Atos do Executivo nº 1752361Documento: 145053789Publicação: 29/10/2025

Timbre

SUBPREFEITURA DA LAPA

Gabinete do Subprefeito

Rua Guaicurus, 1000, - Bairro Água Branca - São Paulo/SP - CEP 05033-002

Telefone: (11) 3396-7526

 

 

ATA DA REUNIÃO PLENÁRIA EXTRAORDINÁRIA OUTUBRO/2025

 

Ao sexto dia do mês de outubro de 2025 em primeira convocação às 19h, horário de Brasília, de forma presencial, nos termos da Lei 15.764/2013, regulamentada pelo Decreto
59.023/2019 e Portaria nº 002/PREF/CC/SERS/2020, deu-se início a reunião plenária ordinária do Conselho Participativo Municipal da Lapa sob coordenação da Coordenadora
Geral Mônica Lopes, sendo informado a todos que a reunião estaria sendo gravada para fins de elaboração da ata, que ficou a cargo do Secretário Geral Berel Hofjud. Contou-se com a presença de Conselheiros, Suplentes, Representantes da Subprefeitura e Munícipes, conforme lista que se segue:

Função Nome Presença Justificativa
Conselheiro(a) Jonas Silva - Ausente
Conselheiro(a) Paulo Henrique Marques Santana - Presente
Conselheiro(a) Célio Alves de Souza - Presente

Conselheiro(a) Luciana Hofjud - Ausente -  Por motivos acadêmicos

Conselheiro(a) Berel Hofjud - Presente
Conselheiro(a) Valdeny Silva - Presente
Conselheiro(a) Alfredo José Dantas - Ausente - Por motivos de trabalho

Conselheiro(a) Edson de Andrade Sales - Presente
Conselheiro(a) Amanda Pimenta Assunção - Ausente - Por motivos de doença na família

Conselheiro(a) Eduardo Santos Vieira - Ausente
Conselheiro(a) Paulo César Maluf - Presente
Conselheiro(a) Gislene Aguiar Mendes de Oliveira - Ausente - Afastamento de 90 dias por motivo de saúde

Conselheiro(a) Luciana Gomes Farias - Ausente - Renúncia

Conselheiro (a) Ademir de Souza - Ausente Por motivos de saúde

Conselheiro(a) Mônica Lopes - Presente
Conselheiro(a) Marcela Rodrigues dos Santos - Presente
Conselheiro(a) Nivaldo Zanchi - Presente
Conselheiro(a) Viviane Aparecida Viana - Ausente - Por motivos de trabalho

Conselheiro(a) Luciana Gaspar - Presente

Conselheiro(a) Cecília Batista Araújo - Presente
Conselheiro(a) Delia Maria Catullo de Goldfarb - Presente
Conselheiro(a) Sónia Rodrigues - Presente
Conselheiro(a) Heloisa Casagrande - Ausente
Conselheiro(a) Ana Maruggi - Ausente - Por motivos de trabalho

Conselheiro(a) Maria Ester Xavier Pereira do Valle -Presente
Conselheiro(a) Carlos Alexandre Beraldo - Presente
Conselheiro(a) Daniel Beltrão Alves - Presente
Conselheiro(a) Roberto Lopes Passos - Presente
Conselheiro(a) Paulo Sergio Vieira de Freitas - Ausente - Por motivos de trabalho

Conselheiro(a) Edson Garcia Alves - Presente
Conselheiro (a) Heloisa Casagrande - Presente
Conselheiro (a) Claudia Regina Aranda Amaro - Presente
Suplente Giovanni Rinaldo Júnior - Presente
Subprefeito Paulo Adriano Telhada - Presente

Coordenador de Governo Subprefeitura Lapa - Luciano Oliveira Presente

Representante CET Almir Mattos -Presente
Interlocutor (a) Afonso Renno - Presente

Reunião aberta com verificação de quórum.
A abertura da reunião foi realizada pela Coordenadora Geral, Mônica, que informou a todos sobre a pauta publicada no Diário Oficial da Cidade.
Embora a reunião estivesse prevista para iniciar pelos Informes, a coordenação decidiu acolher o pedido de um grupo de munícipes para abordar demanda relativa ao CTA Lapa, recebendo e protocolando abaixo-assinado contrário à instalação deste CTA, em razão da proximidade de escolas, comércios e residências.
A coordenadora Mônica Lopes ressaltou a importância do trabalho do CPM Lapa e reforçou a importância da participação dos munícipes trazendo suas demandas, pautas e reflexões para as reuniões do Conselho para termos um CPM cada vez mais participativo e efetivo na resolução das questões que atingem o território.
Em seguida, a coordenação passa a palavra para a munícipe Valdívia Passoni, que representa o grupo presente e se apresenta como presidente da Associação La Roma, que reúne moradores e empreendedores da região da Lapa e Vila Romana.
A munícipe expressou sua preocupação com relação à mudança do equipamento municipal CTA, Centro Temporário de Atendimento à Pessoa em Situação de Rua, que estaria saindo da Vila Leopoldina (CEAGESP) e Lapa de Baixo e se concentrando na rua Gago Coutinho, próximo a escolas da região. Ela afirma que não é contra o CTA, mas que segundo seu entendimento, a localidade não atenderia aos critérios.
Ela cita reuniões feitas junto à SMADS (Secretaria Municipal de Assistência Social) local e da Líbero Badaró, sem obter nenhum retorno satisfatório sobre a questão e menciona a lei
14.492/07 que tem entre seus objetivos a promoção da segurança escolar, prevenção de criminalidade, melhoria da infraestrutura local e fiscalização do comércio.
Cita também o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) que diz em seu artigo 4° ser dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar a segurança das crianças e adolescentes. Ela defende também a priorização desta pauta em virtude da efetivação dos direitos referentes à vida, saúde, educação, dignidade e convivência comunitária, que ela considera estarem sendo ameaçados pela presença do CTA naquele local e enfatiza que a proteção a crianças e adolescentes não se resume aos muros escolares, devendo estender-se ao espaço comunitário.
Ela diz que sua presença na reunião tem por finalidade entregar os ofícios e as 11 mil assinaturas do abaixo-assinado que solicita a não instalação do CTA daquele endereço manifestando a preocupação e insatisfação de membros das comunidades escolares do entorno do CTA.
Ela reforça que estão presentes moradores da região, pais de alunos das duas escolas e o diretor do Colégio Pré-Médico, passando então a palavra para o mesmo.
O munícipe Gerson Nunes, diretor do Colégio Pré-Médico faz uso da palavra e afirma que a escola é tradicional no bairro, tendo quase 100 anos de existência e que está no mesmo endereço desde 1977. Ele cita que o PROERD, conduzido pela PM do Estado de São Paulo, teria nascido de uma iniciativa sua e do Coronel Nakaharada, e que é um programa de sucesso que beneficiaria milhares de crianças da rede pública de ensino.
Ele destaca que na área indicada pela prefeitura para instalação do CTA, se situam nove escolas num raio de 400 metros, somando seis mil alunos. Ele menciona que os comandantes do 4° BPM da Lapa sempre tiveram muita preocupação com relação à questão do tráfico de entorpecentes, relata que não existe nenhum foco desta atividade na região, mas que mesmo assim a comunidade escolar se preocupa muito com esta questão e sente que seus jovens podem estar em risco com a presença do CTA no local.
O munícipe expressa que muitos pais temem a drogadição e se refere a uma teoria que defende que para curar os dependentes químicos seria necessário segregá-los em regiões distantes, de preferência em localidades rurais, onde não existiriam bares e nem traficantes de drogas. Ele considera que o CTA é ineficiente, não realizando o que se propõe e que seria um erro permitir que 300 pessoas em situação de rua, sofrendo de dependência química e outros problemas, fiquem ao lado das seis mil. Assim, ele defende a ideia de que o CTA deve sair deste local.
A coordenadora, Mônica, faz uso da palavra e diz que é possível encaminhar essa demanda via Ministério Público, solicitando uma audiência pública para a discussão deste tema dada a sua relevância. Ela enfatiza que este assunto precisa ser abordado com muito conhecimento técnico, mas também com muita sensibilidade, porque se trata de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade e que necessitam de cuidados. Ela defende que proteger as crianças e adolescentes dessas escolas não significa negligenciar o outro.
Ressalta também a importância desta questão ter sido trazida ao CPM e coloca o Conselho à disposição para ajudar no que for necessário.
A coordenadora saúda a presença do subprefeito Adriano Telhada, do coordenador de governo local da subprefeitura Lapa, Luciano Felipe Oliveira, e do interlocutor da Subprefeitura Lapa, Afonso Rennó.
O subprefeito assume a palavra e saúda todos os presentes, ressaltando a importância da presença dos munícipes na reunião e aproveita o ensejo para agradecer à coordenadora, Mônica, a toda a mesa diretora, a todos os conselheiros presentes por receberem o grupo e suas reivindicações. Ele considera o assunto de grande importância e diz que já existem tratativas a respeito junto ao CONSEG e que a população está mobilizada a respeito disso.
De acordo com a opinião dele, a rua Dom João V seria um lugar inadequado para a instalação do CTA e solicita a sugestão de propostas. Relata que o deputado estadual Capitão Telhada, seu filho, já se reuniu com o chefe de gabinete do vice-prefeito, sr. Miltinho, para discutir este assunto. Ele afirma que tem uma agenda prevista com o prefeito Ricardo Nunes e que tratará do assunto também nesta oportunidade. Ele reforça que neste momento também levará ao conhecimento do prefeito o abaixo-assinado com a solicitação da população.
Ele cita uma reunião da sra.. Valdivia e do sr. Gerson com a secretária da SMADS e que ela teria dito a eles que encontrassem outro local para a instalação do CTA. Ele defende a ideia de que isto não seria obrigação da população e que esta seria uma atitude ruim por parte da secretária. Afirma também que está conversando com o conselheiro. Daniel Beltrão sobre a sugestão de um local viável e que também está recebendo sugestões do sr. Eduardo Fiora, munícipe.
Ele cita que o CEAGESP não teria solicitado o local do equipamento que funciona em área de sua propriedade, mas que o mesmo está inadequado em razão da falta de manutenção há dois anos. O subprefeito manifesta desconforto com a situação de um confronto com uma secretaria, mas que estaria ali para servir à população. Ele cita que não deverá deixar as pessoas em situação de rua isoladas ou abandonadas, visto que esta não seria a intenção, mas que eles deveriam ter acolhimento em um local que a população considere adequado e que não seja junto às crianças. Ele se compromete a dar um retorno a esta demanda e agradece mais uma vez ao CPM Lapa.


Item 2 – Encerrada a fala do subprefeito sobre o CTA, a coordenadora, Mônica, faz uma intervenção dizendo que na pauta da reunião estava previsto um balanço das ações da subprefeitura depois da última tempestade e ventania, ocorrida em 22 de setembro, e gostaria de aproveitar a presença do subprefeito para falar do assunto. A coordenadora pergunta também como a subprefeitura estaria se preparando para a próxima estação chuvosa, visto que este é um fenômeno sazonal e a cidade não teria apresentado ainda um plano de enfrentamento a esses desastres naturais.
O subprefeito Telhada discorre sobre a emergência causada pela última tempestade de 22 de setembro. Ele afirma que na região ocorreram mais de 85 quedas de árvores, mas que a subprefeitura teria dobrado o número de equipes de poda e corte de árvores, contando com 6 equipes no momento e que haveriam 5 equipes para realizar o corte de grama. Devido à proximidade da temporada de chuvas é necessário priorizar a limpeza de galerias e córregos para evitar enchentes, em especial na região da Vila Leopoldina, rua Trajano, Vila Romana e Bica de Pedra.
O subprefeito Telhada responde que um dos graves problemas de São Paulo é a existência de muitas árvores com idade avançada, especialmente das regiões de Lapa, Centro e Pinheiros. Ele afirma que muitos desses elementos arbóreos estão com troncos ocos, infestados com cupins e que está sendo providenciada dotação orçamentária para alugar um tomógrafo portátil para examinar, diagnosticar e laudar as condições dessas árvores que oferecem muito perigo em nossa região.
Ele ressalta que fazendo a tomografia nas árvores é possível identificar com mais celeridade sobre as que estão condenadas e realizar a supressão desses exemplares. Ele cita que o prefeito estaria preocupado em relação à situação dessas árvores, mas que há um problema com a Enel que não estaria realizando os serviços necessários de poda de árvores próximas a fios de alta tensão. Ele diz que mesmo com 6 equipes atuando na poda e corte de árvores ainda não é suficiente e que o território deveria ter no mínimo 10 equipes; e que para o exercício de 2026 está solicitando reforço de verbas para a contratação dessas equipes. Ressalta ainda a importância da atuação preventiva, pois a queda de árvores além de danificar o patrimônio põe em risco a vida das pessoas. Informa ainda
sobre o caso de uma árvore que teria sido incendiada e que terá que ser suprimida devido ao ato criminoso de vandalismo.
O subprefeito Telhada diz que em relação às galerias é necessário dar atenção à região da Vila Leopoldina que, por estar abaixo do nível do leito do Rio Tietê sofre com muitas enchentes e que estão sendo feitos esforços de limpeza de galerias e córregos na região. Ele ressalta que estas ações não dependem somente da vontade do subprefeito, mas envolvem a prefeitura, o apoio de outras subprefeituras, a disponibilidade orçamentária e outras questões.
Ele fala que o problema do lixo ainda persiste na cidade. Cita uma operação de limpeza feita na rua Prof. Ariovaldo, ao lado do portão 10 do CEAGESP, onde foram retiradas 32 toneladas de lixo. Ele pede que a população fotografe e denuncie quando flagrar pessoas fazendo descarte irregular porque esta é uma conduta que constitui crime ambiental.


Item 3 - A coordenadora Mônica faz uso da palavra e traz uma devolutiva das propostas do Orçamento no Participe Mais. Ela relata que na Lapa tivemos 7 propostas consideradas exequíveis e todas são propostas muito importantes para o território e abrange várias áreas do território. Praticamente todos os distritos tiveram propostas aprovadas. Em tratativas com a subprefeitura estamos diante de um desafio porque o montante das propostas aprovadas é de 13 milhões, sendo que o orçamento do CPM é de 10 milhões. Ela convida a subprefeitura a dialogar no sentido de acolher as 7 propostas escolhidas devido à importância delas para os cidadãos, tentar revisar os valores, diminuir os custos, para que todas as propostas possam ser realizadas.
O subprefeito Telhada, sugere que os conselheiros e munícipes vão em busca de seus vereadores para levantar verbas por emenda parlamentar para completar o valor necessário para realizar todas as propostas. Ele ressalta a dificuldade de obter mais verbas, até mesmo para a ampliação das equipes de poda e supressão pela subprefeitura.


Item 4 – Dando continuidade a reunião, a coordenadora Mônica consulta o pleno sobre seguir com a reunião sem a leitura integral da pauta. Nenhuma discordância. O secretário adjunto, Daniel, informa sobre a renúncia da conselheira Luciana Gomes, do Jaguaré. Quem deverá assumir o lugar dela é o suplente da região, o sr. Ademir de Souza, ausente da reunião por motivos de saúde. Ele deverá tomar posse na próxima reunião. Informa ainda que a conselheira Gislene Aguiar solicitou afastamento de 90 dias para tratamento de saúde. A conselheira Eliana Rodrigues solicitou renúncia na reunião do dia 18 de agosto e entregou a carta de renúncia no mesmo dia. Entretanto, a Casa Civil objetou que a carta de renúncia dela estava muito extensa e enviou um modelo de carta de renúncia a ser seguido para a formalização da renúncia. Entretanto, como a Barra Funda não possui mais suplentes, assumirá a suplente Carmen Lígia Torres, conselheira eleita por Perdizes, por ser a conselheira mais votada na sequência dos conselheiros mais votados. Com relação à situação da conselheira Claudia estamos exigindo celeridade da Casa Civil para lhe dar posse. Situação semelhante aconteceu com o conselheiro Edson, que assumiu como titular em agosto, mas só foi publicado no Diário Oficial em setembro. No entanto, todos os atos dos conselheiros empossados como titulares são válidos, independente disso.


Item 5 – O coordenador de governo da Subprefeitura, Luciano, responde aos questionamentos relativos à reforma do auditório da subprefeitura como do teto e pintura, além de outros reparos programados no piso e colocação de faixas refletivas nos degraus. Com relação à conectividade no auditório, ele disse que foi verificado com o TI da prefeitura, mas que não é possível colocar nenhum dispositivo de internet dentro da rede da subprefeitura. A solução, segundo ele, seria alguém colocar um modem particular e que a dotação orçamentária de R$ 3 mil do CPM pode não ser suficiente para a aquisição deste equipamento. Sobre a dotação orçamentária, a coordenadora Mônica destacou que foi informado a ele o número da dotação dedicada ao CPM, número 2803, que segundo devolutiva do sr. Luciano, não foi encontrado. Para tanto, é preciso que haja contato com a Casa Civil para garantir a dotação de R$ 3 mil para o CPM em 2026.


Item 6 - Com relação à comunidade Bento Bicudo, o sr. Luciano parabeniza a coordenação por solicitar uma reunião entre representantes da Associação de Moradores da Comunidade de Bento Bicudo e representantes de Polícia Federal (Associação dos Servidores da Polícia Federal, administradora legal do CDC Bento Bicudo). Ele relata que nesta reunião ficou acordado que a Associação poderá disponibilizar atividades para os moradores da comunidade quando o CDC estiver pronto. Ainda sobre a comunidade de Bento Bicudo, foi informada a contratação de dois moradores
pela empresa Loga para que façam o recolhimento do lixo da comunidade e levem até um contêiner. E que está sendo estudada a colocação de um contêiner maior para o recolhimento mecanizado.


Item 7 – A conselheira Luciana Gaspar sugere que na próxima reunião seja redefinida pelo pleno a data da próxima eleição para a coordenação do conselho antecipando para dezembro ou realizando no mês de fevereiro, com posse imediata do eleito, já que no mês de janeiro a reunião deve estar esvaziada em função do período de festas de fim de ano e férias. A sra. Jupira Cauhy, representante do CADES faz uso da palavra e relata a proposta do mapeamento das árvores dentro do território realizada pela Associação AMORA Perdizes. Este mapeamento tem por objetivo identificar as árvores que estão com problemas e que darão continuidade a esta iniciativa na próxima reunião. Ela ressalta que os eventos climáticos continuarão acontecendo e que é fundamental que os conselhos se articulem com a subprefeitura na busca de soluções.


Item 8 – A coordenadora Mônica relata que esteve em visita às praças revitalizadas com verbas indicadas pelo CPM com o secretário adjunto Daniel e que encontraram várias praças em bom estado de conservação e limpeza, mas que ainda há demandas a serem concluídas, que estão sendo encaminhadas à subprefeitura, destacando problemas na execução:
- Praça linear do córrego Quirino dos Santos - ciclovia incompatível com o padrão da cidade, reclamação de falta de segurança em função da derrubada de um muro na marginal Tietê, que protegia a área, falta do asfaltamento previsto no projeto e no orçamento que se encontra solado, falta de sinalização na av. Marquês de São Vicente sobre a existência da praça e falta de segurança, com a denúncia de duas tentativas de estupro no local;
- Praça Conde Francisco Matarazzo Júnior - uso de tinta para piso da praça e quadra de qualidade inadequada, já tendo que ser refeita duas vezes, mudas de plantio de tamanho fora do padrão indicado para praças e espaço público, falta de rega e cuidados
- Praça Dr. Vicente Tramonte Garcia com o paisagismo - mesmo problema com mudas e paisagismo da praça Conde Francisco Matarazzo Júnior, com placas de grama secas, perda do plantio por falta de cuidados e rega de responsabilidade da empresa contratada para executar a obra, bem como já perceptível deterioração de canteiros;
- Praça Cyla Remundini - com o mesmo problema de placas de grama secas, perda do plantio por falta de cuidados e rega de responsabilidade da empresa contratada para executar a obra, equipamentos como mesas e bancos deixados em locais que não atendem ao projeto original de instalação, fora da área de convivência prevista, orçamentada e paga, assim como nas acima, sem a execução prevista.
A coordenadora destaca ainda a importância das comissões formadas pelo CPM, dentro de suas atribuições, de darem encaminhamento à fiscalização dessas obras. Ainda em caráter de informe, em relação à demanda trazida pelo conselheiro Paulo Maluf sobre o Arco PIU Pinheiros, a coordenadora Mônica informa que foi em busca de informação e Com relação à questão da habitação ela informa que a coordenação foi em busca de contato com os responsáveis pelo Arco PIU Arco Pinheiros (Programa de Intervenção Urbana Arco Pinheiros), na Secretaria de Urbanismo, cujo decreto ainda não foi regulamentado, mas que está previsto, segundo site da secretaria, para este ano ainda a formação do Conselho Gestor do AIU.
Ela ressalta a importância de compreendermos as demandas de habitação e os problemas relativos a isso no nosso território. Relata que houve reunião do AIU Leopoldina (Área de Intervenção Urbana Leopoldina) com a presença do conselheiro Carlos Alexandre. Ela cita também que o OUCAB (Operação Urbana Consorciada Água Branca), que é um projeto que tem R$ 1,3 bilhão de reais para intervenções de moradia e obras na região. Dito isso, a coordenadora sugere ao Pleno que estas três importantes intervenções previstas para o território estejam na pauta da próxima reunião, o que foi acolhido pelo Pleno.


Item 9 – O representante da CET, sr. Almir Matos, faz uso da palavra e se apresenta como interlocutor da CET para o CPM Lapa. A partir desta reunião ele deverá estar sempre presente para acolher as demandas do território. E, que a partir de agora os munícipes poderão preencher um formulário, protocolar junto ao CPM, que encaminhará ao interlocutor da subprefeitura. As solicitações serão analisadas e se tiverem pertinência e coerência será dada a entrada da solicitação no sistema. Por meio do protocolo dessa demanda apresentada pelo CPM e pela subprefeitura, através do interlocutor Afonso, será aberto um SEI. As respostas das demandas serão dadas nas reuniões do CPM. Acatada a solicitação será feita uma avaliação técnica no local para verificar se o que foi solicitado está em conformidade com alegislação de trânsito regulamentada pelo CONTRAN. A conselheira Heloísa Casagrande pergunta qual a via de acesso mais rápida para fazer uma solicitação à CET. O sr. Almir responde que não existe diferença. Tanto por meio do CPM, quanto pelo CONSEG e pelo 156, a partir do momento que a solicitação é registrada no sistema é gerado um número de processo. Entretanto, o prazo para resposta depende da complexidade das solicitações, porque cada solicitação segue um caminho diferente. A conselheira Heloísa faz uso da palavra e fala que fez um levantamento desde 2022 e verificou que em muitos casos a população se empenhou em escrever uma proposta, mas no final ela não é aprovada. Ela informa que gostaria que o fundo de caixa de R$ 80 mil reais fosse aproveitado para a execução de obras emergenciais.


Item 10 – A conselheira Heloísa faz uso da palavra e fala que fez um levantamento desde 2022 e verificou que em muitos casos a população se empenhou em escrever uma proposta, mas no final ela não é aprovada. A conselheira destaca que a proposta de revitalização da André Casado, julgada viável e orçada pelos órgãos públicos competentes, acabou descartada no final da votação, perdendo por poucos votos de diferença para a proposta apresentada pelo CADES, Jardins de Chuva da rua Sepetiba, também muito importante para o território. Ela informa que gostaria que o fundo de caixa de R$ 80 mil fosse aproveitado para a execução de obras emergenciais.O conselheiro Paulo Maluf faz uso da palavra e se dirige ao interlocutor Afonso, solicitando ajuda com relação a um problema de varrição de ruas. Ele informa que faltam funcionários para a função e que há equipes contratadas terceirizadas, mas que na Av. Dr. Francisco de Paula e Av. Vicente de Azevedo no Parque Continental, no Jaguaré, não está sendo realizada a varrição e a limpeza dos logradouros há mais de 20 dias. Ele explica que o funcionário da empresa contratada não consegue varrer 10 km de ruas sozinho e que as empresas não estão prestando um bom serviço dessa forma. Ele sugere que a subprefeitura faça uma escala de varrição nos bairros e que um funcionário público da subprefeitura fiscalize o serviço prestado por essas empresas.


Item 11 – A munícipe sra.. Eleni Kronka, moradora da região da André Casado, faz uso da palavra. Ela relata que fizeram uma solicitação à CET por meio do CONSEG relativo às ruas Salto Grande e Havaí, por terem um declive acentuado representavam riscos aos transeuntes e condutores. Por esta razão os moradores da região solicitaram que estas ruas tivessem apenas mão única e que outros logradouros ainda têm o mesmo problema no bairro. O sr. Almir responde que é necessário verificar o interesse da maioria dos moradores para poder fazer essas intervenções. No entanto, ele diz que como a solicitação foi feita pelo CONSEG ele não irá responder a respeito. Ele aconselha que para solicitar mudança de mão seja feito um abaixo-assinado para agilizar o andamento da demanda.


Item 11 – A coordenadora Mônica faz uso da palavra e sugeriu que seja feita uma confraternização de fim de ano numa praça com todos os conselhos e que a ideia poderá ser discutida na próxima reunião. A sra.. Jupira faz uso da palavra e diz que com relação à proposta da escadaria da André Casado, ela esclarece que a proposta foi votada, mas o orçamento do CPM é de 10 milhões e a proposta ficou orçada num valor superior e por isso foi descartada. Ela questiona os valores dos orçamentos das obras porque considera sem sentido custar R$ 5.5 milhões fazer uma praça, R$ 2.5 milhões para alargar uma rua, e assim sucessivamente. Assim sendo, ela propõe que se façam ajustes pela subprefeitura, para que os valores orçados diminuam para se adequarem ao orçamento do CPM, permitindo assim a realização de todas as propostas aprovadas. A coordenadora Mônica corrobora as observações da sra.. Jupira e faz um adendo que, em conversa com o coordenador de governo Luciano, propôs que a obra do Córrego Cintra, por ser uma obra de zeladoria fundamental, fosse absorvida pelo orçamento da própria subprefeitura, saindo do escopo do CPM. Ela informa que até dia 10 de outubro a subprefeitura deverá dar uma resposta sobre essa revisão dos valores para obras indicadas pelo CPM para 2026. Ela enfatiza a importância do CPM se empenhar em fiscalizar a qualidade das obras realizadas. Ela observa também que as comissões formadas pelos conselheiros não estão funcionando como deveriam. Ela ressalta a importância das tarefas de fiscalização porque muitos serviços têm sido feitos de forma insatisfatória e algumas obras são inauguradas já com problemas devido ao uso de material de baixa qualidade ou os serviços não terem sido feitos da forma adequada. Ela cita o exemplo da praça Conde Matarazzo onde a pintura foi mal feita e já está toda descascada, que existe uma quadra nesta praça, mas já está com os equipamentos quebrados. A conselheira Maria Esther corrobora a fala da coordenadora e defende que os projetos de revitalização de praças e melhorias nos bairros deveria ter o acompanhamento e
fiscalização dos conselheiros representantes do bairro, assim como na entrega da obra, bem como a fiscalização por parte de todos os envolvidos nos projetos. A conselheira aponta também que na praça Tramonte Garcia a grama está seca como palha, as tabelas instaladas na quadra de basquete são de papelão e é preciso retirar os blocos que estão no final do escorregador de cimento, pois oferecem riscos.

Item 12 – O suplente Giovanni faz uso da palavra e diz que com relação às obras públicas é necessário verificar o que dizem os editais, pois muitas vezes são redigidos sem especificações técnicas e é necessário analisar o que está determinado no edital de cada obra para compreender essa questão. A coordenadora Mônica faz uso da palavra e sugere que a Comissão de Fiscalização aproveite os conhecimentos técnicos do sr. Giovanni. Ela diz que é necessário fazer um levantamento de que órgãos precisam ser oficiados para prestarem essas informações de cunho técnico.
A coordenadora Mônica relata que esteve em visita ao Córrego Quirino em companhia da sra.. Jupira e que as comissões de fiscalização, orçamento e zeladoria deveriam assumir a fiscalização dessas obras. Ela relata que o asfalto da rua próxima ao córrego está em péssimas condições, a ciclovia é apenas uma calçada de tijolos vermelhos, a praça não tem nenhuma sinalização e ninguém sabe da existência dela. Ela informa que a limpeza foi feita apenas em uma parte do córrego, mas o mesmo vai até a Marginal. Não há segurança nenhuma na área e já foram relatadas duas tentativas de estupro no local. Há um forte cheiro de esgoto que emana do córrego no local. Ela reforça ainda que foram gastos R$ 6 milhões nesta obra que está nessas condições. Ela diz que dá a impressão de que a obra foi feita somente no intuito de remover a comunidade que existia no local, pois da forma que está a praça não serve a ninguém.


Item 13 – Com relação à UBS da comunidade Bento Bicudo, a coordenadora Mônica informa que a coordenadora da STS Oeste, sra.. Regiane, disse que a licitação está aberta, mas a empresa Primax não sairá de lá até que a STS solicite sua saída.

Item 14 – O munícipe sr. Joaquim faz uso da palavra e diz que o conselheiro que é do bairro, não estaria apresentando as demandas do bairro no CPM. Ele informa que no bairro existe um problema crônico de enchentes e galerias obstruídas. Informa ainda que há duas praças abandonadas no bairro. Segundo ele, a sra.. Jupira irá fazer uma visita nas praças. Ele informa ainda que há uma alta demanda reprimida por podas e remoções de árvores no bairro. Ele ressalta que não basta fazer a poda e a remoção, mas é preciso fazer o replantio também. Ele diz que na rua onde mora não existem mais árvores porque as incorporadoras compram as casas, removem as árvores, constroem galpões e não plantam as árvores cortadas. Ele reclama que estão esperando há mais de dois anos pelo hidrojato para a desobstrução das galerias, mas nada é feito. Ele falou que apenas tirar a tampa do bueiro e limpar por cima não resolve nada. Ele denuncia que há apenas dois funcionários para varrer 11 ruas e que os funcionários são idosos e não têm condições de fazer tanto trabalho sozinhos.
A Coordenadora geral Mônica Lopes finalizou, agradecendo a participação de todos,
encerrou a reunião e desejou boa noite.

 

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Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada
Subprefeito(a)
Em 28/10/2025, às 15:44.


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Referência: Processo nº 6044.2025/0000228-8 SEI nº 145053789