu, como membro da Comissão Extraordinária da Pessoa Idosa nesta Casa, reforço que é dever de todos nós estarmos atentos, denunciarmos situações de violência e promovermos uma cultura de respeito, valorização e cuidado com todos os nossos idosos. Uma sociedade que respeita seus idosos demonstra maturidade, humanidade e reconhecimento por aqueles que dedicaram uma vida inteira ao trabalho, à família e ao desenvolvimento da nossa comunidade.
Por fim, Sr. Presidente e nobres Pares, eu não poderia deixar de destacar o dia de hoje, 18 de junho, em que nós celebramos o Dia do Orgulho Autista, uma data que tem como objetivo promover o respeito, a inclusão, a valorização das pessoas autistas. Mais do que uma data comemorativa, este é o momento para reafirmarmos nosso compromisso com a construção de uma sociedade acessível, acolhedora e livre de preconceitos.
O autismo não deve ser visto pela ótica das limitações, mas sim das potencialidades, dos talentos e das diferentes formas de perceber e interagir com o mundo.
Por isso, eu reforço, cada vez mais, o meu compromisso com as políticas públicas eficazes para as pessoas autistas que garantam inclusão escolar, acesso à saúde, oportunidade de trabalho e participação plena da vida social para as pessoas autistas e seus familiares.
Que essas reflexões não fiquem restritas às datas comemorativas, mas que se transformem em atitudes permanentes do nosso dia a dia.
Por isso que eu digo que, aqui, não tem segredo, tem trabalho. Juntos somos mais fortes e podemos mudar a realidade de cada uma dessas histórias sociais.
Muito obrigado, Sr. Presidente e Pares. Esse era o meu recado de hoje.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Silvinho Leite.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, o nobre Vereador Professor Toninho Vespoli.
O SR. PROFESSOR TONINHO VESPOLI (PSOL) - (Pela ordem) - Boa tarde a todos e todas.
Eu quero falar em defesa das pessoas idosas e sobre o que está acontecendo no caso da ILPI zona Lapa. O impasse atinge cerca de 40 casas de repouso, instituições de longa permanência para os idosos na região da City Lapa e no Jardim Bela Aliança na zona Oeste de São Paulo, que transformou uma discussão administrativa de zoneamento urbano em uma evidente crise humanitária e de direitos humanos.
Sob pressão da Associação dos Moradores Locais, a Subprefeitura local deu início a ordens de fechamento forçado, cassações e notificações compulsórias em lote. Apenas na Rua Tomé de Souza, o epicentro da crise, seis alvarás de funcionamento foram cassados, de imediato, gerando novas notificações na Rua Duarte da Costa e arredores.
A Prefeitura justifica as interdições alegando que tais instituições violam regras de Zoneamento Exclusivamente Residenciais, que são as ZERs, por exercerem atividades comerciais e por operarem de forma puramente privada, sem vínculo direto com a rede pública de assistência social do município.
O engraçado é que eu estive na região e vi laboratórios e vários outros tipos de empreendimentos e empresas comerciais que não foram notificadas.
Adicionalmente, a gestão municipal aponta divergência no sistema on-line, alegando que as vistorias físicas constataram atividades incompatíveis com o que havia sido informado no cadastro autodeclaratório.
Os proprietários, por sua vez, demonstram que agiram de total boa-fé, utilizando os mecanismos oficiais fornecidos pela própria Prefeitura, que validaram suas licenças por anos. Essa postura de fechamento abrupto ignora que essas casas constituem a moradia real de dezenas de idosos vulneráveis, violando direitos garantidos e gerando graves riscos de traumas psicológicos e desorganização familiar.
Para solucionar o conflito, sem promover despejos compulsórios ou desamparo social, a saída exige a construção de uma solução baseada em três pilares: suspensão imediata dos efeitos de cassação, segurança jurídica na Lei de Zoneamento e plano de gestão de vizinhança.
O Conselho Municipal de Direito da Pessoa Idosa, CMI-SP, amparado pela Lei Municipal 17.452/2020, não é um mero espectador burocrático, embora a emissão de alvarás de localização caiba ao Urbanismo e as licenças sanitárias à Vigilância Sanitária, que é a Covisa. O Conselho é o órgão fiscalizador máximo do programa de atendimento e possui corresponsabilidade direta pelo funcionamento de todas as ILPIs cadastradas no município, dado que as instituições regulares possuem inscrição ativa no Conselho, o que comprova que passaram por crivo técnico rigoroso.
O órgão deve exercer suas prerrogativas legais com base nos seguintes dispositivos federais: Estatuto da Pessoa Idosa, Lei Federal 10.741/2003 e Constituição Federal. O Art. 48, parágrafo único, do Estatuto do Idoso determina expressamente a obrigatoriedade de inscrição dos programas junto ao Conselho da Pessoa Idosa.
Portanto, se o Conselho fiscalizou, aprovou e emitiu registro de funcionamento, a Subprefeitura comete uma grave afronta ao controle social ao anular unilateralmente essa chancela técnica por motivos burocráticos, meramente burocráticos. Existe a corresponsabilidade de fiscalização.
O texto legal estabelece que as entidades de atendimento serão fiscalizadas conjuntamente, inclusive pelo Conselho do Idoso, pelo Ministério Público e pela Vigilância Sanitária. Ou seja, nada disso a Subprefeitura da Lapa fez. Ela fez de maneira unilateral, arbitrária e sem falar com os outros agentes envolvidos, que deveriam ser convocados para tais diligências.
Por isso, Sr. Presidente, eu que faço parte da Comissão da Pessoa Idosa, nesta Câmara Municipal, estou pedindo que a Subprefeitura da Lapa esteja na nossa reunião, no dia 23, às 10 horas, como também as associações envolvidas e a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, para explicar por que estão fechando esses espaços que são tão importantes para os nossos idosos na cidade.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Professor Toninho Vespoli.
Tem a palavra, pela ordem, para comunicado de liderança, a nobre Vereadora Rute Costa.
A SRA. RUTE COSTA (PL) - (Pela ordem) - Obrigada, Sr. Presidente. Srs. Vereadores e Sras. Vereadoras, autoridades aqui presentes, você que me assiste pela Rede Câmara SP, e especialmente os pastores, líderes e membros da Assembleia de Deus que nos acompanham nesta sessão, boa tarde.
Hoje é um dia muito especial, um dia de gratidão, de memória, de reconhecimento. Há exatamente 115 anos, em 18 de junho de 1911, nascia oficialmente a Assembleia de Deus no Brasil. Ao olharmos para essa data histórica, somos convidados a fazer muito mais do que celebrar essa instituição religiosa. Somos convidados a recordar uma das mais belas histórias de fé, coragem e transformação que este país conheceu.
Tudo começou quando dois jovens missionários suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, ouviram o chamado de Deus para deixar a sua terra natal e partir para uma nação distante que pouco conheciam. Eles não vieram atraídos por riqueza, não vieram em busca de conhecimento, e tampouco encontraram aqui conforto ao chegar. Vieram movidos por uma convicção inabalável: a certeza de que Deus os estava enviando ao Brasil. Após uma longa viagem de navio, desembarcaram em Belém do Pará, carregando poucas malas, mas trazendo consigo algo que mudaria para sempre a história espiritual do nosso país. Trouxeram a mensagem do Evangelho, trouxeram a esperança, trouxeram uma fé capaz de atravessar fronteiras, culturas e gerações.
É emocionante imaginar aqueles primeiros dias, dois jovens estrangeiros, sem recursos, sem estrutura, sem qualquer garantia de sucesso, pregando em um país continental. Aos olhos humanos, parecia uma missão impossível. Mas aquilo que começou com uma pequena reunião de oração, logo se transformaria em um movimento que alcançaria milhões de brasileiros. Uma história linda. A história da Assembleia de Deus é a prova de que Deus usa pessoas simples para realizar obras extraordinárias.
Ao longo de 115 anos, a Assembleia de Deus não construiu apenas templos, mas ajudou a construir famílias, a restaurar vidas destruídas pelas drogas; resgatou jovens da criminalidade, acolheu órfãos, alimentou famintos e levou esperança a lugares onde, muitas vezes, nem o Poder Público consegue chegar. A presença da Assembleia de Deus se confunde com a própria história do Brasil moderno. Está presente nas grandes capitais e também nos pequenos povoados. Está nas periferias, nos sertões, nas comunidades ribeirinhas e nas regiões mais remotas do nosso país. Onde havia abandono, a igreja chegou com acolhimento; onde havia dor, a igreja chegou levando consolo; onde havia desesperança, levou fé.
Mas essa história não foi construída apenas pelos grandes acontecimentos. Ela foi edificada pelo trabalho silencioso de milhões de homens e mulheres anônimos: pelas irmãs que oram por madrugadas inteiras pelos seus filhos; pelos irmãos que evangelizam nas ruas; pelos diáconos, presbíteros, evangelistas e missionários que dedicaram suas vidas à expansão do Reino de Deus.
Nesta data tão significativa, é impossível não prestar homenagem aos pastores que dedicaram suas vidas ao cuidado do povo de Deus. Homens que abriram mão dos seus próprios interesses para servir ao próximo, aconselhar famílias, visitar doentes, conduzir gerações inteiras pelo caminho da fé.
Entre esses homens, quero destacar uma figura muito importante para a história da Assembleia de Deus no Brasil e para a minha própria história: o Pastor José Wellington Bezerra da Costa. Sua trajetória representa a própria força do movimento assembleiano. Ao longo de décadas de ministério, o Pastor José Wellington tornou-se uma referência nacional de liderança, equilíbrio, compromisso doutrinário e amor à obra de Deus.
Como Presidente da Convenção-Geral das Assembleias de Deus no Brasil, ele exerceu um papel fundamental na unidade da denominação, na defesa dos valores cristãos e no fortalecimento da presença evangélica em nosso país. Sua história inspira milhares de pastores e milhões de membros. Sua liderança ajudou a consolidar a Assembleia de Deus como uma das maiores forças espirituais e sociais da Nação brasileira.
Ao celebrarmos esses 115 anos, celebramos também cada pastor que permaneceu firme em seu púlpito, cada missionário que atravessou fronteiras para anunciar o evangelho e cada membro que, com dedicação e fidelidade, sustentou essa grande obra.
Hoje, mais de um século depois da chegada de Daniel Berg e Gunnar Vingren, podemos afirmar que o legado daqueles missionários continua vivo. Vive nos templos espalhados por todo o Brasil. Vive nas famílias restauradas. Vive nas vidas transformadas pelo poder de Deus. Vive na fé de milhões de brasileiros que encontraram na igreja Assembleia de Deus um lugar de esperança, de acolhimento e de salvação.
Que esta data seja lembrada, Sr. Presidente, não apenas como um marco histórico, mas como testemunho vivo de que a fé tem o poder de transformar pessoas, comunidades e nações.
Parabéns à Assembleia de Deus pelos seus 115 anos de história. Parabéns aos pastores, aos líderes, aos membros. E que Deus continue abençoando essa obra que se tornou parte inseparável da história do Brasil e também da minha história.
O meu muito obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Rute Costa.
Por acordo de lideranças, encerro a presente sessão.
Informo que as seguintes proposituras: PL 357/2023, PL 397/2024, PL 226/2025 e PL 183/2026 não receberam emendas de redação, portanto seguem à sanção do Sr. Prefeito.
Convoco os Srs. Vereadores para a próxima sessão ordinária, terça-feira, dia 23 de junho, com a Ordem do Dia a ser publicada.
Convoco, também, os Srs. Vereadores para cinco sessões extraordinárias, logo após a sessão ordinária, de terça-feira, dia 23 de junho; cinco sessões extraordinárias aos cinco minutos de quarta-feira, dia 24 de junho; e mais cinco sessões extraordinárias, às 10h da manhã de quarta-feira, dia 24 de junho, todas com a Ordem do Dia a ser publicada.
Atenção Srs. Vereadores: quarta-feira, nossas sessões começarão às 10h da manhã.
Desconvoco as demais sessões extraordinárias convocadas para hoje.
Estão encerrados os nossos trabalhos.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 18/06/2026
REQUERIMENTOS
VEREADOR MAJOR PALUMBO (PP)
13-00797/2026 - Convocação de sessão solene, a se realizar no dia 29 de junho de 2026, para entrega de Título de Cidadão Paulistano ao Deputado Federal Capitão Guilherme Muraro Derrite.
VEREADORA AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO)
13-00802/2026 - Convocação de sessão solene a se realizar no dia 23 de junho de 2026, para entrega de Salva de Prata à Instituição Televisão Independente de São José do Rio Preto (REDE VIDA), em substituição ao RDS 752/2026.
VEREADOR CARLOS BEZERRA JR. (PSD)
13-00804/2026 - Convocação de sessão solene a se realizar no dia 4 de agosto de 2026, para entrega de Título de Cidadão Paulistano à Aluízio Antônio da Silva.
VEREADOR GABRIEL ABREU (PODE)
13-00807/2026 - Licença para tratar de interesses particulares pelo período de dez dias a partir de 17 de junho de 2026.
VEREADOR SILVINHO LEITE (UNIÃO)
13-00810/2026 - Coautoria do PL 658/2022.
13-00811/2026 - Coautoria do PL 69/2026.
VEREADORA MARINA BRAGANTE (PSB)
13-00812/2026 - Solicitação de informações ao Instituto Butantan, vinculado à Secretaria Estadual de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde, sobre níveis de ruído acima do permitido legal na nova instalação do Instituto.
VEREADOR SIDNEY CRUZ (MDB)
13-00813/2026 - Coautoria do PL 1489/2025.
VEREADOR MARCELO MESSIAS (MDB)
13-00814/2026 - Coautoria do PL 617/2022.
13-00815/2026 - Coautoria do PL 838/2021.
13-00816/2026 - Coautoria do PL 658/2022.
96ª SESSÃO SOLENE
18/06/2026
- Entrega de Título de Cidadã Paulistana à Sra. Raquel Kobashi Gallinati Lombardi, por iniciativa do Vereador Isac Félix, realizada no Plenário 1º de Maio, nos termos do Decreto Legislativo nº 18, de 4 de junho de 2025.
97ª SESSÃO SOLENE
19/06/2026
- Entrega da Medalha Anchieta e do Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo ao Sr. Antônio Augusto Amaral Carvalho Filho, conhecido como Tutinha, por inciativa da Vereadora Zoe Martínez, realizada no Salão Nobre, nos termos do Decreto Legislativo nº 35, de 29 de abril de 2026.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 22/06/2026
REQUERIMENTOS
VEREADORA SONAIRA FERNANDES (PL)
13-00817/2026 - Convocação de Sessão Solene a se realizar no dia 29 de junho de 2026, para entrega de Salva de Prata às Semeadoras do Agro da FAESP/SENAR - SP.
VEREADOR NABIL BONDUKI (PT)
13-00818/2026 - Solicitação de informações à Subprefeita da Penha sobre a obra de acesso à Rua Londrina.
VEREADOR SILVINHO LEITE (UNIÃO)
13-00819/2026 - Coautoria do PL 701/2025.
VEREADORA SANDRA SANTANA (MDB)
13-00820/2026 - Coautoria do PL 1279/2025.
13-00821/2026 - Coautoria do PL 573/2025.
13-00824/2026 - Coautoria do PL 435/2026.
VEREADOR SILVÃO LEITE (UNIÃO)
13-00822/2026 - Coautoria do PDL 31/2026.
13-00823/2026 - Coautoria do PL 580/2024.
13-00832/2026 - Coautoria do PL 1489/2025.
VEREADORA JANAINA PASCHOAL (PP)
13-00825/2026 - Convocação de sessão solene a se realizar no dia 29 de junho de 2026, para entrega de Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão à Dra. Barbara Lisboa Travassos e ao Sr. Carlos Renato de Queiroz Bürger.
VEREADOR ELISEU GABRIEL (PSB)
13-00826/2026 - Coautoria do PL 1561/2025.
VEREADORA SILVIA DA BANCADA FEMINISTA (PSOL)
13-00827/2026 - Juntada de documento ao PL 509/2026.
VEREADOR SARGENTO NANTES (PP)
13-00828/2026 - Coautoria do PL 1055/2025.
13-00829/2026 - Coautoria do PL 365/2025.
13-00830/2026 - Coautoria do PL 815/2024.
13-00831/2026 - Coautoria do PL 41/2025.
98ª SESSÃO SOLENE
22/06/2026
- Entrega do Colar Guilherme de Almeida, realizada no Plenário 1º de Maio, nos termos da Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2015.
136ª SESSÃO ORDINÁRIA
23/06/2026
- Presidência do Sr. João Jorge.
- Secretaria do Sr. Senival Moura.
- À hora regimental, com o Sr. João Jorge na presidência, feita a chamada, verifica-se haver número legal. Estiveram presentes durante a sessão os Srs. Adrilles Jorge, Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Ana Carolina Oliveira, André Santos, Carlos Bezerra Jr. Celso Giannazi, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Dheison Silva, Dr. Milton Ferreira, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Ely Teruel, Fabio Riva, George Hato, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Félix, Jair Tatto, Janaina Paschoal, João Ananias, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Major Palumbo, Marcelo Messias, Marina Bragante, Nabil Bonduki, Pastora Sandra Alves, Professor Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Ricardo Teixeira, Roberto Tripoli, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sandra Santana, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Senival Moura, Sidney Cruz, Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez. O Sr. Gabriel Abreu encontra-se em licença.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Há número legal. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Esta é a 136ª Sessão Ordinária, da 19ª Legislatura, convocada para hoje, dia 23 de junho de 2026.
Informo aos Srs. Vereadores que há sobre a mesa o parecer de redação final exarado pela Douta Comissão de Constituição, Justiça e Participação Legislativa ao Projeto de Lei 388/2026.
Conforme previsto no art. 261 do Regimento Interno, o parecer permanecerá sobre a mesa durante esta sessão ordinária, para recebimento de eventuais emendas de redação.
Peço a atenção dos Srs. Vereadores para o fato de que, às 19h do dia 18 de junho de 2026, encerrou-se a 12ª Sessão Extraordinária Virtual da 19ª Legislatura. Registraram votos 55 Srs. Vereadores. Parabéns. Todos registraram votos na sessão virtual. Foram aprovados 60 projetos na sessão virtual. Que beleza. Segundo a assessoria, eu devo ler um por um.
Nobre Vereadora Edir Sales, por favor me ajude no secretariado para ler todos os projetos que foram aprovados.
A SRA. EDIR SALES (PSD) - (Pela ordem) - Foram aprovados 60 projetos.
Os Projetos de Lei nº 343/2021, 677/2021, 580/2024, 962/2025, 1380/2025, 417/2025, 1337/2025, 610/2020 foram aprovados em 2ª discussão e votação e seguirão à sanção do Senhor Prefeito.
Os Projetos de Lei nº 263/2025, 491/2024, 1020/2025, 800/2025, 928/2025, 950/2025, 1150/2025, 1246/2025, 295/2024, 289/2025, 1334/2025, 574/2025, 552/2025, 297/2025, 399/2025, 533/2025, 452/2025, 444/2025, 605/2024, 444/2023, 417/2026, 277/2024, 165/2024, 34/2026, 119/2026, 137/2024, 115/2024, 487/2022, 46/2023, 246/2026, 373/2023 foram aprovados em 1ª discussão e votação e voltarão em 2ª discussão.
Os Projetos de Decreto Legislativo nº 31/2026, 9/2026, 57/2026, 56/2026, 54/2026, 53/2026, 45/2026, 40/2026, 16/2026, 26/2026, 14/2026, 25/2025, 129/2025, 111/2025, 107/2025, 86/2025, 73/2026, 27/2026, 24/2026, 30/2025, 15/2026 foram aprovados em discussão e votação únicas e seguirão à promulgação.
Está lido, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereadora Edir Sales.
Anuncio a presença de três representantes da comunidade chinesa na cidade de São Paulo: André Ye, Diretor do Centro Social Chinês; Liu Yong Ming, Presidente da Associação Beneficente Qingtian; e Sandro Tee, Presidente da Associação Desportiva Chinesa no Brasil. Quer me ensinar a pronúncia correta? Está bom. Para chinês, não consigo. Eu amei a China, nobre Vereador Celso Giannazi, mas não consigo falar chinês, a não ser xie xie e ni hao. Sejam todos muito bem-vindos à Câmara de São Paulo. (Palmas)
Quem entende muito mais de chinês do que eu é esta que está ao meu lado. A nobre Vereadora Edir Sales tem uma longa história com a comunidade chinesa no Brasil.
De ofício, adio o Pequeno Expediente e o Grande Expediente.
Passemos ao Prolongamento do Expediente.
PROLONGAMENTO DO EXPEDIENTE
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Submeto ao Plenário que sejam considerados lidos os papéis. A votos. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora. (Pausa) Aprovada a leitura.
Iremos encerrar a sessão ordinária para irmos para a sessão extraordinária.
Antes de encerrar, comunico aos Srs. Vereadores que, conforme acordo em Colégio de Líderes, informado no nosso grupo por algumas vezes, hoje nós vamos discutir os projetos. Há projeto da Mesa e do TCM. Do Executivo acho que é só um, mesmo, só a LDO. Ficou só com a LDO para hoje. Vamos discutindo e adiando, discutindo e adiando. Amanhã, voltaremos às 10h da manhã, somente para votar.
Por acordo de lideranças, esta presidência vai encerrar a presente sessão.
Informo que o Projeto de Lei 388/2026 não recebeu emendas de redação. Portanto, segue à sanção do Sr. Prefeito.
Convoco os Srs. Vereadores para a próxima sessão ordinária, com a Ordem do Dia a ser publicada.
Relembro os Srs. Vereadores da convocação de cinco sessões extraordinárias, a partir das 10h de amanhã, dia 24 de junho, todas com a Ordem do Dia a ser publicada.
Informo aos Srs. Vereadores que, dentro de instantes, será feita a chamada para a primeira sessão extraordinária convocada para a tarde de hoje.
Estão encerrados os trabalhos.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 23/06/2026
REQUERIMENTOS
VEREADOR DHEISON SILVA (PT)
13-00833/2026 - Coautor do PDL nº 31/2026.
VEREADORA SANDRA SANTANA (MDB)
13-00834/2026 - Coautoria do PL 683/2025.
VEREADOR GEORGE HATO (MDB)
13-00839/2026 - Juntada de documento ao PDL 80/2026.
VEREADORA AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO)
13-00840/2026 - Voto de Júbilo e Congratulações a Sacerdotes Católicos atuantes no município de São Paulo.
86ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
23/06/2026
- Presidência do Sr. João Jorge.
- Secretaria do Sr. Senival Moura.
- Às 15h31, com o Sr. João Jorge na presidência, feita a chamada, verifica-se haver número legal. Estiveram presentes durante a sessão os Srs. Adrilles Jorge, Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Ana Carolina Oliveira, André Santos, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Dheison Silva, Dr. Milton Ferreira, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Ely Teruel, George Hato, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Félix, Janaina Paschoal, João Ananias, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Marcelo Messias, Marina Bragante, Nabil Bonduki, Pastora Sandra Alves, Professor Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Ricardo Teixeira, Rute Costa, Sandra Santana, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Senival Moura, Sidney Cruz, Silvão Leite, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez. O Sr. Gabriel Abreu encontra-se em licença.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Há número legal. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Esta é a 86ª Sessão Extraordinária, da 19ª Legislatura, convocada para hoje, dia 23 de junho de 2026.
Passemos à Ordem do Dia.
ORDEM DO DIA
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Passemos ao primeiro item da pauta.
Peço à nobre Vereadora Cris Monteiro que faça a leitura.
- “PL 465/2026, DA MESA DA CÂMARA. Dá cumprimento ao art. 1º da Lei nº 14.889, de 20 de janeiro de 2009 [Atualização monetária de vencimentos dos servidores públicos da Câmara Municipal de São Paulo visando a reposição das perdas inflacionárias entre março/2025 e fevereiro/2026]. FASE DA DISCUSSÃO: 2ª. APROVAÇÃO MEDIANTE VOTO FAVORÁVEL DA MAIORIA ABSOLUTA DOS MEMBROS DA CÂMARA. ”
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Em discussão.
Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Luana Alves.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - Boa tarde, nobres Vereadores e Vereadoras.
Estamos aqui para a segunda votação de um item que é bem importante para nós, não só para os Vereadores, mas, principalmente, para garantir justiça salarial a quem se dedica tanto ao funcionamento da Câmara Municipal de São Paulo.
O PSOL votou favoravelmente em primeira votação. Agora, novamente, vamos votar favoravelmente na atualização monetária de vencimentos para os servidores públicos da Câmara Municipal de São Paulo.
Isso é fundamental pelo seguinte: o correto é que os servidores que se dedicam muito às audiências públicas, às comissões, às reuniões, aos ofícios, aos plenários, tenham uma reposição inflacionária. Isso, infelizmente, não é ainda um aumento, mas é a garantia de que não vai haver perda salarial para os servidores e para as servidoras da Casa.
Votamos a favor, mas nunca é demais reforçarmos que entendemos que essa política, que essa lógica deveria ser estendida para todos que fazem o serviço público funcionar, para todos e todas que fazem a cidade cumprir seu papel: os que estão na sala de aula, os que estão nos hospitais, quem está no administrativo, quem está nas secretarias, todo mundo que faz a Câmara Municipal de São Paulo funcionar, em especial quem está na educação, que está sofrendo tanto com a perda salarial acumulada por uma política de 0,01% por anos.
E, aqui, o PSOL tem muita coerência. Não defendemos 0,01% em gestão nenhuma, Sr. Presidente. O PSOL sempre foi contra 0,01%, independente do partido que está no governo. Então é fundamental que consigamos ter essa mesma lógica, por exemplo, para as professoras, para os profissionais da educação, que estão com perda salarial acumulada. Achamos que é correto, que é justo que os trabalhadores, funcionários e funcionárias concursados da Câmara consigam ter essa justiça salarial. Mas achamos que o certo seria ser para todo mundo.
Além disso, compreendemos que o método de seleção da Câmara Municipal de São Paulo, que é preferencialmente via concurso público, também deveria ser estendido a todas as secretarias. Na saúde, estamos sem concurso público desde 2017. Sr. Presidente, desde 2017, não há concurso público na saúde, e gostaríamos que esse problema fosse resolvido.
A Prefeitura está com problema com o Ministério Público até hoje, fluindo a lista de concurso público de 2017 da extinta Autarquia Hospitalar Municipal.
É uma situação complicada. Por que não conseguimos ter o mesmo método de seleção para os hospitais, Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial, Unidades de Pronto Atendimento? Seria o ideal.
Aliás, sabemos que na Educação Infantil seria o ideal, mas temos cada vez mais a terceirização dos vínculos, que os precariza. A profissional fica em situação precária, e não gostaríamos que isso acontecesse.
Somos a favor do aumento, mas o ideal seria que a reposição inflacionária, e que não é aumento do poder de compra, fosse estendida a todos que fazem a cidade funcionar. Afinal, são os responsáveis por garantir direitos, seja na saúde, na educação ou no setor de transporte, o ideal seria que funcionasse para todos.
Sr. Presidente, espero que consigamos avançar neste sentido. Nosso voto é claro: é favorável, mas queremos que haja o mesmo senso de justiça, sentimento e disposição a todos os servidores da cidade. Parabéns aos servidores da Câmara que trabalham para fazer esta Casa funcionar.
Obrigada, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereadora.
Não há mais oradores inscritos; está encerrada a discussão. Adio, de ofício, o item.
Passemos ao item seguinte.
Antes, porém, só gostaria de anunciar que estamos recebendo a visita de 20 integrantes do Senac Aclimação, sendo o responsável o Sr. Fábio Ortolano.
Sejam todos muito bem-vindos. Senac Aclimação, bem-vindos à Câmara de São Paulo. (Palmas)
Passemos ao próximo item.
- “PL 466/2026, DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Dispõe sobre a aplicação do art. 1º da Lei Municipal nº 14.891, de 20 de janeiro de 2009 e dá outras providências [Atualização inflacionária salarial dos servidores do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, referente ao período de março de 2025 a fevereiro de 2026]. FASE DA DISCUSSÃO: 2ª. APROVAÇÃO MEDIANTE VOTO FAVORÁVEL DA MAIORIA ABSOLUTA DOS MEMBROS DA CÂMARA”.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Em discussão. Não há oradores inscritos; está encerrada a discussão. Adio, de ofício, o item.
Além disso, adio, de ofício, o item nº 3 para o final da pauta, pois há uma emenda em elaboração.
Passemos ao item seguinte.
- DISCUSSÃO E VOTAÇÃO ÚNICAS DO PARECER FAVORÁVEL DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO. (DOCREC - 761/2026), sobre as Contas do Tribunal de Contas do Município, do exercício de 2024. VOTAÇÃO NOMINAL (ART. 103, III, A DO RI). PARA VOTAÇÃO DO PARECER DO TCM SÃO NECESSÁRIOS 19 VOTOS (1/3) E PARA REJEIÇÃO 37 VOTOS (2/3) (ART 386 § 2º RI).
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Há sobre a mesa parecer, que será lido.
- É lido o seguinte:
“PARECER Nº DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO SOBRE O PARECER DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO REFERENTE ÀS CONTAS DO TRIBUNAL RELATIVAS AO EXERCÍCIO DE 2024
Trata-se da análise do parecer prévio do Tribunal de Contas do Município de São Paulo - TCMSP sobre suas próprias contas e as de seu Fundo Especial de Despesas, relativas ao exercício de 2024, encaminhado à apreciação desta Comissão, nos termos regimentais.
O Egrégio Tribunal decidiu, por unanimidade, pela emissão de parecer favorável à aprovação das suas contas relativas ao exercício de 2024, ressalvados os atos pendentes de apreciação e/ou julgamento, baseando sua decisão no Relatório Anual de Fiscalização - Tribunal de Contas do Município de São Paulo, elaborado pelo seu corpo de auditores, que instrui o processo.
O parecer prévio concluiu pela regularidade contábil, orçamentária, financeira e patrimonial relativas ao exercício de 2024, cabendo destacar os seguintes aspectos:
Aspecto da Gestão
O orçamento aprovado do Tribunal de Contas do Município de São Paulo - TCMSP para 2024 totalizou R$ 533,8 milhões, incluídas as dotações da Unidade TCMSP e do Fundo Especial de Despesas do TCMSP - FEDTCMSP. Desse total, R$ 532,2 milhões foram alocados à Unidade TCMSP, correspondendo a 99,7% do orçamento total, e R$ 1,6 milhão ao Fundo Especial de Despesas.
Os recursos destinados ao custeio das atividades do TCMSP decorrem de transferências do Poder Executivo, constitucionalmente previstas, sob a forma de duodécimos, bem como das receitas vinculadas ao Fundo Especial de Despesas do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (FEDTCMSP), previstas no artigo 3º da Lei Municipal nº 15.025/09.
O Fundo Especial de Despesas do TCMSP arrecadou, no exercício financeiro de 2024, R$ 16,3 milhões, valor substancialmente superior à previsão atualizada. O principal fator dessa variação foi o desempenho dos rendimentos de aplicações financeiras, que alcançaram R$ 13,3 milhões, refletindo excesso de arrecadação em relação ao inicialmente previsto para essa fonte.
A despesa orçamentária empenhada em 2024 somou R$ 450,8 milhões, resultando em economia orçamentária de R$ 83,0 milhões, equivalente a 15,5% de execução a menor em relação ao orçamento atualizado de R$ 533,8 milhões. As despesas relacionadas a “Pessoal e Encargos Sociais” representaram 80,4% da despesa total empenhada, perfazendo um total de R$ 362,3 milhões.
Quanto ao limite para suplementação orçamentária, constatou-se a observância do disposto no artigo 40 da Lei Municipal nº 17.976/23, de até 9% para abertura de créditos adicionais suplementares por ato próprio, quando não provenientes de anulação total ou parcial de dotações orçamentárias próprias. A auditoria concluiu que as alterações orçamentárias realizadas no exercício observaram a documentação de suporte, não registrando inconsistências.
As receitas arrecadadas pelo FEDTCMSP e as transferências financeiras líquidas totalizaram R$ 471,8 milhões e as despesas empenhadas, R$ 450,8 milhões, resultando em superávit decorrente da execução orçamentária de aproximadamente R$ 21,0 milhões.
Em relação à gestão financeira, o TCMSP apresentou geração de caixa no montante de R$ 8,8 milhões. Ao final de 2024, as disponibilidades de caixa imediatas do Tribunal totalizavam R$ 43,8 milhões, suficientes para saldar as obrigações de curto prazo, no montante de R$ 24,9 milhões.
No tocante ao cumprimento do limite legal relativo a pessoal, constatou-se que o TCMSP realizou despesas líquidas da ordem de R$ 437,6 milhões em 2024, correspondentes a 0,47% da Receita Corrente Líquida, respeitando o limite legal aplicável de 1,75% da RCL.
Quanto aos restos a pagar de 2024, foram inscritos R$ 18,7 milhões, o que representa 4,2% da despesa empenhada. Desse total, R$ 16,9 milhões corresponderam a restos a pagar não processados e R$ 1,8 milhão a restos a pagar processados.
O Relatório Anual de Fiscalização registrou, ainda, a necessidade de aprimoramento dos procedimentos licitatórios, com vistas a garantir maior celeridade e evitar a inexecução orçamentária de investimentos em relação à sua previsão. Tal apontamento foi acolhido pelo Plenário do Tribunal na forma de recomendação à Secretaria Geral, sem prejuízo do reconhecimento da regularidade das contas examinadas.
Conclusão
As verificações e análises realizadas no relatório dos auditores do Tribunal demonstram a regularidade contábil, orçamentária, financeira e patrimonial das contas do TCMSP e de seu Fundo Especial de Despesas relativas ao exercício de 2024, não registrando infringências ou impropriedades capazes de macular a regularidade das contas apresentadas.
Considerando que referido relatório integra o parecer exarado pela Corte de Contas, conclui esta Comissão pela adequação do parecer em questão como elemento de instrução destinado a subsidiar o julgamento das contas pelo Plenário no sentido de sua regularidade, sem prejuízo da recomendação de melhoria e aperfeiçoamento apontada no parecer.
Em face do exposto, esta Comissão é FAVORÁVEL ao parecer do Tribunal de Contas do Município de São Paulo e, por extensão, à aprovação das contas daquele órgão relativas ao exercício de 2024. É o parecer.
Sala da Comissão de Finanças e Orçamento,
Ana Carolina Oliveira (PODE)
André Santos (REPUBLICANOS)
Gilberto Nascimento (PL)
João Ananias (PT)
Keit Lima (PSOL)
Major Palumbo (PP)
Marcelo Messias (MDB)
Silvinho Leite (UNIÃO)”
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Lido o parecer. Em discussão. Não há oradores inscritos, encerrada a discussão. Adio, de ofício, o item.
Passemos ao item seguinte.
- “DISCUSSÃO E VOTAÇÃO ÚNICAS DO PARECER FAVORÁVEL DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO. (DOCREC - 762/2026), sobre as Contas do Tribunal de Contas do Município, do exercício de 2025. VOTAÇÃO NOMINAL (ART. 103, III, A DO RI). PARA VOTAÇÃO DO PARECER DO TCM SÃO NECESSÁRIOS 19 VOTOS (1/3) E PARA REJEIÇÃO 37 VOTOS (2/3) (ART 386 § 2º RI)
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Há sobre a mesa parecer, que será lido.
- É lido o seguinte:
“PARECER Nº DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO SOBRE O PARECER DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNÍCIPIO DE SÃO PAULO REFERENTE ÀS CONTAS DO TRIBUNAL RELATIVAS AO EXERCÍCIO DE 2025
Trata-se da análise do parecer prévio do Tribunal de Contas do Município de São Paulo - TCMSP sobre suas próprias contas e de seu Fundo Especial de Despesas, relativas ao exercício de 2025, ora encaminhado à apreciação desta Comissão, nos termos regimentais.
Por unanimidade, o Egrégio Tribunal decidiu pela emissão de parecer favorável à aprovação das suas contas relativas ao exercício 2025, baseando sua decisão no Relatório Anual de Fiscalização - Tribunal de Contas do Município de São Paulo, elaborado pelo seu corpo de auditores, que instrui o processo.
O referido parecer concluiu pela regularidade contábil, orçamentária, financeira e patrimonial relativas ao exercício de 2025, destacando-se os seguintes aspectos:
Aspecto da Gestão
O orçamento do Tribunal de Contas do Município de São Paulo - TCMSP aprovado para 2025 totalizou R$ 579,2 milhões, representando 0,38% do orçamento do Município de São Paulo para o mesmo exercício, percentual inferior ao apresentado em 2024, de 0,41%.
A despesa orçamentária empenhada atingiu R$ 499,3 milhões, correspondendo a 97,7% da dotação atualizada. Foram empenhados R$ 384,4 milhões no elemento de despesa “Pessoal e Encargos Sociais”, representando 77% da despesa total. As “Outras Despesas Correntes” alcançaram R$ 104,8 milhões. Quanto aos investimentos, foram empenhados R$ 10 milhões em despesas de capital, um crescimento de 72,5% em relação a 2024.
Os recursos para o custeio das atividades do TCMSP advêm de transferências do Poder Executivo, constitucionalmente previstas, denominadas duodécimos, e dos recursos do Fundo Especial de Despesas do Tribunal de Contas Município de São Paulo (FEDTCMSP), elencados no artigo 3º da Lei Municipal nº 15.025/09. O montante de recursos arrecadados no exercício, considerando as devoluções efetuadas ao Tesouro Municipal, foi suficiente para cobertura integral das despesas empenhadas gerando um resultado orçamentário superavitário de R$ 8 milhões.
Em relação a gestão financeira, o ingresso de recursos (duodécimos e receitas do Fundo) foi superior às despesas pagas, gerando um resultado positivo de R$ 35,1 milhões, com geração líquida de caixa, em 2025, de R$ 11,4 milhões.
As disponibilidades financeiras consolidadas atingiram R$ 55,2 milhões ao final de 2025 e se mostraram suficientes para suportar tanto os passivos financeiros, no valor de R$ 28,2 milhões, sob a perspectiva orçamentária, quanto os passivos circulantes, no valor de R$ 25,2 milhões, sob a perspectiva patrimonial.
A análise dos indicadores de liquidez revela evolução positiva em relação a 2024 e capacidade suficiente para honrar as obrigações de curto e longo prazo, embora parcela significativa das disponibilidades financeiras esteja alocada no Fundo Especial de Despesas do Tribunal de Contas Município de São Paulo (FEDTCMSP), cuja utilização está sujeita a finalidades legais específicas. No entanto, mesmo com essa restrição, os indicadores revelam adequada solvência patrimonial e suficiência financeira para a cobertura das obrigações assumidas.
Quanto ao exame das Demonstrações Financeiras, os auditores atestaram aderência às normas aplicáveis, sem identificação de distorções relevantes, com determinações pontuais visando o aprimoramento dos procedimentos contábeis.
Em relação às alterações orçamentárias realizadas no exercício, verificou-se que foram efetuadas em conformidade com a documentação de suporte, não tendo sido identificadas inconsistências materiais. A análise mostra que o TCMSP não onerou o limite legal para abertura de créditos adicionais suplementares por ato próprio, tendo observado o disposto no art. 10 da Lei Municipal nº 18.220/2024 (LOA 2025) e no art. 41 da Lei Municipal nº 18.173/2024 (LDO 2025), em consonância com o limite previsto no art. 40 da LDO.
No tocante ao cumprimento das disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei Complementar nº 101/2000, a Auditoria constatou a observância das principais exigências aplicáveis ao TCMSP, notadamente quanto à tempestiva publicação do Relatório de Gestão Fiscal, em conformidade com o art. 54 e o § 2º do art. 55, bem como ao atendimento dos limites de despesa com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida, previstos nos artigos 19 e 20.
Adicionalmente, foi verificado que o TCMSP apresentou disponibilidade líquida de caixa de R$ 26,9 milhões, após a inscrição dos restos a pagar ao final do exercício de 2025, em cumprimento ao disposto no art. 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda a assunção de obrigações de despesa nos últimos dois quadrimestres do mandato do titular de Poder ou órgão, sem a correspondente disponibilidade financeira.
Por fim, foram acolhidas pelo Plenário do TCMSP, as seguintes determinações, recomendações e ciência formuladas pela Auditoria:
DETERMINAÇÃO
1. Adote, no prazo de um ano, providências com vistas a evitar a utilização de designação genérica de contas contábeis superiores a 10% do grupo de conta na contabilidade aplicada ao setor público, por estar em desacordo com o MANUAL DE CONTABILIDADE APLICADO AO SETOR PÚBLICO - MCASP 11ª ed., Parte Geral, item 6.2.3 e Parte IV, item 3.5.4 "e", NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE - NBC TSP EC, item 3.17;
RECOMENDAÇÃO
1. Avalie a sugestão de adotar medidas para aprimorar a execução das despesas do FEDTCMSP, de modo a compatibilizar a disponibilidade de caixa com a efetiva aplicação dos recursos, prevenindo a recorrência de acúmulos financeiros e assegurando aderência à finalidade do fundo.
PROPOSTAS DE CIÊNCIA
1. Dar ciência acerca da ausência de divulgação dos métodos e premissas significativos aplicados e base para determinação do valor justo nas notas explicativas.
2. Dar ciência acerca da ausência, no último laudo de reavaliação de imóveis, de informações relativas à vida útil remanescente das edificações, indispensável para que sejam estabelecidos os critérios de depreciação.
3. Dar ciência acerca da inadequação do critério de baixa da reserva de reavaliação adotado no sistema patrimonial auxiliar, identificado no confronto entre a contabilidade e o sistema
Conclusão
As verificações e análises pormenorizas efetuadas no relatório dos auditores do Tribunal evidenciam a regularidade contábil, orçamentária, financeira e patrimonial relativas ao exercício de 2025 do TCMSP e de seu Fundo Especial de Despesas, não registrando infringências ou impropriedades capazes de macular a regularidade das contas apresentadas.
Considerando que referido relatório integra o parecer exarado pela Corte de Contas, conclui esta Comissão pela adequação do parecer em questão como elemento de instrução destinado a subsidiar o julgamento das contas pelo Plenário no sentido de sua regularidade, sem prejuízo das sugestões de melhoria e aperfeiçoamento apontados no parecer.
Em face do exposto, esta Comissão é FAVORÁVEL ao parecer do Tribunal de Contas do Município de São Paulo e, por extensão, à aprovação das contas daquele órgão relativas ao exercício de 2025. É o parecer.
Sala da Comissão de Finanças e Orçamento,
Ana Carolina Oliveira (PODE)
André Santos (REPUBLICANOS)
Gilberto Nascimento (PL)
João Ananias (PT)
Keit Lima (PSOL)
Major Palumbo (PP)
Marcelo Messias (MDB)
Silvinho Leite (UNIÃO)”
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Em discussão. Não há oradores inscritos; está encerrada a discussão. Adio, de ofício, o item.
Antes de partirmos para a discussão do item nº 6, e há o item de nº 3 ainda que está adiado para depois desse, suspendo a sessão por cinco minutos para entendimento entre as Lideranças.
Estão suspensos os trabalhos.
- Suspensos, os trabalhos são reabertos sob a presidência do Sr. João Jorge.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Passemos ao item seguinte.
- “PL 299/2026, DO EXECUTIVO. Dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício de 2027. FASE DA DISCUSSÃO: 2ª DO SUBSTITUTIVO Nº 1 DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO. APROVAÇÃO MEDIANTE VOTO FAVORÁVEL DA MAIORIA ABSOLUTA DOS MEMBROS DA CÂMARA. HÁ SUBSTITUTIVO Nº 2 DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO.”
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Informo que o relatório sobre o PL 299/2026, após apresentação das emendas, foi publicado no Diário Oficial da Cidade de hoje, dia 23/06/2026, na página 712, com substitutivo nº 2 e foi aprovado e convertido em parecer pela Comissão de Finanças e Orçamento, sem alterações em relação ao texto publicado.
Em discussão.
Tem a palavra, para discutir a matéria, a nobre Vereadora Janaina Paschoal.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - Obrigada, Sr. Presidente. Cumprimento V.Exa., os Colegas presentes e as pessoas que nos acompanham.
Hoje pela manhã tive a oportunidade de participar da audiência pública que tratou da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Dialoguei com a Relatora, Vereadora Ana Carolina, e houve o acolhimento de algumas emendas no mérito; ou seja, os princípios que nortearam as minhas emendas até foram abraçados em alguma medida. Mas as emendas que apresentei não foram especificamente acolhidas. Então, por força de uma transparência, eu gostaria de destacar quais foram essas emendas.
Apresentei emendas para a construção e manutenção de unidades de Instituição de Longa Permanência para pessoas idosas e não idosas. Explico. Atualmente, na cidade de São Paulo, existem 16 ILPIs. Encaminhei emenda para reformar o equipamento do Canindé, um dos poucos ILPIs voltados a atender idosos absolutamente acamados, sem nenhuma possibilidade de locomoção.
Apresentei emenda não só para aumentar e melhorar a manutenção, mas também para construção de mais ILPIs, que são instituições de longa permanência para idosos, e também ILPs, que são instituições de longa permanência para pessoas que ainda não são idosas, porém acometidas por uma doença neuromuscular, por um acidente vascular, por uma doença congênita no curso da vida ou por um acidente que a impossibilitou de se locomover, de se movimentar, de cuidar de si mesma. Então, emendei também para que nós tivéssemos como prioridade essas instituições.
Apresentei emenda também para melhorar a construção e a manutenção de equipamentos voltados ao diagnóstico, ao atendimento, ao tratamento e também à residência de pessoas acometidas com doenças incapacitantes e paralisantes. Lendo o Relatório da Vereadora Ana Carolina Oliveira, percebo que os princípios que nortearam essas três emendas foram abraçados, muito embora, em termos numéricos ou nominalmente, as emendas não tenham sido acatadas. S.Exa. não acatou as emendas que apresentei, mas abraçou as ideias. E isso me deixa muito feliz.
Também apresentei emendas para construção e manutenção de CAPS adulto e também de CAPS juvenil. Destaquei algumas áreas como os bairros de Guaianases, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, São Mateus e Parelheiros. Especificamente essas emendas não foram acatadas. Mas vi que de maneira mais genérica a Vereadora prevê, no seu relatório, no próprio texto da LDO, um cuidado, um olhar mais zeloso para com os CAPS. Para quem não sabe, os CAPS são os equipamentos que lidam com saúde mental.
É até bom para as pessoas que nos acompanham saberem como funciona o CAPS, pois muitas vezes acham que precisam ser encaminhadas para os CAPS. Uma pessoa que tem uma questão com droga, uma questão mental, com álcool, vai à UBS e espera ser encaminhada. Os CAPS são equipamentos de portas abertas. Então não precisa de encaminhamento. Se o senhor, a senhora, tem problema com droga, com álcool, tem um sofrimento mental, emocional, não precisa buscar a UBS ou hospitais. Pode ir direto ao CAPS, pois tem direito ao atendimento. Se tem um parente nessa situação, idem, essa pessoa tem direito ao atendimento.
Então, fiz emenda para contemplar uma melhora ou um aumento desses equipamentos. A emenda numericamente não foi acatada, mas o princípio foi. E a Vereadora Ana Carolina Oliveira contemplou esse objetivo no texto que será votado amanhã e está sob discussão na data de hoje.
Fiz uma visita à Academia da Guarda Municipal, que, graças a uma votação nossa, hoje é faculdade. Apresentei uma emenda também, especificamente no plano de metas e prioridades, para que recursos fossem encaminhados à Guarda Municipal com o objetivo de construir um prédio novo para a Faculdade de Segurança Pública do Município. Pelo que levantei lá na ponta durante essa visita, haveria necessidade de um investimento de 80 milhões para esse fim. Até imagino que, se nós fizermos uma junção de Vereadores que possam destinar uma parte de suas emendas individuais para esse fim, acho que vai ser um grande acontecimento para a cidade.
Apresentei uma emenda à LDO. Essa emenda não foi contemplada. Mas já assumo o compromisso com a Guarda Municipal de repetir essa emenda na LOA para que tenhamos recurso para essas adaptações, esse aprimoramento do equipamento da faculdade, da Academia da Guarda Municipal.
No que concerne às metas já previstas pela Prefeitura, que são anexos ao projeto da LDO, fiz algumas emendas supressiva que não foram acatadas. Entendo que o público precisa conhecer o trabalho dos Parlamentares. Então apresentei uma emenda supressiva para retirar do orçamento a previsão de que o Minhocão será derrubado. Sei que é um tema polêmico, mas tenho um posicionamento. Na verdade, sempre tive, e externei esse posicionamento ainda quando era Deputada na Assembleia Legislativa. Fiz uma grande audiência pública para debater a questão. E entendo firmemente que não importa se o Minhocão é bonito, se o Minhocão é feio. O Minhocão é útil para que as pessoas possam cruzar a cidade.
A retirada do Minhocão vai causar impacto no trânsito não só para quem mora e trabalha em São Paulo, mas para quem também mora no entorno. Eu sei que existe a previsão de uma obra cara para substituir o Minhocão, fazer uma espécie de alça, mas eu não consigo ver sentido em gastar esse dinheiro público para derrubar o que já existe e para construir o que não existe, sem a demonstração clara de que o impacto no trânsito vai ser positivo.
Também apresentei uma emenda supressiva relativamente à construção do túnel da Sena Madureira. Todos sabem que, desde o primeiro momento, eu estou contrária a essa obra e sei que há Colegas que também são contrários. Aliás, eu não conheço praticamente ninguém que seja favorável.
Eu vi que foi publicada uma pesquisa, mas eu não conheço ninguém que seja favorável. Os Colegas são contrários, alguns por força de pessoas que residem nas proximidades e que teriam que ser desapropriadas; outros Colegas são contrários por causa das árvores que já foram cortadas e outras que ainda serão. Eu sou solidária a esses moradores e também às árvores, mas a minha preocupação, primeiro, é com segurança.
Esse túnel vai passar embaixo da estação de metrô da Vila Mariana. Nós já tivemos obras em metrôs, todo mundo sabe, engolindo gente. Eu queria entender por que vamos gerar esse risco. Isso sem falar nos mais de 500 milhões de reais que essa obra vai custar, sem nenhum demonstrativo também de que vai melhorar o trânsito, porque é um túnel que vai ligar nada com coisa nenhuma.
Então, eu apresentei uma emenda para retirar a previsão dessa obra, o que também não foi acatado. Apresentei uma emenda que eu considero importante, mas já senti que não é muito da tradição do município. É uma emenda ao art. 40, que reduzia a mobilidade do orçamento, a disponibilidade do Sr. Prefeito com relação a modificar o orçamento.
Houve uma melhora no texto, no primeiro relatório da nobre Vereadora Ana Carolina; depois, houve um recuo, mas infelizmente a sugestão que eu dei para reduzir a possibilidade de alterar o orçamento não foi acatada.
O Sr. Nabil Bonduki (PT) - V.Exa. permite um aparte?
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - Concedo aparte ao nobre Vereador Nabil Bonduki.
O Sr. Nabil Bonduki (PT) - Sobre essa questão do melhoramento, não é só o índice, é o fato de que praticamente 70% do orçamento municipal está livre, com possibilidade de remanejamento. Eu vou falar daqui a pouco, mas quero ressaltar que aquela redução de 8% que foi feita na primeira votação agora voltou para 12%, que é mais do que o orçamento que está livre. Portanto, na verdade, 100% do orçamento é livre; ou seja, o Sr. Prefeito pode mudar esse orçamento inteiramente pelo que está sendo previsto na LDO que será votada amanhã.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - Esse foi um ponto que eu emendei também. Infelizmente, a emenda não foi acatada, como também apresentei uma emenda em virtude da experiência que tive na Assembleia Legislativa, como membro da CPI das quarteirizações, solicitando que as pessoas que trabalham nos equipamentos, nas OSs, nas OSCIPs, nas ONGs que prestam serviços ao município, estejam também vinculadas ao teto constitucional.
Poucas pessoas sabem disso, mas a rigor o funcionário público está limitado ao teto constitucional, embora existam vários subterfúgios para romper esse teto. Eu, firmemente, defendi na Assembleia Legislativa e defendo nesta Casa que quem presta serviço à municipalidade e vive exclusivamente de dinheiro público também teria que observar o teto.
Não tem sentido, por exemplo, uma Santa Casa, uma OS que presta serviço social de saúde, ter dirigente que receba remuneração 100 mil reais mensais, 200 mil reais mensais. E quando pedimos uma prestação de contas argumentam que a entidade é privada. A entidade pode até ser privada, mas o dinheiro é público.
Apresentei uma emenda para que todas as transferências feitas pelo município tivessem a observância do teto constitucional. Infelizmente, a emenda não foi acatada.
Também apresentei uma emenda obrigando todas as entidades contempladas com dinheiro público a colocarem um cartaz na sua sede para deixar isso claro, como também informar no material de publicidade ou qualquer tipo de veiculação em redes sociais. E já falei desse tema aqui. Já apresentei projeto de lei a respeito, que está em trâmite.
Não tem cabimento uma entidade viver de dinheiro público e quem passa na frente, quem entra na recepção, não saber disso, seja dinheiro público decorrente de convênio, seja dinheiro público decorrente de emenda. Como o cidadão vai saber que tem direito a usufruir daquele serviço? Como um vizinho vai fiscalizar?
A nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira contemplou parte desse princípio em seu segundo relatório, ao exigir dessas entidades beneficiadas uma demonstração do dinheiro que recebe de entes públicos, do que usa para gasto com pessoal, do que usa para manter a parte mais material da entidade. A nobre Vereadora contemplou, em parte, por meio dessa emenda, a transparência que eu buscava. Mas insisto que seria muito interessante que esta Casa, seja agora, na LDO, seja aprovando um projeto específico - não precisa ser o meu, pode ser um projeto de autoria coletiva, um projeto da Casa - exija essa transparência, porque eu tenho feito fiscalizações de entidades pelo gabinete, e eu digo para os senhores: nem nós, que trabalhamos no Poder Público, sabemos o tanto de entidade financiada com dinheiro público. E não raras vezes os equipamentos estão vazios porque as pessoas não sabem que podem utilizar.
Eu não estou contra o orçamento, a LDO. Eu, obviamente, gostaria de ter visto as minhas emendas acatadas, contempladas. E reconheço a dificuldade de se fazer um trabalho como esse; eu reconheço os avanços em termos sociais - porque a nobre Vereadora abraçou várias emendas, algumas delas indicando claramente quem foi o autor; em outras, abraçou os princípios e incluiu no texto. Então eu cumprimento a nobre Vereadora, bem como a sua equipe, por esse esforço. E não estou contra a LDO, mas entendo que poderíamos ter avançado mais, especialmente no controle do orçamento por esta Casa - que eu não acho que seja nada ruim os representantes do povo fazerem esse controle, como acontece no Congresso Nacional; como, em certa medida, acontece na Assembleia, de maneira mais estrita do que acontece aqui.
E nós poderíamos ter avançados mais em termos de exigência de transparência; em especial, com relação às entidades da sociedade civil, o tal do terceiro setor, que vive, em grande medida, de dinheiro público. E não é que a entidade faça coisa errada, porque não estou fazendo ilações com relação a eventuais ilicitudes. Mas, para haver certeza de que o dinheiro chega até a ponta, chega ao destinatário final, nós precisaríamos avançar em termos de transparência. É o que chamamos de accountability, uma forma de ter certeza de que aquele dinheiro chegou até a ponta.
Hoje, temos um problema seriíssimo: o excesso de intermediários. Quantos dos senhores não conhecem trabalhos sociais importantes na área de educação, na área de saúde, mas que a entidade é pequenininha e não consegue fazer o projeto? Tem que contratar um atravessador, vamos dizer assim, que seria um elaborador de projeto, e, com isso, o dinheiro fica no meio do caminho e, muitas vezes, o dinheiro chega no equipamento, as equipes são pagas, o aluguel é pago, a luz é paga, a água é paga, mas o tomador do serviço não fica sabendo. O equipamento está vazio.
O que nós ouvimos, não raras vezes? “Estou aqui, estou esperando, ninguém entra”. Então, nós precisamos aprimorar essa comunicação para que o povo aproveite o muito que se investe em São Paulo, o muito que se gasta em São Paulo. Eu penso que estes momentos da LDO e da LOA sejam preciosos para nós fazermos esses avanços.
Eu não sou muito de ficar anunciando em rede social, em plenário, os equipamentos que contemplei com as minhas emendas. Quem tiver curiosidade e interesse e fizer uma pesquisa pelo sistema SEI vai verificar que a esmagadora maioria das minhas emendas eu indiquei para a área da saúde, mas também mandei emenda para o instituto chamado Instituto Sorrir para a Vida, que fica em Pinheiros, mais especificamente na Rua Ferreira de Araújo. É um instituto que faz um trabalho precioso, como se fosse um consultório dentário, mas que faz um tratamento de laserterapia para pacientes oncológicos.
Esse recurso foi enviado para atender, primordialmente, pacientes oncológicos idosos. Por isso é que o que o recurso saiu pela Secretaria dos Direitos Humanos.
Por que é que eu estou falando disso agora? Porque nós fomos visitar o equipamento que está aberto com os profissionais, e os pacientes não estão sendo encaminhados. Então, nós estamos fazendo um SEI para pedir à Secretaria da Saúde que encaminhe os pacientes, porque o recurso está lá. Ouso dizer que não somente meu, talvez até de outros Colegas ou até de algum convênio. Os profissionais estão presentes, querem trabalhar, já atenderam vários, mas têm capacidade para atender mais. Hoje, vamos fazer um SEI para a Secretaria da Saúde voltar a encaminhar.
Falo, publicamente, porque o tratamento de laserterapia é para as pessoas que não têm condições, porque os convênios mais sofisticados, os hospitais particulares dão esse serviço, que não é conforto, mas dignidade para os seus pacientes oncológicos. O Poder Público também tem os equipamentos, mas nós estamos com problemas de fluxo.
Então, vejam, nós temos que divulgar tudo o que existe neste município. Para quem não sabe, quando o paciente tem câncer de cabeça e pescoço, e esse câncer é tratado ou tratável por meio de radioterapia, por mais que o tratamento de rádio tenha avançado, graças aos físicos - fica aqui meu agradecimento aos físicos -, de forma que a radiação é direcionada para o órgão acometido pelo tumor, outros tecidos são alcançados. Então, é muito difícil, quando você tem um câncer de cabeça e pescoço, que a radiação vá só na área lesada sem prejudicar, por exemplo, a parte interna da boca, a garganta.
Esse tratamento de laserterapia é essencial para o paciente poder engolir. Então, hoje, existe um equipamento no município que faz esse tratamento. Tem recurso meu. Quero crer que há e haverá recursos de outros Colegas, mas as pessoas precisam saber que isso existe para quem não pode pagar também. A Secretaria de Saúde precisa encaminhar.
Então, é isso. Acho que todas as minhas emendas vieram no sentido de contemplar muitos dos temas que foram debatidos nas nossas audiências públicas. Eu fiz questão de participar de, praticamente, todas. Procurei atender os idosos, aquelas pessoas acometidas de doenças neuromusculares, pessoas acamadas; procurei, primordialmente, contemplar a transparência.
A Colega Relatora não acolheu as emendas, mas acolheu os princípios, e eu já me sinto, vamos dizer assim, não totalmente, mas parcialmente contemplada.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereadora Janaina Paschoal.
Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Nabil Bonduki.
O SR. NABIL BONDUKI (PT) - Peço para colocar na tela a apresentação. Vou dividir a minha fala em dois momentos. No primeiro momento, vou falar em nome da Bancada do Partido dos Trabalhadores, a partir da análise feita pela nossa Liderança, portanto, falo em nome do Vereador Alessandro Guedes, que é o Líder, que hoje não está presente, e dos Vereadores Dheison Silva, Jair Tatto, Luna Zarattini, Senival Moura, Hélio Rodrigues, João Ananias, e eu mesmo, Nabil Bonduki.
Nesta primeira parte, vou tratar da questão mais geral da LDO; e depois vou fazer uma segunda parte, em que falarei, mais especificamente, das emendas e daquilo que eu apresentei.
Então, eu queria começar dizendo que esta LDO permite que o orçamento do município de São Paulo seja uma verdadeira peça de ficção; ou seja, este orçamento que vai ser discutido no segundo semestre, aprovado, e poderá ser inteiramente - Vereador João Jorge, V.Exa. que é o Vice-Presidente desta Casa - 100% alterado. A LDO que vai ser discutida na Câmara, o que vai ser discutido com a sociedade, tudo aquilo que vai acontecer, ao longo do segundo semestre, quando for discutido o orçamento, tudo isso é absolutamente transformável pelo Sr. Prefeito. O Sr. Prefeito pode mudar 100%.
- O orador passa a se referir a imagens exibidas na tela de projeção.
O SR. NABIL BONDUKI (PT) - Então, a primeira tela mostra as áreas que têm permissão de remanejar 100% das despesas: educação, saúde, urbanismo, transporte, habitação, assistência social e segurança pública. Todas essas áreas podem ter 100% de remanejamento. E veja que na educação representa 30% do orçamento, a saúde 25%, o urbanismo 14%, os transportes 13%, a habitação 6,6%, a assistência 3%, e a segurança pública 1,9%. Isso soma 69% do orçamento que pode ser remanejado de maneira totalmente livre. Isso significa que o orçamento nessas áreas pode ser inteiramente modificado pelo Sr. Prefeito.
Podemos passar para a tela seguinte. Aqui nós vamos ver, então, que isso corresponde a 69% do orçamento, deixando, portanto, 31%, ou seja, 47 bilhões de reais em que haveria, portanto, a impossibilidade de remanejar. Só que desses 47 bilhões temos uma série de despesas obrigatórias que, obviamente, o Sr. Prefeito é obrigado a cumprir. E aí nós temos o pessoal de outras áreas que não aquelas que eu falei antes - saúde, educação, etc. -, como o aporte de imposto de renda no regime de previdência, o serviço da dívida pública interna, e a contribuição ao Pasep. Portanto, 29 bilhões de reais desses 42 bilhões de reais são despesas obrigatórias. Sobra, portanto, um valor de 13 bilhões, que seria o valor livre, em que o Sr. Prefeito estaria sujeito à restrição da porcentagem de mudança. Só que o que está previsto na nossa LDO é que 12% do orçamento pode ser remanejado livremente, 12% de quanto? Do total, e o total vai significar, portanto, 16,49 bilhões de reais. Portanto, o Sr. Prefeito pode remanejar muito mais, 3 bilhões de reais a mais do valor livre. O Prefeito pode remanejar 100% do orçamento.
Na primeira votação houve uma redução, pela Relatora, de 12% para 8%, o que efetivamente não resolveria grande coisa em relação a esse aspecto. Mas pelo menos era um valor um pouco inferior ao que é possível remanejar; em vez de 16% seria por volta de 10%, 11%. O resultado é a situação mostrada na tela seguinte, que é uma síntese disso tudo, a permissão para remanejar é 100% das despesas. Cem por cento das despesas podem ser remanejados, de acordo com o que está previsto na LDO, o que, portanto, permite que o Orçamento seja uma peça de ficção.
A Bancada do PT apresentou uma emenda, não acatada, para que tudo que diz respeito a remanejamento não estivesse previsto na LDO e fosse debatido no final do ano, no segundo semestre, com o orçamento. Essa emenda não foi acatada pela Relatora, o que faz com que tenhamos uma LDO que permite que a Prefeitura tenha um orçamento de ficção. Isso quer dizer que o Sr. Prefeito pode mudar o recurso de uma rubrica para outra de maneira totalmente livre; pode transferir recurso de uma área para outra; pode fazer despesas não previstas; pode, portanto, manipular o orçamento.
E esta Câmara vira uma Câmara sem nenhum papel no que diz respeito ao orçamento. Nós trabalhamos muito, vários Vereadores trabalham muito. Vimos há pouco a Vereadora Janaina Paschoal fazer um conjunto de questões sobre emendas que S.Exa. fez, até mesmo comentando alguns resultados positivos dessa lei. Mas, de fato, se o Sr. Prefeito quiser mudar totalmente, mudar 100% do orçamento, S.Exa. pode mudar, com exceção das despesas obrigatórias que, por lei, não pode mudar. Por isso a Bancada do PT elaborou uma emenda para retirar a discussão do remanejamento da discussão da LDO, deixando-a para ser discutida com o orçamento, mas essa emenda não foi acatada.
Agora quero falar sobre minha contribuição individual, de meu mandato, para a LDO. Meu gabinete trabalhou, nós levamos a sério um assunto que a Prefeitura e os Vereadores de maneira geral - porque aparentemente a LDO será aprovada - não levam a sério: o orçamento. Deveríamos cumprir um papel importante na questão orçamentária, mas nós não cumprimos porque, se pode remanejar 100%, se o Executivo pode trocar tudo, esse trabalho sério que fazemos aqui é difícil de ser cumprido.
Mas quero pedir para exibir na tela um trabalho que fizemos em oficina com participação da sociedade. Recebemos on-line uma série de solicitações de inclusão de emendas para modificação do orçamento. Não vou apresentar todas elas aqui, mas peço para colocar na tela só para exemplificar alguns casos. Apresentei 142 emendas à LDO, tratando de vários temas. Fui um dos Vereadores que mais apresentou emendas, mas elas não vieram exclusivamente da minha cabeça nem dos meus assessores. Elas vieram de um processo participativo, como entendemos que deva ser feita uma LDO, como deve ser feito um orçamento.
Essas 142 emendas - obviamente não vou cansar os senhores com a apresentação de muitas delas - têm diferentes caráteres. Várias delas dizem respeito à transparência na apresentação das contas da Prefeitura e dos vários fundos e autarquias que fazem parte, que deveriam fazer parte do orçamento municipal.
Por exemplo, a primeira das emendas que apresentei tem a ver com uma questão muito importante, que hoje se debate em âmbito nacional, que é o fim da escala 6x1.
- Orador passa a se referir a imagens exibidas na tela de projeção.
O SR. NABIL BONDUKI (PT) - Não sei se vai dar para ler, mas é só para podermos visualizar as emendas. A primeira emenda coloca uma diretriz e determina que os ordenadores de despesa das secretarias e das empresas que têm funcionários terceirizados devem fazer uma readequação dos orçamentos das terceirizadas, tendo em vista a possibilidade muito concreta de aprovação da escala 6X1. A aprovação da escala 6X1 vai ter um impacto sobre os contratos especializados da Prefeitura, e isso precisa estar previsto dentro do nosso orçamento.
Não vou entrar na discussão sobre o fim da escala 6X1, mas essa questão precisa estar sendo tratada.
Há uma outra emenda que trata de questões de orçamento, a emenda 3, e que determina que seja feito um demonstrativo dos valores que são liquidados dos fundos. Não só do Fundurb, Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano, como dos demais fundos. Por quê? Porque, hoje, o que é apresentado é apenas um balanço financeiro e orçamentário, e sabemos que o orçamento financeiro-orçamentário não reflete a liquidação. A liquidação é aquilo que é efetivamente gasto. O orçamento é uma previsão de gasto que muitas vezes não se realiza. Então, essa emenda propunha que fosse feito um demonstrativo dos valores liquidados do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano, de modo que pudéssemos ter uma noção clara de onde seriam feitas essas despesas. Emendas semelhantes a essa estão previstas para os vários fundos que existem da Prefeitura, Fundo de Habitação, Fundo de Saúde, de Assistência, etc.
Então, esse é um tipo de emenda que nós apresentamos entre as 142.
Outras emendas estão mais diretamente ligadas a programas. Eu não vou passar na tela porque que são várias emendas, mas se quiser ir rodando. Por exemplo, uma delas a nobre Vereadora Janaina Paschoal já falou aqui, que é sobre o túnel Sena Madureira. Trata-se da retirada da LDO da possibilidade de se fazer um gasto a respeito dessa obra. A maioria da sociedade hoje se coloca contra esse túnel, que tem previsto uma despesa de 620 milhões, que poderá ser aumentada, pois sabemos que obra pública em geral tem aditivos e aumentos.
Por outro lado, introduzir na LDO uma série de programas que hoje não são previstos. Por exemplo, a adesão da Prefeitura à Juventude Negra Viva, que é um programa do Governo Federal que precisa ter orçamento municipal; e a inclusão de recursos para a permacultura, que é superimportante do ponto de vista não só da agricultura urbana e periurbana e que está prevista em um projeto de lei de minha autoria, o Vai na Horta, pronto para a votação em segunda. Portanto, nós prevemos recursos para essa atividade.
Outro projeto de lei de nossa autoria está voltado ao apoio ao idoso, o Vai Idoso. Independentemente do projeto de lei, é fundamental que a Prefeitura possa começar a trabalhar na perspectiva de poder dar um atendimento aos idosos que hoje já correspondem a quase 18% da população do município de São Paulo.
Nós também colocamos a obrigatoriedade de a Prefeitura estabelecer e apresentar um demonstrativo sobre a aplicação dos instrumentos para fazer valer a função social da propriedade, ou seja, aquilo que pode gerar IPTU progressivo. Nós não temos essa informação dos imóveis ociosos que estão pagando IPTU progressivo por não cumprir a função social da propriedade.
E também incluímos como orientação para o IPTU que ele possa ser acrescido no caso dos grandes proprietários, ou seja, aqueles proprietários que somam inúmeras propriedades e que têm alíquotas como se fossem proprietário de um imóvel único. Obviamente, o proprietário que tem dezenas ou centenas de imóveis, dentro da perspectiva da justiça social, deveria pagar alíquotas superiores àquelas que são normalmente relacionadas com uma única propriedade.
Como eu falei e estão vendo aí, são 142 emendas. Não foram acatadas. Portanto, ficamos lamentando que um processo que mobilizou a sociedade e o nosso esforço técnico não seja contemplado na peça que será levada à votação no dia de amanhã.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereador Nabil Bonduki.
Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Dheison Silva.
O SR. DHEISON SILVA (PT) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, discutir esta LDO é bem complicado e bem complexo para nós, porque, na verdade, o que estamos discutindo não é uma Lei de Diretrizes Orçamentárias. O que estamos discutindo é uma peça de ficção científica, como caracterizou o Vereador Nabil Bonduki. Porém, Vereador, é uma peça de ficção científica de péssima qualidade, que talvez seja pior do que o filme do Bolsonaro, o Dark Horse, que tem o ICB e várias denúncias em torno de si.
Esta peça de ficção científica nossa é inacreditável, porque estamos tirando toda a atribuição do Poder Legislativo e dando para o Prefeito - os mais jovens não vão se lembrar disso - um cheque em branco. O Prefeito vai remanejar 100% do orçamento. A Vereadora Ana Carolina Oliveira fez o grande esforço de diminuir isso para 8%, mas, infelizmente, seguimos nos 12%.
O Vereador Nabil Bonduki expôs muito bem que, tirando as exceções, de 100% das áreas, estamos falando: de educação, com 30 bilhões de reais; de saúde, com 25,5 bilhões de reais; de urbanismo, com 14 bilhões de reais; de transporte, com 13 bilhões de reais; de habitação, com 6,65 bilhões de reais; de assistência social, com 3 bilhões de reais; e de segurança pública, com 2 bilhões de reais, aproximadamente.
Então, excedendo tudo isso, mais as despesas obrigatórias, Vereador Silvinho Leite, e dando para o Prefeito 12% de remanejamento, nós estamos dizendo que no orçamento o Prefeito pode fazer o que quiser. É disso que se trata essa Lei de Diretrizes Orçamentárias. É um absurdo votarmos isto, pois descaracteriza todo o papel do Poder Legislativo. Nós estamos dizendo para o Prefeito que pode fazer o que quiser com o orçamento; ou seja, não há Lei de Diretrizes Orçamentárias. Nós não estamos dizendo o que vai ser a diretriz orçamentária. Nós estamos dizendo o seguinte: “Sr. Prefeito, faça com o orçamento da cidade o que bem entender.”
É disso que se trata, fora grandes erros que temos. Por exemplo, há uma arrecadação subestimada. Estamos dizendo que vão ser 138,6 bilhões de reais, mas só para este ano já estamos declarando que vão ser 139 bilhões de reais na cidade de São Paulo, sendo que, na média dos últimos cinco anos, a cidade de São Paulo tem crescido acima de 10% ao ano. Então, como é que vamos reduzir essa arrecadação? É outra coisa que não conseguem explicar para nós.
Pasmem: a situação da Prefeitura era uma situação de equilíbrio financeiro, de poder se comprometer com a cidade de São Paulo, de ter dinheiro em caixa, mas o que estamos dizendo é que vamos sair de um cenário de 8 bilhões de superávit - ou seja, 8 bilhões de reais do seu dinheiro, contribuinte, que havia em caixa da Prefeitura -, prevendo, agora, o endividamento em 51 bilhões de reais. Para quem nos assiste pela Rede Câmara SP e para quem nos acompanha pelas redes sociais, o que eu estou dizendo é que a LDO está afirmando que nós estamos saindo de uma situação fiscal de ter 8 bilhões de reais em caixa para o endividamento em 51 bilhões de reais. Basicamente, nós estamos falando que a cidade de São Paulo está prevendo, então, endividamento em 51 bilhões de reais.
Então, estamos diminuindo as isenções fiscais. Diminuindo as renúncias fiscais de ISS, basicamente? Não. O que estamos dizendo é que estamos aumentando a renúncia. Aumentando o endividamento da cidade de São Paulo e deixando de arrecadar. Renúncia fiscal, para quem não sabe, é deixar de arrecadar. Deixar de arrecadar os nossos impostos. Então a cidade de São Paulo sai de 15 bilhões de reais de renúncia fiscal, que já deixava de arrecadar, para aumentar exorbitantes 44 bilhões de reais.
Aumentamos o nosso endividamento, e diminuímos a nossa arrecadação. Não faz sentido. Isso porque dizem que quem é bom de conta é a Direita. Que a Direita se preocupa com a saúde financeira e fiscal. Mentira, bravata.
Uma das coisas que demonstram isso é o aumento do precatório na cidade de São Paulo. Estamos falando que a cidade de São Paulo saiu de 17 bilhões de dívidas de precatório em 2021 e aumentou, para 2025, em 31 bilhões de reais. Está aumentando a dívida de precatório. O Governo do Estado de São Paulo, do Governador Tarcísio - infelizmente é o nosso Governador, foi eleito pelo povo - aumentou em 2 bilhões a dívida de precatório. Já o Governo Federal, no mesmo período de 2021 a 2025, diminuiu de 73,9 bilhões para 4,5 bilhões.
Reduzimos mais de 90% a dívida de precatório da União. Enquanto, em São Paulo, o que vemos é o aumento. Dobrando o endividamento.
Não dá para dar 100% de autonomia para o Prefeito mexer no orçamento. Não dá. Isso é inadmissível. Não dá para subestimarmos a arrecadação da cidade de São Paulo, que historicamente cresce mais de 10% ao ano. Não dá para fazermos isso que está acontecendo nessa peça da LDO. Nem é uma peça de ficção científica, porque ficção científica tem uma certa imaginação, uma interação para pensar cenários que não são possíveis. E não é possível pensar uma LDO como essa.
Sr. Presidente, ainda temos tempo de rever o que estamos discutindo. Temos tempo de voltar para o texto da nossa Relatora, muito coerente, nobre Vereadora Ana Carolina, a quem parabenizo, publicamente, quando diz que tem que ser 8% de remanejamento e não 12%. Isso sim, seria uma mudança razoável. A nossa Relatora fez isso. Agora, manter os 12% é inadmissível. Não dá para aceitarmos. Temos que manter a autonomia do Poder Legislativo, e não pode continuar assim, Sr. Presidente. Obrigado.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Quanto tempo discutiu o pessoal do PT? Vinte e um minutos. Então, fica um tempo para amanhã, caso precise. Adio, de oficio, a discussão do item 6.
Há sobre a mesa requerimento de inversão, que será lido.
- É lido o seguinte:
“REQUERIMENTO DE INVERSÃO
Senhor Presidente,
Requeiro, na forma regimental, que seja invertida a pauta da Ordem do Dia da presente Sessão, considerando-se como item 6 o PL nº 495/26.
Sala das Sessões,
João Jorge (MDB)
Vereador”
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - A votos o requerimento de inversão. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora. (Pausa) Aprovado.
Passemos ao item seguinte.
- “PL 495/2026, DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Dispõe sobre a descrição de atribuições de cargos do Quadro da Secretaria do Tribunal de Contas do Município de São Paulo e sobre mandato dos cargos de direção do Tribunal. FASE DA DISCUSSÃO: 2ª. APROVAÇÃO MEDIANTE VOTO FAVORÁVEL DA MAIORIA ABSOLUTA DOS MEMBROS DA CÂMARA. ”
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Em discussão. Não há oradores inscritos. Encerrada a discussão.
Há emenda ao PL 495/2026 a ser protocolada, a qual votaremos amanhã.
Adio, de ofício, o item PL 495/26, para o final da pauta.
Conforme acordado, foi encerrada a discussão de todos os projetos - da Mesa e do TCM - com exceção do projeto da LDO, em que fizemos a discussão parcial, pois a Bancada do PSOL fará a sua fala na sessão extraordinária de amanhã.
Srs. Vereadores, amanhã, às 10h, estejam no plenário, por favor, para sessão extraordinária.
Adio, de ofício, os demais itens da pauta.
Por acordo de Lideranças, encerro a presente sessão.
Relembro aos Srs. Vereadores a convocação para a próxima sessão ordinária, amanhã, quarta-feira, dia 24 de junho, com a Ordem do Dia a ser publicada.
Relembro, também, aos Srs. Vereadores a convocação de cinco sessões extraordinárias, quarta-feira, dia 24 de junho, às 10h. Todas com a Ordem do Dia a ser publicada.
Desconvoco as demais sessões extraordinárias convocadas para hoje e aos cinco minutos de amanhã.
Uma boa tarde e boa noite. Até amanhã, Srs. Vereadores.
Estão encerrados os nossos trabalhos.
99ª SESSÃO SOLENE
23/06/2026
- Entrega de Salva de Prata à Instituição Televisão Independente de São José do Rio Preto (Rede Vida), por inciativa da Vereadora Amanda Vettorazzo, realizada no Auditório Prestes Maia, nos termos do Decreto Legislativo nº 27, de 26 de março de 2026.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 24/06/2026
REQUERIMENTOS
VEREADORA PASTORA SANDRA ALVES (UNIÃO)
13-00836/2026 - Licença para tratar de interesses particulares pelo período de 96 dias a partir de 6 de julho de 2026.
VEREADOR SILVINHO LEITE (UNIÃO)
13-00837/2026 - Licença para tratar de interesses particulares pelo período de 31 dias a partir de 6 de julho de 2026.
13-00843/2026 - Coautoria do PL 491/2024.
13-00844/2026 - Coautoria do PL 93/2020.
13-00845/2026 - Coautoria do PL 601/2018.
VEREADOR SILVÃO LEITE (UNIÃO)
13-00838/2026 - Licença para tratar de interesses particulares pelo período de 31 dias a partir de 6 de julho de 2026.
VEREADOR PROFESSOR TONINHO VESPOLI (PSOL)
13-00841/2026 - Coautoria do PL 96/2019.
VEREADORA AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO)
13-00842/2026 - Voto de Júbilo e Congratulações ao Vereador Ítalo Moreira, da Câmara Municipal de Sorocaba.
VEREADOR FABIO RIVA (MDB)
08-00011/2026 - Desconvocação das Sessões Ordinárias de quarta-feira, dia 24 de junho de 2026, e de terça-feira, dia 30 de junho de 2026, em virtude da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2027.
87ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
24/06/2026
- Presidência do Sr. Ricardo Teixeira.
- Secretaria do Sr. Senival Moura.
- Às 10h13, com o Sr. Ricardo Teixeira na presidência, feita a chamada, verifica-se haver número legal. Estiveram presentes durante a sessão os Srs. Adrilles Jorge, Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Ana Carolina Oliveira, André Santos, Carlos Bezerra Jr., Celso Giannazi, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Dheison Silva, Dr. Milton Ferreira, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Ely Teruel, Fabio Riva, George Hato, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Félix, Jair Tatto, Janaina Paschoal, João Ananias, João Jorge, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Major Palumbo, Marcelo Messias, Marina Bragante, Nabil Bonduki, Pastora Sandra Alves, Professor Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Roberto Tripoli, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sandra Santana, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Senival Moura, Sidney Cruz, Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez. O Sr. Gabriel Abreu encontra-se em licença.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Há número legal. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Esta é a 87ª Sessão Extraordinária, da 19ª Legislatura, convocada para hoje, dia 24 de junho de 2026.
Passemos à Ordem do Dia.
ORDEM DO DIA
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Passemos ao primeiro item da pauta.
- “PL 465/2026, DA MESA DA CÂMARA. Dá cumprimento ao art. 1º da Lei nº 14.889, de 20 de janeiro de 2009 [Atualização monetária de vencimentos dos servidores públicos da Câmara Municipal de São Paulo visando a reposição das perdas inflacionárias entre março/2025 e fevereiro/2026]. FASE DA DISCUSSÃO: 2ª (ENCERRADA DISCUSSÃO). Aprovação mediante voto favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara.”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - A discussão já foi encerrada. A votos o PL 465/2026. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora. (Pausa) Aprovado. Vai à sanção.
Passemos ao item seguinte
- “PL 466/2026, DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Dispõe sobre a aplicação do art. 1º da Lei Municipal nº 14.891, de 20 de janeiro de 2009 e dá outras providências [Atualização inflacionária salarial dos servidores do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, referente ao período de março de 2025 a fevereiro de 2026]. FASE DA DISCUSSÃO: 2ª (ENCERRADA DISCUSSÃO). Aprovação mediante voto favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara.”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - A discussão já foi encerrada. A votos o PL 466/2026. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora. (Pausa) Aprovado. Vai à sanção.
Passemos ao item seguinte.
- “PL 495/2026, DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Dispõe sobre a descrição de atribuições de cargos do Quadro da Secretaria do Tribunal de Contas do Município de São Paulo e sobre mandato dos cargos de direção do Tribunal. FASE DA DISCUSSÃO: 2ª (ENCERRADA DISCUSSÃO). Aprovação mediante voto favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara. HÁ EMENDA DO LÍDER DE GOVERNO.”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - A discussão já foi encerrada. A votos o PL 495/2026. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - (Pela ordem) - Registro meu voto contrário ao PL 495/2026.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Registre-se o voto contrário da nobre Vereadora Janaina Paschoal. Aprovado.
Há sobre a mesa emenda que será lida.
- É lido o seguinte:
“EMENDA AO PL 495/2026
Nos termos do art. 271 do Regimento Interno, solicito que no PL 495/2026 seja incluído o seguinte artigo:
“Art. XXX. A nova disciplina prevista no art. 2º desta lei será aplicada a partir do biênio 2027/2028.”
Sala das Sessões,
Liderança do Governo”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - A votos a emenda ao PL 495/2026. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou que desejam verificação nominal de votação manifestem-se agora. (Pausa) Está aprovada. Vai à redação final.
Vou suspender a sessão por alguns minutos.
Estão suspensos os trabalhos.
- Suspensos, os trabalhos são reabertos sob a presidência do Sr. Ricardo Teixeira.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Reabertos os trabalhos. Tem a palavra, pela ordem, a nobre Vereadora Janaina Paschoal.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - (Pela ordem) - Presidente, eu queria pedir um minuto de silêncio em homenagem a uma grande amiga minha de infância que faleceu há muitos anos, deixando um filho pequeno. Ela foi vítima de meningite.
Hoje ela faria aniversário, 51 anos, pelas minhas contas. Então, peço um minuto de silêncio em homenagem à saudosa engenheira Alessandra Longo Muniz.
A SRA. EDIR SALES (PSD) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, acabei de receber a notícia de que o Leonardo Rodrigues Pinheiro, de 20 e poucos anos, filho da Meire e do Nilton Pinheiro da Silva, presidente do Rotary Club Vila Alpina, faleceu ontem.
Manifesto meus sentimentos aos familiares e peço que o nome do Leonardo conste no minuto de silêncio desta sessão.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, peço que seja registrado no minuto de silêncio o nome da Sra. Maria Tereza Pinto de Silva Azevedo, mãe do Reinaldo, engenheiro da CPO que trabalhou comigo durante muitos anos.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Façamos um minuto de silêncio.
- Minuto de silêncio.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Silvão Leite.
O SR. SILVÃO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, gostaria de deixar registrado que estou assumindo a liderança do União Progressista, tendo como Vice-Líder a Vereadora Janaina Paschoal.
Informo ainda que, a partir do dia 1º de julho, estarei licenciado e o Vereador Rubinho Nunes assumirá a liderança do União Brasil.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Registrado, nobre Vereador Silvão Leite. Parabéns pela liderança.
Peço ao Sr. Secretário que proceda à leitura do próximo item.
- “DISCUSSÃO E VOTAÇÃO ÚNICAS DO PARECER FAVORÁVEL DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO (DOCREC-761/2026), sobre as Contas do Tribunal de Contas do Município, do exercício de 2024. VOTAÇÃO NOMINAL (ART. 103, III, A, DO RI). (ENCERRADA A DISCUSSÃO). Para votação do parecer do TCM são necessários 19 votos (1/3) e para rejeição 37 votos (2/3) (art. 386 § 2º RI). HÁ PARECER DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO PELA APROVAÇÃO DO PARECER DO TCM.”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - A discussão já foi encerrada.
Esta presidência informa que, para aprovação do parecer do Tribunal de Contas do Município referente às contas do exercício de 2024, serão necessários no mínimo 19 votos favoráveis. Para rejeição, 37 votos contrários, ou dois terços dos Srs. Vereadores. Esta presidência observa ainda a necessidade da presença mínima de 28 Srs. Vereadores em plenário.
A votos o parecer do Tribunal de Contas do Município referente às suas próprias contas do exercício de 2024, DOCREC 761/2026, pelo processo nominal.
Os Srs. Vereadores favoráveis votarão “sim”; os contrários, “não”.
- Inicia-se a votação.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Este Vereador vota “sim”.
O SR. FABIO RIVA (MDB) - (Pela ordem) - Voto “sim” e encaminho voto “sim”.
O SR. MARCELO MESSIAS - (MDB) - (Pela ordem) - Voto “sim” e encaminho voto “sim” à Bancada do MDB.
O SR. SANSÃO PEREIRA (REPUBLICANOS) - (Pela ordem) - Voto “sim” e encaminho voto “sim”.
O SR. SENIVAL MOURA (PT) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. RUTE COSTA (PL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. JOÃO ANANIAS (PT) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. HÉLIO RODRIGUES (PT) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. SONAIRA FERNANDES (PL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. ISAC FÉLIX (PL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. PROFESSOR TONINHO VESPOLI (PSOL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. EDIR SALES (PSD) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. GILBERTO NASCIMENTO (PL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. ANDRÉ SANTOS (REPUBLICANOS) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. RUBINHO NUNES (UNIÃO) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. GEORGE HATO (MDB) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. LUNA ZARATTINI (PT) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. SILVÃO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. KENJI ITO (PODE) - (Pela ordem) - Voto “sim” e encaminho voto “sim”.
O SR. DR. MURILLO LIMA (PP) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. MAJOR PALUMBO (PP) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. THAMMY MIRANDA (PSD) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. RENATA FALZONI (PSB) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. CRIS MONTEIRO (NOVO) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. SANDRA SANTANA (MDB) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Voto “sim” e recomendo voto “sim” à Bancada do Partido dos Trabalhadores.
A SRA. KEIT LIMA (PSOL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. DANILO DO POSTO DE SAÚDE (PODE) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
O SR. LUCAS PAVANATO (PL) - (Pela ordem) - Voto “sim” e peço que seja registrado, extemporaneamente, meu voto contrário ao PL 466/2026, de aumento do TCM.
A SRA. ELY TERUEL (MDB) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. MARINA BRAGANTE (PSB) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - (Pela ordem) - Pela segunda vez, voto “sim”.
A SRA. SILVIA DA BANCADA FEMINISTA (PSOL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
A SRA. ZOE MARTÍNEZ (PL) - (Pela ordem) - Voto “sim”.
- Concluída a votação, sob a presidência do Sr. Ricardo Teixeira, verifica-se que votaram “sim” os Srs. Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, André Santos, Celso Giannazi, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Ely Teruel, Fabio Riva, George Hato, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Félix, Janaina Paschoal, João Ananias, João Jorge, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Major Palumbo, Marcelo Messias, Marina Bragante, Professor Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Ricardo Teixeira, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sandra Santana ,Sansão Pereira, Senival Moura, Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Votaram “sim” 42 Srs. Vereadores. Aprovadas as contas do TCM relativas ao exercício de 2024. Vai ao arquivo.
Tem a palavra, pela ordem, a nobre Vereadora Cris Monteiro.
A SRA. CRIS MONTEIRO (NOVO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, peço que seja registrado, extemporaneamente, meu voto contrário ao item 3º da pauta, PL 495/2026.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Fica registrada a intenção.
Passemos ao item seguinte.
- “DISCUSSÃO E VOTAÇÃO ÚNICAS DO PARECER FAVORÁVEL DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO (DOCREC-762/2026), sobre as Contas do Tribunal de Contas do Município, do exercício de 2025. VOTAÇÃO NOMINAL (ART. 103, III, A, DO RI). (ENCERRADA A DISCUSSÃO). Para votação do parecer do TCM são necessários 19 votos (1/3) e para rejeição 37 votos (2/3) (art. 386 § 2º RI). HÁ PARECER DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO PELA APROVAÇÃO DO PARECER DO TCM.”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - A discussão já foi encerrada. Esta presidência informa que, para aprovação do parecer do Tribunal de Contas do Município, são necessários no mínimo 19 votos favoráveis. Para rejeição são necessários 37 votos contrários, ou 2/3 dos Srs. Vereadores. Esta presidência ainda observa a necessidade da presença mínima de 28 Vereadores em plenário.
A votos o parecer do Tribunal de Contas do Município referente as suas próprias contas do exercício de 2025, DOCREC 762/2026, pelo processo nominal.
Os Srs. Vereadores favoráveis votarão “sim”; os contrários, “não”.
- Inicia-se a votação.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) -Este Vereador vota “sim”
O SR. FABIO RIVA (MDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim” e encaminho voto “sim”.
O SR. MARCELO MESSIAS (MDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim” e encaminho voto “sim”.
A SRA. CRIS MONTEIRO (NOVO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. JOÃO JORGE (MDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. PROFESSOR TONINHO VESPOLI (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. SIDNEY CRUZ (MDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim” e recomendo voto “sim” da Bancada do Partido dos Trabalhadores.
O SR. GILBERTO NASCIMENTO (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. ZOE MARTÍNEZ (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. RUBINHO NUNES (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. PASTORA SANDRA ALVES (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. SONAIRA FERNANDES (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. RUTE COSTA (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. SANDRA SANTANA (MDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. EDIR SALES (PSD) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. GEORGE HATO (MDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. ADRILLES JORGE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. SILVIA DA BANCADA FEMINISTA (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. LUCAS PAVANATO (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. ANDRÉ SANTOS (REPUBLICANOS) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. HÉLIO RODRIGUES (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. RENATA FALZONI (PSB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. ISAC FÉLIX (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. LUNA ZARATTINI (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. SANSÃO PEREIRA (REPUBLICANOS) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. MAJOR PALUMBO (PP) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. JOÃO ANANIAS (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. SENIVAL MOURA (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. MARINA BRAGANTE (PSB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. ELY TERUEL (MDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. SILVINHO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. SILVÃO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. SARGENTO NANTES (PP) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. KENJI ITO (PODE) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
O SR. DR. MURILLO LIMA (PP) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. SIMONE GANEM (PODE) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. KEIT LIMA (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, voto “sim”.
- Concluída a votação, sob a presidência do Sr. Ricardo Teixeira, verifica-se que votaram “sim” os Srs. Adrilles Jorge, Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Ana Carolina Oliveira, André Santos, Celso Giannazi, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Ely Teruel, Fabio Riva, George Hato, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Félix, Janaina Paschoal, João Ananias, João Jorge, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Major Palumbo, Marcelo Messias, Marina Bragante, Pastora Sandra Alves, Professor Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Ricardo Teixeira, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sandra Santana, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Senival Moura, Sidney Cruz, Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Votaram “sim” 47 Srs. Vereadores. Estão aprovadas as contas do TCM relativas ao exercício de 2025. Vai ao arquivo.
Passemos ao item seguinte.
- “PL 299/2026, DO EXECUTIVO. Dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício de 2027. FASE DA DISCUSSÃO: 2ª DO SUBSTITUTIVO Nº 1 DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO (DISCUTIDO POR 45 MINUTOS E 30 SEGUNDOS). Aprovação mediante voto favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara. HÁ SUBSTITUTIVO Nº 02 DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Em discussão.
Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Celso Giannazi.
Temos inscritos cinco Vereadores do PSOL para 30 minutos, de modo que cada um terá seis minutos.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Alessandro Guedes.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Apenas para informar à Casa que foi encerrada ontem a CPI das Enchentes do Jardim Pantanal e Região.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Parabéns.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - O Relatório foi aprovado por todos os sete membros presentes e será publicado no Diário Oficial da Cidade. Aliás, um Relatório muito bem elaborado pelo nobre Vereador Silvão Leite.
Agradeço a todos os Colegas que estiveram conosco nesses oito meses de trabalho intenso - nobre Vereador Paulo Frange, que foi substituído pela nobre Vereadora Ely Teruel; Srs. Vereadores Major Palumbo, Sonaira Fernandes, Silvão Leite, a nossa Vice-Presidente Marina Bragante e o nosso querido nobre Vereador Dr. Milton Ferreira.
Sem dúvida alguma foi construído um bom documento, apontando caminhos para solucionar o problema, que era o principal objetivo da nossa CPI.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Parabéns.
Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Celso Giannazi.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - Sr. Presidente, Sras. Vereadoras, Srs. Vereadores, público que nos acompanha pela Rede Câmara SP, bom dia.
Hoje nós vamos discutir a LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias - que determina os programas da Prefeitura de São Paulo para o próximo ano, e peço à assessoria que coloque os dados no telão.
- O orador passa a referir-se às imagens na tela de projeção.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - Para que a Base do Governo possa vir discutir, para que não venham falar em fake news, nós sempre trazemos os dados reais do que está acontecendo na cidade de São Paulo. E infelizmente a LDO apresentada pelo Governo fica muito aquém do que a cidade precisa.
Nesse gráfico há a estimativa de receita orçamentária dos últimos anos, desde 2019, e podemos ver um problema muito grave, que apontei na primeira discussão, que não foi corrigido.
Gostaria de parabenizar a atuação da nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira, que atendeu as demandas dos Srs. Vereadores, mas o Governo encaminhou uma LDO que não dialoga com a realidade.
Como podemos ver nos últimos dois gráficos, a LDO traz o terceiro maior orçamento do Brasil, com 138,6 bilhões de reais. Mas, vejam os senhores, cidadãs e cidadãos paulistanos que estão nos acompanhando, a receita atualizada no dia de hoje, 24 de junho de 2026, cujo orçamento foi aprovado em 2025, está em 139,1 bilhões de reais. Já temos mais de meio bilhão de reais a mais do que está sendo previsto para a LDO de 2027. Então o Sr. Prefeito está trabalhando com um orçamento paralelo. Aquela faixa vermelha não está sendo considerada na nossa discussão, e assim nos é tirada a atribuição de indicar as políticas públicas de que a cidade tanto precisa - educação, saúde, cultura, assistência social. É isso que está acontecendo.
Sras. e Srs. Vereadores, estamos pactuando um orçamento paralelo com o Governo. É isso que significa esta LDO que está sendo apresentada. O Sr. Prefeito não fez a atualização da receita. Se tivesse feito essa atualização, nós, Vereadoras e Vereadores, teríamos mais 500 milhões de reais para fazer as indicações de políticas públicas nas diversas áreas em que a cidade está precisando. E começa um grande erro, um grande equívoco, nessa LDO que o Prefeito Ricardo Nunes encaminha à Câmara Municipal.
Nessa tela vemos um gráfico dos investimentos e da despesa total do município de São Paulo. A curva azul, ascendente desde 2021, mostra os investimentos na cidade, com o pico em 2024. Mas os investimentos apenas são bons quando se revertem em benefício para a população, quando trazem benefícios às pessoas que mais precisam na cidade de São Paulo, em termos de educação, saúde, assistência social, programa de moradia, e não é o que foi visto, pois esta Administração fez investimento em asfalto, recapeamento, em obras emergenciais fabricadas. Os investimentos feitos não trouxeram benefício para a cidade de São Paulo. E o pico de investimentos coincide com o período de 2024. Quer dizer, coincidentemente, o Sr. Prefeito fez esses investimentos distorcidos em ano de eleição, no ano que que se candidatou à reeleição, ou seja, usou recurso público com fins eleitorais.
Essa curva azul nos mostra o endividamento da cidade de São Paulo.
Nós, em 2016, tivemos um grande momento no governo do ex-Prefeito Fernando Haddad, com a renegociação da dívida da cidade de São Paulo. E o endividamento veio caindo até 2022, quando houve uma segunda renegociação, desfavorável à Prefeitura de São Paulo, época em que o Prefeito Ricardo Nunes se aliou ao Presidente Bolsonaro e entregou o Campo de Marte - que valia quase 50 bilhões de reais - em troca de uma dívida de 25 bilhões de reais que o município tinha com a União. A cidade de São Paulo, nessa repactuação, perdeu quase 25 bilhões de reais, por um capricho do Prefeito Ricardo Nunes, porque tínhamos uma decisão do Supremo Tribunal Federal, já transitada em julgado, que aguardava apenas mais algum tempo para ser confirmada, e houve esse endividamento. O endividamento, novamente, foi com asfalto na cidade de São Paulo.
Aqui, trazemos algo que é muito grave, muito sério. A quantidade de renúncia fiscal que a cidade faz a grandes grupos econômicos - financeiros, bancários -, bets, religiosos e outros segmentos é um escândalo para a cidade de São Paulo. Vários segmentos são beneficiados com 44 bilhões de reais de renúncia fiscal. Nós tínhamos renúncia fiscal, nós tínhamos 34 bilhões de reais e agora passam a 44 bilhões de reais. São mais 10 bilhões de reais em renúncia fiscal para instituição financeira, para bet, o que é muito grave, porque a Câmara Municipal, Vereadoras e Vereadores, precisa saber sobre os 10 bilhões a mais em renúncia fiscal. Por que esse dinheiro não está sendo aplicado em moradia social, em corredores de ônibus, na contratação de novos professores para a rede municipal, para a construção de UBS? Esse recurso precisa ser investigado. É muito sério esse valor que está sendo colocado aqui. Inclusive, estou colhendo assinaturas para uma CPI, para que cada Vereadora e cada Vereador possa fazer essa discussão: por que mais de 10 bilhões de reais em renúncia fiscal? Há algum benefício para a cidade de São Paulo? Essas empresas que estão sendo beneficiadas estão trazendo algum nível de emprego, estão trazendo algum benefício para a cidade de São Paulo? Nós precisamos fazer essa verificação dessas empresas que estão sendo beneficiadas com a isenção fiscal.
Concedo aparte à nobre Vereadora Rute Costa.
A Sra. Rute Costa (PL) - V.Exa. concede aparte?
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - Já vou conceder. Por favor, Vereadora.
A Sra. Rute Costa (PL) - Eu gostaria de pontuar, porque V.Exa. falou a respeito de coisas e pessoas, instituições, que recebem o perdão das dívidas ou abstenção, renúncia fiscal. V.Exa. citou as instituições religiosas. Eu gostaria de dizer que não é um perdão ou uma renúncia, isso é lei. Então, as instituições religiosas são, por lei federal, isentas, são imunes. Só para fazer um conserto da sua fala.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - Está certo, Vereadora. As entidades religiosas têm imunidade constitucional.
Precisamos saber quem são os beneficiários dessa renúncia fiscal.
Agora, saiu essa matéria: “Gestão Ricardo Nunes, em São Paulo, vai entregar caixa mais magro e dívida maior”. É o que está colocado no Valor Econômico de ontem na cidade de São Paulo. Traz os dados que são sérios, são comprometedores, do aumento de endividamento da cidade de São Paulo.
A próxima tela mostra um conceito de disponibilidade de caixa. Nós nunca tivemos, nos últimos anos, um caixa tão baixo como estamos tendo na cidade de São Paulo. E, agora, há uma previsão na Lei de Responsabilidade Fiscal de punir o gestor público que deixar o caixa na situação em que estamos hoje.
Então, é muito importante que o Tribunal de Contas do Município, cada Vereador e cada Vereadora fiquem atentos à nova Lei de Responsabilidade Fiscal, porque a administração do Prefeito Ricardo Nunes pode ser punida. Nós vamos ver no próximo gráfico.
Disponibilidade de caixa líquida da cidade de São Paulo. Em 2016, no último ano do Prefeito Fernando Haddad, nós tínhamos um dos piores momentos da economia no nível de endividamento da cidade de São Paulo, a taxa de juros que pagávamos pelo endividamento da cidade de São Paulo era muito grande. Apesar disso, tínhamos uma disponibilidade de caixa líquida de quase 1,8 bilhão de reais.
Isso veio aumentando, veio 2020, 2021, e nós tivemos mais de 8 bilhões de reais no caixa. Era para aproveitar esse momento das renegociações que nós tivemos e fazer um investimento correto na cidade de São Paulo. Mas o que fez esta Administração? Gastou, torrou, de uma forma irresponsável, o recurso da cidade de São Paulo. E viemos nessa curva descendente; chegando em 2025 com aquela faixa vermelha, com caixa no vermelho, em quase 300 milhões de reais no vermelho, de um superávit que tínhamos com uma disponibilidade de 8 bilhões de reais, nós caímos.
E para onde foi esse recurso? Foi para o asfalto, para os contratos de wi-fi superfaturados, para obras de contratações emergenciais superfaturadas? É isso que precisamos discutir: o dinheiro. A cidade de São Paulo está perdendo, aliás, já perdeu uma extraordinária oportunidade, de aproveitar o momento econômico que tivemos de bonança econômica, para corrigir, diminuir as desigualdades sociais que assolam a cidade de São Paulo. E, ao contrário, foi feito isso, gastaram em asfalto, em coisas que não trouxeram benefícios para a população.
Então, cada Vereadora e cada Vereador, que for votar hoje, tem que estar atento a esse dado aqui: ao continuar com esse gráfico, a administração do Prefeito Ricardo Nunes vai ser responsabilizada. A Lei de Responsabilidade Fiscal, que foi alterada, pune o gestor público que deixar o caixa líquido do município ou do estado nas condições em que o Prefeito Ricardo Nunes está deixando.
Voltando à tela anterior, essa é a mensagem: a gestão Ricardo Nunes de São Paulo vai entregar o caixa mais magro e uma dívida maior. Quem é o beneficiário disso? Precisamos saber quem foi o beneficiário desses gastos que a Prefeitura de São Paulo fez de forma irresponsável.
Por isso, nós não compactuamos com isso, não podemos aceitar essa LDO do jeito que está colocada, do jeito que foi apresentada na Câmara Municipal. E vamos votar contrário, porque queremos esse recurso para corrigir as desigualdades da cidade de São Paulo e não para beneficiar empresas de wi-fi ou empresas que vêm praticar corrupção na cidade de São Paulo.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Amanda Paschoal.
A SRA. ELY TERUEL (MDB) - (Pela ordem) - Pela ordem, Presidente. Só queria fazer um comunicado.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Deixa só acabar o tempo de discussão.
A SRA. AMANDA PASCHOAL (PSOL) - Obrigada, Presidente; Colegas que nos acompanham.
Primeiro, eu gostaria de começar a minha fala agradecendo ao trabalho da Relatora da LDO, que vai ser votada agora, por ter inserido uma das minhas emendas. Eu propus, neste ano, 62 emendas para serem incorporadas. Alguns temas foram abordados, mas uma foi aceita integralmente, que foi a emenda - que eu já brigo desde o ano passado - pelo aumento do auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência doméstica de 400 reais - que não dá para fazer nada nesta cidade - para no mínimo um salário-mínimo.
Isso é governar pelas mulheres, é desmentir a falácia que é dita pelo senso comum de que travestis, pessoas trans, não defendem mulheres trans dentro da política. Nós estamos aqui trabalhando por todas as mulheres, pela dignidade de todas as mulheres de São Paulo.
Outros temas também muito importantes foram incorporados à LDO: a questão da climatização nas escolas, dos programas de idosos, as políticas para idosos. Mas essa emenda das mulheres foi uma das mais importantes, que foi complementada, incorporada pela nossa Relatora Ana Carolina Oliveira, a quem eu agradeço e digo que faz muita diferença quando uma mulher assume a relatoria da LDO para pensar em política para as mulheres na nossa cidade.
Outra coisa, Presidente, eu acho muito importante ressaltar que, além de nós termos conseguido avançar em algumas demandas, em alguns temas importantes para a LDO, infelizmente, mais uma vez, a escolha feita pelo Executivo, e por esta Casa também na relatoria, de não colocar pautas importantíssimas e que são muito caras na nossa sociedade da comunidade LGBTQIAPN+, que são os direitos das pessoas trans e travestis, que foram excluídas completamente da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Isso é escolher quem pode viver, quem pode ter acesso à cidadania, à dignidade na nossa cidade em detrimento de outros grupos que são tão violentados dentro do nosso município.
E para além disso, Presidente, nós sabemos que a LDO é uma escolha política a ser tomada pelo Executivo. E eu peço aqui, faço apelo tanto ao Líder do Governo nesta Casa, Vereador Fabio Riva, quanto ao Executivo, para que incorpore essa emenda com relação ao auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência. Apelo também por conta de todas essas ausências com relação, principalmente, à população mais vulnerável de São Paulo, que é a população em situação de rua, que não está contemplada dentro da LDO. Essas são políticas muito frágeis. Nós vemos constantemente, diariamente, ataques e desmonte de serviços fundamentais, como as casas de acolhimento e os centros de atendimento à população em situação de rua, que tem sido perseguida. O Auxílio Reencontro também não tem fomento, e tantas outras ações precisam de investimentos.
Foram inclusos temas importantes, como a questão do CAPS, da saúde animal e da segurança alimentar. Porém, ainda há muito a melhorar, e é por isso que eu apelo aqui para que na LOA nós consigamos implementar políticas que vão proteger a vida das mulheres e a dignidade da cidade de São Paulo.
Por conta de todas essas ausências que ainda seguem presentes dentro da LDO deste ano, nós votaremos contrariamente.
Muito obrigada, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Amanda Paschoal.
Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Luana Alves.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - Olá, Vereadores, Vereadoras, público que nos assiste pela Rede Câmara SP e de forma presencial.
Estamos aqui num debate fundamental, que é a nossa discussão sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Não é ainda o orçamento, que iremos votar no final do ano, e nós, da Bancada do PSOL, sempre dizemos isso. Mas eu gostaria de reforçar: nós precisamos de uma maior participação popular nos debates do orçamento público. Dificilmente esta Casa - e a Prefeitura, pior ainda - faz uma política ou tem uma linha de atuação para conseguir amplificar o debate do orçamento público. Temos de conseguir voltar a fazer o debate do orçamento nas subprefeituras, de forma territorial, nas regiões. Não dá para ser desta maneira, com muito menos debate e muito menos participação popular do que deveria.
Além desse debate ser pouco democrático, ainda tem o problema do cheque em branco na peça do orçamento. O que eu quero dizer com cheque em branco, Vereadores? Uma parte enorme da despesa está ali de forma genérica em investimentos. O que é isso? Pode ser qualquer coisa. Ou seja, é uma parte do orçamento que o Sr. Prefeito não é obrigado a explicar para a Câmara de São Paulo, e não só para a Câmara, mas para a sociedade, o que é esse investimento. Por que o Sr. Prefeito pode ter uma parte tão gigante e multibilionária do orçamento sem explicar o que vai fazer com ela? Isso é complicado, é dificílimo.
Não conseguimos avançar para ter 3% do orçamento para a assistência social, uma demanda antiga, hoje está em menos de 2%. Estamos vendo o fechamento de serviços, o fechamento de centros de acolhimento, de CCJs, de CCAs, de serviços de atendimento à mulher vítima de violência e de serviços para a população em situação de rua. Ou seja, estamos fechando esses equipamentos, destinando menos dinheiro para a assistência, enquanto o Sr. Prefeito tem uma parte enorme do orçamento registrada como investimento, que pode ser o que S.Exa. quiser, é da cabeça dele. Isso é muito problemático. É uma forma desrespeitosa e antidemocrática de tratar o orçamento municipal. Isso é muito ruim.
Aqui, a Relatora Ana Carolina Oliveira fez um trabalho importante para conseguir conciliar os diferentes interesses dos Vereadores, onde cada um vai ter a sua prioridade e a sua pauta. Não é um trabalho fácil o do relator, e eu parabenizo a Vereadora. Mas é muito ruim quando o texto chega no Executivo e o Sr. Prefeito faz o que quer. Então, isso é um problema que nós vamos enfrentar.
Eu queria também dizer que há uma pauta que nós colocamos, um pedido direcionado à pasta da educação, e eu não entendi por que não foi incorporado. Vou até fazer a leitura aqui: “Destina-se recurso orçamentário para a Secretaria Municipal de Educação com o objetivo de implementar e fortalecer a formação continuada antirracista de profissionais da Rede Municipal de Ensino, em conformidade com a Lei Municipal nº 17.950 - Lei Escola Sem Racismo, que eu aprovei nesta Casa - garantindo a inclusão de carga horária específica para a formação em educação para as relações étnico-raciais no calendário anual da SME e das unidades educacionais, por meio de cursos, seminários, oficinas e ações formativas voltadas à valorização da história e cultura afro-ameríndia, africana e indígena, ao enfrentamento ao racismo e à promoção da equidade racial no ambiente escolar.”
Eu não entendi por que essa emenda não foi incorporada. Conseguimos aprovar na Casa a Lei 17.950, da qual tenho muito orgulho de ser autora, a Lei Escola sem Racismo, que garante para todos os profissionais da rede municipal de São Paulo pelo menos oito horas anuais de formação antirracista. Isso é importante. Temos a Lei Federal 10.239, que os municípios não executam. Conseguimos aprovar uma regulamentação municipal, na prática, com essa lei que fala de uma carga horária mínima para formação em igualdade racial a todos os professores da rede municipal de São Paulo.
Não dá para as nossas crianças terem a primeira experiência racista em sala de aula. Não dá para vermos crianças e jovens não tendo oportunidade de serem cidadãos melhores aprendendo o que é antirracismo. Eu não aceito que crianças negras nesta cidade não consigam ter educação antirracista. E não é um direito só das crianças negras, é de todas as crianças. Todas as crianças devem ter direito a uma educação para a não-violência, uma educação para a tolerância, uma educação para a diversidade. E sem contar que isso é lei, eu aprovei essa lei nesta Casa. Por que não entrou no orçamento municipal num contexto em que a EMEI Antônio Bento, na zona Oeste de São Paulo, está sendo perseguida?
Vimos uma situação em que policiais militares fortemente armados entraram numa EMEI dizendo que ali estava havendo educação ideológica, porque a professora ensinou algo que é, obviamente, parte das culturas africanas, ensinou sobre deuses africanos, sobre deuses do panteão iorubá. Assim como se aprende sobre deuses gregos, deuses romanos, deuses asiáticos, também se aprendeu sobre deuses iorubá. Isso é normal, é parte de a criança ter acesso ao acúmulo cultural do mundo. Isso é importante para a formação dela. Agora, o policial, movido por proselitismo religioso, por fanatismo religioso, foi intimidar uma diretora, professoras e professores que estavam cumprindo seu papel, que estavam cumprindo inclusive o currículo antirracista que essa gestão mesma colocou.
Nesse contexto é importante termos recurso e investimento para garantir a execução da Lei Escola sem Racismo. Isso seria fundamental. Não entendi por que não entrou isso. Provavelmente alguém falou que era ideológico. Se alguém falou que é ideológico, essa pessoa é comprometida com o racismo, simplesmente assim. Eu repito: teria de haver um orçamento para a Lei Escola sem Racismo. Sem isso, não vamos votar favoravelmente.
Eu agradeço o que foi incorporado. Conseguimos incorporar a reserva no orçamento para a construção de algumas unidades de saúde, inclusive para a necessidade do CAPS IJ da Brasilândia. Hoje, o CAPS IJ da Brasilândia fica na Freguesia do Ó. Quem é do fundão, no Damasceno lá em cima, para chegar até a Freguesia do Ó leva uma hora, e todo mundo sabe disso. CAPS IJ para crianças TEA, para jovens que têm diversas questões de saúde mental, é fundamental que seja perto de casa, perto de onde estão as famílias.
Por isso conseguimos colocar no orçamento, e agradeço muito à Relatora. Conseguimos aprovar o orçamento para o CAPS IJ na Brasilândia, para que fique mais no fundão, para que tenhamos acesso a esse serviço. Estive no CAPS IJ recentemente vi que é uma unidade excelente, mas não consegue atender à demanda. Brasilândia é um mundo, é do tamanho de uma cidade de médio porte. Não dá para ter um CAPS IJ que não fica dentro do bairro, então é importante que consigamos avançar nesse sentido.
Mas, mais uma vez, eu quero dizer que não entendi por que foi retirado o meu pedido de orçamento para educação antirracista. E vou seguir batalhando para que a Lei Escola sem Racismo tenha o orçamento compatível com a importância desse tema.
Muito obrigada, Colegas.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Professor Toninho Vespoli. (Pausa) S.Exa. desiste.
Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Silvia da Bancada Feminista.
A SRA. SILVIA DA BANCADA FEMINISTA (PSOL) - Bom, hoje eu vou torcer para o Brasil, mas eu queria dizer: vai Corinthians!
Mas, enfim, vamos para a LDO. Eu queria dizer que a forma como o projeto chegou na Câmara não previa uma questão muito cara para nós, mulheres. O projeto não possuía nenhuma meta contra o feminicídio, nenhuma meta para diminuir a violência doméstica e o ciclo de violência contra as mulheres.
Nós fizemos emendas ao projeto e conseguimos inserir duas. Nesse sentido, eu queria elogiar o trabalho da Relatora, a nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira, que incorporou essas nossas duas emendas e outras emendas de vários Colegas.
E o que são essas emendas que nós propusemos? A primeira delas é para aumentar a área de atuação da Patrulha Maria da Penha porque, quanto mais patrulha nós tivermos na nossa cidade, mais as mulheres ficarão protegidas contra a violência doméstica.
E a outra é para a ampliação da Casa da Mulher Brasileira. Só temos uma Casa da Mulher Brasileira na cidade inteira, a única que funciona 24 horas, a única que possui vários profissionais especializados. Ela é multidisciplinar, tem delegacia, tem assistente social, psicólogo, creche. Inclusive, eu já fui visitar a Casa da Mulher Brasileira.
No entanto, são necessárias mais Casas da Mulher Brasileira, uma para cada região da cidade. Apesar de ser muito boa, ela está no Centro, no Cambuci. Então, é preciso ter uma Casa da Mulher Brasileira na zona Leste, na zona Norte, na zona Sul, na zona Oeste. E isso é possível porque existe orçamento para isso. Então, isso foi incorporado ao projeto. Nosso mandato foi contemplado com essas duas emendas.
Porém, por que nós estamos votando contra o projeto hoje? Porque várias outras coisas não foram contempladas. Por exemplo, o projeto carece de metas para a população em situação de rua, que só vemos aumentar na cidade de São Paulo. Hoje, existem por volta de 100 mil pessoas em situação de rua, e não vemos uma política pública para que essas pessoas consigam uma porta de saída. Os abrigos não oferecem oportunidades de emprego e oportunidades de qualificação. Não existe uma busca ativa dessas pessoas para conseguirem sua documentação e o CadÚnico. Não tem oportunidades para que elas saiam da rua, por isso só vemos essa população aumentando.
Ao contrário disso, vemos uma desigualdade brutal na cidade de São Paulo, em que a população mais vulnerável é expulsa de suas casas. Muitas vezes não consegue permanecer pagando aluguel, é despejada e vai parar no olho da rua.
A cidade de São Paulo precisa incluir nas suas metas uma decisão de ter política pública e ter orçamento para a área de assistência social. E não é só orçamento, é também política eficiente, política que possa fazer com que a população tenha oportunidade de saída da situação de rua.
Também não há nada sobre a população LGBTQIAPN+ e sobre educação. Em relação à educação, a única meta é a construção de 12 CEUs, mas a educação não se limita só a isso. Temos os CEIs, as EMEIs, as EMEFs e não há nada sobre isso na LDO.
Por conta de tudo isso, por ser um projeto totalmente incompleto e insuficiente, nós, da Bancada do PSOL, iremos votar contra esse projeto da LDO no dia de hoje.
Obrigada, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Silvia da Bancada Feminista.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, pela ordem, a nobre Vereadora Luana Alves. Está no tempo, Vereadora.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Está no tempo? Não acabou o bloco do PSOL?
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Agora, é o bloco do PT. Desculpe-me.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Na verdade, ainda está no meio dos blocos.
Sr. Presidente, requeiro, regimentalmente, verificação de presença.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - É regimental o pedido de V.Exa.
Peço aos Srs. Vereadores que registrem presença.
- Inicia-se a verificação de presença.
- Os Srs. Ricardo Teixeira, Ana Carolina Oliveira, Sidney Cruz, Ely Teruel, Gilberto Nascimento, Amanda Vettorazzo, Rute Costa, Edir Sales, Silvão Leite, Lucas Pavanato, Adrilles Jorge, Danilo do Posto de Saúde, Janaina Paschoal, Kenji Ito, Fabio Riva, Dra. Sandra Tadeu, Silvinho Leite, Sargento Nantes, Sonaira Fernandes, João Jorge, Sandra Santana, Sansão Pereira, Simone Ganem, Marcelo Messias, Rubinho Nunes, Pastora Sandra Alves, Dr. Murillo Lima e Isac Félix registram presença, no microfone.
- Concluída a verificação, sob a presidência do Sr. Ricardo Teixeira, constata-se a presença dos Srs. Adrilles Jorge, Amanda Vettorazzo, Ana Carolina Oliveira, Danilo do Posto de Saúde, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Ely Teruel, Fabio Riva, Gilberto Nascimento, Isac Félix, Janaina Paschoal, João Jorge, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Major Palumbo, Marcelo Messias, Pastora Sandra Alves, Ricardo Teixeira, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sandra Santana, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Sidney Cruz, Silvão Leite, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes e Thammy Miranda.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Há quórum para o prosseguimento dos trabalhos.
Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Alessandro Guedes.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, primeiramente serão os Vereadores João Ananias e Luna Zarattini. Depois, eu farei o encaminhamento.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Perfeitamente. Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador João Ananias.
A SRA. CRIS MONTEIRO (NOVO) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, registre a minha presença, por favor.
O SR. JOÃO ANANIAS (PT) - Obrigado, Presidente. Cumprimento todo o pessoal que nos assessora, a equipe. Cumprimento a nossa Vereadora Sonaira Fernandes, que está vestida com as cores do Brasil. Tenho certeza de que hoje o Brasil vai ganhar por 2X1, Vereadora. Não há problema.
É importante que venhamos falar um pouquinho sobre o orçamento da cidade e a Bancada do PT trabalhou bastante para tentarmos suprimir o remanejamento que ocorre muito neste orçamento. Fizemos várias emendas pensando em dar um melhor atendimento à população, dizendo que fosse aprovada na Câmara Municipal a não ocorrência do remanejamento desses valores, para que seja realmente implantado o que foi discutido aqui.
Neste ano, aumentamos as audiências públicas para a LDO. Dobramos o número de audiências públicas, porque é importante que ouçamos a população, que a população esteja presente e possa ser ouvida. Nós gostaríamos muito que houvesse mais manifestações da população na plateia pedindo a fala, colocando suas opiniões, seus desejos na LDO. Mas, infelizmente, criamos um pouquinho de barreira, tendo em vista que foram feitas várias emendas no sentido da educação, saúde. E vários pedidos foram feitos, por exemplo: a construção de mais UBS; que a Escuta Especializada seja implantada; mais URSI e áreas de lazer na zona Leste; um orçamento maior para a assistência social e para a população idosa, sabemos que a cada dia estamos mais próximos dessa idade.
Infelizmente são muitas as coisas que nós ouvimos nas audiências públicas, que não foram incluídas na LDO. Inclusive, a Relatora, no primeiro momento, tinha retirado de 12% para 9%, e agora voltou para os 12%. Então, parece que nas audiências públicas, a população se manifesta, o munícipe vem e se manifesta, mas não é incluído neste orçamento.
Precisamos colocar essa população mais pobre no orçamento da cidade de São Paulo, considerada a cidade mais rica e mais poderosa da América Latina. Está cada dia mais difícil a população ser incluída neste orçamento. Precisamos, sim, de orçamento. Inclusive, se verificar no orçamento haverá remanejamentos, mas entre as áreas mais importantes, tais como: mobilidade, saúde, educação, mas faltou ouvir a cultura, o lazer, a população das áreas mais periféricas, a habitação social.
A Bancada do PT fez muitas emendas, muitos pedidos. Incluímos várias questões importantes, mas nós temos, por exemplo, um pedido que é a construção da Unidade Básica de Saúde Pedra Branca, do bairro da Pedra Branca, distrito de Itaquera. Pedimos a construção do Hospital Municipal de São Mateus. Pedimos, inclusive, a UBS São Domingos, no Butantã.
Nossa Bancada trabalhou muito e continua trabalhando para que a população da cidade de São Paulo seja realmente incluída na discussão da LDO. Somente assim teremos democracia na cidade, que tem mais de 130 bilhões para investir.
Se não ouvimos a população para incluir suas demandas na LDO, como que essa cidade será democrática e inclusiva? Precisamos incluir. Dessa forma, não tenho dúvida de que a Bancada do PT deva votar contra a LDO, porque não atendeu a demanda da população que mais precisa de política pública, nem a população das bordas da cidade que precisa de mobilidade, lazer, cultura, saúde, assistência social, e atenção aos idosos.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador João Ananias.
Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Luna Zarattini.
A SRA. LUNA ZARATTINI (PT) - Bom dia a todos e todas. Telespectadores da Rede Câmara SP, nobres colegas Vereadores. Hoje estamos falando da LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias, que é fundamental para podermos fazer o debate das políticas públicas da nossa cidade.
Novamente, sem orçamento não há políticas públicas, não há programas sociais, não há como fazermos um debate sincero, sério e compromissado da cidade de São Paulo. Por isso, eu subo à tribuna, com os companheiros do Partido dos Trabalhadores e da Oposição, para falar o que é essa peça orçamentária que estamos votando.
Já sabemos que a receita é subestimada. Isso é uma prática que acontece ano a ano na Prefeitura do Sr. Ricardo Nunes. E quando você subestima a receita, você cria uma receita que não tem nenhum controle. Não passa por audiência, não passa pela Câmara, não passa pelo crivo dos Srs. Vereadores e pode ser feita de qualquer forma pelo Sr. Prefeito.
O que vemos é um aumento do remanejamento. Isso é uma novidade. Aumentamos o remanejamento do orçamento de 9% para 12%. Além disso, há remanejamento nas áreas da educação, saúde, urbanismo, transporte, habitação, assistência social e segurança pública, totalizando 69%. Tudo isso pode ser remanejado.
Então, já que estamos em dia de Copa do Mundo e no dia do jogo do Brasil, é como se fosse o seguinte: o juiz apita para começar o jogo, mas as regras do jogo vão mudando. No primeiro tempo é uma regra; no segundo tempo é outra. É isso que estamos aprovando hoje. Estamos aprovando um orçamento que pode ser remanejado em mais de 70%. Isso significa que esta peça é fictícia e de mau gosto ainda, porque estamos falando da cidade de São Paulo e da população da nossa cidade.
Se não bastasse isso, abrimos mão de 44 bilhões de reais através de renúncias fiscais. Para que foi destinado isso? Qual é o benefício da cidade? Isso significa 1/3 do orçamento. Por isso, não podemos nos comprometer com algo que não podemos garantir. Esta peça orçamentária não garante que combateremos os grandes problemas de desigualdade social na nossa cidade - a cidade mais rica, com 137 bilhões de reais, entretanto, uma das cidades mais desiguais do Brasil e da América Latina.
Apesar disso, queria agradecer à nobre Relatora por ter incluído no Relatório Final algumas emendas do Partido dos Trabalhadores e também de minha autoria. Uma das emendas acolhidas foi a garantia de aumento de recursos para a expansão e adequação dos CRAS e dos CREAS. Isso é fundamental para a assistência social. Queremos ir além: queremos um CRAS por distrito, porque sabemos que a população vai ser bem assistida.
Sabemos o problema da assistência social na cidade de São Paulo. Eu sou Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania e temos um trabalho junto à população em situação de rua. Sem assistência social, não vamos encarar essa questão política da nossa cidade.
Outra emenda acolhida, feita pela Liderança do PT, é para que esses recursos da assistência social não sejam objeto de corte nem remanejamento. A assistência social tem que estar em primeiro lugar.
A segunda emenda, que já foi acolhida mais de uma vez por esta Casa e aprovada pelos Vereadores, é o reajuste do auxílio-aluguel, porque 400 reais não dão para nada na cidade de São Paulo, não dá para alugar nada na nossa cidade. É uma vergonha que o auxílio-aluguel esteja congelado por tanto tempo.
Por isso, queremos dizer, mais uma vez: a luta pelo reajuste do auxílio-aluguel é fundamental para diminuirmos a fila, inclusive pelo reajuste através do índice IGP-M, que é algo que propomos desde o início do nosso mandato.
O nosso mandato se compromete muito com a luta por moradia para que não haja mais ninguém precisando de auxílio-aluguel, sendo removido ou sendo objeto de despejo, como acontece na nossa cidade.
Portanto, nós, do Partido dos Trabalhadores, não nos comprometemos com esta peça, porque queremos um orçamento justo para a nossa cidade e que esteja à altura dos desafios da cidade de São Paulo.
Por isso, meu voto será “não” em relação a esta peça orçamentária, mesmo que tenha havido avanços - como foi lido, avanços pelas emendas aprovadas pela nobre Relatora.
Queria agradecer ao Sr. Presidente e aos demais Vereadores.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Luna Zarattini.
Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira.
- Manifestação fora do microfone.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - O nobre Vereador Alessandro Guedes vai fazer encaminhamento.
A SRA. ELY TERUEL (MDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, pela ordem.
Eu já havia pedido pela ordem e gostaria de desconvocar a Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher de hoje. Haveria reunião às 14h. Então, está desconvocada a Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher.
Muito obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, para discutir, o nobre Vereador Sidney Cruz.
O SR. SIDNEY CRUZ (MDB) - Bom dia ao Sr. Presidente e a todos.
Primeiramente, cumprimento V. Exa., estendo os cumprimentos a todos os Pares presentes e àqueles que nos acompanham virtualmente.
Senhoras e senhores, rapidamente, faço algumas considerações em relação à LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias e começo parabenizando a Relatora, nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira, que fez um trabalho irreparável. S.Exa., Vereadora de primeiro mandato, teve uma experiência muito importante. Eu sei, porque também tive a oportunidade no meu primeiro mandato de ser Relator da PLOA por três anos consecutivos. Sei da importância deste projeto, que é o alicerce para a LDO.
Ouvindo atentamente as manifestações feitas na tribuna, quero responder a algumas coisas. Por exemplo: “Quem serão os beneficiários com a LDO?”, ouvi que o Sr. Prefeito Ricardo Nunes perdeu o controle das finanças da cidade de São Paulo. Uma coisa é certa, desafio qualquer um desta Casa a ter mais conhecimento, mais controle das finanças do município do que o Sr. Prefeito Ricardo Nunes.
Com relação a quem foram, ou quem serão os beneficiários, eu gostaria de citar, por exemplo, o que vem acontecendo na habitação, pois esta gestão já entregou, de 2021 até hoje, mais de 20 mil unidades habitacionais. Neste momento, a Secretaria Municipal de Habitação constrói mais de 40 mil unidades habitacionais. A Gestão acabou de ser reconhecida pelo Guinness Book com o maior programa de combate à insegurança alimentar do mundo. Do mundo!
Temos, hoje, uma política que é chamada Armazém Solidário, que os nobres Vereadores Silvinho Leite e Silvão Leite, e muitos outros aqui conhecem muito bem, que tem atendido às famílias mais carentes da cidade de São Paulo, são as famílias cadastradas do CadÚnico.
Temos, de 2016 até hoje, quantas entregas de equipamento na área da saúde: UPAs, UBS, hospitais? Temos a Vila Reencontro, uma quantidade de unidade entregues na cidade de São Paulo. Só com relação ao Bom Prato Paulistano, entregamos 4 milhões de refeições, cinco unidades fixas e três unidades móveis em operação na cidade.
Na Cidade Solidária são 12,3 milhões de cestas básicas distribuídas. Média de 5,5 mil de cestas básicas por dia. Cada cesta contém 13 itens nutricionais, suficiente para cerca de 15 dias para uma família de quatro pessoas.
Enfim, são tantas políticas públicas, são tantos programas que respondo que os beneficiários - as pessoas que serão beneficiadas - são aqueles que moram numa cidade-país, com 12 milhões de habitantes. Uma cidade que vem crescendo a cada dia, que vem recebendo empresas de outros municípios e aumentando o número e a arrecadação a cada dia.
Então, parabenizo novamente a Relatora pelo brilhante trabalho que V.Exa. desenvolveu, e o Sr. Prefeito Ricardo Nunes que, com muita responsabilidade e competência, vem conduzindo as políticas da cidade de São Paulo ao lado do Sr. Governador Tarcísio de Freitas.
Muito obrigado, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Sidney Cruz.
Tem a palavra, para discutir, a nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira,
A SRA. ANA CAROLINA OLIVEIRA (PODE) - Obrigada, Sr. Presidente. Bom dia a todos. Gostaria de iniciar reiterando meus agradecimentos ao Presidente desta Casa e aos Parlamentares que contribuíram para a construção desse trabalho, especialmente aos meus Pares da Comissão de Finanças e Orçamento, bem como ao meu Presidente dessa mesma Comissão, pela confiança depositada em mim para ser Relatora da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2027.
Ao longo desse processo, recebi, no meu gabinete, contribuições e sugestões de emendas apresentadas pelos Vereadores desta Casa, às quais procurei atender, com muito equilíbrio, para que isso fosse feito da melhor forma possível. Todas, cada uma delas, foi analisada com muita atenção, respeito e, principalmente, responsabilidade sobre como o objetivo de atender às necessidades da população paulistana pudesse contribuir para uma cidade mais justa e mais eficiente.
Como Relatora, tive a oportunidade de ouvir, dialogar e de construir muitas pontes, buscando conciliar diferentes contribuições em um texto que refletisse as necessidades da cidade e o compromisso com uma gestão extremamente responsável.
O resultado desse trabalho é um substitutivo que busca conciliar o planejamento, cuidado e, principalmente, compromisso com pessoas e com vidas que precisam.
Tenho orgulho de destacar que conseguimos fortalecer muitas políticas voltadas às pessoas idosas, aliás, um público que permaneceu muito presente nas nossas audiências públicas, conforme já falado; também pudemos ampliar a proteção social e valorizar os servidores públicos, bem como reforçar a segurança da população e destinar, principalmente, recursos para ações que fazem diferença concreta na vida de muitas pessoas.
Então, priorizamos a ampliação do Programa Reencontro; a criação e a adequação de espaços para atendimento multidisciplinares a proteção das crianças, adolescentes; e tantas mulheres hoje vítimas de violência na nossa cidade; além de medidas que fortalecem a transparência na gestão dos contratos e dos recursos públicos.
São iniciativas que refletem muito naquilo que acredito ser o papel desta Casa: planejar o futuro sem perder de vista a necessidade do presente.
Quero encerrar esse momento com a convicção de que avançamos na construção de uma cidade mais humana, responsável e participativa; uma cidade que reconhece o valor dos seus idosos, protege as suas crianças, acolhe suas famílias e utiliza esses recursos públicos com responsabilidade e transparência.
Tenho orgulho do trabalho realizado, da oportunidade de poder contribuir como a primeira mulher Relatora da LDO e, por meio dessa relatoria fazer políticas públicas que impactassem diretamente a vida dos paulistanos, que foram quem nos elegeram.
Obrigada. Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Ana Carolina Oliveira.
Tem a palavra, para discutir, o último Vereador inscrito, o Líder do Governo Fabio Riva.
- Manifestação fora do microfone.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - A nobre Vereadora Ely Teruel queria falar só sobre a Comissão de Saúde, ela já se pronunciou.
Tem V.Exa. a palavra, nobre Vereador Fabio Riva.
O SR. FABIO RIVA (MDB) - Sr. Presidente, Sras. Vereadoras e Srs. Vereadores, público que nos assiste pela galeria, pela Rede Câmara SP, quero fazer um breve comentário sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Em primeiro lugar, quero cumprimentar a nossa Relatora Vereadora Ana Carolina Oliveira, parabéns pelo seu trabalho. Sei que não é uma tarefa fácil. Além daquilo que vem do Executivo na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ainda temos as emendas dos Parlamentares.
Então, tenho certeza de que o gabinete de V.Exa. foi bastante procurado por diversos Vereadores, Vereadoras, assessores, porque quando se fala de uma receita de 138,5 bilhões de reais, considerando um cenário de crescimento do PIB de 1,82% e a inflação do IPCA em 3,79%, com certeza é uma diretriz importante e uma quantia muito grande de valores. E tenho certeza de que, conforme nosso querido Vereador Sidney Cruz afirmou, o Prefeito Ricardo Nunes é um craque na matéria de finanças e tem utilizado de maneira correta os recursos públicos, principalmente nas áreas prioritárias, Vereadora Sonaira Fernandes.
Essa aplicação das políticas sociais tem uma redução, principalmente das desigualdades territoriais e ao mesmo tempo garante esse equilíbrio fiscal, conforme o que há na periferia, em que se precisa investir e, efetivamente, essa questão da justiça social, não deixando também os outros eixos da cidade sem essa atenção.
Também é importante destacar que essa proposta está alinhada com o Programa de Metas de 2025/2028 e com o PPA de 2026 a 2029. Esse alinhamento com certeza facilita o acompanhamento da execução e a fiscalização de todo esse processo. Tirando os gastos correntes, teremos um investimento de quase 13 bilhões de reais. Destes, aproximadamente 10,2 bilhões de reais estão concentrados em 14 programas do PPA, que agregam 76 metas do plano de metas 2025/2028.
Quero fazer uma menção e um destaque para áreas, em especial para a habitação. Primeiro, a continuação do programa habitacional, com novas unidades habitacionais, urbanização de áreas e regularização fundiária, esse é o tema de suma importância, quando se fala de habitação, que não é só produzir novas unidades, mas é uma prioridade também do Prefeito Ricardo Nunes.
A regularização fundiária foi uma lei que nasceu na Câmara Municipal de São Paulo, onde tive a felicidade de apresentar, graças a um trabalho que desenvolvo há mais de 28 anos com uma associação de luta por moradia, que efetivamente nos deu a base e a sustentabilidade daquilo que poderíamos compreender como sendo a realidade das pessoas, principalmente da periferia da cidade, que, com o suor do seu trabalho, compraram seus terrenos, construíram suas casas, mas precisavam ter o documento. E inovamos, com base numa lei federal de 2017, a nossa lei aprovada de forma unânime na Câmara, a Lei nº 17.734/2022, que está propiciando o investimento de quase 800 milhões de reais para regularização fundiária. Então, vamos ter mais de 300 mil títulos, ou seja, escrituras individuais, escritura na mão das pessoas que mais precisam.
É um destaque importantíssimo quando se fala de habitação, pois, sem dúvida nenhuma, construir as unidades é muito importante, mas também regularizar os loteamentos irregulares da cidade de São Paulo. Por estarem na franja da cidade, é algo que traz mais dignidade, pertencimento e segurança jurídica. Também quero destacar, principalmente, a mobilidade urbana. Temos os BRTs, as ciclovias, os ônibus elétricos e a maior frota de ônibus elétricos do país em São Paulo. O Prefeito Ricardo Nunes anunciou recentemente, em uma via da Marginal, a entrega de mais 500 novos ônibus elétricos na cidade de São Paulo, mostrando todo o seu comprometimento com o meio ambiente.
Então, é um trabalho contínuo, quando se fala, principalmente, dos bosques urbanos, da maior extensão de área verde na cidade, ampliando para 53% de cobertura verde na cidade de São Paulo. São importantes diretrizes dessa peça orçamentária também. E, lógico, sem dúvida nenhuma, há a resiliência climática. Vivemos momentos de mudanças climáticas drásticas, não apenas na cidade de São Paulo, mas também no país e no mundo. Então, são investimento em novos piscinões, novas áreas verdes e convivência e preservação ambiental, os corredores ecológicos. E é urgente preparar a cidade para eventos climáticos extremos.
O Sr. Prefeito Ricardo Nunes tem tido uma atenção muito grande com a Secretaria de Infraestrutura Urbana e com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente. Já na área da saúde, também há um destaque muito especial. Quero parabenizar o nosso Secretário e servidor de carreira, Dr. Zamarco, que também faz um trabalho brilhante, bem como toda a equipe da Secretaria da Saúde, com os novos equipamentos, reformas das UPAs, UBS, Centros TEA.
Destaco também a tão sonhada retomada do Hospital Sorocabana. As obras estão a todo vapor, porque o hospital vai atender toda aquela região noroeste da cidade de São Paulo. A comunidade lapiana esperava por isso há muito tempo por isto: um hospital referência.
Quero destacar também a construção da UBS no Morro Doce, do distrito Anhanguera, bem como a UPA Anhanguera, que vai atender principalmente aquele lado de Perus, que fica segregado entre a rodovia Anhanguera e o Rodoanel. há algumas barreiras, pelo fato de haver duas rodovias, uma ferrovia e um rodoanel. Ainda vamos ter o Ferroanel e o Trem Intercidades. São destaques importantes.
Também quero destacar a questão da educação, a construção de novos CEUs. Em Perus, não vai ser diferente. Temos anunciado o CEU Tarcon: um investimento de quase de 200 milhões de reais, que também vai atender a população daquela região.
Então, Sr. Presidente, são diversos destaques. Quero deixar também registrado que, pelo quinto ano consecutivo na cidade de São Paulo, a fila de creche é zerada. Vereador Senival Moura, o senhor que está há muito tempo nesta Casa, sei que outras gestões fizeram esforço para poder atender às nossas crianças, mas na gestão do Sr. Bruno Covas, em que tivemos o Sr. Ricardo Nunes no primeiro mandato - infelizmente, depois o Sr. Bruno veio a falecer -, tivemos as vagas de creches zeradas na cidade de São Paulo. E continua o Sr. Prefeito Ricardo Nunes também com essa atenção.
E quero falar um pouco sobre o Smart Sampa, que também é um case de sucesso na cidade, usando a tecnologia, Vereadora Edir Sales, aliada aos nossos guerreiros e guerreiras da nossa Guarda Civil Metropolitana. A GCM está recebendo um olhar muito atento do Sr. Prefeito, para valorização da carreira, com investimentos em armamento e infraestrutura. Temos várias ações com a Guarda Civil Metropolitana.
Então, o Smart Sampa hoje tem feito um trabalho importantíssimo na captura de pessoas foragidas na cidade. E ontem - não poderia deixar de destacar - houve o lançamento do Smart Sampa Cidadão, em que o cidadão da cidade de São Paulo vai poder baixar o aplicativo no seu aparelho.
Esse Smart Sampa vai poder auxiliar na leitura de placas, objeto de furtos, roubos ou com algum tipo de restrição ou adulteração. O cidadão vai poder, da palma da sua mão, através do seu celular, fazer a leitura e, se houver alguma sinalização de uma placa furtada ou roubada de um veículo, esse sinal vai direto para uma central e as forças de segurança são acionadas. Mais do que isso, o helicóptero, o SmartCop, com certeza, vai fazer um trabalho importantíssimo também auxiliando a questão da segurança. Segurança pública na cidade de São Paulo é um investimento também prioritário, bandido não vai ter vez na nossa cidade.
E, para finalizar, Sr. Presidente, quero agradecer V.Exa. pelo semestre, pelo trabalho, pela condução dos trabalhos. V.Exa. é muito centrado, de bom diálogo, calmo. Isso também traz tranquilidade aos 55 Vereadores, nos quais me incluo, bem como V.Exa., para que tenhamos uma finalização de semestre com diversos projetos aprovados dos Srs. Vereadores e Sras. Vereadoras. Projetos que se tornaram leis, projetos do Executivo de grande envergadura.
E tenho certeza de que o segundo semestre terá essa mesma condução e o respeito de todos os Vereadores e Vereadoras desta Casa.
Aproveitando esse tempo final, agradeço também a todos os servidores desta Câmara Municipal, em especial à assessoria técnica da Mesa, por toda a paciência, a correria; e a todas as Comissões. Quando falamos em encerramento de semestre, falamos de cuidar da cidade, de votar projetos importantes.
Quero parabenizar também o Presidente Alessandro Guedes, que presidiu a CPI do Pantanal - trabalho propositivo e importante. As outras CPIs que tivemos também, do Etanol, e agora a do Jockey, que está em andamento. É com esse trabalho que a Câmara vai responder à sociedade, com harmonia, com respeito, respeitando as diferenças e sempre dialogando, que é a maior ferramenta de um Parlamentar.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Fabio Riva. Não há mais oradores inscritos. Encerrada a discussão.
O SR. SENIVAL MOURA (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, eu havia solicitado a V.Exa. para usar a tribuna e fazer um comunicado antes de encerrar os trabalhos. Eu sei que irá chamar a Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa, mas antes, seria possível me manifestar?
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Encerrada a discussão, adio de ofício o item 6, PL 299/2026.
Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Senival Moura.
O SR. SENIVAL MOURA (PT) - (Pela ordem) - Muito obrigado, Presidente, Vereador Ricardo Teixeira. Saúdo as Sras. Vereadoras, os Srs. Vereadores e aqueles que se encontram na galeria.
Quero usar esse espaço, Presidente, para trazer uma informação que prejudica muito os operadores de plataformas e aplicativos, especialmente a Uber, que nunca foi bem-vista nesta cidade. Tenho que deixar isso registrado. Nunca subi aqui para defender essa plataforma. E estou subindo novamente não para defender, para atacar, mas para defender aquilo que é direito da comunidade trabalhadora.
Pois bem, de forma sumária, esse aplicativo e outros, do dia para a noite, sem qualquer comunicação prévia, na cidade de São Paulo, de forma unilateral, simplesmente suspenderam cerca de 540 operadores do sistema - pessoas que já trabalhavam há dois, três, quatro, cinco ou dez anos -, dispensadas de uma hora para outra, sem sequer pagar os vencimentos referentes ao serviço já executado. Trabalharam, gastaram recursos, tiveram depreciação de veículo e mão de obra, Líder de Governo.
E, simplesmente, a Uber descredenciou todos, deixou mais de 540 senhoras e senhores parados, sem trabalhar, Vereadora Dra. Sandra Tadeu. Isso é lamentável. Onde está o direito do trabalhador? Precisamos deixar claro: a Câmara Municipal também existe para defender o direito da comunidade trabalhadora.
Com base nisso, quero destacar que está havendo uma discussão em Brasília, no Governo Federal, com diversos Parlamentares, justamente para tratar da legitimidade dos direitos dos trabalhadores que prestam serviço para a cidade de São Paulo e para o Brasil. Isso precisa ser tratado de forma adequada. Diante dessas informações, percebe-se que a situação é muito preocupante e cabem diversos questionamentos a essa empresa Uber, pois esses trabalhadores estão sendo tratados de forma completamente desrespeitosa.
O cancelamento de forma abrupta desses trabalhadores, como já disse, trouxe grande insegurança para esses motoristas, que prestaram serviço durante anos para a empresa, e seus familiares. Prestaram serviços durante anos e, agora, foram dispensados sem ter a quem recorrer, pois sequer lhes é assegurado o direito à ampla defesa.
Sei que a empresa Uber possui suas regras e seu código de conduta. Contudo, bloquear trabalhadores de forma unilateral é uma medida preocupante, ainda que existam recursos administrativos. Segundo informações recebidas, a análise desses recursos demora excessivamente. O trabalhador apresenta o recurso e aguarda longo período até a decisão final. Nesse intervalo, permanece sem trabalhar, desempregado e sem qualquer remuneração. Isso é inaceitável. A cidade de São Paulo não pode continuar convivendo com essa situação, tampouco o Brasil.
Nesse sentido, o Governo Federal apresentou o Projeto de Lei nº 12/2024, atualmente em debate no Congresso Nacional. A proposta vem recebendo substitutivos e aperfeiçoamentos, enquanto o Governo segue dialogando com as plataformas digitais e com representantes dos trabalhadores, buscando melhores condições para a categoria, inclusive no que se refere às contribuições previdenciárias.
Dessa forma, deixo aqui meu protesto em relação à metodologia de bloqueio adotada pela Uber, que, ao que tudo indica, ocorre sem aviso prévio e sem a necessária celeridade na análise dos recursos apresentados pelos trabalhadores.
Faço ainda um apelo para que os motoristas prejudicados registrem boletim de ocorrência, pois a situação é inadmissível. Quem trabalha 12, 15 ou até 16 horas por dia não merece ser tratado dessa maneira.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Senival Moura.
Informo aos Srs. Vereadores que será realizada a chamada para a segunda sessão extraordinária convocada para hoje, logo após a reunião extraordinária da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa.
A sessão extraordinária será destinada à apreciação do remanescente desta primeira sessão, como a votação da redação final do Projeto de Lei 495/2026, e da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Não havendo mais nada a ser tratado, irei encerrar a presente sessão.
Estão encerrados os nossos trabalhos.
88ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
24/06/2026
- Presidência dos Srs. Ricardo Teixeira e João Jorge.
- Secretaria do Sr. Senival Moura.
- Às 12h23, com o Sr. Ricardo Teixeira na presidência, feita a chamada, verifica-se haver número legal. Estiveram presentes durante a sessão os Srs. Adrilles Jorge, Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Amanda Vettorazzo, Ana Carolina Oliveira, André Santos, Celso Giannazi, Cris Monteiro, Danilo do Posto de Saúde, Dheison Silva, Dr. Milton Ferreira, Dr. Murillo Lima, Dra. Sandra Tadeu, Edir Sales, Ely Teruel, Fabio Riva, George Hato, Gilberto Nascimento, Hélio Rodrigues, Isac Félix, Jair Tatto, Janaina Paschoal, João Ananias, João Jorge, Keit Lima, Kenji Ito, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zarattini, Major Palumbo, Marcelo Messias, Marina Bragante, Nabil Bonduki, Pastora Sandra Alves, Professor Toninho Vespoli, Renata Falzoni, Roberto Tripoli, Rubinho Nunes, Rute Costa, Sandra Santana, Sansão Pereira, Sargento Nantes, Senival Moura, Sidney Cruz, Silvão Leite, Silvia da Bancada Feminista, Silvinho Leite, Simone Ganem, Sonaira Fernandes, Thammy Miranda e Zoe Martínez; O Sr. Gabriel Abreu encontra-se em licença.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Há número legal. Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
Esta é a 88ª Sessão Extraordinária, da 19ª Legislatura, convocada para hoje, dia 24 de junho de 2026.
Passemos à Ordem do Dia.
ORDEM DO DIA
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Passemos à leitura do primeiro item da pauta.
- “PL 495/2026, DO TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Dispõe sobre a descrição de atribuições de cargos do Quadro da Secretaria do Tribunal de Contas do Município de São Paulo e sobre mandato dos cargos de direção do Tribunal. FASE DA DISCUSSÃO: REDAÇÃO FINAL.”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Há sobre a mesa parecer, que será lido.
- É lido o seguinte:
“PARECER DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA PROPONDO A REDAÇÃO FINAL AO PROJETO DE LEI Nº 0495/2026
Trata-se de projeto de lei, de iniciativa do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM), que dispõe sobre a descrição de atribuições de cargos do Quadro da Secretaria do Tribunal de Contas do Município de São Paulo e sobre o mandato dos cargos de direção do Tribunal.
O projeto foi aprovado em 2ª votação, em 24 de junho de 2026, durante a 87ª Sessão Extraordinária da 19ª Legislatura, na forma do Texto Original com Emenda de autoria da Liderança de Governo aprovada em Plenário.
Tendo em vista a aprovação de emenda em 2ª votação, o projeto foi encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa para a elaboração do parecer propondo a redação final.
Feitas as modificações necessárias à incorporação das alterações aprovadas, segue abaixo o texto com a redação final:
PROJETO DE LEI Nº 0495/2026
Dispõe sobre a descrição de atribuições de cargos do Quadro da Secretaria do Tribunal de Contas do Município de São Paulo e sobre mandato dos cargos de direção do Tribunal.
A Câmara Municipal de São Paulo DECRETA:
Art. 1º As atribuições de cargos públicos de provimento em comissão do Quadro Geral de Pessoal do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, previstas no Anexo VIII da Lei n. 13.877, de 2004, com alterações posteriores, passam a ser as constantes do Anexo I desta lei, para os cargos referidos no anexo.
Art. 2º O caput do art. 13 da Lei n. 9.167, de 03 de dezembro de 1980, e o seu § 2º passam a vigorar com a seguinte redação, acrescentando-se ao artigo o § 9º:
“Art. 13. O Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor do Tribunal serão eleitos por seus pares para mandato de 2 (dois) anos, permitida recondução para igual período.
(...)
§ 2º A eleição far-se-á por escrutínio secreto, na primeira quinzena de dezembro, preferencialmente no dia 15, ou, em se tratando de vaga eventual, até 5 (cinco) dias após a ocorrência.
(...)
§ 9º Após a recondução de que trata o caput, admitir-se-á uma nova, exclusivamente na hipótese de inexistência de outros candidatos aos referidos cargos.” (NR)
Art. 3º A nova disciplina prevista no art. 2º desta lei será aplicada a partir do biênio 2027/2028.
Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.



Kenji Ito (PODE)
Janaina Paschoal (PP) - contrário
Lucas Pavanato (PL)
Luna Zarattini (PT)
Sandra Santana (MDB)
Sansão Pereira (REPUBLICANOS)
Thammy Miranda (PSD)”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Em discussão. Não há oradores inscritos; está encerrada a discussão. A votos a redação final do PL 495/26. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora.
- Registro, por microfone, do voto contrário das Sras. Cris Monteiro e Janaina Paschoal.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Registrem-se os votos contrários das nobres Vereadoras Cris Monteiro e Janaina Paschoal. Aprovada. Vai à sanção.
Passemos ao item seguinte.
- “PL 299/2026, DO EXECUTIVO. Dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício de 2027. FASE: 2ª DO SUBSTITUTIVO Nº 1 DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO (ENCERRADA A DISCUSSÃO). Aprovação mediante voto favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara. HÁ SUBSTITUTIVO Nº 02 DA COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO.”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Encerrada a discussão.
Tem a palavra, para encaminhar a votação, o nobre Vereador Alessandro Guedes.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - Obrigado, Sr. Presidente Ricardo Teixeira, nobres Colegas, público que nos acompanha através dos portais da Câmara Municipal de São Paulo - Rede Câmara SP, redes sociais, YouTube, enfim, diversos canais de comunicação.
Sr. Presidente, venho a esta tribuna para encaminhar voto contrário da Bancada do PT à LDO, por entender que o texto não contempla a necessidade da nossa cidade.
A nossa Bancada fez um esforço tremendo, dialogando e apresentando emendas ao projeto, que foi votado em primeira, com o objetivo, justamente, de melhorar o texto e deixá-lo menos danoso para a nossa cidade.
Mas, no nosso entendimento, ele não melhorou. Em alguns aspectos até ficou pior, Sr. Presidente. Um deles trata da alta margem de remanejamento do orçamento público. Nós estamos dando uma condição de remanejamento para o Executivo de quase a totalidade do orçamento da cidade. Isso é um absurdo!
A discussão que foi votada em primeira reduzia. O Executivo já tinha mais de 70% de condição de fazer o remanejamento no orçamento da cidade. Dos 30% restantes, S.Exa. ainda queria aprovar 12%, que foi mandado na LDO. O relatório apresentado e votado de primeira reduzia essa taxa de remanejamento para 8%. Hoje é de 9%, S.Exa. queria 12%; em primeira, foi votado com 8% e, agora, voltou para 12%, sem segunda. Então, piorou. Quase a totalidade do orçamento está ficando em condições de ser remanejado. Isso é ruim.
Outro problema, Sr. Presidente - nesses cinco minutos eu não conseguirei apontar todos que estão inseridos no projeto, mas eu me concentro em relação à renúncia fiscal, que o município está promovendo com esse projeto. Está abrindo mão de receita, de pagamento de impostos.
Mas não é para você, cidadão que paga o seu IPTU. Muitas vezes, você, cidadão que não pagava IPTU, começou a pagar; você, cidadão que pagava o IPTU reduzido, agora, o seu IPTU está mais alto. Não é para você que S.Exa. está abrindo mão de receita, é para o setor financeiro: bancos e o sistema financeiro que estão sendo beneficiados com a abertura de mão de receita do município, que vai chegar à ordem de 44 bilhões de reais na cidade - uma diferença em relação a este ano de 28 bilhões de reais.
Então, para citar esses dois exemplos, Sr. Presidente, nós já temos motivos bem claros para votarmos “não”.
Eu queria dialogar também sobre as emendas que o Partido dos Trabalhadores enviou, dezenas delas. Só este Vereador enviou mais de 50 emendas.
Dentre as emendas também enviamos, por meio da CPI do Jardim Pantanal, quatro emendas de todos os Vereadores para destinação de recurso orçamentário para a construção de piscinões naturais no combate às enchentes; para desassoreamento nos córregos Três Pontes, Tijuco Preto, Itaim, Ribeirão, Lajeado, São Martinho, Água Vermelha, Ribeirão, Itaquera, Jacu, Mongaguá, Dois Irmãos; 50 milhões de reais no orçamento para obras de micro e macro drenagem na região do Jardim Pantanal; investimento em habitação para recepcionar as famílias que, eventualmente, tenham que ser removidas daquela região, e não simplesmente remover as famílias e deixá-las a bel-prazer com indenizações injustas.
Dadas as emendas que foram apresentadas pela Bancada do PT, mais de uma centena, das quais poucas foram acatadas, e também pelos motivos expostos, Sr. Presidente, eu encaminho voto “não” da nossa Bancada.
Eu cumprimento o esforço da nossa querida Relatora. Sabemos que é um trabalho árduo de se fazer, ser Relator da LDO, da LOA, com as audiências públicas, com os anseios da população que nos apresentaram demandas.
São 55 Vereadores, 55 mandatos. Se eu enviei 50 emendas, imaginem os demais quanto enviaram? Então, é um trabalho duro. Sabemos que, muitas vezes, fica engessado em relação ao Executivo, que tem a força de determinar qual caminho tem que ser apresentado no relatório.
E, mesmo diante disso, Sr. Presidente, cumprimentamos o esforço da Relatora pelo trabalho que conduziu, entretanto, não foi suficiente para convencer a nossa Bancada para que pudesse votar “sim”. Por isso, votaremos “não”.
E para encerrar, Sr. Presidente, quero dizer que tivemos oito emendas acatadas, que foram apresentadas pela nossa Bancada, e agora esperamos que o Executivo, pelo menos, as sancione, porque são emendas importantes para a cidade.
Obrigado, Sr. Presidente.
- Assume a presidência o Sr. João Jorge.
O SR. PRESIDENTE (João Jorge - MDB) - Obrigado, nobre Vereador Alessandro Guedes.
Tem a palavra, para encaminhar a votação, a nobre Vereadora Luana Alves, por cinco minutos.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - Bom dia, Presidente e Colegas. Vou fazer muito rapidamente o encaminhamento, pois grande parte da nossa posição, do nosso diagnóstico, sobre essa peça LDO já foi feita na discussão. Como foi dito, é uma peça que ainda está muito perto de uma ficção.
O Sr. Prefeito, na prática, faz o que quer com orçamento. A Câmara está cada vez menos protagonista no debate do orçamento da cidade. Não conseguimos nem a garantia de que o que foi incorporado, de fato, vai se efetivar, vai se tornar realidade; ou se vai chegar lá e ser vetado. Cada vez mais, o Sr. Prefeito está sozinho no orçamento, como se não tivesse população, sociedade civil, Câmara Municipal, que é eleita e deveria ter muito mais força perante o Executivo.
Como eu disse aqui, gente, grande parte do orçamento vai ser modificado. Tem uma parte, uma fatia grande da despesa, Presidente João Jorge, que o Sr. Prefeito faz conforme quer. Eu acho que isso é uma diminuição do papel da Casa, é muito ruim; de forma geral, é muito ruim não só para a Oposição, mas para a Câmara Municipal de São Paulo como um todo. Sigo alertando os Colegas aqui disso.
Tivemos acolhidas algumas emendas do PSOL, agradecemos à Relatora, emendas que dizem respeito às políticas de combate à violência contra a mulher, de garantia de moradia, de assistência a mulheres vítimas de violência. Conseguimos também com que fosse incorporada reserva de orçamento para alguns equipamentos de saúde. Isso foi muito importante, mas muita coisa ficou de fora.
E eu fico pensando a razão de ter ficado de fora: foi considerado polêmico? Foi considerado delicado ideologicamente? Por exemplo, escola sem racismo. Fico me perguntando quem que vetou, quem achou que era pesado, quem achou que não seria prudente, que daria problema colocar parte do orçamento para garantir uma lei que coloca uma formação antirracista para professoras e professores. Para mim, isso não é polêmico, é uma coisa natural. E acho lamentável que não tenha entrado.
Também quero dizer que vamos votar contrários, mas a Bancada do PSOL iria obstruir, tanto que pedi verificação de presença. Não vamos obstruir, vamos votar contrário, com base no compromisso de que parte do que reivindicamos para o orçamento da cidade, do que entendemos que é fundamental para garantir direitos nas periferias para populações vulnerabilizadas, vai ser acolhido - não 100%, Vereadores Gilberto Nascimento e Fabio Riva, do que nós queremos indicar para o orçamento da cidade, do que nós entendemos que é prioridade, mas não vai ser zero. Esse compromisso foi feito com a nossa Bancada.
E eu queria dizer isso aqui no púlpito. Com base nisso, nós não vamos obstruir. Entendemos que o Sr. Prefeito foi eleito e tem as suas prioridades, mas nós também fomos, enquanto parlamentares, e achamos importante que sejamos minimamente respeitados no que apontamos no orçamento municipal em relação à garantia de direitos, em especial, nas periferias, nas pautas consideradas polêmicas, mas que para nós não são: população LGBT, mulheres, negros e negras, pessoas da periferia que não são tão contempladas quanto deveriam ser.
Com base nisso, de que não será 100% do que pedimos, mas que não será zero, como foi no ano passado, nós suspendemos a obstrução.
Obrigada, e que partamos agora para o voto.
- Assume a presidência o Sr. Ricardo Teixeira.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora. Não há mais oradores inscritos para encaminhar a votação.
A votos o substitutivo nº 2, da Comissão Finanças e Orçamento, ao PL 299/2026. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora.
- Registro, por microfone, do voto contrário da Bancada PT presente e da Bancada do PSOL presente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Registrem-se os votos contrários da Bancada do PT presente e da Bancada do PSOL presente. Aprovado.
A SRA. RUTE COSTA (PL) - (Pela ordem) - Pela ordem, Sr. Presidente. Gostaria de fazer um apelo ao Sr. Prefeito. Já que a Bancada do PT e do PSOL votaram contra...
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Estamos em processo de votação, só um minuto. Vou fazer a última leitura. Um momento.
A votos a rejeição das emendas remanescentes, conforme o disposto no parecer da Comissão de Finanças e Orçamento. Os Srs. Vereadores favoráveis permaneçam como estão; os contrários, ou aqueles que desejarem verificação nominal de votação, manifestem-se agora.
- Registro, por microfone, do voto contrário da Bancada do PT presente e da Bancada do PSOL presente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Registrem-se os votos contrários da Bancada do PT presente e da Bancada do PSOL presente. Aprovada a rejeição. O PL 299/26, vai à sanção.
Tem a palavra, pela ordem, a nobre Vereadora Rute Costa.
A SRA. RUTE COSTA (PL) - (Pela ordem) - Obrigada. Gostaria de fazer um apelo aqui a V.Exa., Presidente desta Casa e também ao Sr. Prefeito: já que o PT e o PSOL, as duas Bancadas, votaram contra, que nada do que imputaram à LDO seja acatado. Já que não votam conosco, acho que é o certo.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Vereadora, mesmo que seja bom para a cidade, para as pessoas, mesmo que seja bom?
A SRA. RUTE COSTA (PL) - (Pela ordem) - Se é bom, por que V.Exa. não vota a favor? Vote a favor!
- Manifestações concomitantes.
A SRA. RUTE COSTA (PL) - (Pela ordem) - Eu quero só fazer esse apontamento. Muito obrigada.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, Vereadora Rute Costa.
Passemos à declaração de voto. Tem a palavra, para declaração de voto, a nobre Vereadora Janaina Paschoal.
A SRA. JANAINA PASCHOAL (PP) - Sr. Presidente, quero declarar voto favorável às muitas emendas que eu apresentei e não foram acatadas. E aqui, respeitosamente, me uno à querida Vereadora Rute Costa num protesto pelo fato de o Governo não ter acatado muitas boas emendas da Base, e ter acatado uma série de emendas da Oposição. E aqui quero fazer o registro, e eu acho até que os Colegas vão compreender: muitas emendas da Base eram parecidas com as da Oposição, e houve uma escolha de acatar as da Oposição em prejuízo das da Base. Então, assim, eu acho que a mágoa é legítima. O Colega falou: V.Exa. quer que vote contra, mesmo sendo bom para a cidade? O que estamos tentando protestar aqui - e eu quero que os Colegas compreendam - é que houve uma escolha ao atender as emendas da Oposição, mesmo quando elas eram muito parecidas com as emendas da Base. Então isso gera mágoa. É uma mágoa legítima que eu quero aqui deixar registrada.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Dra. Janaina Paschoal.
O SR. SENIVAL MOURA (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, pela ordem.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Está inscrito, é declaração de voto.
O SR. SENIVAL MOURA (PT) - (Pela ordem) - Eu também quero falar...
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Já abri a palavra para declaração de voto.
O SR. SENIVAL MOURA (PT) - (Pela ordem) - Mas é sobre o tema de agora, a declaração de voto já foi, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Mas pode ser, inscrevo V.Exa. na declaração de voto. A Vereadora já está na tribuna.
O SR. SENIVAL MOURA (PT) - (Pela ordem) - Presidente, a fala fica posterior à da Vereadora. Eu quero dizer o seguinte: em que pese a Oposição votar contrário porque entendeu que não está de acordo, nós, a Oposição, não pedimos aqui votação nominal. Poderia muito bem vir aqui, usar o microfone de aparte e requerer votação nominal, mas não fez, com base no acordo. Respeitamos a opinião de todos os Vereadores, e compete ao Sr. Prefeito também acatar uma recomendação dessa, seria querer nivelar todo mundo por baixo. Não dá para concordar com isso.
Obrigado, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Fica sua fala registrada, nobre Vereador Senival Moura.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Pela ordem, Sr. Presidente
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - É declaração de voto? Vamos à tribuna para declaração de voto.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - São 30 segundos.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - V.Exa. já falou, já falou.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - É só para dizer, Sr. Presidente, aos Colegas que as nossas emendas não foram acatadas. Nossa Bancada apresentou quase 200 emendas. Então, não é certo falar que as emendas dos Vereadores de Oposição foram acatadas, porque não foram, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Perfeito, obrigado, nobre Vereador.
O SR. ISAC FÉLIX (PL) - (Pela ordem) - Eu também fiz 30 emendas, e não foram acatadas
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tem a palavra, para declaração de voto, a nobre Vereadora Amanda Vettorazzo.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Boa tarde, Presidente. Uma fala muito rápida. Gostaria de parabenizar a Vereadora Ana Carolina Oliveira, não só pelo relatório, mas também toda a sua equipe e a atenção que V.Exa. teve. Uma salva de palmas para a Vereadora e para a equipe também, bem como para a minha equipe, que trabalhou de uma maneira diária. (Palmas)
Parabéns ao meu assessor, que se debruçou muito sobre essa peça. E realmente é muito importante nos debruçarmos sobre a peça orçamentária. Não adianta querer um orçamento, querer avançar se não está na nossa LDO. Então é um instrumento muito importante, e as pessoas precisam saber.
Gostaria de agradecer também que a Relatora acatou três emendas da minha autoria. A primeira emenda é extremamente importante, passou pela Comissão de Segurança Pública, que é manter 3% de investimentos na segurança pública. Não adianta querer melhorar o orçamento, melhorar a segurança pública, a ampliação do Smart Sampa e de outros programas se não tivermos esse recurso. Então, enquanto Presidente da Comissão de Segurança Pública, aprovamos esse requerimento e foram acatados 3% em investimento na segurança pública.
Outra emenda também acatada, extremamente importante, é a Lei Anti-Oruam. Está na nossa peça orçamentária que a cidade de São Paulo não faz apologia ao crime organizado, não contrata shows que façam apologia ao crime organizado. Isso também está na peça orçamentária.
E a terceira emenda é para que consigamos fazer a desfavelização da Favela Mario Cardim, que fica na Vila Mariana. É inadmissível, não há dignidade para as pessoas que moram naquela comunidade; poluem o rio e também sabemos que, infelizmente, há um ninho do crime organizado, do PCC. Então precisamos acabar de uma vez por todas com aquela comunidade.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Desculpa.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Existe criminalidade lá.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Falar que uma comunidade é do crime organizado...
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Eu não te dei a palavra.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Falta de respeito.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Eu não te dei a palavra.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Eu conheço, é uma favela na Vila Mariana...
- Manifestações concomitantes.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - A palavra está com a Vereadora Amanda Vettorazzo, nobre Vereadora Luana Alves.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Eu não te dei a palavra, nobre Vereadora.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Desculpa, Vereadora, mas eu não consigo...
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Mas eu não te dei a palavra.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Desculpa, mas é um absurdo o que V.Exa. está falando.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Eu vou continuar falando, porque depois V.Exa. pode...
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - V.Exa. está falando de uma comunidade inteira de criminosos. O que é isso?
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Não, eu não falei isso.
A SRA. LUANA ALVES (PSOL) - (Pela ordem) - Falta de respeito.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Não, eu não falei isso, Vereadora.
- Manifestações concomitantes.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Eu falei que é dar dignidade para as pessoas e acabar com o crime que, sim, existe naquela comunidade. Ou não existe o crime?
- Manifestação fora do microfone.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Existe crime organizado. Eu estive lá, eu vi escrito PCC nas paredes, Vereadora.
- Manifestação fora do microfone.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - Exatamente. Não, eu falei que existe crime naquela comunidade e que precisamos acabar, para dar dignidade para as pessoas. V.Exa. não ouviu minha fala.
Mas gostaria de terminar agradecendo, parabenizando toda a peça orçamentária; agradecendo a toda a Comissão, os trabalhos desta Casa nesses seis meses, o Presidente e o Vice-Presidente. Parabéns.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Amanda Vettorazzo.
Tem a palavra, para declaração de voto, o nobre Vereador Sansão Pereira.
- Manifestações antirregimentais.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Não cabe aparte em declaração de voto.
Tem V.Exa. a palavra, nobre Vereador Sansão Pereira.
O SR. SANSÃO PEREIRA (REPUBLICANOS) - Boa tarde, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores e todos que nos acompanham pela Rede Câmara SP e pelo YouTube.
Subo a esta tribuna para dizer uma palavra simples, mas muito importante: Justiça, que há quando todos fazem a sua parte. Não é justo que o trabalhador pague o IPTU com sacrifício, enquanto grandes devedores, que têm condições de pagar, deixam suas dívidas para trás. A conta não pode ficar sempre sendo paga por quem mais precisa.
Por isso, começo agradecendo aos Colegas que trabalham comigo na CPI dos Grandes Devedores. Nosso Relator, Marcelo Messias, tem dado uma grande contribuição. Obrigado, Relator; também o nosso Vice-Presidente, Vereador Senival Moura, Vereadora Janaina Paschoal, Dra. Sandra Tadeu e todos os demais Vereadores membros da CPI. Também quero agradecer ao nosso Presidente Ricardo Teixeira, ao nosso Vice-Presidente João Jorge, que nos apoiou, e a todos os Vereadores desta Casa que apoiaram e aprovaram essa CPI.
Ainda estamos no início das reuniões e das oitivas, mas os primeiros resultados já mostram a importância desse trabalho, Vereador João Jorge. A atuação da nossa CPI já permitiu recuperar 1 bilhão 203 milhões 710 mil 610 reais e 98 centavos para os cofres da Prefeitura. Esse dinheiro poderá ser usado na saúde, educação, segurança, construção de moradias, obras e serviços que cheguem à população. Cada real recuperado volta para a cidade e melhora a vida das pessoas.
Quero aproveitar para informar que amanhã, 25 de junho, realizaremos a última reunião da CPI deste semestre, mas o trabalho continua. No segundo semestre retomaremos as atividades com muito mais força, indo fundo na cobrança das 233 empresas que possuem débitos acima de 100 milhões de reais, das quais já divulgamos o nome de 50; na volta dos trabalhos apresentaremos o nome das demais. Além disso, pela excelente sugestão do Vice-Presidente Senival Moura - atenção, Vice-Presidente Senival Moura -, também avançaremos na apuração de todos que devem acima de 5 milhões de reais, mantendo o compromisso de dar transparência e de cobrar quem deve à nossa cidade.
Mas não estou aqui apenas para falar do que já foi feito. Quero fazer um alerta importante, atenção: no dia 30 deste mês termina o prazo do programa Fique em Dia, da Prefeitura de São Paulo. Quem tem débitos inscritos na dívida ativa precisa aproveitar essa oportunidade.
Quem pagar à vista pode ter até 95% de desconto nos juros e nas multas. Também há parcelamentos de até 120 vezes. O programa atende pessoas jurídicas e físicas com débitos no IPTU, ISS, ITBI, taxas e multas referentes a fatos geradores até dezembro de 2024.
Tudo pode ser feito pelo site fiqueemdia.prefeitura.sp.gov.br, onde é possível consultar os débitos e simular o pagamento.
Quero agradecer ao nosso Líder de Governo, Fabio Riva, que está conosco, contribuiu e nos ajudou.
Faço uma sugestão às grandes empresas que deixaram de pagar mesmo tendo condições: aproveitem essa oportunidade para regularizar suas dívidas.
Também falo com os pequenos comerciantes e empreendedores que passaram por dificuldades. O programa oferece uma chance real de reorganizar a vida financeira e continuar gerando empregos.
E me dirijo também às famílias que têm IPTU e outras dívidas em atraso. Não deixem para a última hora. Consultem sua situação, parcelem se for necessário e aproveitem as condições oferecidas. Regularizar as contas é trazer mais tranquilidade para a família.
Sr. Presidente, encerro reafirmando o compromisso desta CPI do nosso mandato. Vamos continuar fiscalizando quem deve à cidade e, ao mesmo tempo, criando oportunidades para quem quer regularizar sua situação, cobrando de quem não quis pagar, estendendo a mão para quem é responsável e fazendo justiça.
Fica o recado. Até o dia 30 deste mês de junho. Aproveitem o programa Fique em Dia. Essa é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada.
Lembrando que essa CPI não vai acabar logo. Vamos apresentar o requerimento antecipado de prorrogação por mais 120 dias. Então, corra e resolva a sua situação.
Muito obrigado, Sr. Presidente. Obrigado, Sras. e Srs. Vereadores e nobres membros da nossa CPI.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Muito obrigado, nobre Vereador Sansão Pereira.
A SRA. KEIT LIMA (PSOL) - (Pela ordem) - Pela ordem, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Nós estamos na declaração de votos.
Tem a palavra, para declaração de voto, a nobre Vereadora Edir Sales.
A SRA. EDIR SALES (PSD) - Boa tarde a todos e a todas, nobres Colegas e Presidente da Câmara.
Chegamos ao final do semestre, hoje votando a LDO e tantos outros projetos importantes para a cidade de São Paulo. Eu gostaria de agradecer ao Prefeito Ricardo Nunes.
Estamos encerrando o semestre com chave de ouro, principalmente pela inauguração do Smart Sampa Cidadão ontem. Nós temos mais de 30 mil câmeras que estão atendendo, e será aumentado para até 50 mil câmeras. O Governador está em um trabalho conjunto com a Prefeitura de São Paulo, com o Prefeito Ricardo Nunes, e irá enviar mais 20 mil câmeras. Até o final do ano, nós teremos quase 100 mil câmeras.
Ontem foi uma inauguração muito importante. Agora todos os cidadãos podem colocar desde já no seu celular o aplicativo do Smart Sampa Cidadão. Esse aplicativo é muito importante porque a pessoa que estiver no carro ou na rua e vir um carro ou uma moto suspeita poderá tirar foto da placa. Isso será encaminhado diretamente para o Smart Sampa, e é anônimo. A pessoa que fizer a denúncia ficará no anonimato.
E o mais importante: o aplicativo não custa dinheiro, é só colocar no seu celular. Isso traz muito mais segurança.
A população de São Paulo inteira poderá participar da segurança da cidade. Isso aumenta muito o ângulo das forças de segurança, da Polícia Civil, da nossa Polícia Municipal, da Polícia Federal, da Polícia Militar. É uma operação integrada com as forças de segurança na cidade de São Paulo. É o Smart Sampa Cidadão. Ele vai ser referência no mundo, com certeza. Imaginem que todos nós poderemos cuidar da segurança da nossa cidade de São Paulo.
O Prefeito fala e é verdade: bandido tem de ser preso; não tem de ficar na rua, tirando a vida de pais e mães de família, tirando a vida dos nossos jovens. Inclusive, ontem nós homenageamos o Sr. Alves. Foi aquele GCM que salvou uma vida, que intercedeu contra o assassinato de um PM. Então, nós temos muitas atividades feitas pelo Smart Sampa e pela GCM, a nossa futura Polícia Municipal, a nossa gloriosa Polícia Municipal.
Há também um fato inédito. Também foi inaugurado o SmartCop, que é um helicóptero que fará essas mesmas buscas. Eles vão ter um alcance muito maior e vão conseguir acompanhar e localizar as pessoas que estiverem andando errado, cometendo roubos, furtos e outros crimes.
Então, nós estamos encerrando o semestre com chave de ouro. Eu quero parabenizar todos os nossos amigos da Câmara, todos os nossos Vereadores, todos os funcionários da Câmara, que com galhardia fizeram um trabalho muito importante para a cidade de São Paulo. Parabenizo a Mesa, a Relatora, o nosso Líder, enfim, todos que fizeram desta Câmara Municipal de São Paulo um órgão de serviço maior, não só para a cidade de São Paulo, mas também para a América Latina, pois a nossa é a maior Câmara Municipal da América Latina. Então, parabéns a todos.
Obrigada, Prefeito, pelo Smart Sampa Cidadão e pelo SmartCop, um presente para a comunidade e para a cidade de São Paulo.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereadora Edir Sales.
Tem a palavra, para declaração de voto, o nobre Vereador Celso Giannazi.
O SR. CELSO GIANNAZI (PSOL) - Sr. Presidente, muito rapidamente quero fazer dois apontamentos. O primeiro diz respeito ao que nós colocamos aqui, do compromisso da Prefeitura e da Câmara Municipal de cobrar a transparência dos dados de renúncia fiscal. São mais 10 bilhões de reais, que a Prefeitura está abrindo mão, de receitas no município de São Paulo, com renúncias fiscais.
Esse recurso são 10 bilhões de reais que podem ser investidos na revogação do confisco de aposentadorias e pensões das pessoas que ganham abaixo do teto do regime geral. Isso pode ser colocado aqui. Pode ser tratado por esta Câmara Municipal também para que tenhamos o descongelamento dos 583 dias que o Governo Bolsonaro roubou dos servidores públicos de todo o Brasil, do nosso tempo de evolução. São 583 dias e, com a Lei Complementar 226, da Deputada Federal Luciene Cavalcante, temos a possibilidade de fazer esta discussão e também pagar esses 583 dias para o conjunto dos servidores públicos que trabalharam muito na cidade de São Paulo.
Também gostaria de fazer um agradecimento, novamente, à Relatora, a Vereadora Ana Carolina Oliveira, e parabenizar o Prefeito Ricardo Nunes por ter aceitado uma emenda de transparência à LDO. Apresentamos uma emenda. A emenda diz o seguinte: a Prefeitura vai criar códigos de despesas, subitens de despesas das OSs, das OSCs e das ONGs que prestam serviço público na cidade de São Paulo.
São quase 25 bilhões de reais que estão indo embora sem nenhuma fiscalização. O Tribunal de Contas do Município não fiscaliza; a Câmara Municipal não fiscaliza - tampouco a Controladoria e a Ouvidoria. Ninguém consegue fiscalizar esses 25 bilhões de reais que vão para estas entidades. Então, é muito importante que cada cidadão e cada cidadã de São Paulo tenha acesso aos dados abertos, e não como é hoje. Hoje é um PDF fechado que ninguém consegue abrir. É uma caixa preta que ninguém consegue fiscalizar.
Com esta emenda, acatada pela Relatora, nós vamos ter a possibilidade. A cidade de São Paulo vai ser pioneira no processo de transparência, na verificação desse gasto importante.
Obrigado, Sr. Presidente.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Pela ordem, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado, nobre Vereador Celso Giannazi.
Estamos na declaração de voto, Vereador Alessandro Guedes.
Tem a palavra, para declaração de voto, a nobre Vereadora Dra. Sandra Tadeu.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - Boa tarde a todos e a todas. Eu hoje até...
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Presidente, antes da Vereadora Dra. Sandra Tadeu...
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Deixe a Vereadora falar, Vereador, por favor.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Presidente, antes da Vereadora Dra. Sandra Tadeu...
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Estamos na declaração de voto, Vereador Alessandro Guedes.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, pela ordem. Há mais oradores inscritos depois da nobre Vereadora Dra. Sandra Tadeu?
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - A nobre Vereadora Keit Lima.
Tem a palavra, para declaração de voto, a nobre Vereadora Dra. Sandra Tadeu.
A SRA. DRA. SANDRA TADEU (PL) - Sr. Presidente, o que eu queria dizer aqui é que só ouvi críticas, que não acatou emenda, que não acatou nada. Mas, o nobre Vereador Celso Giannazi, quebrou, dizendo que foram acatadas uma ou duas, sei lá quantas emendas do PSOL, para a transparência.
Outra questão. Saiu, não sei em qual jornal, que o nosso endividamento subiu muito na Prefeitura de São Paulo. Mas se subiu é porque a Prefeitura de São Paulo tem a capacidade de fazer um endividamento. É isso que acontece.
Ontem, eu e vários Vereadores estivemos no lançamento do Aplicativo Smart Sampa Cidadão. Onde qualquer um de nós, que tiver o aplicativo, vai poder acionar a polícia para pegar carros com problemas ou roubados. Sabem o que isso significa? A nossa Polícia é a melhor Polícia Municipal, mais equipada em armamentos, em veículos, e, para completar, vem o nosso helicóptero, o SmartCop, que tem a capacidade de pegar um bandido, um carro roubado, em uma distância de 40km. E se o bandido fugir para o mato, floresta, através do calor infravermelho consegue localizar o bandido. Com isso teremos grande segurança na cidade de São Paulo.
Encerrando, eu ouvi o depoimento da nossa Secretária Juliana: foi presa uma quadrilha em Santo Amaro, onde pegaram o chefão. E o chefão disse o seguinte: “Eu não saio de casa. Eu dou as diretrizes do plano de assalto - sei lá o quê - através do home office.” Olha como esse home office é bom. Mas o nosso Smart Sampa é muito melhor.
Quero parabenizar toda a Polícia Municipal, o Sr. Prefeito que tem feito investimentos incansáveis. E digo mais, esse Smart Sampa não está mais à frente porque esta Casa e os partidos de Esquerda demoraram um ano entrando na Justiça, porque isso não ia só pegar bandido. E a história está mostrando diferente. O Smart Sampa pega bandido. O que nós vamos ter que mudar é o Judiciário, essas audiências de custódia. Prendemos e o pessoal lá é solto. Inclusive, quem pratica violência contra as mulheres, muitas vezes, é libertado nessa audiência de custódia.
Quero parabenizar toda nossa Bancada, que sempre ficou trabalhando conosco, o nosso Presidente, nobre Vereador Ricardo Teixeira, e o nosso Vice-Presidente, nobre Vereador João Jorge, por comandarem essa Câmara com muita maestria. Parabéns à dupla.
Muito obrigada. Vamos ao almoço.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Sim, muito obrigado pelo carinho, Vereadora Dra. Sandra Tadeu.
Tem a palavra, para declaração de voto, a nobre Vereadora Keit Lima.
A SRA. KEIT LIMA (PSOL) - Obrigada, Sr. Presidente.
Eu somente queria pontuar que a nossa Bancada tinha um acordo para não obstruir, então cumprimos o acordo, mas eu não poderia deixar de dizer que o nosso mandato foi o que mais fez emendas. Foram 491 emendas, tendo sido aceita apenas uma.
Eu oro para que esta Casa, no próximo semestre, em vez de Vereador vir a este plenário e dizer que na favela só há bandido, possa trabalhar em conjunto para mandar orçamento para as nossas periferias e favelas.
Há uma mentira contada várias vezes por Vereadores que nem sequer pisam nas periferias, mas gostam de fazer discurso bonito de desfavelização, e na hora votam contra o povo trabalhador, periférico e favelado.
Por último, Sr. Presidente, eu tenho fé em Deus que esta Casa, em algum momento, vai colocar a favela no orçamento. Eu tenho fé, porque quando o Sr. Prefeito foi reeleito, S.Exa. disse que a favela venceu. Espero que a favela vença quando esta Casa colocar a favela no orçamento. Espero que vença quando o Vereador parar de fazer discurso de que na favela há bandido, de que vai desfavelizar, mesmo nunca tendo pisado na favela.
Então, o meu voto hoje é “não”, porque precisamos colocar as nossas favelas e periferias no orçamento, para que possamos construir uma cidade mais justa. Quando os direitos chegarem ao Grajaú, à Cidade Tiradentes, à Brasilândia, às nossas periferias, vai ser bom para Pinheiros, vai ser bom para a Paulista. Esta Casa não deveria ter medo de construir uma cidade justa, deveria estar comprometida com isso.
Aproveito para convidar todos os Vereadores - quero convidar a nobre Vereadora Amanda Vettorazzo - a pisarem nas nossas periferias e favelas e construírem junto esta cidade.
Eu realmente acredito que por mais que tenhamos divergência - e temos mesmo - acho que as pessoas que foram eleitas deveriam estar comprometidas em construir esta cidade de forma mais justa, e não fazer discursinho dizendo que só há bandido, quando em todos os seus votos votam contra o povo trabalhador, periférico e favelado, não tendo consciência de que estão fazendo isso contra o povo.
Obrigada, Sr. Presidente.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - (Pela ordem) - Rapidamente: a favela vai vencer quando ela acabar e, sim, haverá dignidade para as pessoas.
A SRA. KEIT LIMA (PSOL) - (Pela ordem) - A favela vai vencer quando V.Exa. começar a votar para que o orçamento chegue à favela e não ficar fazendo discursinho. É assim que a favela vai vencer.
A SRA. AMANDA VETTORAZZO (UNIÃO) - (Pela ordem) - Ela está no orçamento. Ela está no orçamento.
- O Sr. Presidente faz soar a campainha.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - O Presidente está com a palavra.
Há sobre a mesa requerimento, que será lido.
- É lido o seguinte:
“REQUERIMENTO
Conforme artigo 155 do Regimento Interno, em virtude da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2027, requeiro a desconvocação das Sessões Ordinárias de quarta-feira dia 24 de junho de 2026, e de terça-feira, dia 30 de junho de 2026.
Sala das Sessões,
Fabio Riva (MDB)
Vereador”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Há sobre a mesa outros requerimentos, que serão lidos.
- É lido o seguinte:
“COMUNICADO DE LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES
Senhor Presidente,
COMUNICO que estarei em licença para tratar de INTERESSES PARTICULARES, por prazo determinado, nos termos do art. 20, inciso IV, da Lei Orgânica do Município de São Paulo, e do art. 112, do inciso IV, do Regimento Interno, a partir de 06/07/2026, pelo período de 96 dias.
Declaro estar ciente que:
1) O comunicado de licença só pode ser apresentado antes ou durante o período de licença;
2) O prazo de licença não poderá ser superior a 120 (cento e vinte) dias por Sessão Legislativa, conforme art.20, IV, da L.O.M., e art. 112, §3ª, alínea “b”, do Regimento Interno;
3) Observado o limite do item “2” acima, é facultada a prorrogação de prazo do tempo de licença por meio de um novo pedido, conforme art. 114 do Regimento Interno;
4) É vedada a reassunção antes do término do período de licença, conforme art. 20, IV da L.O.M., e art. 112, §3ª, alínea “d”, do Regimento Interno;
5) O período de licença será com prejuízo da remuneração, conforme art. 20, IV, da L.O.M.
Sala das Sessões, 23 de junho de 2026.
Pastora Sandra Alves (UNIÃO)
Vereadora”
“COMUNICADO DE LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES
Senhor Presidente,
COMUNICO que estarei em licença para tratar de INTERESSES PARTICULARES, por prazo determinado, nos termos do art. 20, inciso IV, da Lei Orgânica do Município de São Paulo, e do art. 112, do inciso IV, do Regimento Interno, a partir de 06/07/2026, pelo período de 31 (trinta e um) dias.
Declaro estar ciente que:
1) O comunicado de licença só pode ser apresentado antes ou durante o período de licença;
2) O prazo de licença não poderá ser superior a 120 (cento e vinte) dias por Sessão Legislativa, conforme art.20, IV, da L.O.M., e art. 112, §3º, alínea “b” do Regimento Interno;
3) Observado o limite do item “2” acima, é facultada a prorrogação de prazo do tempo de licença por meio de um novo pedido, conforme art. 114 do Regimento Interno;
4) É vedada a reassunção antes do término do período de licença, conforme art. 20, IV da L.O.M., e art. 112, §3º, alínea “d”, do Regimento Interno;
5) O período de licença será com prejuízo da remuneração, conforme art. 20, IV, da LOM.
Sala das Sessões, 23 de junho de 2026.
Silvão Leite (UNIÃO)
Vereador”
“COMUNICADO DE LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES
Senhor Presidente,
COMUNICO que estarei em licença para tratar de INTERESSES PARTICULARES, por prazo determinado, nos termos do art. 20, inciso IV, da Lei Orgânica do Município de São Paulo, e do art. 112, do inciso IV, do Regimento Interno, a partir de 06/07/2026, pelo período de 31 dia(s).
Declaro estar ciente que:
1) O comunicado de licença só pode ser apresentado antes ou durante o período de licença;
2) O prazo de licença não poderá ser superior a 120 (cento e vinte) dias por Sessão Legislativa, conforme art.20, IV, da L.O.M., e art. 112, §3º, alínea “b”, do Regimento Interno;
3) Observado o limite do item “2” acima, é facultada a prorrogação de prazo do tempo de licença por meio de um novo pedido, conforme art. 114 do Regimento Interno;
4) É vedada a reassunção antes do término do período de licença, conforme art. 20, IV da L.O.M., e art. 112, §3º, alínea “d”, do Regimento Interno;
5) O período de licença será com prejuízo da remuneração, conforme art. 20, IV, da L.O.M.
Sala das Sessões, 23 de junho de 2026.
Silvinho Leite (UNIÃO)
Vereador”
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Tendo em vista que as licenças dos nobres Vereadores: Silvinho Leite, Silvão Leite e Pastora Sandra Alves, a partir de 6 de julho, são por período superior a 30 dias, o suplente do União Brasil, Sr. Adilson Amadeu, reassume o mandato de imediato, a partir de 6 de julho de 2026, pois já prestou o compromisso de posse nesta legislatura.
Convoco o segundo e terceiro suplentes do União para tomarem posse no mandato de Vereador, dentro do prazo regimental, a partir da data das licenças, conforme artigo 106 e 117 do Regimento Interno.
Quero fazer alguns agradecimentos. Primeiro, faço a leitura; depois faço agradecimento.
Nobres Vereadores, neste primeiro semestre de 2026, foram aprovados 209 PLs em primeira votação, 107 PLs em segunda votação, 7 PLs por deliberação das Comissões Permanentes, 77 PDLs de honrarias, 7 PRs de Resoluções de votação única, 2 PRs em uma primeira votação. Neste período, 128 novas leis foram promulgadas, sendo 6 de autoria do Poder Executivo e, pasmem Srs. Vereadores, 122 de nossa autoria. Estamos de parabéns.
Não havendo mais nada a ser tratado, agradeço muito a todos; ao nobre Vereador Alessandro Guedes; ao nosso Vice-Presidente, João Jorge; ao Líder do Governo, Fabio Riva, a todos, sem exceção, funcionários da Casa.
Comecei este semestre doente, 84 dias sem trabalhar. Graças a Deus estou acabando o semestre com saúde. Muito obrigado a todos.
Tem a palavra, pela ordem, o nobre Vereador Adrilles Jorge.
O SR. ADRILLES JORGE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Primeiro, expresso minha satisfação de estar nesta Câmara, e parabenizo o Presidente e todos os nobres Vereadores pelo excelente trabalho, pela produtividade. Anuncio a presença da Dra. Dorotéa Kerr, que foi a primeira mulher doutora em órgão do Brasil, professora do Instituto de Artes da Unesp, doutora em órgão dos Estados Unidos. Gravou mais de 150 hinos com o Grande Coral Evangélico. É uma grande artista, um patrimônio da cidade de São Paulo. Faço minhas menções a ela.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Salva de palmas para ela.
Muito obrigado pela presença. (Palmas)
O SR. SILVÃO LEITE (UNIÃO) - (Pela ordem) - Registro a presença de um grande amigo, Ivan Bertolazzi, diretor do jornal Zona Sul Notícias, um grande veículo de comunicação da zona Sul. Muito obrigado pela visita.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado.
O SR. SIDNEY CRUZ (MDB) - (Pela ordem) - Sr. Presidente, parabenizo V.Exa. pela condução dos trabalhos desta Casa e todos os Colegas. Foi um semestre no qual retomei o meu segundo mandato, e é muito bom trabalhar ao lado de todos. É muito bom servir à cidade de São Paulo ao lado dos senhores; e um abençoado recesso a todos.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Amém.
O SR. ALESSANDRO GUEDES (PT) - (Pela ordem) - Parabenizo o Presidente, toda a Mesa Diretora da Câmara, todos os nobres Vereadores. Sem dúvida nenhuma foi um semestre muito proveitoso para a nossa cidade, de debate intenso.
Agradeço a toda a equipe da Câmara e a todos os funcionários de todos os gabinetes que fazem essa Câmara funcionar no tamanho que a cidade precisa. Parabéns.
O SR. PRESIDENTE (Ricardo Teixeira - UNIÃO) - Obrigado.
Todos estão convidados para descer no primeiro subsolo, pois teremos o almoço de confraternização de final de primeiro semestre. Todos os funcionários, Vereadores, colaboradores.
Não havendo mais nada a ser tratado, encerro a presente sessão.
Convoco os Srs. Vereadores para a próxima sessão ordinária, terça-feira, dia 4 de agosto, com a Ordem do Dia a ser publicada.
Desconvoco as demais sessões extraordinárias convocadas para hoje.
Muito obrigado a todos.
Estão encerrados nossos trabalhos.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 25/06/2026
REQUERIMENTOS
VEREADORA RUTE COSTA (PL)
13-00835/2026 - Convocação de sessão solene a se realizar no dia 11 de agosto de 2026 para entrega de Título de Cidadão Paulistano ao Dr. Paulo Monteiro.
VEREADOR ELISEU GABRIEL (PSD)
13-00846/2026 - Licença por motivo de doença pelo período de três dias a partir de 22 de junho de 2026.
VEREADOR DHEISON SILVA (PT)
13-00847/2026 - Voto de Júbilo e Congratulações ao Restaurante Papaiô Gastronomia.
VEREADORA PASTORA SANDRA ALVES (UNIÃO)
13-00848/2026 - Coautoria do PL 381/2023.
13-00849/2026 - Coautoria do PL1400/2025.
VEREADORA DRA. SANDRA TADEU (PL)
13-00850/2026 - Indicação do Vereador Lucas Pavanato, para membro suplente do PL, nos processos de nºs 148/2024 e 238/2025 na Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo.
VEREADOR SILVÃO LEITE (UNIÃO)
13-00852/2026 - Coautoria do PL 491/2024.
13-00853/2026 - Coautoria do PL 34/2026.
13-00854/2026 - Coautoria do PL 444/2023.
13-00855/2026 - Coautoria do PL 399/2025.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 26/06/2026
REQUERIMENTOS
VEREADOR CARLOS BEZERRA JR. (PSD)
13-00851/2026 - Convocação de Sessão Solene a se realizar no dia 30 de junho de 2026 para entrega de Título de Cidadão Paulistano ao Sr. Eduardo Lyra.
100ª SESSÃO SOLENE
26/06/2026
- Entrega de Salva de Prata ao Grupo Tarancón, por inciativa do Vereador Eliseu Gabriel, realizada no Salão Nobre, nos termos do Decreto Legislativo nº 7, de 25 de março de 2026.
EXPEDIENTE DESPACHADO PELA PRESIDÊNCIA EM 29/06/2026
REQUERIMENTOS
VEREADOR MARCELO MESSIAS (MDB)
13-00856/2026 - Coautoria do PL 80/2022.
13-00857/2026 - Juntada de documentos ao PL 514/2026.
101ª SESSÃO SOLENE
29/06/2026
- Entrega da Medalha Anchieta e do Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo ao Sr. Carlos Renato de Queiroz Bürger e à Dra. Barbara Lisboa Travassos, por inciativa da Vereadora Janaina Paschoal, realizada no Salão Nobre, nos termos dos Decretos Legislativos nº 29, de 26 de março de 2026 e nº 22, de 26 de março de 2026.
102ª SESSÃO SOLENE
29/06/2026
- Entrega de Salva de Prata às Semeadoras do Agro da FAESP/SENAR-SP, por inciativa da Vereadora Sonaira Fernandes, realizada no Salão Nobre, nos termos do Decreto Legislativo nº 55, de 27 de maio de 2026.
103ª SESSÃO SOLENE
29/06/2026
- Entrega de Título de Cidadão Paulistano ao Deputado Federal Guilherme Muraro Derrite, por iniciativa do Vereador Major Palumbo, realizada no Plenário 1º de Maio, nos termos do Decreto Legislativo nº 9, de 26 de março de 2026.
104ª SESSÃO SOLENE
30/06/2026
- Entrega de Título de Cidadão Paulistano ao Sr. Guilherme Gomes Obedio, por iniciativa do Vereador Gabriel Abreu, realizada no Auditório Prestes Maia, nos termos do Decreto Legislativo nº 41, de 7 de maio de 2026.